Censo demográfico corre risco e Brasil pode sofrer “apagão estatístico”

Programado para 2020 e adiado para 2022, em decorrência da pandemia da Covid-19, o levantamento deve ser menos abrangente do que o recomendado e teve o orçamento reduzido

Reprodução

Jornal GGN – O Censo demográfico, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), vem sofrendo diversos ataques que criam risco de “apagão estatístico” sobre o país, alertam especialistas ouvidos pela Deutsche Welle. Programado para 2020 e adiado para 2022, em decorrência da pandemia da Covid-19, o levantamento deve ser menos abrangente do que o recomendado e teve o orçamento reduzido.

Feito a cada 10 anos, o estudo verifica todos os pontos da sociedade, por meio dos dados dos cidadãos, para assim definir prioridades. A próxima pesquisa, no entanto, terá menos questões a serem feitas pelos recenseadores, apesar de as perguntas iniciais terem sido sugeridas por um grupo de estudiosos do próprio IBGE.

De acordo com especialistas, deixar de fazer perguntas torna mais difícil mensurar a pobreza no país e desenvolver políticas de redistribuição de renda, imigração e acesso à educação. Sendo assim, este movimento contribui para o que vem sendo chamado de “apagão estatístico”

Além disso, a pandemia inviabilizou a realização do levantamento, remarcado para 2021. Mas, ainda não se sabe se será possível fazer a visita com segurança aos cerca de 70 milhões de domicílios brasileiros e o Censo poderá ser adiado de novo.

O orçamento da pesquisa também sofreu impactos. Até 2019 o levantamento estava estimado em R$ 3,4 bilhões, mas sofreu um corte de 41% e ficou em R$ 2 bilhões.

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