Catarina e Jarirí – uma paixão sobre-humana

– Continua, mestre.

– A noite i u Universo são iscuros, eiles são parcero um duotro. Tiranu a luz dos astro qui tem luz pur si mesmo ou são iluminados pur outros astros, tudo u maisi ié puríssima iscuridão, iguar a noite aqui na Terra. Entoncis, num ié de si ispantá qui a noite tenha muitos segredo, éila ié feita da mesma matéria qui envólvi u Cósmo. A jienti, indaí, pódi dizê cajienti, cuandu deita nu cólo da noite, tumém tá deitanu nu cólo du Universo, mergulhadu numa imensidão di iscuridão sem fim.

– I u sonho, mestre? Cuandu a jienti sonha, aparéci imagens qui, purtanto, tem luz. Dadondi invém u sonho?

– As énergia du sonho, Clódiu, tá lá nu fundo da nuóssa vida, num poço muito profundu chamadu inconscienti, um lugá didadonde tá guardadu tudo cajienti num conségui çalembrá. Ié lá qui tá iscundido as dor pelas trajédia qui éissa sóciedadi marvada cajienti vive nos impõe. Sóciedadi éssa qui lançô toneladas di sofrimento incima di nóis, tão pesados qui caíram nu poço du inconsciente. I tumém tá lá as cousas proibidas, aquélas qui a jienti num conségui çalembrá cum exatidão.

– Sim, eu compreendo.

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