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18 comentários

  1. O “foro íntimo” do juiz-carcereiro do mensalão….

    Do Tijolaço

     

    O “foro íntimo” do juiz-carcereiro do mensalão só surgiu com o ocaso de Barbosa

     

    26 de março de 2014 | 19:43 Autor: Fernando Brito

     

    Algo está acontecendo no mundo das togas que nós, mortais, temos dificuldade em entender.

    Quatro meses depois de assumir a Vara de Execuções Penais do Distrito Federal em lugar do titular, expelido do cargo pelos atritos com Joaquim Barbosa, o juiz-substituto Bruno André Silva Ribeiro declarou-se impedido “por motivo de foro íntimo” de cuidar dos presos do chamado “mensalão”.

    Coincidentemente – claro, não houve relação, não é? – o Dr. Bruno só foi encontrar “razões de consciência” para recusar a missão depois de afastado pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal por ter pretendido inquirir (e grosseiramente) o Governador distrital, que é prerrogativa apenas do TJ, não de juiz de primeira instância.

    E, claro, depois do início do outono de Joaquim Barbosa, derrotado nas últimas votações na Corte.

    Oxalá não tenha sido o juiz descobrir que é filho de um ex-deputado tucano que o tenha levado e este arroubo tardio de decoro.

    Ou que lhe tenha pesado o fato de trabalhar no IDP, instituto de direito de Gilmar Mendes.

    Muito menos que ele esteja buscando dissolver com o gesto o atropelo jurisdicional que praticou e que o levou a ser afastado administrativamente.

    Mas tomara, ao contrário, que o Judiciário – se o Dr. Joaquim Barbosa, finalmente, deixar, passe a viver um clima de normalidade, com os condenados cumprindo as penas a que foram atribuídas – se justa ou injustamente é outra história – no regime a que foram condenados: o semi-aberto, e não à clausura ilegal a que estiveram todos submetidos e na qual segue, ainda, José Dirceu.

    Bom, sobretudo, para o Judiciário, que talvez tenha de purgar uma pena bem longa até que se veja redimido das suspeitas de manipulação e de perseguição a condenados.

    Que é coisa para quem, como dizia Roberto Jefferson, quem tem despertos seus instintos mais primitivos.

    http://tijolaco.com.br/blog/?p=15927

  2. O mundo maravilhoso do “repórter” da época…

    Tijolaço

    O mundo maravilhoso do “repórter” da Época, a fábrica de salsichas jornalísticas.

    26 de março de 2014 | 13:42 Autor: Fernando Brito

     

    Eu disse ontem que ia deixar passar, pela insignificância a que foi reduzido o rapaz,  que nem sequer redigiu uma resposta, limitada a um pedido de desculpas para os “erros” factuais.

    Mas pensei melhor e resolvi mostrar a todos este impagável exemplo de como é a fábrica de salsichas da revista semanal que é a Época, nascida à imagem e semelhança da Veja, apenas – creia! – um pouco mais higiênica.

    Vejam que meiga a romântica descrição da longa amizade entre Joaquim Barbosa e Celso de Mello, o decano do STF:

    (…) ambos se encontraram em Brasília, nos anos 1990. Celso já era ministro do Supremo; Joaquim, um procurador da República pouco interessado no ofício do Ministério Público e muito envolvido com suas reflexões acadêmicas sobre igualdade racial e a Constituição brasileira. Não demorou para que ambos desenvolvessem uma relação de mútua admiração. Joaquim admirava a erudição jurídica de Celso, que já assombrava Brasília. (…) Celso admirava o vigor intelectual de Joaquim, que nunca parava de se aprofundar nos estudos.

    Mas não era uma admiração puramente intelectual. Celso se impressionava com a orgulhosa altivez de Joaquim(…). Num traço que se acentuou com o avanço dos anos e a concomitante ascensão na elite do Direito brasileiro, Joaquim nunca permitia, recorrendo a gestos e a palavras duras, talvez mais do que o necessário, que o reduzissem ao papel do negro subserviente, cordial – do negro que se força a esquecer o racismo, em nome de uma igualdade racial que, infelizmente, inexiste no Brasil. No que muitos outros enxergavam um exagero, quiçá um complexo de inferioridade, Celso percebia a necessária afirmação do que Joaquim era, por inteiro. E como essa afirmação moral de indignação moldaria o juiz que Joaquim se tornaria.

    Não foi por acaso, portanto, que, em 2001, Celso escreveu o prefácio de um livro em que Joaquim disseca a legalidade de medidas como cotas raciais: Ação afirmativa e princípio constitucional da igualdade. Nele, Celso defende o trabalho – e a visão de mundo – de Joaquim. Como continuou a fazer, quando os dois se encontraram no Supremo em 2003, a partir da posse de Joaquim. Votaram de modo semelhante em todos os casos que, na década passada, estabeleceram o Supremo como uma instituição progressista em questões comportamentais(…)É o que se convencionou chamar de ativismo judicial – aquilo que a Suprema Corte americana fizera nos anos 1960, e Celso e Joaquim, além de outros ministros, tanto admiravam. Autorizado pela Constituição, o Supremo começara a fazer o trabalho de que o Congresso abdicara.

    Quando o caso do mensalão chegou ao Supremo, a afinidade jurídica e moral entre Celso e Joaquim estava completa. Joaquim virou relator do caso, aconselhando-se amiúde com Celso. Isolado na casa de amigos na Áustria, ouvindo música erudita e relembrando as lições de raciocínio lógico e argumentação que tivera na Alemanha, Joaquim preparou o voto de sua vida. Nele, aceitou larga parte da sólida denúncia do então procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza. Ela descrevia as provas e os raciocínios legais para sustentar a tese jurídica de que os crimes contidos no mensalão envolveram a alta cúpula do governo petista. Os demais ministros concordaram com Joaquim, para satisfação de Celso.

    Maravilhoso, não é? Faltou apenas a música de violinos…

    Ah, e um pequeno, infimo, desprezível detalhe: nada disso aconteceu.

    O Celso que escreveu o prefácio do livro de Joaquim é outro e o Celso do texto – o Ministro – Barbosa só conheceu em 2003, quando chegou ao STF.

    Tudo é história da carochinha, um conto de ficção desonesto.

    Teria sido o primeiro da carreira deste rapaz?

    Vejam este trecho de “reportagem” do Dieguinho:

    “João Augusto estava em silêncio. Permanecia inclinado à frente, apoiava-­‐se na mesa com os antebraços. Batia, sem parar, a colherzinha de café na borda do pires – e mantinha o olhar fixo no interlocutor. Parecia alheio à balbúrdia das outras mesas no Café Severino, nos fundos da Livraria Argumento do Leblon, no Rio de Janeiro, naquela noite de sexta-­‐feira, dia 2 de agosto.

    A xícara dele já estava vazia. O segundo copo de água mineral, também. João Augusto falava havia pouco mais de uma hora. Até então, pouco dissera de relevante sobre o assunto que o obrigara a estar ali: as denúncias de corrupção contra diretores ligados ao PMDB, dentro da Petrobras.”Outro romance ficcional?E seu espelho da Editora Abril, a Veja, não escreveu outro pequeno romance sórdido com as embalagens de Mc Donald’s na cela de José Dirceu?Se a Época, como a Veja, se anunciasse como “revista semanal de literatura”, vá lá. Seria apenas má literatura.Mas se dizem “revistas de informação”.Imagine se nós, o que eles chamam de “blogueiros sujos” inventássemos historinhas assim?É assim que, lá dentro, se fazem carreiras.Que podem ser de qualquer coisa, menos jornalismo. http://tijolaco.com.br/blog/?p=15919

  3. Um olhar interdisciplinar sobre a seca em São Paulo

    EcoDebate

    http://www.ecodebate.com.br/2014/03/26/um-olhar-interdisciplinar-sobre-a-seca-em-sao-paulo/

     


    Sistema Cantareira: Representação Gráfica dos Reservatórios

     

      Os debatedores (a partir da esq.): Marcio Automare, Daniela Libório Di Sarno, Wagner Costa Ribeiro, Pedro Jacobi, Susana Prizendt e Maurício de Carvalho Ramos

    No momento em que a Região Metropolitana de São Paulo (RMSP) amarga as consequências de um período prolongado de estiagem, que levou o Sistema Cantareira a níveis recordes de baixa das reservas, o IEA voltou-se para a conjuntura dessa falta d’água no debate Verão 2013/2014 e Cenários de Estresse Hídrico. Realizado no dia 19 de março, o evento integrou as comemorações da Semana da Água 2014, que antecedem o Dia Mundial da Água, celebrado em 22 de março.

    Organizado a partir de parceria entre o Grupo de Pesquisa Meio Ambiente e Sociedade e o Grupo de Pesquisa Filosofia, História e Sociologia da Ciência e da Tecnologia, ambos do IEA, com o apoio do Centro de Estudos de Governança Socioambiental do Instituto de Energia e Ambiente (IEE) da USP, o debate foi dividido em duas mesas-redondas, ambas mediadas por Pedro Jacobi, coordenador do Grupo de Pesquisa Meio Ambiente e Sociedade.

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    Assista ao vídeo com a íntegra do debateVeja as fotos

    Os expositores foram Wagner Costa Ribeiro, professor da Faculdade de Filosofia, Letras, e Ciências Humanas (FFLCH) da USP; Maurício de Carvalho Ramos, também professor da FFLCH;Daniela Libório Di Sarno, professora da Faculdade de Direito da PUC-SP e vice-presidente do Instituto Brasileiro de Direito Urbanístico (IBDU); Marcio Automare, analista de desenvolvimento organizacional da Fundação Instituto de Terras do Estado de São Paulo (ITESP); e Susana Prizendt, coordenadora do Comitê Paulista da Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e pela Vida.

    O encontro discutiu o problema da água a partir de uma perspectiva interdisciplinar, abordando aspectos ambientais, jurídicos, sociopolíticos, filosóficos e da segurança alimentar. Segundo Jacobi, a ideia foi refletir sobre o problema da água na RMSP, mas abrangendo questões mais amplas, que envolvem, entre outras, as desigualdades no acesso à água, alterações nos regimes de chuvas ocasionadas pelo fenômeno das mudanças climáticas, entraves institucionais e a postura do poder público em relação à prevenção e remediação do problema.

    AÇÃO DO ESTADO

    O debate foi aquecido pelas recentes medidas que vem sendo estudadas e tomadas pelo governo do estado de São Paulo para tentar contornar a situação crítica do Sistema Cantareira, que atualmente opera com aproximadamente 15% de sua capacidade. Entre tais medidas está a proposta, anunciada no início da semana, de usar água do Rio Paraíba do Sul para abastecer os reservatórios da RMSP. Indagado sobre o assunto, Ribeiro destacou que não considera a proposta oportuna, uma vez que o rio também está numa situação de estresse hídrico.

    Ribeiro criticou as obras emergenciais do governo do estado, iniciadas no dia 14 de março, para bombear o volume de “água morta” do fundos de represas que formam o Sistema Cantareira. De acordo com ele, isso significa “retirar até a última gota de água da Cantareira, de uma água que está há 40 anos estocada, parada, sem dinâmica, cuja qualidade é duvidosa, pois não se sabe que elementos estão associados a ela”.

    Além disso, afirmou tratar-se de uma medida arriscada, que pode levar à exaustão do recurso na região. “Isso porque, para saturar o solo novamente a ponto de a represa voltar a encher, será preciso muito mais que o volume médio de chuvas na região, cujos índices não foram atingidos neste verão.”

