12 comentários

  1. STF pode detonar conspiração da República do Paraná

    O Cafezinho

    STF pode detonar conspiração da República do Paraná

    23 setembro 2015

    STF

     

    A farra conspiratória dos procuradores e delegados do Paraná, que pretendiam cuidar sozinhos de todos os casos de corrupção do país, mas sempre punindo apenas o PT, pode chegar ao fim com a decisão do STF de desmembrar os casos. Por isso o desespero dos procuradores. Sua festinha acabou.

     

    Plenário do STF decidirá quem irá relatar inquérito contra senadora Gleisi Hoffmann

    de Notícias STF

    O Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) deverá definir qual ministro da Corte será o relator do Inquérito (INQ) 4130, no qual se investiga condutas atribuídas à senadora Gleisi Hoffmann e a outros acusados sem foro por prerrogativa de função. A questão de ordem foi trazida à Segunda Turma pelo ministro Dias Toffoli na sessão desta terça-feira (22), mas o colegiado decidiu afetar a matéria ao Pleno, com urgência. O Plenário também será responsável por decidir se o feito será desmembrado quanto aos investigados sem prerrogativa de foro e a qual juízo federal de primeira instância o processo deverá ser remetido.

    O inquérito foi enviado ao STF pelo juiz da 13ª Vara Federal do Paraná, depois que, no curso da chamada operação Lava-Jato, ele teve conhecimento de possíveis delitos atribuídos à senadora e a outros investigados, que teriam se beneficiado de repasses de valores da Consist Software, empresa que tinha contrato com o Ministério do Planejamento para gestão de empréstimos consignados. Por conta da prerrogativa de foro da senadora, o caso foi enviado ao STF e distribuído ao ministro Teori Zavascki, relator dos casos relacionados à investigação da Lava-Jato.

    O ministro, contudo, decidiu enviar o caso à Presidência do STF, para avaliar a possibilidade de livre distribuição do processo, por entender que os fatos apontados na investigação envolvendo a senadora não teriam relação com a apuração de fraudes e desvio de recursos no âmbito da Petrobras. A Presidência da Corte concordou com o ministro Teori e determinou a livre distribuição do processo. O inquérito foi então distribuído por sorteio ao ministro Dias Toffoli.

    Em petição, o Ministério Público Federal requereu que o inquérito retornasse à relatoria do ministro Teori Zavascki e, em razão disso, o ministro Dias Toffoli encaminhou os autos à Presidência para análise do pedido. O presidente, contudo, rejeitou o pleito do MPF, mantendo a relatoria com o ministro Toffoli.

    Diante da urgência do caso, que tem investigado sem prerrogativa de foro preso e já com denúncia apresentada, e para evitar que eventuais decisões monocráticas e cautelares possam vir a ser questionadas, o ministro Dias Toffoli decidiu trazer o caso para julgamento da Turma. Após debates, os ministros decidiram submeter o julgamento da questão de ordem ao Plenário do Supremo.

    http://www.ocafezinho.com/2015/09/23/stf-pode-detonar-conspiracao-da-republica-do-parana/

  2. Trensalão:STJ aceita provas da Suíça contra tucano Robson Marinh

    Do Blog Limpinho&Cheiroso

     

     

    Trensalão: STJ aceita provas da Suíça contra tucano Robson Marinho

     

    Legenda: Robson Marinho (à dir.), conselheiro do Tribunal de Contas de São Paulo e um dos fundadores do PSDB.

    Mario Cesar Carvalho, via Folha online em 23/9/2015

    O STJ (Superior Tribunal de Justiça) considerou lícitas as provas enviadas pela Suíça para instruir a ação penal contra Robson Marinho, conselheiro do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo e um dos fundadores do PSDB.

    Ele é investigado sob suspeita de ter recebido propina da Alstom para ajudar a empresa a fechar um contrato de venda de subestações elétricas em 1998 por R$68 milhões, em valores atualizados. A compra foi feita por duas empresas que à época eram do governo paulista, a Eletropaulo e a EPTE (Empresa Paulista de Transmissão Elétrica). Entre 1995 e 1997, Marinho foi o principal secretário do então governador, Mário Covas (PSDB): chefiava a Casa Civil. Ele deixou o governo para ser conselheiro do Tribunal de Contas.

    Por conta da suspeita de que seriam recursos de suborno, a Suíça bloqueou uma conta de Marinho naquele país pela qual passaram US$3 milhões, mas cujo saldo atual é de US$1,1 milhão. Marinho sempre negou que tenha recebido propina da multinacional francesa.

    Ele é investigado pelo STJ porque conselheiros de Tribunal de Contas gozam de um privilégio similar aos governadores: só podem ser processados por essa instância da Justiça.

    O advogado de Marinho, Celso Vilardi, buscava anular as provas vindas da Suíça com a alegação de que tribunais daquele país consideraram parte delas ilícitas.

