Catarina e Jarirí – uma paixão sobre-humana

– A iscuridão ié maisi véia du qui a noite. Antis du Sol si formá na barriga du Universo, ãinda bebêzim, eile invinha pá dá a luz pá Terra. Ieu to aqui Terra mia, eile dizia. I repitia i maisi dizia: Mia luz vai acendê tudos os teus dia. I a cada 24 hóra eile invém i eile invái. Eile traiz, eile léva i sempre acende a luz pá apagá as tréva. Cunfórmi fala os físico, eile inveio du big bang, adondi u Universo si inaugurô. Agóra já é noite, u jantar di Néja vai démorá maisi um tanto, entoncis vamu tumá maisi pinga i cunvérsá sobri os segredo da noite i du dia.

– Mestre, ieu intendo di iscuridão. Ieu vivo nu mei déila.

– Sim, Vardí. U qui ucê tem pá dizê. Nos fale sobri a iscuridão qui ucê sente.

– A iscurdião ié cheia di coisa, mestre. Pá mim, a iscuridão ié um manto pá tampá coisa cajienti num vê maisi ixiste. Ieu seio, memo num venu eile, qui u sol traizi tudo, maisi tem argumas cousas qui ficam coá noite, são segredo déila. Ieu diria qui são segredo da Humanidadi cajienti num inxérga. De noite, invém u sono i a jienti acaba durmino. A noite gósta cajiente durma. Éila imbala a jienti pájienti drumí i, ás veiz, sonhá. O sono ié da noite, ieisse ié un dos segredo déila. Pur que, mestre?

– Inhé vérdadeiro tudo uilsso, Vardí. A noite gósta cajienti entra drentu déila. Qué cajienti feche os zólhos, pá num vê nada i anssim entrá nu seu mundo di iscurdião i di imagens loucas. Durmi ié deitá nu cólo da noite. 

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