    Chamando atenção para a dimensão política da escassez de água em São Paulo, Ribeiro advertiu que é preciso questionar porque a cidade chegou ao limite dos recursos hídricos. Para ele, o problema não estaria tão grave caso o racionamento tivesse sido adotado em dezembro, quando já havia fortes indícios do que viria pela frente. Automare, da mesma forma, questionou: “Já se sabia da situação da Cantareira, então por que o racionamento não foi colocado em prática?”.

    Segundo Ribeiro, a crise requer a adoção imediata da medida, penalizando mais os grandes consumidores, de modo a minimizar os prejuízos aos usuários que impactam menos no sistema.

    GESTÃO FRAGMENTADA

    Sarno apontou a incongruência do sistema jurídico brasileiro em relação à gestão dos recursos hídricos como causa primeira da situação de escassez de água no país. De acordo com ela, embora a Constituição Federal determine que a gestão deve ser compartilhada entre União, estados e municípios, há pouco diálogo entre as partes e a administração dos recursos hídricos acaba ficando fragmentada.

    “Para enfrentar o desafio da gestão compartilhada, as três esferas [federal, estadual e municipal] precisam sentar e discutir. Mas ainda não demos esse passo. Não há conversa nem verticalmente, entre as esferas, nem horizontalmente, entre as instituições”, observou.

    Essa fragmentação é agravada pela incompatibilidade entre divisão do sistema federativo, que obedece a critério políticos, e a divisão das bacias hidrográficas, que obedece a critérios geográficos. As bacias são tão importantes porque colocam em cena mais um ator: os Comitês de Bacia Hidrográfica, os quais integram o Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos. Compostos por representantes dos diversos setores usuários de água, das organizações da sociedade civil e dos poderes públicos, os comitês aprovam o Plano de Recursos Hídricos de cada bacia, arbitram conflitos pelo uso da água, sugerem valores para cobrança do consumo, entre outros.

    Segundo Sarno, o problema é que nenhum dos modelos de gestão adotados no país — gestão municipal e gestão estadual, por meio de autarquias ou de empresas contratadas — é condizente com as divisões das bacias hidrográficas. “Os Comitês até fazem parte da gestão, mas quem coloca em prática a distribuição da água não são eles, mas instituições gestoras”.

    PÚBLICO X PRIVADO

    Já para Ribeiro, o maior entrave para equacionar a questão da água no Brasil é a gestão privada dos recursos hídricos. Na RMSP, por exemplo, a gestão é feita pela Sabesp, empresa de economia mista, capital aberto, com ações negociadas na bolsa de valores, que funciona segundo a lógica de uma instituição privada.

    “É função do estado remunerar-se, obter lucro e especular com base na comercialização do recurso água? Não, não é função do estado ganhar dinheiro com a água, como faz a Sapesp”, advertiu Ribeiro, destacando que falta transparência na gestão da empresa. “Além dos fluxos hídricos, deve haver transparência em relação aos fluxos financeiros”, apontou.

    Assim como Ribeiro, Automare ponderou que uma empresa ligada ao poder público, caso da Sabesp, não deveria se comportar como uma empresa privada, tratando a água como um produto. Citou, ainda, como exemplo da exploração comercial dos recursos hídricos, a indústria de água vendida em galões, cujo crescimento estaria afetando os lençóis freáticos.

    Sarno também abordou o embate entre interesse público e privado. De acordo com ela, Comitês de Bacia Hidrográfica tratam a água como um bem, cuja distribuição deve ser igualitária e cuja cobrança deve acontecer apenas para regular o consumo. Já as empresas que colocam a gestão em prática, como a Sabesp, tratam a água como um produto à venda.

    Segundo a jurista, os gestores das regiões metropolitanas e dos municípios não levam em consideração a disposição das bacias hidrográficas ao autorizar, por exemplo, a expansão de um distrito industrial que pode colocar em risco o abastecimento de água no local. “É preciso medidas para compatibilizar a expansão urbana e a infraestrutura de distribuição de água em termos de qualidade e quantidade”, advertiu.

    DIMENSÃO ÉTICA

    Fazendo uma abordagem filosófica, Carvalho ressaltou que a água pode ser pensada a partir de dois conjuntos de propriedades: as propriedades materiais, ligadas aos princípios bioquímicos; e as propriedades simbólicas, relacionadas ao seu valor incomensurável para a vida, o que faz dela um símbolo de poder.

    De acordo com ele, quando se consideram as propriedades simbólicas, a água pode ser concebida tanto como um recurso — um produto a ser explorado economicamente; quanto como um bem — algo gratuito e não comerciável de nenhuma forma. E é essa concepção de bem que deve ser adotada para se encarar o problema do estresse hídrico a partir de uma perspectiva ética.

    “Enfrentar a questão de forma racional e responsável envolve não colocar em prática possibilidades tecnocientíficas ligadas ao uso da água que coloquem em risco a disponibilidade ou as propriedades materiais dos recursos hídricos”, disse. “Se a postura ética prevalecesse, não haveria necessidade de racionamento; bastaria um apelo à consciência das pessoas”, completou.

    PARTICIPAÇÃO

    Os debatedores chamaram atenção para o baixo envolvimento da sociedade nas discussões sobre a gestão dos recursos hídricos. Segundo Automare, a água figura no último lugar na lista de prioridade dos cidadãos do Estado de São Paulo: “fomos induzidos a creditar a discussão sobre o assunto aos representantes e deixamos de nos envolver”. Além disso, destacou, “o público não tem foro para debater, de modo que a situação fica nas mãos de tecnocratas”.

    Ribeiro também alertou sobre o paradoxo que envolve a falta de participação popular, de um lado, e o excesso de instituições para gerir a água, de outro. Para ele, “temos mais instituições que lidam com a água do que água em si. É muita instituição para pouca água. E a sociedade civil é sub-representada dentro delas”.

    SEGURANÇA ALIMENTAR

    O problema da água também foi abordado do ponto de vista da qualidade. Tratando da contaminação dos recursos hídricos por agrotóxicos, Prizendt afirmou que a questão deve ser debatida tendo em vista a substituição do agronegócio, modelo de produção convencional, baseado no uso intensivo de agrotóxicos, pelo agroecologia, modelo alternativo, cujas práticas visam a manter o equilíbrio dos ecossistemas e preservar as nascentes dos rios e do sistema hídrico como um todo.

    De acordo com ela, os agrotóxicos são a segunda maior causa de contaminação de rios, dado que se torna particularmente preocupante considerando-se que o Brasil é campeão mundial no uso destas substâncias, sendo responsável por 1/5 do que é consumido no mundo. Além disso, disse a ambientalista, o setor agrícola corresponde a cerca de 70% do consumo de água doce no Brasil.

    Matéria de Flávia Dourado, do INSTITUTO DE ESTUDOS AVANÇADOS DA USP, reproduzida pelo EcoDebate, 26/03/2014

  4. Astra ofereceu Pasadena à

    Astra ofereceu Pasadena à Petrobras um mês depois de comprar refinaria

    Belgas propuseram a Nestor Cerveró parceria na unidade em 2005    

    Danielle Nogueira, Nice de Paula, Henrique Gomes Batista, Ramona Ordoñez e Bruno Rosa

    Publicado:27/03/14 – 6h00

    Centro da polêmica: a refinaria Pasadena, da Petrobras, nos EUA Agência Petrobras

    RIO E BRASÍLIA – Um mês após comprar a refinaria de Pasadena, no Texas (EUA), da americana Crown Central Petroleum Corporation, a empresa belga Astra Oil ofereceu à Petrobras uma parceria no negócio, num indício de que pretendia passá-lo adiante. Carta assinada pelo então vice-presidente da Astra Oil, Alberto Feilhaber, propunha uma parceria com a estatal na refinaria.

    A carta, à qual o GLOBO teve acesso – de 23 de fevereiro de 2005 – é endereçada a Nestor Cerveró, então diretor da Área Internacional da Petrobras. A Astra Oil comprou a refinaria de Pasadena em janeiro de 2005 por US$ 42,5 milhões. Ela investiu outros US$ 84 milhões no empreendimento.

    Na carta, Feilhaber diz que, “após cuidadosa análise do Plano Estratégico da Petrobras para 2015 e considerando a forte e longa presença da Astra nos mercados americanos de petróleo, acrescida da compra de Pasadena (…), identificamos oportunidades de negócios que nossas companhias poderiam explorar e desenvolver em base conjunta”.

    O executivo sugere que a parceria poderia ajudar a Petrobras a atingir metas definidas no plano estratégico, como expandir e diversificar a presença da estatal no refino; adicionar valor ao petróleo pesado de Marlim (campo da Bacia de Campos) e introduzir a Petrobras no mercado internacional de derivados. No fim, pede para que uma reunião seja marcada com Cerveró.

    Feilhaber tinha livre trânsito na Petrobras, onde trabalhou por 12 anos (de 1983 a 1995), chegando a ocupar o cargo de chefe do Departamento Comercial. Engenheiro pela PUC-Rio, ainda trabalha na sede da Astra Transcor Energy nos EUA, em Huntington Beach, na Califórnia. Ontem, O GLOBO deixou recado na caixa postal de seu telefone na sede da empresa, mas não obteve resposta até o fechamento desta edição.

    A carta de Feilhaber foi o pontapé das negociações. Segundo documento interno da Petrobras anexado a um processo da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) que investigou a compra da Pasadena, a intenção inicial da Petrobras era comprar 100% da refinaria. A oferta foi feita em agosto de 2005. Mas a Astra fez uma contraproposta em setembro daquele ano, oferecendo a venda de apenas 70% da refinaria.

    “Face à dificuldade de conciliar a participação minoritária da Astra com sua exigência de participação igualitária na governança das empresas, ficou acordado que reduziríamos a participação da Petrobras para 50%”, diz o documento. As empresas em questão eram a PSRI, detentora dos ativos de Pasadena, e a PRSI Trading Company, que ainda seria criada e que deteria os direitos de comercialização dos produtos processados na refinaria.

    Em novembro de 2005, a Petrobras e a Astra assinaram o memorando de entendimentos para a compra de Pasadena, que culminou com a aquisição de 50% da empresa em fevereiro de 2006 por US$ 190 milhões. A Petrobras ainda pagou outros US$ 170 milhões por parte do estoque da refinaria.

    Comissão vai apurar envolvimento de executivo

    Em 2008, após o desentendimento entre os sócios, a Petrobras teve de comprar os 50% restantes, elevando o preço da aquisição a US$ 1,2 bilhão, depois de levar a discussão a uma câmara de arbitragem. Documentos internos da Petrobras, elaborados pela área jurídica em 2008, mostram forte descontentamento com a Astra.

    O texto diz que a empresa visava “basicamente a alavancar suas atividades comerciais, sempre voltadas para os objetivos de curto prazo”, e que estaria distante dos valores e diretrizes da Petrobras. “Os problemas da sociedade também ficaram evidentes no âmbito da governança corporativa, devido aos constantes atrasos pela Astra na transferência de gestão financeira”, diz a nota.

    “No lado operacional, o foco da Astra em confiabilidade das instalações revelou-se voltado à manutenção reativa a problemas observados, minimizando custos de curto prazo e sem plano organizado de otimização de resultados das instalações a médio e longo prazos”, diz o documento, lembrando que Pasadena exibia baixo fator operacional e resultados de segurança piores que os das refinarias da Petrobras e da média do setor nos EUA.

    O envolvimento de Feilhaber é um dos assuntos que serão avaliados pela comissão interna, criada na segunda-feira pela Petrobras. Em entrevista ao GLOBO, Graça Foster disse não conhecer o executivo.

    Analistas lembram que o projeto de internacionalização da estatal começou nos anos 2000. David Zylbersztajn, ex-diretor-geral da Agência Nacional do Petróleo (ANP), lembra que foi nessa época que a companhia começou a comprar ativos no exterior, como na América Latina e África.