    Agentes suíços se infiltraram no banco Tempus, acusado de lavar dinheiro para a Alstom pagar propina, com a intenção de provar que a instituição recebia recursos de traficantes de drogas. As provas sobre lavagem do dinheiro do tráfico foram consideradas ilegais porque os agentes não ficaram passivos, como manda a lei suíça.

    O advogado de Marinho dizia que as provas ilícitas obtidas pelos agentes infiltrados contaminaram os documentos enviados ao Brasil pela Suíça e que o conjunto todo deveria ser considerado ilegal.

    O ministro João Otávio de Noronha, relator do caso no STJ, refutou a tentativa da defesa de Marinho. “As provas do caso Alstom em nada se conectam com a lavagem [de dinheiro] de tráfico”, escreveu o ministro em seu voto.

    Segundo ele, as provas contra a Alstom não foram obtidas pelos agentes infiltrados, mas sim entregues pela secretária do banqueiro Oskar Holenweger, dono do banco que lavava dinheiro para a empresa.

    Ainda de acordo com Noronha, “não há questão de ordem a ser sanada, devendo-se prosseguir o já longuíssimo inquérito”.

    O conselheiro já havia tentado evitar que a Suíça enviasse os documentos ao Brasil, mas foi derrotado.

    O STJ também considerou lícitas as provas enviadas pela França para o mesmo processo. Um dos documentos franceses fala em “remuneração para o poder político da situação” e diz que “ela é negociada via uma secretaria do governador (RM)”. O próprio conselheiro já reconheceu que as iniciais RM referem-se a ele.

    Marinho está afastado do Tribunal de Contas por ordem da Justiça desde agosto de 2014.

    Em fevereiro de 2015, a Justiça decidiu bloquear R$282 milhões da Alstom e de Marinho. Os bens do conselheiro que estão bloqueados incluem duas casas no valor de R$14 milhões e uma ilha no litoral norte de São Paulo, além do US$1,1 milhão que está retido na Suíça.

    O advogado de Marinho diz que irá recorrer ao Supremo para mudar a decisão do STJ sobre as provas suíças. Procurada, a Alstom informou que não comentaria a decisão do STJ.

    http://limpinhoecheiroso.com/2015/09/23/trensalao-stj-aceita-provas-da-suica-contra-tucano-robson-marinho/

     

  3. Que loucura da porra!

    Cunha, “a palavra final” da propina é “a palavra final” do impeachment?

     

     

    Ainda bem que o José Simão já inventou a expressão que diz que o Brasil é o “país da piada pronta”.

     

    Eu ia escrever sobre o prêmio de “gestão hídrica” ganho ontem pelo governador Geraldo Alckmin quando me atropela a manchete dos sites de notícia: Eduardo Cunha dava a palavra final na propinagem na diretoria internacional da Petrobras.

     

    Então, ficamos assim: é Eduardo Cunha quem decide se acata e põe em votação os pedidos de impeachment de Dilma Rousseff por conta da corrupção na qual ele, Cunha, dava “a palavra final”.

     

    Então, com sua maioria da Câmara, afasta Dilma, contra quem não pesa nenhuma acusação pessoal, e segue no comanda da Câmara, apesar de estar nominado por cidadãos confessos como o “chefe” da  patranha.

     

    E aí ela vai a julgamento num Senado onde quase 20% (13 senadores) dos que a julgarão são acusados pela Procuradoria Geral da República.

     

    Será que é preciso dizer que é  risível – e trágico – o que está acontecendo com o bom senso neste país?

     

     

     

     

  4. Reações à agressão a João Pedro Stédile

    Pimentel: Agressores de Stedile sairam das catacumbas da ditadura; Paulo Angelim liderou

    publicado em 23 de setembro de 2015 às 21:59 no Vi  o Mundo

    O empresário tucano Paulo Angelim, organizador do bando

    Quarta, 23 Setembro 2015 19:25

    DESRESPEITO À DEMOCRACIA

    Parlamentares repudiam agressão a Stédile, do MST, em aeroporto de Fortaleza

    do PT no Senado

    cartaz-oferece-recompensa-por-joao-pedro-stedile-vivo-ou-mortoO clima de intolerância e desrespeito a opiniões e posicionamentos políticos diferentes chamou a atenção dos parlamentares, nesta quarta-feira (23).

    O líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), protestou no plenário contra a agressão sofrida pelo coordenador do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), João Pedro Stédile, agredido e hostilizado de forma premeditada no aeroporto de Fortaleza por um grupo de manifestantes. Humberto atribuiu as agressões a grupos que defendem o impedimento da presidenta Dilma.

    “Em nome de uma pseudodemocracia, esses grupos promovem agressões a pessoas em restaurantes, nas ruas e isso precisa ter um basta, porque o Brasil é um país que tradicionalmente se marca pela tolerância política, social, religiosa e racial”, afirmou.

    Segundo o senador Lindbergh Farias (PT-RJ), a movimentação extremamente agressiva tem nome: “se chama Paulo Angelim, filiado ao PSDB e esteve à frente, organizando, divulgando nas redes sociais”, afirmou. Lindbergh disse que é preciso responsabilidade para lidar com a democracia.

