4 comentários

  1. MAROMBADOS DO BEM: antes e depois da pandemia

    (marombados do bem são aqueles homens fortes que fazem exercícios em academias e geralmente são ouvintes do programa do Datena)

    Esse a quem ora me refiro é realmente muito forte e mora/morava no mesmo condomínio que eu. Às 19 horas de uma quinta-feira, e antes da pandemia, eu me encontro com ele numa farmácia que fica a uns 200 m do condomínio. E gentilmente ele me ofereceu uma carona para eu voltar para o meu apartamento. Declinei do convite, porque queria fazer uma caminhada, e perguntei:

    – Você veio de carro?
    – Sim. Rodei uns 20 minutos para estacionar, mas estou seguro. Sabe como é, já esta ficando de noite e é melhor a gente não vacilar.

    Tive vontade de perguntar “seguro de quê”? Mas contive minha curiosidade.

    OBS: Uma pessoa com boa saúde consegue caminhar 200 metros em dois (2) minutos.

    Esta semana eu soube da tragédia. O teste desse meu amigo gentil deu positivo para o covid-19. E ele, corretamente, se isolou num sítio de propriedade do pai, com o caseiro e uma enfermeira tomando conta dele. E o pai veio ocupar o apartamento do filho na cidade.

    Poucos dias depois o pai, que tinha 73 anos, apresentou também os sintomas da covid-19 e veio a falecer no apartamento que ocupava. Foi a empregada que espalhou a notícia e o desespero entre os moradores do condomínio foi uma coisa de louco. Muita gente pensou em se mudar, pelo menos temporariamente, enquanto outros pensaram em vender o apartamento onde moravam pela metade do preço. Por fim, os condôminos optaram por uma dedetização no apartamento “infectado”, dessas que matam até elefante.

    Mas pior, muito pior, foi a resposta que o filho deu para a morte do pai:

    – Como diz Bolsonaro, todo mundo vai morrer um dia. Se ele foi em meu lugar, foi a morte quem o escolheu.

    Será que todos os marombados do bem pensam dessa maneira?

    E notem: pra chegar a conclusão de que todo o mundo vai morrer um dia, o cara teve que ouvir o Bolsonaro. Pode Arnaldo?

    • Existe filho pródigo e filho prático.
      Esse aí, que vê com naturalidade a morte do pai, é o filho prático, que vê com muito mais naturalidade o seu direito de sucessão. A herança do papi é de direito para o filho prático de direita.
      É uma questão de “custo/benefício”, entende?

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