    Cerveró é apontado como o autor do resumo executivo apresentado ao Conselho de Administração da Petrobras em 2006, que embasou a aprovação do negócio. Ele foi exonerado do cargo que ocupava da diretoria da BR Distribuidora na semana passada, após a presidente Dilma Rousseff, que presidia o Conselho da Petrobras à época, ter dito que desconhecia cláusulas polêmicas do contrato.

    O relacionamento da Astra com o Brasil não se limita ao negócio com a Petrobras. O bilionário dono da empresa, o barão Albert Frére, é vice-presidente do conselho da francesa GDF Suez, que em 2011 se associou à Tractebel Energia – com atuação em vários ativos do setor elétrico no país. A GDF Suez também controla a usina de Jirau, em construção no Rio Madeira.

    Em 2010, a empresa apoiou a candidatura da presidente Dilma Rousseff com R$ 1 milhão e ofereceu R$ 550 mil ao PT. A Tractebel também apoiou a campanha de José Serra pelo PSDB com R$ 500 mil.

    * Colaborou Danilo Fariello

     

  5. O general de chumbo e o fantasma do comunismo

     

    Coisas da Política

     

    25/03 às 06h00
    O general de chumbo e o fantasma do comunismo

     

    Mauro Santayana
    Tamanho do Texto:+A-AImprimir

     

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    http://www.jb.com.br/coisas-da-politica/noticias/2014/03/25/o-general-de-chumbo-e-o-fantasma-do-comunismo/
     
     Não satisfeitos em mentir descaradamente, os golpistas que saíram às ruas, na semana passada — e não conseguiram  reunir  mais do que algumas dezenas de pessoas, em suas marchas, em três capitais brasileiras — resolveram agora partir diretamente para o  fake, a falsidade ideológica e a mais pura e simples fantasia.

    Já há algum tempo circulam, na internet, cartas, textos e “diretrizes” atribuídas a  um certo general Mário Márcio Von Brenner, com acusações ao governo, movimentos populares e à Unasul.  

    Segundo informações, plantadas aqui e ali na rede, o general Von Brenner — assim mesmo, com um certo “quê” de nostalgia nazista —  seria comandante de um pelotão “especial” de fronteira, e, portanto, da ativa. Nessas condições, fazer declarações políticas seria crime e levaria à  possibilidade de um quadro de grave crise institucional. Isso fez com que suas mensagens fossem rapidamente multiplicadas, em vários sites, de direita e de esquerda, até que alguém, em um site frequentado por militares da reserva, começou a questionar o fato de um general de exército estar, supostamente, no comando de um simples pelotão de fronteira; de seu uniforme parecer fantasia de guarda de banco, e de ele negar-se a identificar a unidade sob seu comando.    

    Vejamos a mensagem do “general” Mário Márcio:

    “Temos recebido informações diárias sobre a atuação deste governo a respeito de sua malfadada política externa, sobre a formação de grupos guerrilheiros em nossas fronteiras ao norte do país, sobre o planejamento de grupos espúrios para atuarem (sic) contra as nossas manifestações a partir do dia 22 de março, a aplicação de uma cartilha elaborada pela Unasul a fim de transformar o exército destes países num único exército na América do Sul.

    Diante de toda esta situação, informamos que o Pentágono está acompanhando com preocupação o movimento político de toda a Unasul [União das Nações Sul-Americanas] No (sic) qual somos o país líder. Estamos preparados para enfrentar nos próximos meses a atuação deste governo e não mediremos esforços para colocar as nossas vidas a serviço do Brasil”.

    Denunciante não é general e nem sequer serviu nas Forças Armadas

    Vejamos as diretrizes do “general” Mário Márcio:

    — Destituição da presidente da República Federativa do Brasil;

    — Instituição do Tribunal Militar para julgamento de todos os políticos, corruptos, subversivos, MST, Liga Campesina, ONGs comunistas, empresários sonegadores e simpatizantes das esquerdas (inclusive os Black Blocs);

    — Fechamento do Congresso Nacional;

    — Extinção de todos os partidos políticos;

    — Julgamento de todos os militares envolvidos com a esquerda e que aceitaram cargos deste governo comunista;

    — Extinção das redes de TV que foram compradas por este governo, bem como suas estações de rádios;

    — Transferência da capital federal, onde Brasilia (Sodoma e Gomorra brasiliencie) (sic) será caso do passado, para uma cidade estratégica do sul do Brasil (não construiremos outra cidade);

    — Extinção da Força Nacional de Segurança;

    — Extinção de todos os ministérios criados pelo PT;

    — Nomeação de Interventores estaduais que substituirão os atuais governadores;

    — Toda a segurança pública ficará a cargo de uma pasta do Ministério da Defesa;

    — O Ministério da Defesa terá como responsável da pasta somente um militar com todos os critérios exigidos.

    Vejamos a fantasia do “general” Mário Márcio:

    ” A NOSSA HONRA É A LEALDADE.”

    EXPOSIÇÃO DE MOTIVOS:

    Informamos a todos interessados que não coadunamos com a mudança do nome Batalhão Marechal Zenóbio da Costa para Batalhão Carlos Lamarca. Consideramos uma verdadeira afronta, foge aos princípios militares que norteam este batalhão que serviu de exemplos (sic) para as demais gerações que lá serviram.

    Se tais ordens vieram da comissão da verdade, comunicamos que não conhecemos e nem aceitamos esta comissão mesmo instituída por lei, por se tratar de um grupo revanchista que tem um único objetivo – DESMORALIZAR O EXÉRCITO BRASILEIRO. Exigimos que se apurem os verdadeiros responsáveis pela mudança de nome e que todos sejam punidos exemplarmente pela justiça militar servindo de exemplo para todas as gerações seguintes. Que tais desidérios jamais serão praticados dentro da nossa instituição militar.

    CONSIDERAMOS COMO OFICIAIS DA RESERVA UM DESRESPEITO AOS NOSSOS PRINCÍPIOS MILITARES, UMA DESONRA A QUEM SERVIU ESTA EGREGE UNIDADE MILITAR E UMA TRAIÇÃO AO EXÉRCITO E A PÁTRIA BRASILEIRA A QUEM SERVIMOS UM DIA.

    Rio de Janeiro, 29 de setembro de 2.013

    Mário Márcio Von Brenner — Integrante da Organização ORDEM NEGRA NO BRASIL.

    Quais são as mensagens do “general” Márcio Mário?

    Que a Unasul está organizando um exército único, e comunista,  na América do Sul.

    Que grupos de guerrilheiros tinham sido treinados para atacar as “marchas” convocadas pelos golpistas para o sábado passado.

    Que há campos de treinamento das Farc em território brasileiro.

    Que é preciso julgar todos os militares que aceitaram cargos neste governo “comunista”, ou seja, todos os oficiais das Forças Armadas, e a tropa a eles subordinada.

    Que estão querendo trocar o nome do Batalhão Zenóbio da Costa por Batalhão Carlos Lamarca, o que é pura fantasia.

    Que é que se pode perceber sobre do “general” Márcio Mário?

    Que ele não é general e nem sequer serviu nas Forças Armadas, porque saberia que general não comanda pelotão  de fronteira.

    Que ele é mal informado, caso contrário saberia que não se cogita, nem nunca se cogitou, trocar o nome do quartel Zenóbio da Costa.

    Que ele está muito enganado, quando acha que vive em um país comunista.

    O Brasil não é um país comunista, mas, na verdade, um dos mais fortes bastiões do capitalismo no mundo de hoje.

    Mandamos mais de 25 bilhões de dólares, no último ano, em remessa de lucro para a  Europa e os Estados Unidos, ajudando esses países a saírem de suas sucessivas crises. Demos, para a Europa e os EUA, um lucro de mais de 10 bilhões de dólares, na balança comercial, em 2013.  

    Brasileiros gastaram, no ano passado, 19 bilhões de dólares no exterior e mais de 3 bilhões de dólares somente nos dois primeiros meses deste ano.

    O governo do PT emprestou, na última década, quase 250 bilhões de dólares para o tesouro norte-americano, transformando o Brasil no quarto maior credor individual externo dos EUA, o que contribui para financiar o déficit e a gigantesca dívida pública de seu teórico “arqui-inimigo” — o país mais capitalista do mundo.

    A não ser que o “general” Mário Márcio acredite que o governo que aí está seja comunista por ter adiado uma visita de Estado aos EUA, porque, como ficou provado, nossas mais altas autoridades estavam sendo espionadas pelos norte-americanos, assim como milhares de empresas e cidadãos brasileiros.

    Ou porque fez acordos com a França — um país ocidental, democrático, capitalista — para comprar e construir, no Brasil, submarinos convencionais e de propulsão atômica. Ou porque comprou fragatas da Inglaterra. Ou, talvez, porque tenha desenvolvido novos radares para o Exército, ou, quem sabe, porque encomendou 2 mil blindados leves desenvolvidos pela Força Terrestre, para serem construídos no Brasil.

    Ou o seu comunismo tenha ficado provado no desenvolvimento da nova família de fuzis IA-2, 100% nacional, fabricada, pela Imbel, em Itajubá, ou, porque, finalmente, comprovando seu esquerdismo, tenha comprado da Suécia, um país reconhecidamente “radical” e “marxista”, a tecnologia, para desenvolver, em parceria, os 36 Grippen NG-BR que equiparão a nossa Força Aérea.

    O que ocorre, hoje, no Brasil, é que se está confundindo, mais uma vez, pregar a quebra do Estado de Direito com fazer política. Todos temos — e tem havido momentos que beiram a agressão por parte tanto do governo como da oposição —– o direito de abusar, eventualmente, da emoção, no calor do embate político — desde que respeitadas as regras, começando pelo Artigo Primeiro, que reza:  “Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta Constituição”.

    Não se pode, portanto, flertar, nem compactuar, com aqueles que defendem, sem qualquer pudor, como ocorre hoje, na internet, a volta da tortura, dos assassinatos, o fim da prerrogativa dos cidadãos brasileiros de escolherem seu futuro pelo voto e dos direitos e liberdades individuais.

    Até porque, como vimos antes, há 50 anos, muita gente — civis e militares — que apoiaram no início a ditadura acabou sendo devorada por ela como fez Cronos com seus filhos.

    Não existe alternativa à democracia a  não ser a barbárie, o caos, o pega pra capar, a guerra civil, o caos social e econômico, com a paralisia do Estado e da economia e o isolamento do Brasil do resto do mundo.

    Como fake, o “general” Mário Márcio, no comando de um inexistente pelotão de fronteira, é tão inofensivo quanto um soldadinho de chumbo.

    Como manobra de contrainformação, trata-se de desrespeito — para não dizer deboche — aos oficiais de verdade, que estão no comando da instituição; e de uma tentativa, infeliz, diga-se de passagem, de denegrir as  nossas Forças Armadas — com o intuito de subverter a ordem e de promover o ódio e a desunião no seio da sociedade brasileira.

    Cabe agora, ao Ministério Público, com a ajuda da Polícia Federal, identificar e punir o autor da “brincadeira”.

     

     

  6. Uma galeria de arte no Borel

     

    ColunistasComunidade em pauta

     

    26/03 às 06h00- Atualizada em 26/03 às 10p6
    Uma galeria de arte no Borel
    Jornal do BrasilMônica Francisco*
     

    Lá no corredor do Borel tem uma Galeria de Arte. É o projeto Boreart, criado por Fred Castilho de 29 anos e que pensou junto com mais alguns amigos em criar uma galeria de arte e envolver todos os moradores no processo, como um movimento de arte interativa.