    Escalada de ódio

    O líder do governo no Congresso, senador José Pimentel (CE), chamou a atenção para a escalada de ódio e perseguição aos mais pobres que parece se espalhar sem fronteiras. “Quando você vê o Primeiro Mundo, como é conhecido o continente europeu, impedindo o livre trânsito de pessoas que são vítimas de guerras patrocinadas por aqueles que vendem armas e são os países mais ricos e, ao mesmo tempo, não aceitam receber essa população que ontem era colônia desses países europeus que hoje rejeitam. Quando você assiste uma senhora, jornalista, agredir um senhor já idoso com uma criança nos braços simplesmente porque ele não era do continente europeu, [percebe que] essas coisas também estão presentes aqui no Brasil”, observou

    Pimentel também chamou a atenção para as cenas de agressividade explícita que tomaram conta da sessão do Congresso Nacional que apreciou os vetos da presidenta Dilma Rousseff. “Ontem mesmo, durante a sessão do Congresso Nacional, nós assistíamos alguns “convidados” agredindo diretamente aqueles que pensam diferente ou que têm a coragem de registrar que determinados procedimentos da chamada pauta-bomba não cabem no orçamento da União e não cabem nas obrigações do Estado nacional”, disse

    Segundo o líder, o incidente com João Pedro Stédile é parte desse processo. “Ele representa a agricultura familiar, ele representa aqueles que lutam para ter um pedaço de terra para dali tirar o alimento da sua família e nos alimentar na cidade porque, na cidade, nós podemos não ter um carro para passear, podemos não ter uma bicicleta para andar, mas se na panela não tiver o arroz, o feijão, a farinha de mandioca a gente não sobrevive e é isso o que o João Pedro Stédile representa”, reforçou.

    Na mesma linha, manifestaram-se em solidariedade a Stédile os senadores Roberto Requião (PMDB-PR), Antônio Carlos Valadares (PSB-SE) e os petistas Paulo Paim (RS) e Fátima Bezerra (RN)

    Mais Médicos

    Não é a primeira vez que Fortaleza se torna cenário de demonstrações de intransigência e agressividade. Na implantação do programa Mais Médicos, há pouco mais de dois anos, supostos estudantes de Medicina alinharam-se na chegada de passageiros para agredir os médicos cubanos que haviam desembarcado para trabalhar no Brasil. Um dos xingamentos repetidos – “macaco”, dirigido a um dos médicos –, por si só, mostrava a agressividade dos manifestantes.

    Agora, novamente com alusão a Cuba, munidos de cartazes impressos – o que denuncia prévia organização – senhoras e senhores saídos da catacumba da ditadura cercaram Stédile e sua esposa com novos xingamentos, quando o líder do MST deixava o aeroporto. Um grupo cercou Stédile e o seguiu até seu carro, em um trajeto de seis minutos, chamando-o de “assassino”, “fascista”, “comunista”, “traidor da pátria” e entoando em canto “MST vai para Cuba com o PT”.

    Abalado com o ocorrido, José Pimentel, que representa o Ceará, fez questão de deixar claro que o que aconteceu não representa o comportamento do povo cearense. “Foram meia dúzia de pessoas conhecidas que, ontem, eram a base da ditadura militar – eu conheço grande parte deles – outros são filhotes e herdeiros daqueles da ditadura militar que assim age, mas o povo cearense é um povo ordeiro, trabalhador, acolhedor como é a região Nordeste e o povo brasileiro”, afirmou.

    Ele recordou que os períodos democráticos do Estado democrático de direito do Brasil são poucos e curtíssimos. “Nesses 515 anos, tivemos de 1946 a 1964 e de 1988 para cá. Portanto, a cultura do Estado brasileiro é a cultura autoritária, ditatorial. Nós procuramos construir uma nova Nação que possa conviver com as diferenças”, ressaltou o líder.

    MST

    Para a direção do MST, que divulgou nota de repúdio à agressão, o episódio ocorrido com Stédile não é um fato isolado, mas um reflexo do atual momento político do país, em que se vê crescer a cada dia o ódio contra os movimentos populares, migrantes e a população negra e pobre”.

    O texto compara o episódio à agressão sofrida no último sábado (19) por jovens de favelas cariocas que foram impedidos, sob o risco de danos físicos, de frequentar as praias da zona sul da capital fluminense.

    “Estes atos de violência e ódio propagado intensamente nas redes sociais, e que reverberam cada vez mais nas ruas, são mais uma demonstração da violência dos setores da elite brasileira dispostos a promover uma onda de violência e ódio contra os setores populares”, diz o texto. A direção do movimento lembrou que recentemente Stédile foi vítima de outra agressão, quando circulou nas redes sociais um cartaz que oferecia uma recompensa por ele “vivo ou morto”.

    O MST entende que essa onda de ataques é resultado de “uma mídia partidarizada, manipuladora e que distorce e esconde informações, ao mesmo tempo em que promove o ódio e o preconceito contra os que pensam diferente”. “São esses meios de comunicação a serviço de uma direita raivosa e fascista os responsáveis por formarem essas mentalidades criminosas e odiosas que alimentam as ruas e as redes sociais com os valores mais antissociais e desumanos que possa existir.”

