Como os jornalões conseguiram estragar um Natal surpreendente

Folha e Estadão esmeraram-se em tratar as vendas de Natal como um fracasso.

Manchete da Folha: “Comércio tem o pior resultado no Natal em 11 anos”.

Manchete do Estadão: “Com crédito contido e juros altos, vendas de Natal decepcionam”.

Ambos os jornais trabalham em cima de dados da Serasa Experian e da Alshop (a associação dos lojistas de shoppings).

Vamos a alguns erros de manchetes e de análises.

1. Erro de manchete: Se em 2013 vendeu-se mais do que em 2012, como considerar que foi o pior resultado  em 11 anos?

2. A Serasa trabalha especificamente com pedidos de informação para crédito. Houve retração no crédito, mas a maior ferramenta de vendas têm sido o parcelamento (em até dez vezes) em cartões de crédito e de loja. Os jornalões trataram os dados da Serasa como se representassem o universo total de vendas.

3. As vendas em shoppings deixam de lado o comércio para classes C e D – justamente as que mais vêm crescendo. Mesmo assim, os jornalões trataram os dados como se representassem o todo.

4. A Alshop (associação dos lojistas) informou que as vendas cresceram 6% no Natal. O problema maior foi o aumento do número de lojas, que fez com que as lojas mais antigas permanecessem com o mesmo faturamento. Ora, o que expressa o mercado são as vendas totais. A distribuição entre lojas novas e antigas é problema setorial, que nada tem a ver com a conjuntura.

5. Os jornalões deixaram de lado o comércio eletrônico – que tem sido o principal competidor das lojas de shopping. Em 2013 os shoppings centers venderam R$ 138 bilhões, 8% a mais do que em 2012. O comércio eletrônico vendeu R$ 23 bilhões, ou 45% a mais do que em 2012. Somando a venda dos dois segmentos, saltou de R$ 143 bi em 2012 para R$ 161 bi em 2013, aumento de expressivos 12%.

6. Os jornais falam em “decepção”, porque a Alhosp esperava crescimento de 10% nas vendas de Natal e conseguiu-se “apenas” 6%. Esperar 10% de crescimento com uma economia rodando a 2% é erro clamoroso de análise. Mas, para os jornalões, o erro está na realidade, que não acompanhou os sonhos.

Se não houvesse essa politização descabida do noticiário econômico, as análises estariam em outra direção: a razão do consumo ainda não ter se acomodado mesmo com dinheiro mais caro, o crédito mais escasso, com a competição de Miami, com o PIB andando de lado etc. E suas implicações sobre as contas externas brasileiras. Estariam questionando também que raios de política monetária é esta, na qual aumenta-se a Selic para supostamente reduzir a demanda agregada, e ela continua crescendo.

PS – a soma das Vendas em shopping e comércio eletrônico em 2012 foi de R$ 143 bi e não R$ 151 bi, como estava na matéria, perfazendo alta de 12,6%. 

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249 comentários

  1. O que expressa o mercado são

    O que expressa o mercado são os ganhos em escala que cada loja tem. Qualquer analista que acompanha o varejo usa a métrica SSS – Same Store Sales, para medir o crescimento. Houve o crescimento geral de fato, e que se discorreu na maioria desses meios de comunicação durante o texto (cujo espero que tenha sido lido e ouvido – na tv).

    Quando comparado o indicador de 5% (e não 6%), vale lembrar que a expectativa era de aumento de 10%, o que mostra que de certa maneira foi decepcionante.

    Mas como tudo nessa vida, opinião é uma coisa relativa.

  2. Fraquinha essa tua

    Fraquinha essa tua contra-argumentação… como dizia um anúncio da Casa Lux Óticca: quando a gente não quer, qualquer desculpa serve.

    • Esse meu comentáro era para

      Esse meu comentáro era para ser em resposta ao André. Saiu como se fosse pro Nassif.

  3. vendas

    As vendas dos jornalecos, assinaturas e bancas, despencaram …% neste 2013. A credibilidade extinta definitivamente desde …. não deixou rastro do desaparecimento deste anacrônico meio.

  4. Mais do que um erro de avaliação, um ato de desespero.

    Primeiro em função da manchete contrastar com a realidade das famílias brasileiras, que estão mais empregada, com uma renda maior e aumentando o consumo neste fim de ano.