    A ideia, impulsionada por apoio financeiro conseguido ao participar do projeto Agência de Redes para Juventude, pôde proporcionar aos moradores a interatividade e a convivência com obras de arte, feitas por artista, conhecidos e desconhecidos. E o mais importante, revelar a força da arte e da favela, pelo olhar da juventude.

    http://www.jb.com.br/comunidade-em-pauta/noticias/2014/03/26/uma-galeria-de-arte-no-borel/Mônica Francisco

    Atualmente, quadros da mostra “Andareiro”, do artista pernambucano André Soares Monteiro, estão pendurados em paredes de várias casas do Borel. E assim, segundo Fred, a Rua Nova, que era sinônimo de tristeza, virou uma grande galeria, e mais do que isso, a arte invadiu as casas.

    Ao chegar ao Borel é fácil identificar a identidade visual do projeto e a arte feita pelos grafiteiros, que de vez em quando desenvolvem sua arte nos muros e paredes de casas da favela, além de levar sua arte para exposições externas, como a realizada no lançamento do Programa Caminho Melhor Jovem.

    Artistas como o senhor Jessé, por exemplo, que trabalham com o reaproveitamento de materiais, encontraram uma forma de mostrar sua arte através desta ação. Desta forma, o Boreart vai mudando e colorindo a paisagem do Borel.

    Fotos que estão no acervo do projeto Boreart

    E pra não dizer que não falei de flores… Hoje, às 19h na Vila Turismo, em Manguinhos o evento “Manguinhos tem fome de direitos”, será na Praça Américo Júnior, próximo ao campo do esperança em Vila Turismo.

    “A nossa luta é todo dia e toda hora. Favela é cidade. Não à GENTRIFICAÇÃO ao RACISMO, ao RACISMO INSTITUCIONAL, ao VOTO OBRIGATÓRIO e à REMOÇÃO!”

    *Mônica Francisco é representante da Rede de Instituições do Borel, Coordenadora do Grupo Arteiras e aluna da Licenciatura em Ciências Sociais pela UERJ.

     

    Tags: artistas, exemplo, jesse, reaproveitamento, senhor, trabalham

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  7. pregando moral de cuecas

    como sempre a rede lodo se aproveitando de relações escusas com o estado para obter lucros. e mais cara de pau ainda que tentem negar de forma veemente o que foi testemunhado, disvirtuando o fato de ter estacionado em local proibido, como se o problema fosse apenas ter subido a calçada pros bonitos não molharem os pézinhos. decerto ou iam se desmanchar, ou serem levados boiando pela água até uma estação de tratamento de dejetos.

    isso mostra bem como eles são cobram a retidão que lhes falta dos outros.

    http://noticiasdatv.uol.com.br/noticia/televisao/policia-investiga-encontro-de-delegado-com-cesar-tralli-2804

    Por DANIEL CASTRO, em 27/03/2014 · Atualizado às 06p0

    A Corregedoria da Polícia Civil de São Paulo instaurou uma averiguação preliminar para investigar um encontro do delegado Antonio de Olim com o jornalista Cesar Tralli, apresentador do SP TV 1ª Edição, telejornal local da Globo. 

    Em nota, a corregedoria informou apenas que investiga Olim por causa de uma denúncia em rede social. A investigação é secreta. O Notícias da TV apurou, no entanto, que seu principal objetivo é investigar se o delegado usou um patrimônio público (um carro) para favorecer os jornalistas da Globo.

    Segundo denúncia feita à corregedoria a partir de uma publicação no Facebook, Olim teria usado um carro da polícia descaracterizado para transportar Tralli e o também jornalista Robinson Cerântula, produtor especial do Jornal Nacional, o que pode vir a ser caracterizado como falta funcional. Tanto a Globo quanto o delegado negam que Tralli e Cerântula tenham usado o carro da polícia.

    O delegado só foi denunciado porque parou o carro sobre a calçada rua Haddock Lobo, nos Jardins, um dos bairros mais nobres de SP, para evitar a enxurrada que corria pela rua e molharia seus calçados. Indignada com a infração de trânsito e sem saber que se tratava de um carro da polícia, uma moradora do bairro, Rebeca Anafe, tirou uma foto e a publicou no Facebook. Seu protesto já foi compartilhado mais de 1.400 vezes.

    Junto com a foto, ela publicou o seguinte relato, no último dia 20:

    “Brasil, o país onde todos fazem o que querem! Estava tomando café na [Casa] Bauducco da rua Haddock Lobo, esperando a chuva passar, para eu conseguir atravessar a rua (já que os bueiros não dão conta e desce um rio), quando chegou um carro, parou embaixo de uma placa ‘proibido estacionar’ e subiu as duas rodas na calçada. Desceram três homens para tomarem o cafezinho da tarde deles. Se um cadeirante quisesse passar, não dava, porque o carro do fofo estava na calçada. Um deles é o jornalista Cesar Tralli”.

    Ela continua: “Quando entraram e pediram para a funcionária secar a mesa do lado de fora para sentarem, eu falei: ‘Senta no carro, já está na calçada mesmo’. Acho que ele não ligou, ou não ouviu. Depois de 20 minutos, quando a aguaceira tinha abaixado e eu consegui ir embora, ele [Tralli] estava lá ainda tranquilo, com o carro na calçada. Parei na primeira esquina, avisei o policial, mas continuo indignada com a folga do povo brasileiro”. (CONTINUA DEPOIS DA FOTO)

    Carro da polícia estacionado sobre a calçada em frente a placa de trânsito; ao fundo, sentados ao lado do veículo, Cesar Tralli, Robinson Cerântula e o delegado Antonio de Olim

    No dia seguinte, um telespectador provocou Tralli no Twitter. “Poxa, Cesar Tralli, que brecha!!! Carro na calçada… Logo você que fala de cidadania!”. Tralli, então, negou que estivesse no carro. “Não tenho nada a ver com o carro. Eu estava a pé, meu amigo. E fui embora a pé”, respondeu o apresentador do SP TV 1ª Edição, que uma semana antes repreendera no ar policiais que estacionam carros da polícia em qualquer lugar.

    Questionada no Facebook sobre o desmentido de Tralli, Rebeca reafirmou que o jornalista estava no carro da polícia. “Era impossível andar na Haddock Lobo. Nem calçada tinha quando ele chegou [à Casa Bauducco]. Vai ver ele anda sobre água, abre mares e eu é que estou doida e o vi saindo de um carro sequinho!”, ironizou.

    Cesar Tralli já tem antecedentes de intimidades com a polícia. Em 2005, esteve no centro de uma polêmica ao filmar a prisão, pela Polícia Federal, do filho do ex-prefeito Paulo Maluf, Flávio Maluf. Tralli usava boné e roupas parecidas com a de policiais e foi confundido com um deles.

    A averiguação preliminar, como o nome diz, é uma investigação inicial. Pode-se tornar um processo administrativo, resultando em advertência e até demissão, dependendo da gravidade.

    Outro lado

    A Globo, assim como Cesar Tralli, negou que o apresentador e Robinson Cerântula estivessem no carro da polícia. “Eles estavam trabalhando e chegaram ao local a pé e não usando a viatura da polícia”, informou a emissora em uma curta nota.

    O delegado Antonio de Olim disse ao Notícias da TV que Tralli e Cerântula almoçavam nos Jardins quando combinaram com ele um café na Casa Bauducco. “Tenho amizade com ele [Tralli]”, afirmou. 

    Ex-chefe da Divisão de Crimes contra o Patrimônio do Deic, departamento de elite da Polícia Civil e atualmente titular da Delegacia do Aeroporto de Congonhas, na zona sul, Olim sustenta que estava nos Jardins investigando uma quadrilha de ladrões de relógios Rolex. Essa quadrilha, conta, assalta turistas que descem no aeroporto e se hospedam nos Jardins. Um diretor da Globo teria sido vítima desses bandidos. Ele usava um carro descaracterizado para não chamar a atenção.

    Olim, que é candidato a deputado estadual, afirma que quando chegou ao café Tralli e Cerântula já estavam no local. Admite ter errado ao parar o carro em local proibido e sobre a calçada. “Mas não dava para descer do carro, a enxurrada era muito forte. E foi só a roda da frente que ficou sobre a calçada”, diz.

  8. ome » Conteúdo Livre,ome » Conteúdo Livre, Economia, Headline

    Mais documentos exclusivos de Pasadena!

    Enviado por on 25/03/2014 – 10:41 pm 56 comentários

    Documentos obtidos com exclusividade por Cafezinho derrubam totalmente a versão de que a Astra gastou somente US$ 42,5 milhões para adquirir a refinaria de Pasadena.

    Este valor não embute a incorporação da dívida da refinaria e, sobretudo, não incluía os estoques.

    Um relatório do próprio grupo controlador da Astra, de 2004, revela que foram pagos US$ 42,5 milhões, MAIS OS ESTOQUES.

    Trecho da página 60.

    Vale observar que os relatórios da NPM/CNP, o grupo da família Frére proprietário da Astra, são cheios de auto-elogios. Eles refletem aquela mania corporativa de maquiar relatórios para agradar os acionistas, valorizar a empresa e justificar os salários milionários auferidos pela diretoria. É ridículo o Tribunal de Contas, na figura de José Jorge (ex-senador pelo DEM),  usar alguns adjetivos presentes nesses documentos para dizer que a Petrobrás fez um mal negócio.

    Aí eu fui conferir os estoques. Qual a capacidade dos estoques da refinaria de Pasadena? Segundo uma fonte, a refinaria tem capacidade para armazenar aproximadamente 6,2 milhões de barris de petróleo, sendo metade cru, metade derivado. Se um barril de óleo cru vale hoje mais de US$ 100, os estoques de Pasadena podiam valer quase US$ 1 bilhão.

    Outra fonte, a Jefferies, informa que a refinaria tem um espaço para estoque de matéria-prima e derivados ocupando 130 acres, ou 526 mil metros quadrados, com capacidade para armazenar 5,8 milhões de barris (metade na forma de óleo cru, metade em derivados).

    Só mesmo a nossa mídia para acreditar que uma refinaria situada estrategicamente no corredor petrolífero dos EUA, com grandes pipelines já instalados e conectados aos principais terminais de porto de Houston, e sabe-se lá com quantos milhões de barris estocados, custaria apenas US$ 42 milhões.

    Ainda segundo um relatório da Jefferies, no ano de 2004, antes da refinaria de Pasadena ser comprada pela Astra, o mercado especulava sobre outros possíveis compradores. Um possível comprador era a Lyondell Chemical Company, baseada em Houston. A Jefferies então informa que a Lyondell estava tentando levantar, no mercado financeiro, algo entre US$ 200 e 300 milhões para adquirir a refinaria de Pasadena, incluindo os estoques:

     

    A bem da verdade, mesmo que os US$ 300 milhões se referissem às duas refinarias, a maior parte dele corresponderia a Pasadena, que é muito maior que a Tyler e com muito mais estoques. Então se pode afirmar, com alguma segurança, que a Astra pagou, no mínimo, US$ 200 milhões por Pasadena, incluindo estoques. Possivelmente também incorporou a dívida da empresa, cujo valor ainda não consegui entender direito (há documentos conflitantes, este e este), e se comprometeu, segundo algumas fontes, a investir mais uns US$ 80 milhões para bancar a conversão para a nova tecnologia de baixo teor de enxofre.

    Isso fora a capitalização da Astra Trading, que seria o braço comercial da refinaria. Segundo o Valor, a Astra alocou US$ 300 milhões com este objetivo. Analisando contratos de venda de refinaria, pode-se ver que essa capitalização costuma ser obrigatória, e consta no próprio contrato.

