Coletivo denuncia cobrança de custos para voo humanitário colombiano

Em dez dias, 20 colombianos tentam embarcar de volta para o país para fugir da pandemia; grupo exige repatriação sem custos e de forma imediata

Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo. Foto: Reprodução/Wikipedia

Jornal GGN – Cerca de 20 colombianos chegaram ao aeroporto de Guarulhos (São Paulo) nos últimos 10 dias para solicitar o embarque em voo humanitário que lhes permita retornar à Colômbia. Contudo, estão sendo exigidos custos elevados para embarcar no referido, apesar do Ministério das Relações Exteriores da Colômbia o classificar como “voo humanitário”.

A denúncia é do Coletivo Roda à Palavra Paz e a Equipe de Base Warmis-Convergência das Culturas, ressaltando que os colombianos estão em uma situação de alta vulnerabilidade por não ter recursos financeiros para pagar pelos voos “humanitários”.

“Embora conseguiram se proteger no aeroporto de Guarulhos com ajuda do pessoal de segurança, o grupo não têm comida e quando recebem ajuda alimentar, devem preparar seus alimentos fora do aeroporto. Cabe lembrar que São Paulo é o epicentro da pandemia no Brasil e estar no aeroporto desta cidade significa um alto risco de contágio”, diz o coletivo.

Os cidadãos colombianos chegaram a pedir ajuda ao Consulado Geral da Colômbia em São Paulo e à Embaixada da Colômbia em Brasília, mas não obtiveram resposta. Dias atrás a companhia aérea Latam ofereceu levá-los sem custo à Colômbia em um voo comercial, solicitando uma autorização consular para realizar essa transferência. A autorização foi negada pelas autoridades colombianas.

Na situação atual de pandemia no Brasil, espera-se que mais colombianos procurem o retorno para Colômbia. Eles vieram de Pernambuco, Fortaleza, Campo Grande, Sorocaba, Goiânia, Araraquara e Barretos, chegaram por todos os meios de transporte, incluindo percursos a pé para evitar as consequências para a saúde da pandemia de COVID-19 no Brasil.

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