CEO dos EUA diz que corte indiscriminado de custos comprometeu mineração brasileira

Lourenço Gonçalves, da mineradora americana Cleveland-Cliffs, diz que processos e crimes ambientais no setor não compensam

Foto: Agência Brasil

Jornal GGN – Entre as empresas estrangeiras que criticaram o Brasil nas conferências de resultado do primeiro trimestre está a Cleveland-Cliffs, uma mineradora dos EUA dirigida pelo brasileiro Lourenço Gonçalves. Segundo relatos da Folha de S. Paulo deste sábado (4), o empresário afirmou que em 2019 e 2020, o Brasil será visto como um “fornecedor não confiável” de minério de ferro.

Após as tragédias com Brumadinho e Mariana, entre outras, o empresário frisou que os crimes ambientais e o custo dos processos de mineração de Brasil não compensam.

“Os processos muito caros e sérios, inclusive criminais, e a perda de centenas de vidas de brasileiros apenas segue confirmando que neste ano e no próximo o Brasil se tornou um fornecedor totalmente não confiável de minério de ferro. Não há solução a curto e médio prazo para essa escassez e, por isso, os preços de minério de ferro e de ‘pellet’ seguirão altos no futuro próximo”, anotou a Folha.

Ele também criticou o “esfoço” do Brasil e mineradoras da Austrália para tentar reduzir os custos nos últimos anos. “É uma época conhecida como ‘campeonato brasileiro-australiano de estupidez.'”

Apesar das críticas, de acordo com a colunista Joana Cunha, do Painel S/A, “Brasil foi citado de forma positiva em 75% das conferências de resultados analisadas” e a maioria das companhias demonstraram “otimismo” com o País no primeiro semestre.

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