    A  Jefferies explica que os Rosenberg estavam ansiosos para vender as refinarias de Pasadena e Tyler, porque o grupo que controlava seus negócios, o Rosemore, havia entrado em liquidação desde 2003. No caso das refinarias, havia necessidade de vender com certa urgência porque elas precisavam se adaptar rapidamente às novas exigências ambientais do Estado do Texas. Pasadena, cuja capacidade de refino era de 100 a 120 mil barris por dia, tinha um prazo para converter suas instalações até 2007. Tyler, com capacidade em torno de 40 mil barris, ganhou o prazo maior, até 2009. A consultora estimava que o custo para introduzir a agora obrigatória tecnologia para reduzir a emissão de enxofre na atmosfera de Houston seria de US$ 33 milhões.

    Segundo a Jefferies, as dificuldades financeiras enfrentadas pelos Rosenberg criavam uma oportunidade imperdível para se comprar suas refinarias. Ela estimava que a principal das refinarias da Crown, a unidade de Pasadena, poderia ser vendida por US$ 48 milhões. O preço não incluía os estoques. A Jefferies chegou bem perto. Alguns meses depois, a Crown acertaria a venda de Pasadena para a Astra por US$ 42,5 milhões (sem os estoques!).

    Entretanto, como os detalhes da venda nunca foram divulgados, nunca se soube o total investido pela Astra em Pasadena, aí incluindo a incorporação de sua dívida, a conversão da refinaria à nova tecnologia de redução de enxofre e, sobretudo, o custo dos estoques.

    Mas agora temos dados para sabermos que o investimento foi muito mais que apenas US$ 42,5 milhões.

    O relatório oficial da Astra de 2005 revela que ela pagou US$ 200 milhões por uma refinaria situada em Tacoma (estado de Washinton), de propriedade da US Oil and Refining CO. Essa refinaria tinha capacidade para processar 38 mil barris/dia e possuía um estoque com capacidade para armazenar até 2 milhões de barris (metade de produto cru, metade refinados).

    Ora, se a Astra investiu isso por uma refinaria em Tacoma, qual seria o investimento total para adquirir uma refinaria de até 120 mil barris/ dia e com uma capacidade de estocagem de 6 milhões de barris?

    É preciso saber exatamente: quanto havia estocado em Pasadena no momento da compra, e qual o valor do barril na hora do fechamento do negócio.

    Entretanto, já é possível afirmar com segurança que os adversários da Petrobrás estão usando de má fé quando comparam o gasto da Astra para adquirir Pasadena sem incluir os estoques e sem considerar a dívida, ao gasto da Petrobrás para obter 100% do negócio, incluindo os estoques.

    De qualquer forma, o preço pago pela Petrobrás, ao menos pelos primeiros 50% da refinaria, estava em linha com o preço de mercado. Até mesmo abaixo. Os 50% restantes também. O negócio encareceu por causa dos custos processuais, após a derrota da Petrobrás na briga judicial com a Astra.

    A Petrobrás e o governo federal, contudo, merecem estar apanhando. Merecem até uma CPI bem dura no lombo, para aprenderem a deixar de ser covardes e a se comunicarem decentemente com o povo brasileiro.

    Depois de gastarem US$ 1,18 bilhão para adquirirem 100% da refinaria de Pasadena, esperava-se que investissem um pouco de tempo para falar bem da unidade, uma refinaria operante, ativa, tradicional, ligada aos terminais de Houston através de poderosos pipelines, e dotada de um impressionante capacidade para armazenar 6 milhões de barris.

    Sua importância vai além de seu valor monetário. É um ativo importante. A Petrobrás agora possui, pela primeira vez na história, uma refinaria no coração do império! Isso lhe ajudará a acumular conhecimento do mercado norte-americano, o mais importante do mundo. Não era isso que a mídia tanto pedia ao governo, que investisse mais nos EUA e menos em países emergentes?

    O último relatório disponibilizado na internet pela Associação de Refinarias dos EUA refere-se ao ano de 2012. Documentos mais recentes são pagos. Neste relatório, lá está, bonitinha, a refinaria de Pasadena, processando mais de 100 mil barris/ dia.

    Depois de apurar essas informações, eu sinto, por um lado, alívio por ver que a Petrobrás fez um bom negócio adquirindo a refinaria. Agora vamos usá-la da melhor maneira possível. Vamos estudar o mercado norte-americano, o mais competitivo e moderno do mundo!

    Por outro lado, dá uma angústia imensa ao ver a incompetência na comunicação da própria presidência da república, que ao invés de defender um ativo da Petrobrás, solta nota dizendo que aprovou a compra se baseando num “relatório falho”!

    Dói também pensar que a nota foi escrita em reunião com Thomas Traumann, atual presidente da Secom.

    Que tolice! Depreciar o próprio ativo! Depreciar a si mesmo!

    Que relatório falho? As condições impostas pela Astra: a Put Option e a cláusula Marlim são perfeitamente explicáveis. A própria Astra esclarece a seus acionistas: essas condições foram impostas porque a Petrobrás também tinha suas prerrogativas. Está tudo lá, no relatório da NPM/CNP de 2006:

    O trecho acima não deixa dúvida. As cláusulas de Put Option e Marlim existiam porque a Petrobrás tinha a prerrogativa para “forçar decisões de investimento”, mesmo contra a vontade da Astra. Ou seja, a Petrobrás podia fazer o que quiser com a companhia, e pagou por esse poder cedendo duas cláusulas.

    O que pode ter de errado nisso tudo é o custo excessivo imposto pela Corte de Arbitragem de Nova York, na conta de “honorários, juros, multar, custos processuais”. Só nisso foram gastos mais de US$ 300 milhões. Aí sim, pode ter alguma mutreta. Mas não é culpa da Petrobrás. Nem de Pasadena!

    Entretanto, a Petrobrás não ficou de mãos vazias. A refinaria de Pasadena é nossa!

    FHC vendeu a Vale por US$ 3 bilhões, em moedas podres, e hoje a Vale poderia ser vendida por mais de US$ 300 bilhões. Isso sim é prejuízo, porque perdemos dinheiro e não temos nada em mãos. Quer dizer que o Congresso quer instalar uma CPI para investigar a Petrobrás porque esta teve a ousadia de comprar uma refinaria no lugar mais estratégico dos EUA, com capacidade para refinar 100  a 120 mil barris por dia e armazenar até 6 milhões de barris, e acha muito normal vender uma mineradora gigante por US$ 3 bilhões que, alguns anos depois, vale cem vezes mais?

    A presidente da Petrobrás, Graça Foster, também errou, ao divulgar que recebeu proposta para vender Pasadena por menos de US$ 200 milhões. Ora, esse valor não inclui os estoques!

    Foster deveria imediatamente pegar um avião, ir à Pasadena, e mandar fotos “selfie” abraçada aos operários e engenheiros da refinaria. Pasadena agora é nossa e tem de ser valorizada!

    A Petrobrás está acéfala? O governo federal está acéfalo? O PT quer perder as eleições e entregar o ouro aos bandidos?

    Agora sou eu que quero uma CPI, para investigar a Secom e a comunicação da Petrobrás. Além de dar dinheiro para Globo, Estadão, Folha e Veja detonarem… o governo e a Petrobrás, para que elas servem?

    Onde estão gastando nosso dinheiro?

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    Mais documentos exclusivos de Pasadena!

    O Cafezinho

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    Mais documentos exclusivos de Pasadena!

    Enviado por on 25/03/2014 – 10:41 pm 56 comentários

    Documentos obtidos com exclusividade por Cafezinho derrubam totalmente a versão de que a Astra gastou somente US$ 42,5 milhões para adquirir a refinaria de Pasadena.

    Este valor não embute a incorporação da dívida da refinaria e, sobretudo, não incluía os estoques.

    Um relatório do próprio grupo controlador da Astra, de 2004, revela que foram pagos US$ 42,5 milhões, MAIS OS ESTOQUES.

    Trecho da página 60.

    Vale observar que os relatórios da NPM/CNP, o grupo da família Frére proprietário da Astra, são cheios de auto-elogios. Eles refletem aquela mania corporativa de maquiar relatórios para agradar os acionistas, valorizar a empresa e justificar os salários milionários auferidos pela diretoria. É ridículo o Tribunal de Contas, na figura de José Jorge (ex-senador pelo DEM),  usar alguns adjetivos presentes nesses documentos para dizer que a Petrobrás fez um mal negócio.

    Aí eu fui conferir os estoques. Qual a capacidade dos estoques da refinaria de Pasadena? Segundo uma fonte, a refinaria tem capacidade para armazenar aproximadamente 6,2 milhões de barris de petróleo, sendo metade cru, metade derivado. Se um barril de óleo cru vale hoje mais de US$ 100, os estoques de Pasadena podiam valer quase US$ 1 bilhão.

    Outra fonte, a Jefferies, informa que a refinaria tem um espaço para estoque de matéria-prima e derivados ocupando 130 acres, ou 526 mil metros quadrados, com capacidade para armazenar 5,8 milhões de barris (metade na forma de óleo cru, metade em derivados).

    Só mesmo a nossa mídia para acreditar que uma refinaria situada estrategicamente no corredor petrolífero dos EUA, com grandes pipelines já instalados e conectados aos principais terminais de porto de Houston, e sabe-se lá com quantos milhões de barris estocados, custaria apenas US$ 42 milhões.

    Ainda segundo um relatório da Jefferies, no ano de 2004, antes da refinaria de Pasadena ser comprada pela Astra, o mercado especulava sobre outros possíveis compradores. Um possível comprador era a Lyondell Chemical Company, baseada em Houston. A Jefferies então informa que a Lyondell estava tentando levantar, no mercado financeiro, algo entre US$ 200 e 300 milhões para adquirir a refinaria de Pasadena, incluindo os estoques:

     

    A bem da verdade, mesmo que os US$ 300 milhões se referissem às duas refinarias, a maior parte dele corresponderia a Pasadena, que é muito maior que a Tyler e com muito mais estoques. Então se pode afirmar, com alguma segurança, que a Astra pagou, no mínimo, US$ 200 milhões por Pasadena, incluindo estoques. Possivelmente também incorporou a dívida da empresa, cujo valor ainda não consegui entender direito (há documentos conflitantes, este e este), e se comprometeu, segundo algumas fontes, a investir mais uns US$ 80 milhões para bancar a conversão para a nova tecnologia de baixo teor de enxofre.

    Isso fora a capitalização da Astra Trading, que seria o braço comercial da refinaria. Segundo o Valor, a Astra alocou US$ 300 milhões com este objetivo. Analisando contratos de venda de refinaria, pode-se ver que essa capitalização costuma ser obrigatória, e consta no próprio contrato.

    A  Jefferies explica que os Rosenberg estavam ansiosos para vender as refinarias de Pasadena e Tyler, porque o grupo que controlava seus negócios, o Rosemore, havia entrado em liquidação desde 2003. No caso das refinarias, havia necessidade de vender com certa urgência porque elas precisavam se adaptar rapidamente às novas exigências ambientais do Estado do Texas. Pasadena, cuja capacidade de refino era de 100 a 120 mil barris por dia, tinha um prazo para converter suas instalações até 2007. Tyler, com capacidade em torno de 40 mil barris, ganhou o prazo maior, até 2009. A consultora estimava que o custo para introduzir a agora obrigatória tecnologia para reduzir a emissão de enxofre na atmosfera de Houston seria de US$ 33 milhões.

    Segundo a Jefferies, as dificuldades financeiras enfrentadas pelos Rosenberg criavam uma oportunidade imperdível para se comprar suas refinarias. Ela estimava que a principal das refinarias da Crown, a unidade de Pasadena, poderia ser vendida por US$ 48 milhões. O preço não incluía os estoques. A Jefferies chegou bem perto. Alguns meses depois, a Crown acertaria a venda de Pasadena para a Astra por US$ 42,5 milhões (sem os estoques!).

