CNJ quer saber origem de R$ 508 milhões que Gabriela Hardt ofereceu ao governo Bolsonaro

Corregedor anotou, usando decisão de Moraes, que a Lava Jato "exorbita" de duas funções quando tenta dar destinação a verbas públicas

Jornal GGN – O corregedor nacional de Justiça, ministro Humberto Martins, determinou a abertura de um pedido de providências e concedeu 15 dias para que a juíza federal Gabriela Hardt explique a origem e outros detalhes do montante de R$ 508 milhões que ofereceu ao governo Bolsonaro, no contexto do enfrentamento à pandemia de coronavírus.

No despacho, Martins pede “informações sobre qual a origem dos recursos oferecidos, se tais recursos estão depositados em conta vinculada ao juízo, se tais valores já foram
transferidos para os beneficiários, se eles decorrem de processos com trânsito em julgado ou decisão judicial preclusa, quais os critérios utilizados para a definição da destinação dos recursos e para a seleção dos processos em que tais recursos foram depositados e, finalmente, se o Tribunal ou a Corregedoria já regulamentaram a matéria.”

Martins comentou ainda que é preciso observar, como anotou numa decisão o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, que a Lava Jato “exorbita” de suas “atribuições” constitucionais quando tenta fixar “a destinação de receita pública”.

gabriela hardt

Você pode fazer o Jornal GGN ser cada vez melhor.

Apoie e faça parte desta caminhada para que ele se torne um veículo cada vez mais respeitado e forte.

Apoie agora