    Tais atos, no entanto, não enfraqueceram a luta pela reforma agrária e pelos direitos sociais protagonizada pelo movimento, segundo a nota. “Não aceitaremos que nenhum militante dos movimentos populares sofra qualquer tipo de agressão ou insulto por defender e lutar por justiça social. Nos comprometemos a permanecer em luta nas ruas pela defesa da democracia, dos direitos civis, da classe trabalhadora e o respeito aos valores humanitários.”

  5. Vai gostar assim de avião lá no aeroporto de Cláudio

     Aécio explicará sua farra aérea?

     Por Paulo Nogueira, no blog Diário do Centro do Mundo:
     Aécio é o real vampiro da política nacional. Ele simplesmente não suporta a luz do sol.

    Por luz do sol, entenda-se o seguinte: ser fiscalizado.

    Em seus anos no governo de Minas, ele simplesmente eliminou a fiscalização. Estava tudo dominado.

    E então ele fez coisas como o uso torrencial e privado do avião oficial de Minas, como se soube hoje.

    Apenas para o Rio, foram 127 voos, a maior parte perto do final de semana. Num Carnaval, o avião foi usado para levar Aécio a Florianópolis, onde morava sua então namorada e atual mulher, Letícia.

    Quer dizer: os contribuintes mineiros financiaram o namoro carnavalesco de seu festeiro governador.

    Certo de não ser cobrado, uma vez que obliterou a fiscalização mediante aparelhamentos, Aécio voou barbaridade e fez outras coisas indecentes, como colocar dinheiro público em rádios da família.

    Deve-se dar o nome correto a isso: é corrupção. Corrupção não é apenas cobrar propina.

    É também malversar o dinheiro do contribuinte em delinquências como estas que marcam Aécio.

    Você pode imaginar como seriam as coisas se ele se elegesse presidente. Ele reproduziria no Brasil o que fez em Minas. Seria uma grande festa de quatro anos para Aécio.

    E então você vê a grande mentira que foi a lorota do “choque de gestão”.

    Este o verdadeiro estelionato da campanha.

    Choque de gestão, uma expressão nascida nas empresas, começa nos bons exemplos dados pelos chefes.

    Quando o grupo Garantia deu um choque de gestão na velha Brahma, eliminou coisas como vagas garantidas na sede para a diretoria e uma série de mordomias que dividiam a empresa entre os poucos privilegiados e o resto.

    Choque de gestão impõe meritocracia, mas a legítima, em que as pessoas são escolhidas e promovidas pela sua capacidade, e não a de mentirinha de Aécio.

    Amigos, parentes, contraparentes: Aécio encheu a administração pública de Minas com eles, a começar pela irmã, Andrea.

    Num debate, numa mistificação monstruosa, Aécio tentou fazer de Andrea uma Madre Teresa que trabalhava de graça pelos mineiros. Era mais uma entre tantas mentiras que a imprensa amiga e cúmplice lhe permitiu contar aos brasileiros.

    Aécio precisa de proteção absoluta como aquela de que desfrutou em Minas, ou o sol entra e ilumina a forma como ele trata as coisas públicas quando no controle delas.

    É a patologia do vampiro, repito.

    Hoje, se tivesse caráter, ele dedicaria o dia a dar uma satisfação aos brasileiros sobre o escândalo aéreo em que está metido.

    Mas não.

    Como se não houvesse acontecido nada, ele está dando lições de moral que não são mais nem menos que aulas de descaro.

     

  6. Tereza: o Brasil dá exemplo

    Tereza: o Brasil dá exemplo ao mundo

      publicado 23/09/2015 no Conversa AfiadaCampello enfrentou e venceu os desafios do milênio

     

    No Blog do Planalto:
     

     

    Objetivos do Milênio ajudaram Brasil a melhorar vida da população, diz ministra
     

     

    O Brasil se destacou em sete dos oito Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM) definidos pela ONU para o movimento mundial de combate à pobreza, afirmou a ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello. Segundo ela, a superação das propostas faz com que o Brasil seja o principal exemplo de ação bem sucedida dos ODMs.

    “O Brasil fez uma opção de usar os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio como farol para que a gente pudesse perseguir melhor não só a melhora dos nossos indicadores, mas das condições de vida da população”, disse nesta segunda-feira (22), em entrevista ao programa Direto na Fonte da TV NBr.

    Entre os avanços, Campello ressaltou a redução significativa da fome. De acordo com a ministra, atualmente, 1,7% da população brasileira enfrenta esse problema. Em 2003, o percentual era de 10%. “Em menos de dez anos, nós tivemos uma trajetória muito importante. O Brasil passou a ter acesso a esses alimentos, principalmente por ter acesso a renda. Aumento do salário mínimo, programas como Bolsa Família, por exemplo, que garantiram renda para essa população em situação de pobreza”.