    Entretanto, como os detalhes da venda nunca foram divulgados, nunca se soube o total investido pela Astra em Pasadena, aí incluindo a incorporação de sua dívida, a conversão da refinaria à nova tecnologia de redução de enxofre e, sobretudo, o custo dos estoques.

    Mas agora temos dados para sabermos que o investimento foi muito mais que apenas US$ 42,5 milhões.

    O relatório oficial da Astra de 2005 revela que ela pagou US$ 200 milhões por uma refinaria situada em Tacoma (estado de Washinton), de propriedade da US Oil and Refining CO. Essa refinaria tinha capacidade para processar 38 mil barris/dia e possuía um estoque com capacidade para armazenar até 2 milhões de barris (metade de produto cru, metade refinados).

    Ora, se a Astra investiu isso por uma refinaria em Tacoma, qual seria o investimento total para adquirir uma refinaria de até 120 mil barris/ dia e com uma capacidade de estocagem de 6 milhões de barris?

    É preciso saber exatamente: quanto havia estocado em Pasadena no momento da compra, e qual o valor do barril na hora do fechamento do negócio.

    Entretanto, já é possível afirmar com segurança que os adversários da Petrobrás estão usando de má fé quando comparam o gasto da Astra para adquirir Pasadena sem incluir os estoques e sem considerar a dívida, ao gasto da Petrobrás para obter 100% do negócio, incluindo os estoques.

    De qualquer forma, o preço pago pela Petrobrás, ao menos pelos primeiros 50% da refinaria, estava em linha com o preço de mercado. Até mesmo abaixo. Os 50% restantes também. O negócio encareceu por causa dos custos processuais, após a derrota da Petrobrás na briga judicial com a Astra.

    A Petrobrás e o governo federal, contudo, merecem estar apanhando. Merecem até uma CPI bem dura no lombo, para aprenderem a deixar de ser covardes e a se comunicarem decentemente com o povo brasileiro.

    Depois de gastarem US$ 1,18 bilhão para adquirirem 100% da refinaria de Pasadena, esperava-se que investissem um pouco de tempo para falar bem da unidade, uma refinaria operante, ativa, tradicional, ligada aos terminais de Houston através de poderosos pipelines, e dotada de um impressionante capacidade para armazenar 6 milhões de barris.

    Sua importância vai além de seu valor monetário. É um ativo importante. A Petrobrás agora possui, pela primeira vez na história, uma refinaria no coração do império! Isso lhe ajudará a acumular conhecimento do mercado norte-americano, o mais importante do mundo. Não era isso que a mídia tanto pedia ao governo, que investisse mais nos EUA e menos em países emergentes?

    O último relatório disponibilizado na internet pela Associação de Refinarias dos EUA refere-se ao ano de 2012. Documentos mais recentes são pagos. Neste relatório, lá está, bonitinha, a refinaria de Pasadena, processando mais de 100 mil barris/ dia.

    Depois de apurar essas informações, eu sinto, por um lado, alívio por ver que a Petrobrás fez um bom negócio adquirindo a refinaria. Agora vamos usá-la da melhor maneira possível. Vamos estudar o mercado norte-americano, o mais competitivo e moderno do mundo!

    Por outro lado, dá uma angústia imensa ao ver a incompetência na comunicação da própria presidência da república, que ao invés de defender um ativo da Petrobrás, solta nota dizendo que aprovou a compra se baseando num “relatório falho”!

    Dói também pensar que a nota foi escrita em reunião com Thomas Traumann, atual presidente da Secom.

    Que tolice! Depreciar o próprio ativo! Depreciar a si mesmo!

    Que relatório falho? As condições impostas pela Astra: a Put Option e a cláusula Marlim são perfeitamente explicáveis. A própria Astra esclarece a seus acionistas: essas condições foram impostas porque a Petrobrás também tinha suas prerrogativas. Está tudo lá, no relatório da NPM/CNP de 2006:

    O trecho acima não deixa dúvida. As cláusulas de Put Option e Marlim existiam porque a Petrobrás tinha a prerrogativa para “forçar decisões de investimento”, mesmo contra a vontade da Astra. Ou seja, a Petrobrás podia fazer o que quiser com a companhia, e pagou por esse poder cedendo duas cláusulas.

    O que pode ter de errado nisso tudo é o custo excessivo imposto pela Corte de Arbitragem de Nova York, na conta de “honorários, juros, multar, custos processuais”. Só nisso foram gastos mais de US$ 300 milhões. Aí sim, pode ter alguma mutreta. Mas não é culpa da Petrobrás. Nem de Pasadena!

    Entretanto, a Petrobrás não ficou de mãos vazias. A refinaria de Pasadena é nossa!

    FHC vendeu a Vale por US$ 3 bilhões, em moedas podres, e hoje a Vale poderia ser vendida por mais de US$ 300 bilhões. Isso sim é prejuízo, porque perdemos dinheiro e não temos nada em mãos. Quer dizer que o Congresso quer instalar uma CPI para investigar a Petrobrás porque esta teve a ousadia de comprar uma refinaria no lugar mais estratégico dos EUA, com capacidade para refinar 100  a 120 mil barris por dia e armazenar até 6 milhões de barris, e acha muito normal vender uma mineradora gigante por US$ 3 bilhões que, alguns anos depois, vale cem vezes mais?

    A presidente da Petrobrás, Graça Foster, também errou, ao divulgar que recebeu proposta para vender Pasadena por menos de US$ 200 milhões. Ora, esse valor não inclui os estoques!

    Foster deveria imediatamente pegar um avião, ir à Pasadena, e mandar fotos “selfie” abraçada aos operários e engenheiros da refinaria. Pasadena agora é nossa e tem de ser valorizada!

    A Petrobrás está acéfala? O governo federal está acéfalo? O PT quer perder as eleições e entregar o ouro aos bandidos?

    Agora sou eu que quero uma CPI, para investigar a Secom e a comunicação da Petrobrás. Além de dar dinheiro para Globo, Estadão, Folha e Veja detonarem… o governo e a Petrobrás, para que elas servem?

    Onde estão gastando nosso dinheiro?

    – See more at: http://www.ocafezinho.com/2014/03/25/mais-documentos-exclusivos-de-pasadena/#sthash.YoLa4sqi.dpuf

    Enviado por on 25/03/2014 – 10:41 pm 56 comentários

    Documentos obtidos com exclusividade por Cafezinho derrubam totalmente a versão de que a Astra gastou somente US$ 42,5 milhões para adquirir a refinaria de Pasadena.

    Este valor não embute a incorporação da dívida da refinaria e, sobretudo, não incluía os estoques.

    Um relatório do próprio grupo controlador da Astra, de 2004, revela que foram pagos US$ 42,5 milhões, MAIS OS ESTOQUES.

    Trecho da página 60.

    Vale observar que os relatórios da NPM/CNP, o grupo da família Frére proprietário da Astra, são cheios de auto-elogios. Eles refletem aquela mania corporativa de maquiar relatórios para agradar os acionistas, valorizar a empresa e justificar os salários milionários auferidos pela diretoria. É ridículo o Tribunal de Contas, na figura de José Jorge (ex-senador pelo DEM),  usar alguns adjetivos presentes nesses documentos para dizer que a Petrobrás fez um mal negócio.

    Aí eu fui conferir os estoques. Qual a capacidade dos estoques da refinaria de Pasadena? Segundo uma fonte, a refinaria tem capacidade para armazenar aproximadamente 6,2 milhões de barris de petróleo, sendo metade cru, metade derivado. Se um barril de óleo cru vale hoje mais de US$ 100, os estoques de Pasadena podiam valer quase US$ 1 bilhão.

    Outra fonte, a Jefferies, informa que a refinaria tem um espaço para estoque de matéria-prima e derivados ocupando 130 acres, ou 526 mil metros quadrados, com capacidade para armazenar 5,8 milhões de barris (metade na forma de óleo cru, metade em derivados).

    Só mesmo a nossa mídia para acreditar que uma refinaria situada estrategicamente no corredor petrolífero dos EUA, com grandes pipelines já instalados e conectados aos principais terminais de porto de Houston, e sabe-se lá com quantos milhões de barris estocados, custaria apenas US$ 42 milhões.

    Ainda segundo um relatório da Jefferies, no ano de 2004, antes da refinaria de Pasadena ser comprada pela Astra, o mercado especulava sobre outros possíveis compradores. Um possível comprador era a Lyondell Chemical Company, baseada em Houston. A Jefferies então informa que a Lyondell estava tentando levantar, no mercado financeiro, algo entre US$ 200 e 300 milhões para adquirir a refinaria de Pasadena, incluindo os estoques:

     

    A bem da verdade, mesmo que os US$ 300 milhões se referissem às duas refinarias, a maior parte dele corresponderia a Pasadena, que é muito maior que a Tyler e com muito mais estoques. Então se pode afirmar, com alguma segurança, que a Astra pagou, no mínimo, US$ 200 milhões por Pasadena, incluindo estoques. Possivelmente também incorporou a dívida da empresa, cujo valor ainda não consegui entender direito (há documentos conflitantes, este e este), e se comprometeu, segundo algumas fontes, a investir mais uns US$ 80 milhões para bancar a conversão para a nova tecnologia de baixo teor de enxofre.

    Isso fora a capitalização da Astra Trading, que seria o braço comercial da refinaria. Segundo o Valor, a Astra alocou US$ 300 milhões com este objetivo. Analisando contratos de venda de refinaria, pode-se ver que essa capitalização costuma ser obrigatória, e consta no próprio contrato.

    A  Jefferies explica que os Rosenberg estavam ansiosos para vender as refinarias de Pasadena e Tyler, porque o grupo que controlava seus negócios, o Rosemore, havia entrado em liquidação desde 2003. No caso das refinarias, havia necessidade de vender com certa urgência porque elas precisavam se adaptar rapidamente às novas exigências ambientais do Estado do Texas. Pasadena, cuja capacidade de refino era de 100 a 120 mil barris por dia, tinha um prazo para converter suas instalações até 2007. Tyler, com capacidade em torno de 40 mil barris, ganhou o prazo maior, até 2009. A consultora estimava que o custo para introduzir a agora obrigatória tecnologia para reduzir a emissão de enxofre na atmosfera de Houston seria de US$ 33 milhões.

    Segundo a Jefferies, as dificuldades financeiras enfrentadas pelos Rosenberg criavam uma oportunidade imperdível para se comprar suas refinarias. Ela estimava que a principal das refinarias da Crown, a unidade de Pasadena, poderia ser vendida por US$ 48 milhões. O preço não incluía os estoques. A Jefferies chegou bem perto. Alguns meses depois, a Crown acertaria a venda de Pasadena para a Astra por US$ 42,5 milhões (sem os estoques!).

    Entretanto, como os detalhes da venda nunca foram divulgados, nunca se soube o total investido pela Astra em Pasadena, aí incluindo a incorporação de sua dívida, a conversão da refinaria à nova tecnologia de redução de enxofre e, sobretudo, o custo dos estoques.

    Mas agora temos dados para sabermos que o investimento foi muito mais que apenas US$ 42,5 milhões.

    O relatório oficial da Astra de 2005 revela que ela pagou US$ 200 milhões por uma refinaria situada em Tacoma (estado de Washinton), de propriedade da US Oil and Refining CO. Essa refinaria tinha capacidade para processar 38 mil barris/dia e possuía um estoque com capacidade para armazenar até 2 milhões de barris (metade de produto cru, metade refinados).

