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Commodities ajudam bolsa a fechar em alta de 2,35%

Alta dos preços do petróleo impulsiona ações da Petrobras

Jornal GGN – A bolsa brasileira interrompeu uma sequência de três quedas e encerrou as operações em alta, com ajuda do setor externo. O Ibovespa (índice da Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros de São Paulo) terminou o dia em alta de 2,35%, aos 53.082 pontos e com um volume negociado de R$ 6,312 bilhões.

Segundo profissionais consultados pela agência de notícias Reuters, o movimento das commodities, em particular o aumento dos preços do petróleo, foi o principal suporte para os ganhos no Brasil, apesar da relativa fraqueza em Wall Street. Também houve alguma cautela diante da decisão de política monetária do Federal Reserve (o Banco Central norte-americano), mas o petróleo encontrou suporte no dólar mais fraco e acompanhou um rali no mercado da gasolina.

Por conta do aumento do petróleo, as ações da Petrobras fecharam em alta, também favorecidas pelas expectativas políticas.  As ações preferenciais da Petrobras (PETR4) avançaram 3,64%, a R$ 9,67, ao passo que as ações ordinárias da Petrobras (PETR3) fecharam em alta de 3,40%, a R$ 12,78.  Os papéis da Vale também subiram: as ações preferenciais da Vale (VALE5) avançaram 4,59%, a R$ 14,81, enquanto as ações ordinárias (VALE3) subiram 3,49%, a R$ 18,69, após fraqueza inicial puxada por novo recuo dos preços do minério de ferro.

No câmbio, a cotação do dólar comercial fechou em queda de 0,83%, a R$ 3,519 na venda. Esta foi a segunda queda consecutiva – a retração vista na segunda-feira foi de 0,61% -, além de ter sido o segundo dia em que o Banco Central não interviu nas operações.

O cenário político continuou a ser alvo de análise do mercado, por conta dos desdobramentos do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff no Senado – a comissão especial do impeachment no Senado elegeu o senador Raimundo Lira (PMDB-PB) como presidente e o senador Antonio Anastasia (PSDB-MG) como relator do processo. No exterior, o dia foi de expectativa à espera da reunião do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA), nesta quarta-feira. Acredita-se que a autoridade monetária mantenha os juros.

No Brasil, a agenda destaca a decisão do Copom e o IPC-Fipe (Índice de Preços ao Consumidor, medido pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) no Brasil; a decisão de juros nos Estados Unidos, além da balança comercial e vendas de casas pendentes no país; confiança do consumidor na Alemanha; PIB na Inglaterra; índice de prelos ao consumidor, vendas a varejo e produção industrial do Japão.

 

 

(com Reuters)

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