    A ministra comentou também a redução da mortalidade infantil no Brasil, que foi “bem acima” da média mundial. Dados do Unicef e da Organização Mundial da Saúde (OMS) mostram que, enquanto o mundo reduziu o índice em 53%, no Brasil a redução foi de 73%.

    A ministra acredita que, com a criação do programa Mais Médicos, os próximos relatórios vão trazer resultados ainda mais positivos. “O programa garantiu que exatamente onde a população mais pobre está, a gente pudesse ter um médico. E hoje não tem mais nenhum município no Brasil sem médico, e essa é uma grande vitória e nossos indicadores vão ficar melhores ainda”, avaliou.

    Entrevista a jornal americano

    O jornal The New York Times também repercutiu o exemplo do Brasil nas políticas de redução da pobreza em entrevista com Tereza Campello, publicada na última sexta-feira (18).

    “Muitos países têm estudado o Bolsa Família na esperança de adotar a ideia básica do programa”, disse a ministra. Além disso, explicou que o programa melhora a vida de milhões de famílias pobres e contribui diretamente para avanços significativos na educação, na saúde e na nutrição infantil do País.

    O jornal pontuou que, desde a sua criação, em 2003, o Bolsa Família contribuiu para uma redução de 82% da população subnutrida do País.

    Ainda segundo a publicação, a oposição do governo Dilma reconhece que o programa de transferência de renda é uma forma relativamente acessível para combater a pobreza extrema. A ministra afirma que as críticas que o programa recebe, como a perpetuação do desemprego e o incentivo a gastos irresponsáveis, são mitos. [video:https://youtu.be/sPXCl0aH88k%5D       

     

  7. Esse Cunha é um danado de sabido

    Novo delator reafirma Cunha como líder do esquema da Petrobras com PMDB

    Fonte: Blog do Nassif

    https://jornalggn.com.br/noticia/novo-delator-reafirma-cunha-como-lider-do-esquema-da-petrobras-com-pmdb

     

     A novidade é a ênfase na delação de um terceiro executivo da área Internacional. Musa, que foi gerente do setor entre 2006 e 2009, ressaltou que o PMDB detinha a indicação do cargo de diretor e que um dos responsável por indicar esses nomes era o lobista João Augusto Rezende Henriques, preso nesta segunda-feira (21), em mais uma etapa da Lava Jato. Mas quem assinava embaixo, disse Musa, era Cunha. “Henriques disse ao declarante [Musa] que conseguiu emplacar Jorge Zelada para diretor internacional da Petrobras com o apoio do PMDB de Minas Gerais, mas quem dava a palavra final era o deputado Eduardo Cunha”, frisa um trecho do relatório.   O lobista era mais um dos que tinham passagem livre no PMDB, com influência na estatal, incluindo “possivelmente”, afirma Musa, a diretoria de Exploração e Produção, que ainda não está na mira das investigações da força-tarefa da Lava Jato. Henriques era quem fornecia informações privilegiadas dentro da Petrobras para ajudar na decisão do preço das propostas enviadas à diretoria, em troca do pagamento de propina. Segundo os investigadores, o lobista teria recebido R$ 20 milhões das empreiteiras que “ganhavam” o contrato da estatal. Eduardo Cunha não se manifestou, afirmando que não teve acesso ao depoimento de Musa. O presidente da Câmara é investigado em denúncia, já recebida pelo Supremo Tribunal Federal (STF), de ter recebido pelo menos 5 milhões de dólares de propina na Lava Jato. 

  8. O Brasil que a Globo esconde

    Tereza: o Brasil dá exemplo ao mundo

      publicado 23/09/2015 no Conversa AfiadaCampello enfrentou e venceu os desafios do milênio

     

    No Blog do Planalto:
     

     

    Objetivos do Milênio ajudaram Brasil a melhorar vida da população, diz ministra
     

     

    O Brasil se destacou em sete dos oito Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM) definidos pela ONU para o movimento mundial de combate à pobreza, afirmou a ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello. Segundo ela, a superação das propostas faz com que o Brasil seja o principal exemplo de ação bem sucedida dos ODMs.

    “O Brasil fez uma opção de usar os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio como farol para que a gente pudesse perseguir melhor não só a melhora dos nossos indicadores, mas das condições de vida da população”, disse nesta segunda-feira (22), em entrevista ao programa Direto na Fonte da TV NBr.

    Entre os avanços, Campello ressaltou a redução significativa da fome. De acordo com a ministra, atualmente, 1,7% da população brasileira enfrenta esse problema. Em 2003, o percentual era de 10%. “Em menos de dez anos, nós tivemos uma trajetória muito importante. O Brasil passou a ter acesso a esses alimentos, principalmente por ter acesso a renda. Aumento do salário mínimo, programas como Bolsa Família, por exemplo, que garantiram renda para essa população em situação de pobreza”.

    A ministra comentou também a redução da mortalidade infantil no Brasil, que foi “bem acima” da média mundial. Dados do Unicef e da Organização Mundial da Saúde (OMS) mostram que, enquanto o mundo reduziu o índice em 53%, no Brasil a redução foi de 73%.