    Ora, se a Astra investiu isso por uma refinaria em Tacoma, qual seria o investimento total para adquirir uma refinaria de até 120 mil barris/ dia e com uma capacidade de estocagem de 6 milhões de barris?

    É preciso saber exatamente: quanto havia estocado em Pasadena no momento da compra, e qual o valor do barril na hora do fechamento do negócio.

    Entretanto, já é possível afirmar com segurança que os adversários da Petrobrás estão usando de má fé quando comparam o gasto da Astra para adquirir Pasadena sem incluir os estoques e sem considerar a dívida, ao gasto da Petrobrás para obter 100% do negócio, incluindo os estoques.

    De qualquer forma, o preço pago pela Petrobrás, ao menos pelos primeiros 50% da refinaria, estava em linha com o preço de mercado. Até mesmo abaixo. Os 50% restantes também. O negócio encareceu por causa dos custos processuais, após a derrota da Petrobrás na briga judicial com a Astra.

    A Petrobrás e o governo federal, contudo, merecem estar apanhando. Merecem até uma CPI bem dura no lombo, para aprenderem a deixar de ser covardes e a se comunicarem decentemente com o povo brasileiro.

    Depois de gastarem US$ 1,18 bilhão para adquirirem 100% da refinaria de Pasadena, esperava-se que investissem um pouco de tempo para falar bem da unidade, uma refinaria operante, ativa, tradicional, ligada aos terminais de Houston através de poderosos pipelines, e dotada de um impressionante capacidade para armazenar 6 milhões de barris.

    Sua importância vai além de seu valor monetário. É um ativo importante. A Petrobrás agora possui, pela primeira vez na história, uma refinaria no coração do império! Isso lhe ajudará a acumular conhecimento do mercado norte-americano, o mais importante do mundo. Não era isso que a mídia tanto pedia ao governo, que investisse mais nos EUA e menos em países emergentes?

    O último relatório disponibilizado na internet pela Associação de Refinarias dos EUA refere-se ao ano de 2012. Documentos mais recentes são pagos. Neste relatório, lá está, bonitinha, a refinaria de Pasadena, processando mais de 100 mil barris/ dia.

    Depois de apurar essas informações, eu sinto, por um lado, alívio por ver que a Petrobrás fez um bom negócio adquirindo a refinaria. Agora vamos usá-la da melhor maneira possível. Vamos estudar o mercado norte-americano, o mais competitivo e moderno do mundo!

    Por outro lado, dá uma angústia imensa ao ver a incompetência na comunicação da própria presidência da república, que ao invés de defender um ativo da Petrobrás, solta nota dizendo que aprovou a compra se baseando num “relatório falho”!

    Dói também pensar que a nota foi escrita em reunião com Thomas Traumann, atual presidente da Secom.

    Que tolice! Depreciar o próprio ativo! Depreciar a si mesmo!

    Que relatório falho? As condições impostas pela Astra: a Put Option e a cláusula Marlim são perfeitamente explicáveis. A própria Astra esclarece a seus acionistas: essas condições foram impostas porque a Petrobrás também tinha suas prerrogativas. Está tudo lá, no relatório da NPM/CNP de 2006:

    O trecho acima não deixa dúvida. As cláusulas de Put Option e Marlim existiam porque a Petrobrás tinha a prerrogativa para “forçar decisões de investimento”, mesmo contra a vontade da Astra. Ou seja, a Petrobrás podia fazer o que quiser com a companhia, e pagou por esse poder cedendo duas cláusulas.

    O que pode ter de errado nisso tudo é o custo excessivo imposto pela Corte de Arbitragem de Nova York, na conta de “honorários, juros, multar, custos processuais”. Só nisso foram gastos mais de US$ 300 milhões. Aí sim, pode ter alguma mutreta. Mas não é culpa da Petrobrás. Nem de Pasadena!

    Entretanto, a Petrobrás não ficou de mãos vazias. A refinaria de Pasadena é nossa!

    FHC vendeu a Vale por US$ 3 bilhões, em moedas podres, e hoje a Vale poderia ser vendida por mais de US$ 300 bilhões. Isso sim é prejuízo, porque perdemos dinheiro e não temos nada em mãos. Quer dizer que o Congresso quer instalar uma CPI para investigar a Petrobrás porque esta teve a ousadia de comprar uma refinaria no lugar mais estratégico dos EUA, com capacidade para refinar 100  a 120 mil barris por dia e armazenar até 6 milhões de barris, e acha muito normal vender uma mineradora gigante por US$ 3 bilhões que, alguns anos depois, vale cem vezes mais?

    A presidente da Petrobrás, Graça Foster, também errou, ao divulgar que recebeu proposta para vender Pasadena por menos de US$ 200 milhões. Ora, esse valor não inclui os estoques!

    Foster deveria imediatamente pegar um avião, ir à Pasadena, e mandar fotos “selfie” abraçada aos operários e engenheiros da refinaria. Pasadena agora é nossa e tem de ser valorizada!

    A Petrobrás está acéfala? O governo federal está acéfalo? O PT quer perder as eleições e entregar o ouro aos bandidos?

    Agora sou eu que quero uma CPI, para investigar a Secom e a comunicação da Petrobrás. Além de dar dinheiro para Globo, Estadão, Folha e Veja detonarem… o governo e a Petrobrás, para que elas servem?

    Onde estão gastando nosso dinheiro?

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  9. Aprovação ao governo Dilma

    Aprovação ao governo Dilma cai 7 pontos percentuais, diz CNI/Ibope

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    Bruna Borges
    Do UOL, em Brasília

    27/03/201410h04 > Atualizada 27/03/201410p4 

    Beto Barata – 13.mar.2014/Folhapress

     

    A avaliação do governo da presidente Dilma Rousseff caiu, de acordo com pesquisa CNI/Ibope

    O índice de aprovação ao governo da presidente Dilma Rousseff (PT) caiu sete pontos percentuais, para 36%, de acordo com a pesquisa da CNI (Confederação Nacional da Indústria) em parceria com o Ibope, divulgada na manhã desta quinta-feira (27). O levantamento revela a avaliação da população sobre o desempenho do governo federal e a atuação da presidente.

    Na última pesquisa, divulgada em dezembro passado, 43% dos entrevistados consideravam o governo Dilma ótimo ou bom. Após a brusca queda na pesquisa de julho de 2013, feita após a onda de manifestações que tomou o país e a aprovação chegou a 31%, esta é a segunda queda na popularidade do governo na série histórica da pesquisa. Entre os entrevistados, o índice dos que consideram o governo Dilma ruim ou péssimo aumentou de 20% para 27%.

    Ainda de acordo com a pesquisa, a aprovação à maneira de governar caiu de 56% para 51%. O índice de confiança na presidente caiu no limite da margem de erro, de 52% para 48%.

    A pesquisa aponta que houve o descontentamento aumentou mais com relação às políticas econômicas, que tratam de inflação e desemprego. O percentual dos que desaprovam o combate à inflação apresentou aumento de 63% para 71%. Os entrevistados que desaprovam o combate ao desemprego subiu de 49% para 57%.

    Ainda sobre a avaliação pessoal da presidente, o índice dos que desaprovam a maneira de governar subiu de 36% para 43%. A pesquisa aponta que a queda da aprovação foi mais intensa entre os entrevistados com renda familiar mais elevada (acima de cinco salários mínimos), entre os mais jovens (com 16 a 24 anos) e entre os residentes em municípios pequenos (com até 20 mil habitantes).

    Segundo a pesquisa, em nenhuma das nove áreas de atuação avaliadas o percentual dos que aprovam supera o dos que desaprovam as ações do governo. São analisadas as áreas de educação, saúde, combate ao desemprego, segurança pública, combate á fome e à pobreza, meio ambiente, impostos, combate à inflação e taxa de juros.

    Comparação com Lula

    Na comparação com o governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, 46% dos entrevistados consideram os dois governos iguais. Os que consideram que o governo Dilma é pior que o de Lula aumentou de 34% para 42%, e o grupo dos que afirmam que o governo da ex-ministra de Lula é melhor oscilou de 14% para 11%, com variação dentro da margem de erro.

    A percepção da população com relação à cobertura da imprensa sobre o governo Dilma também oscilou dentro da margem de erro. O índice dos que consideram as notícias favoráveis caiu de 19% para 15%, e dos que consideram as notícias desfavoráveis cresceu de 28% para 32%.

    A pesquisa foi feita antes da eclosão da série de denúncias sobre a Petrobras, que deve culminar na abertura de uma CPI no Congresso.

    Foram entrevistadas 2.002 pessoas em 141 municípios, entre os dias 14 e 17 deste mês, para este levantamento. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.

    A pesquisa foi registrada no TRE (Tribunal Regional Eleitoral) sob o número BR-00053/2014.

  10. Pequenos negócios triplicam a geração de empregos em fevereiro

    Sebrae

     

    http://www.agenciasebrae.com.br/sites/asn/uf/NA/Pequenos-negócios-triplicam-a-geração-de-empregos-em-fevereiro

    Hoje às 11:30 – Por: Paulo FortunaSaldo foi de 148 mil vagas, melhor resultado para o mês desde 2011

    Brasília – O mercado de trabalho nos pequenos negócios apresentou em fevereiro o melhor resultado para o mês desde 2011, segundo levantamento realizado pelo Sebrae, com base nos dados do Cadastro Geral de Empregados (Caged) do Ministério do Trabalho. O saldo positivo de postos de trabalho com carteira assinada foi de 148,1 mil vagas, três vezes acima do que o número apurado em janeiro e o dobro do contabilizado no mesmo mês do ano passado.

    “Com esse resultado, já foram criados nos dois primeiros meses deste ano cerca de 200 mil vagas, 60% a mais do que o saldo registrado no mesmo intervalo do ano passado”, revela o presidente do Sebrae, Luiz Barretto. Segundo ele, o número positivo foi influenciado pelo Carnaval, em segmentos como hotelaria e indústria de bebidas. Barretto prevê ainda que o mercado de trabalho nos pequenos negócios continue aquecido ao longo de 2014, principalmente no setor de Serviços, em função dos empregos criados com a Copa do Mundo da FIFA de 2014 e as eleições.

    As pequenas e microempresas responderam por 56,8% do total da criação de vagas de trabalho formais no Brasil em fevereiro, mas, em setores como a Construção Civil, o índice ultrapassou os 96%. O saldo líquido nos pequenos negócios da área foi de 24,1 mil vagas, enquanto as empresas de médio e grande porte criaram 946 vagas.

    O saldo de empregos gerados nos pequenos negócios foi positivo em todos os setores da economia, inclusive na Agropecuária (9,6 mil vagas) – que apresentou uma retração de 3,5 mil empregos nas médias e grandes empresas. No setor de Serviços, a criação de vagas nos pequenos negócios registrou um incremento de 75,9 mil postos de trabalho. No Comércio, no mesmo período, foram criadas 13,4 mil empregos. Na Indústria da Transformação, os empreendimentos de micro e pequeno porte foram responsáveis pela criação líquida de 24 mil postos.

    O total de empregos formais nos pequenos negócios foi positivo também em todos os estados brasileiros. Em São Paulo, foram 45,2 mil vagas e, em Minas Gerais, 14,8 mil. O Paraná fechou o mês com 12,7 mil novos postos de trabalho.

    Mais informações:
    Assessoria de Imprensa Sebrae
    (61) 3243-7851
    (61) 3243-7852
    (61) 2104-2768
    (61) 2104-2770
    imprensa@sebrae.com.br   

     

  11. Cromossoma artificial da levedura sintetizado no laboratório. E

    Publico.pt

    Cromossoma artificial da levedura sintetizado no laboratório. E funciona

     

    27/03/2014 – 18:42

    Cientistas ajudados por um batalhão de estudantes conseguiram construir de raiz, pela primeira vez, um dos cromossomas do fermento do padeiro, microrganismo cujas células são parecidas com as nossas.