    A ministra acredita que, com a criação do programa Mais Médicos, os próximos relatórios vão trazer resultados ainda mais positivos. “O programa garantiu que exatamente onde a população mais pobre está, a gente pudesse ter um médico. E hoje não tem mais nenhum município no Brasil sem médico, e essa é uma grande vitória e nossos indicadores vão ficar melhores ainda”, avaliou.

    Entrevista a jornal americano

    O jornal The New York Times também repercutiu o exemplo do Brasil nas políticas de redução da pobreza em entrevista com Tereza Campello, publicada na última sexta-feira (18).

    “Muitos países têm estudado o Bolsa Família na esperança de adotar a ideia básica do programa”, disse a ministra. Além disso, explicou que o programa melhora a vida de milhões de famílias pobres e contribui diretamente para avanços significativos na educação, na saúde e na nutrição infantil do País.

    O jornal pontuou que, desde a sua criação, em 2003, o Bolsa Família contribuiu para uma redução de 82% da população subnutrida do País.

    Ainda segundo a publicação, a oposição do governo Dilma reconhece que o programa de transferência de renda é uma forma relativamente acessível para combater a pobreza extrema. A ministra afirma que as críticas que o programa recebe, como a perpetuação do desemprego e o incentivo a gastos irresponsáveis, são mitos. [video:https://youtu.be/sPXCl0aH88k%5D       

     

  9. *

    Como as pessoas envolvidas no vazamento da Lista de Furnas foram caladas. Por Joaquim de Carvalho

    DCM

    http://www.diariodocentrodomundo.com.br/como-as-pessoas-envolvidas-no-vazamento-da-lista-de-furnas-foram-caladas-por-joaquim-de-carvalho/

    Marco Aurélio Carone, do Novo Jornal

     

      

    Esta reportagem é parte do projeto de crowdfunding do DCM sobre a Lista de Furnas. Queríamos agradecer a você por ajudar a alcançar o objetivo — e lembrar que cada quantia a mais será investida em viagens e entrevistas para aprofundar a apuração e realizar novas matérias. Grande abraço.

     

    Em Minas Gerais, uma das formas de entender o que representaram os doze anos do governo de Aécio Neves – sete dele mesmo e cinco de Antonio Anastasia – é conhecer a trajetória do publicitário Marco Aurélio Carone.

    Em 2002, Carone se candidatou a governador pelo minúsculo PSDC, mas sua missão, segundo ele conta, não era chegar ao Palácio da Liberdade, mas defender Aécio no enfrentamento com o ex-governador Newton Cardoso, também candidato.

    Aécio ganhou e, pela atuação de Carone, o partido dele foi recompensado pelo caixa de campanha de Aécio, e o próprio candidato, alguns anos depois, vendeu o título de seu jornal, Diário de Minas, o mais antigo do Estado, para um grupo ligado a Aécio Neves.

    Pela venda, o publicitário diz que recebeu R$ 600 mil. “Queriam comprar o meu silêncio ou pagar por elogios, mas esse produto não estava à venda”, diz Carone.

    Com o dinheiro da venda do jornal, o ex-aliado de Aécio contratou um dos jornalistas mais premiados de Minas Gerais, o veterano Geraldo Elísio, o repórter Pica-Pau dos tempos da rádio Itatiaia e Prêmio Esso de Jornalismo em 1977, com uma reportagem publicada em O Estado de Minas que denunciou a prática de tortura na Polícia Militar.

    Juntos, eles mantiveram na internet o Novo Jornal, um site de notícias que, em poucos anos, se transformou num dos poucos veículos críticos de Aécio e do governo dele e de Anastasia.

    O Novo Jornal chegou a ter mais de um milhão de acessos num dia, com suas reportagens que tratavam de escândalos do grupo de Aécio, entre eles a Lista de Furnas.

    “O Novo Jornal foi o primeiro veículo a publicar a perícia da Polícia Federal que comprovou a autenticidade da lista de Furnas”, conta Geraldo.

    Era um tema recorrente no site, assim como as denúncias de favorecimento do governo ao grupo de Zezé Perrella, o do Helicoca, e outros que os grandes jornais, rádios e emissoras de TV de Minas nunca noticiaram.

    No início de 2014, já com a pré-campanha de Aécio a presidente da República na rua,  Carone foi preso sob acusação de ser o relações públicas de uma organização criminosa destinada a achacar empresários, denúncia que até agora não resultou em condenação, mas suficiente para deixá-lo na cadeia durante nove meses, os três últimos em solitária.

    Filho de um ex-prefeito de Belo Horizonte, cassado em 1964, que depois da abertura chegou a presidir o conselho de administração de uma subsidiária da Companhia Vale do Rio Doce, e de uma ex-deputada federal, Carone hoje anda de muletas e tem a expressão cansada, depois que sofreu um enfarte na cadeia.

    Geraldo Elísio, o editor do Novo Jornal, teve a casa revirada por um delegado e três investigadores, num mandato de busca e apreensão.