     

    Desenho do cromossoma artificial, com as alterações assinaladas por “alfinetes”, pontos brancos e zonas clarasLUCY READING-IKKANDA

    Pela primeira vez, uma equipa internacional de cientistas sintetizou na íntegra um cromossoma de uma célula dita eucariota – isto é, de uma célula semelhante às de todos os animais e todas as plantas à face da Terra, com o seu ADN contido dentro de um núcleo celular. Os resultados foram publicadosonline esta quinta-feira pela revista Science.

    O feito é considerado um passo significativo na área emergente da biologia sintética. Isto porque, até aqui, o material genético reconstituído artificialmente por outras equipas, tais como a do mediático geneticista Craig Venter (ver Nasceu a primeira forma de vida artificial, PÚBLICO de 21.05.2010), pertencia a organismos muito mais simples (ou procariotas), tais como bactérias e vírus.

    “O nosso trabalho faz avançar o ponteiro da biologia sintética da teoria para a realidade”, diz Jef Boeke, da Universidade de Nova Iorque (EUA), em comunicado daquela universidade. Boeke liderou este esforço de sete anos em colaboração com colegas de outras instituições em França, Reino Unido e Estados Unidos.

    Os autores sintetizaram no laboratório o cromossoma número 3 do fermento do padeiro (a levedura Saccharomyces cerevisiae), cujo genoma contém um total de 16 cromossomas, correspondentes a cerca de seis mil genes (um terço dos quais têm uma versão humana, por vezes responsável por doenças). Trata-se de um dos seres vivos mais estudados do planeta – e que, para além de ser utilizado há milénios no fabrico pão e da cerveja, serve hoje para produzir biocombustíveis e medicamentos. O genoma deste microrganismo foi sequenciado na íntegra em 1996.

    A construção do cromossoma em causa passou por juntar, numa cadeia molecular, 273.871 “pares de bases” – isto é, blocos de construção da dupla hélice de ADN –, obtendo assim um cromossoma artificial um pouco mais curto do que o natural. E para isso, a equipa recrutou cerca de 60 estudantes universitários, todos eles a cursar uma cadeira intitulada “Construa um genoma” e criada pelo próprio Boeke na Universidade Johns Hopkins (EUA).

    Os estudantes tinham por missão, como parte do currículo do curso, obter, a partir de versões sintéticas das bases (ou “letras”) do ADN disponíveis comercialmente – e recorrendo a técnicas de biotecnologia – , troços do cromossoma 3 do fermento do padeiro com 750 a 1000 pares de bases ou mais. As razões que levaram a equipa a escolher o cromossoma 3 como alvo da primeira síntese integral no âmbito deste projecto, cujo objectivo é reconstituir artificialmente a totalidade dos 16 cromossomas da levedura, foram o facto de ser um dos mais pequenos e de ter funções relevantes para o ciclo de vida das leveduras.

    O cromossoma artificial que daí resultou tem mais de 500 alterações em relação ao seu homólogo natural, explica ainda o comunicado, entre remoções de fragmentos repetidos, do chamado ADN-lixo e de certos genes “saltitões” que se sabe produzirem mutações aleatórias. Por outro lado, foram-lhe acrescentadas certas sequências genéticas extra, de forma a que os cientistas pudessem não só distinguir o original da cópia, como também apagar ou deslocar genes à vontade no cromossoma. Tudo isto foi feito recorrendo a umsoftware especializado, com o qual os cientistas construíram virtualmente a sequência genética do novo cromossoma antes de o fazer fisicamente.

    Lotaria genética

    Uma vez acabado este trabalho, a primeira coisa que os cientistas fizeram – e que Boeke considera ser o mais importante avanço obtido neste trabalho – foi testar a funcionalidade do cromossoma artificial: a sua capacidade de se reproduzir fielmente em diversos meios de cultura. Para isso, introduziram esse cromossoma dentro de células de levedura. Resultado: as células com o cromossoma artificial revelaram ter um comportamento “notavelmente natural”.

    A seguir, a equipa testou a resistência do cromossoma artificial a certas manipulações genéticas, “baralhando” os seus genes (graças às sequências genéticas adicionais introduzidas à partida) tal como se de um baralho de cartas se tratasse. “Podemos escolher um grupo de genes, mudar a sua ordem natural ao longo do cromossoma e construir assim milhões e milhões de baralhos [estirpes de levedura] diferentes”, diz Boeke.

    “Fazer alterações num genoma é uma lotaria”, acrescenta. “Basta uma alteração errada e a célula morre. Mas nós fizemos mais de 50.000 alterações à sequência de ADN do cromossoma 3 artificial e as nossas leveduras sobreviveram. Isso é notável e mostra que o nosso cromossoma é resistente e que pode conferir novas propriedades às células de levedura. (…) Isto vai permitir-nos obter leveduras que sobrevivem melhor numa pletora de condições ambientais, tolerando, por exemplo, altas concentrações de álcool.” Ou diversas temperaturas ou níveis de acidez – ou ainda a presença de compostos que normalmente danificam o ADN.

    A ideia de Boeke de envolver activamente os seus estudantes nas pesquisas fez entretanto adeptos em países como a Austrália, China, Singapura, Reino Unido e outros locais dos Estados Unidos (mais informações emhttp://syntheticyeast.org/), internacionalizando ainda mais o projecto de construção do genoma artificial da levedura.

    O objectivo final é conseguir um dia inventar microrganismos artificiais feitos à medida e capazes de fabricar novos medicamentos e vacinas, matérias-primas alimentares ou ainda novos biocombustíveis. A síntese do cromossoma 3 da levedura, designado synIII, mostra que isso é possível. O trabalho também fornece um modelo experimental para o estudo dos genes e das suas interacções, para perceber como as redes de genes determinam os comportamentos biológicos individuais, lê-se no comunicado.

    Já a seguir, a equipa de Boeke tenciona continuar a reorganizar os genes de synIII para testar as propriedades dos cromossomas obtidos e ao mesmo tempo desenvolver formas de sintetizar os outros cromossomas da levedura mais rapidamente e a menor custo.

     

  12. Ucrânia ameaça a UE com suspensão do trânsito de gás

    Ucrânia ameaça a UE com suspensão do trânsito de gás

    Foto: RIA Novosti

     

    O ministro interino da Energia da Ucrânia, Yuri Prodan, advertiu a União Europeia sobre a eventual suspensão do trânsito de gás natural russo via Ucrânia.

    “Devemos constatar que falta pouco tempo para organizar o fornecimento do gás natural dos países da UE para a Ucrânia. Se não conseguirmos resolver rapidamente este problema, poderá repetir-se a ‘guerra do gás’ de 2009”, consta da carta de Yuri Prodan ao comissário da Energia da UE, Gunther Oettinger.

    O gabinete de ministros da Ucrânia espera que, a partir de 1 de abril, o preço do gás russo vendido à Ucrânia aumente para $480 por 1 mil m3.
    Leia mais: http://portuguese.ruvr.ru/news/2014_03_27/ucrania-ameaca-ue-com-suspensao-do-transito-de-gas-6878/

     

  13. Greve geral no Paraguai tem adesão em massa

    Greve geral no Paraguai tem adesão em massa

    A greve geral contra a política econômica e social do governo começou com um ato na esplanada situada em frente à Catedral, na região central de Assunção.

    Milhares de camponeses e sindicalistas paraguaios marcharam ontem (26) por reforma agrária, aumentos salariais e contra iniciativas de privatização do governo de Horácio Cartes. Entre as reivindicações, os sindicalistas querem aumento de 25% do salário mínimo.

    http://www.agenciasindical.com.br/Site%202014/Noticias/8693-pelomundo27032014.html

  14. Terroristas abrem acampamento infantil de crianças suicidas na S

    Terroristas abrem acampamento infantil de crianças suicidas na Síria

    Foto: EPA

     

    O grupo terrorista Estado islâmico no Iraque e no Levante organizou no norte da Síria um acampamento destinado a preparar homens-bombas e treinar crianças em condições de combate reais.

    Neste acampamento são treinados cerca de 50 meninos de 7 a 13 anos. A preparação de adolescentes suicidas leva 25 dias. Durante este lapso de tempo eles aprendem as bases do jihad e o manejo de armas de fogo modernas. Depois da conclusão do treinamento, os adolescentes são incorporados nos grupos terroristas do Estado Islâmico no Iraque e no Levante – uma das unidades antigovernamentais mais extremistas.
    Leia mais: http://portuguese.ruvr.ru/news/2014_03_25/terroristas-abrem-na-siria-acampamento-infantil-de-criancas-suicidas-7224/

     

  15. Autoridades turcas bloqueiam YouTube

    Autoridades turcas bloqueiam YouTube

    Foto: Flickr.com/codenamecueball/cc-by

     

    A Direção das Comunicações e Telecomunicações da Turquia anunciou hoje (27) o bloqueio do acesso direto ao popular serviço YouTube.

    Segundo o jornal Hurriyet, a decisão foi tomada horas depois de o site ter publicado uma gravação do encontro de altos oficiais dos órgãos de defesa e segurança turcos, no qual se debateu a hipótese de eventual invasão armada da Síria.

    Há uma semana, as autoridades turcas bloquearam o acesso ao Twitter.

    A decisão das autoridades turcas provocou uma onda de críticas na sociedade. O presidente da Turquia, Abdullah Gul, se manifestou contra o bloqueio das redes sociais.
    Leia mais: http://portuguese.ruvr.ru/news/2014_03_27/autoridades-turcas-bloqueiam-youtube-9992/

     

  16. Durão Barroso: UE não está disposta a aceitar a Ucrânia

    Durão Barroso: UE não está disposta a aceitar a Ucrânia

    Foto: RIA Novosti

     

    A União Europeia não está disposta a aceitar a Ucrânia, declarou nesta quinta-feira o presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso.

    “Porque a União Europeia não ofereceu a adesão à Ucrânia? Porque seus países-membros de momento não estão dispostos a dar este passo. Consideram que não só a Ucrânia não está pronta a isso como também a União Europeia não está pronta, atualmente, a absorver um país como a Ucrânia. Sempre dissemos, porém, que a porta da entrada não está fechada e que esta opção existirá no futuro”, disse Barroso respondendo à pergunta de um jornalista, em Bruxelas.

    Ele assinalou que para que se possa oferecer a integração da Ucrânia na UE , “deverá haver o acordo dos países- membros da união, mas estamos longe disso”.
    Leia mais: http://portuguese.ruvr.ru/news/2014_03_27/para-barroso-ue-nao-pode-conceder-filiacao-a-ucrania-8032/

     

  17. Sanções contra Rússia afetarão interesses do Ocidente, diz Obama

    Sanções contra Rússia afetarão interesses do Ocidente, diz Obama

    Foto: RIA Novosti

     

    O presidente dos EUA, Barack Obama, reconheceu que duras sanções econômicas contra a Rússia afetarão o Ocidente.

    “Damo-nos perfeitamente conta de que a adoção de sanções econômicas afetará também nossas companhias, visto que a Rússia é uma importante economia global”, declarou o líder estadunidense nesta quinta-feira, em Roma, após as negociações com o premiê italiano, Matteo Renzi.

    Obama frisou que “por agora, não se tem falado de sanções econômicas aplicáveis a setores inteiros – à Energia ou à Defesa”.
    Leia mais: http://portuguese.ruvr.ru/news/2014_03_27/sancoes-contra-russia-afetarao-interesses-do-ocidente-acha-obama-4794/

     

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