    Os policiais queriam documentos para comprovar a denúncia de extorsão, mas o que encontraram, e levaram, foi um computador, com os textos de livros que Geraldo escrevia, entre eles um de memórias.

    O advogado Dino Miraglia, que defendia o homem que entregou a lista de Furnas à Polícia Federal, Newton Monteiro, também teve a casa e o escritório revirados, num mandato de busca cumprido até com o sobrevôo de helicóptero da PM.

    O escritório de um advogado é inviolável, mas nenhuma voz da OAB local se levantou contra a arbitrariedade.

    Depois do episódio, Dino Miraglia abandonou a causa e também sofreu danos pessoais – a esposa entrou com pedido de divórcio.  Hoje, evita falar sobre qualquer assunto referente à Lista de Furnas.

    O Sindicato dos Jornalistas do Estado de Minas também não se levantou em defesa do fechamento do Novo Jornal nem da invasão policial à casa de Geraldo Elísio.

    Jornalistas com quem conversei contam que, na época, até o jornal do sindicato era bancado pela máquina de publicidade comandada pela irmã de Aécio, Andrea Neves.

    Esta é parte de uma história que comecei a apurar dentro projeto do projeto do DCM sobre a Lista de Furnas, a famosa lista, que eclodiu num momento em que as denúncias do mensalão ameaçavam o governo Lula, em 2005.

    A lista tem os nomes dos políticos que receberam dinheiro do caixa 2 formado por um diretor de Furnas, Dimas Toledo, com a propina paga por fornecedores da estatal. A maioria é do PSDB, e aparecem na relação Aécio Neves, José Serra e o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin.

    “Há duas maneiras de você calar um delator. Uma é matando, a outra é assassinando a sua reputação”, disse-me um delegado da Polícia Federal que investigou a lista. “Em Minas, foi criada uma máquina para destruir a reputação dos denunciantes da Lista de Furnas”, acrescentou.

    No governo de Aécio, a Polícia Civil de Minas divulgou que a lista era falsa, versão que foi publicada pela revista Veja.  Numa investigação paralela, conduzida pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal no Rio de Janeiro, a conclusão foi oposta.

    Dimas Toledo, para não sair de Furnas, pressionou Aécio Neves a negociar com Lula sua permanência no cargo. Para isso, mandou entregar a lista com sua assinatura e os valores recebidos por Aécio Neves e por outros políticos.

    Desde então, o portador da lista, Newton Monteiro, tem amargado períodos alternados de prisão, embora nunca tenha sido condenado. No total, já passou mais de dois anos preso, teve o carro incendiado e hoje poucos sabem onde mora.

    A principal acusação é a de que Newton inventou a lista. Mas dois dos nomes relacionados ali, que são deputados, confessaram que receberam exatamente os valores apresentados na relação, e por caixa 2 de Furnas. Um deles, Roberto Jefferson, fez a confissão em depoimento à Polícia Federal.

    Se essas duas confissões não são indícios suficientes da autenticidade da lista, a assinatura de quem fez a relação não deixa dúvidas. A Polícia Federal, contrariando a versão de Dimas Toledo, garante que a assinatura é mesmo do ex-diretor de Engenharia de Furnas.

    Ainda assim, é possível que alguém duvide, mas aí convém analisar o perfil dos policiais federais que fizeram a investigação no Rio e contrapô-las ao delegado que chefiou a investigação em Minas. Os policiais federais concluíram pela autenticidade da lista. O de Minas, não.

    A Justiça Federal decretou a prisão de quatro empresários, num caso que nada tem a ver com a estatal Furnas, mas que revela um modelo de apuração policial nos anos de Aécio à frente do governo mineiro.

    Os empresários são donos de uma empresa de transporte de valores, responsável por abastecer os caixas eletrônicos de dois bancos no estado. A acusação que levou a Justiça a decretar a prisão é a de que eles, durante anos, desviavam parte do dinheiro que deveria ser entregue aos bancos.

    Assim como a Lista de Furnas, houve duas investigações paralelas. A Polícia Federal concluiu pelo desvio do dinheiro dos bancos e obteve na Justiça a decretação da prisão dos empresários.

    Em Minas, a investigação começou bem antes. Mas nunca foi para  a frente. Quem garante é o delegado de Minas que concluiu o inquérito, quando trocou o governo do Estado, em janeiro, e a antiga cúpula da Polícia Civil foi afastada.

    A razão do inquérito ter sido abafado nos anos do governo de Aécio/Anastasia é que, segundo o delegado que herdou a investigação, havia influência da irmã de um dos donos da empresa, Renata Vilhena, a secretária de Planejamento de Aécio Neves que tocou o famoso choque de gestão.

    E o que isso tem a ver com Furnas? O delegado acusado pelo colega de negligenciar a investigação da empresa de transporte de valores é o mesmo que concluiu pela “falsidade” da Lista de Furnas e participou do inquérito que levou à prisão do dono do site Novo Jornal, do lobista e delator Newton Monteiro e que também justificou a busca e apreensão na casa do jornalista Geraldo Elísio e do advogado Dino Miraglia.

    Uma polícia sem apetite para investigar fatos sensíveis ao grupo político de Aécio é o que explica, em parte, as razões da Lista de Furnas ter se transformado num tema quase proibido. Você não viu nada disso em nenhum veículo da chamada grande imprensa. Mas vai ler aqui, em detalhes.

     

     

  10. O que quer um homem – Contardo Calligaris

    Do UOL

     

    Poder? Riqueza? Sucesso e fama? Conquistas amorosas? Triunfos sexuais? Qual é a coisa que um homem mais quer, afinal?

     

    Essa é a pergunta que me foi colocada em mais uma entrevista. A resposta que me veio de imediato não estava na lista. O que um homem mais quer, eu disse sem hesitar, é a aventura –ele quer qualquer coisa, com a condição de que seja uma aventura. Mas, claro, não é fácil definir o que é a aventura.

    Giorgio Agamben, o filósofo contemporâneo que mais leio, acaba de publicar um livrinho de 75 páginas sobre o tema, “L’Avventura” (editora Nottetempo).

    Agamben cita “Yvain, O Cavaleiro do Leão”, de Chrétien de Troyes, que, no século 12, escreveu cinco maravilhosos romances de cavalaria sobre os cavaleiros do rei Artur.

    Yvain diz: “Sou um cavaleiro que procura o que ele não pode achar; muito procurei e nada achei”. Em resposta, ele recebe a pergunta: “O que você gostaria de encontrar?”. Réplica de Yvain: “Aventura, para pôr à prova minha valentia e minha coragem”.

    Dos romances de Chrétien de Troyes, meu preferido é “Erec e Enide”, que conta a história seguinte: Erec, muito valente, casa-se com Enide, eles se amam de paixão e passam dias e noites na cama. Será que Erec só pensa na sua bela?

    Eis que, um dia, ele acorda, arma-se, sobe em seu cavalo e sai pelo mundo puxando uma mula sobre a qual está Enide, bela e indefesa. Erec procura encrenca, ou seja, perigos e riscos –como se diz, ele se aventura.

    Uma moral possível da história é que o amor pode comprometer a aventura, que é o que mais importa para um homem. Conselho: se você for um homem, não deixe que a vida conjugal se torne uma desculpa para ficar na cama; ao contrário, leve a sua amada para a aventura, junto com você.

    Seria um erro pensar que os cavaleiros de Chrétien de Troyes seriam homens muito diferentes da gente. Ao contrário, os cavaleiros medievais em geral, sobretudo até o século 12 ou 13, são uma espécie de pré-estreia da modernidade.

    Basta ler qualquer obra de Georges Duby sobre a sociedade medieval: a ordem da cavalaria não foi inventada por reis, príncipes, duques e outros nobres desejosos de criar e alistar uma categoria de militares exímios.

    A cavalaria começa antes da nobreza e tem todas as caraterísticas da modernidade, a começar pelo fato de que ninguém é cavaleiro pela família na qual nasceu –quem é destinado à cavalaria deixa sua família cedo, antes dos dez anos, para começar o treino. E, justamente, o estatuto de cavaleiro é conquistado por uma formação (duríssima), pelas qualidades pessoais e pelos méritos, exatamente como uma posição social na modernidade.

    Só mais tarde (a partir do século 12, justamente), a cavalaria é recuperada, digamos assim, pela nobreza que começa a se formar naquela época. Na aurora da era feudal, a sociedade de castas europeia (o Antigo Regime) ainda não tinha nascido, e a cavalaria era portadora de valores parecidos com os de hoje: tudo é possível para quem está disposto a se testar, a se por à prova.

    O ideal da aventura, como tempo das provas em que mostraríamos ao que viemos e de que somos capazes, é um traço central da modernidade. Esse traço talvez seja especialmente masculino por ser uma herança do ideal de valentia de um soldado: o cavaleiro medieval.

    Claro, a aventura é desejada para que o outro me julgue e me reconheça –o outro sendo a Dama, Deus ou eu mesmo. Por isso, a aventura (o que me acontece) se confunde com o relato da aventura: ela é que transforma a minha vida em história que vale a pena ser contada.

    Justamente, desde a época de Chrétien de Troyes, lembra Agamben, a palavra “aventure” designa tanto a prova pela qual passamos como, indissociavelmente, o relato de nosso teste. Os percalços da vida só se tornam realmente nossas aventuras quando conseguimos incorporá-los na nossa história.

    Em outras palavras, a vida é aventura (e é boa) quando ela merece ser narrada.

     

    Voltando ao nosso título, se você, homem ou mulher, quiser saber o que quer um homem e não tiver medo de descobrir que a vontade de aventura é imperiosa, desesperada e estranhamente abstrata, há um livro breve, envolvente e imperdível: “No Mar”, do holandês Toine Heijmans (editora CosacNaify). É a história de um homem comum que precisa demonstrar seu valor, a si mesmo, à sua mulher e à sua filha. 

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