    Segundo em função do impacto políticos do aumento das vendas no final de ano, que deve ser favorável ao Governo da Presidenta Dilma nas eleições de 2014,

    Além disso a maior parte da grande mídia parece ainda ignorar a capacidade de discussão das redes sociais estabelecidas pela internet, o que reforça a tese de que seja um ato de desespero, já que os argumentos apresentados não resistem nem a cinco minutos de discussão política e econômica.

    De fato um crescimento de 5% nas vendas de final de ano,  em um ano em que o PIB deve crescer menos do que 3% reais, é um fato surpreendente, e que deveria ser melhor avaliado.

    O avanço das políticas sociais, os aumentos reais do salário mínimo. a ampliação do crédito e o aumento do emprego com carteira assinada estão viabilizando uma melhor distribuição de renda no Brasil.

     

  5.     Meu amigo, eu já

        Meu amigo, eu já comentava isso na semana passada com os meus amigos, como o shopping tava vazio para um dia às vesperas do natal, e como tava todo mundo olhando, mas comprando quase nada.   Não há invenção da mídia, há um Brasil real, onde tá tudo muito caro e as pessoas estão cada vez mais apertadas.  Desça do Brasil da propaganda, e venha ver o Brasil real, onde o governo pega metade do nosso salário, e a outra metade não dá mais para comprar o básico.

  6. E ai bate-se com a realidade.

    E ai bate-se com a realidade. Qualquer um que foi as compras no final do ano e le as manchetes percebe na hora que a imprensa mente.

  7. Como os jornalões não tem

    Como os jornalões não tem qualquer compromisso com a verdade mas somente com o catastrofismo, eles terminam o anoe começam o Ano Novo batendo na mesma tecla: o Brasil é uma m… Para eles, que são parciais, partidários, quanto pior melhor.

  8. Vendas de Natal crescem 9% nos supermercados gaúchos

    Associação Gaúcha de Supermercados (Agas)—Porto Alegre, 25 de dezembro de 2013

    As vendas recordes de carnes para churrasco, flores, panetones, aves e pequenos presentes nos últimos dias resultaram em um crescimento de 9% nas vendas deste Natal, nos supermercados gaúchos, em relação à mesma festividade do ano passado. O resultado superou a previsão de 7% de crescimento apontada pelos supermercadistas em pesquisa realizada em outubro, segundo informações do presidente da Associação Gaúcha de Supermercados (Agas), Antônio Cesa Longo.

    O grande destaque da véspera do Natal foram as carnes para o churrasco do dia 25, com crescimento de 15% em relação ao mesmo período do ano passado. Conforme Longo, este comportamento de compra mostra que os gaúchos estão dando mais importância para o convívio familiar. “Além disso, os preços dos cortes para churrasco acompanharam a inflação do período, sem grandes altas, devido à desoneração dos impostos federais pelo Governo”, lembra o presidente da Agas.

    Mais de 6 milhões de caixas de bombons foram vendidas nas últimas duas semanas pelo setor, um crescimento de 25% em relação ao Natal de 2012. Este foi o produto mais vendido pelos supermercados na véspera do Natal, dia 24. Outro destaque, as pequenas cestas de presente, com valor máximo de R$ 20,00, registraram incremento de 30% nas vendas. “Estimamos que um em cada três presentes deste Natal tenham sido adquiridos nos supermercados no RS, devido à conveniência de comprá-los junto com os itens para a ceia, às opções de baixo valor, à proximidade de casa e às facilidades de pagamento”, destaca Longo. Segundo o dirigente, no dia 24 de dezembro, as lojas supermercadistas ganharam ainda mais espaço, comercializando metade dos presentes adquiridos pelos consumidores na véspera do Natal.

    As flores, outra opção de presente, tiveram um resultado de vendas 25% superior ao registrado no Natal de 2012. “Os gaúchos buscaram deixar os lares mais alegres para receber seus familiares”, avalia Longo.

    Calendário ajudou o setor – A ocorrência do Natal em uma quarta-feira, ao contrário do ano passado (quando o dia 25 de dezembro caiu em uma terça), possibilitou aos gaúchos um dia a mais para realizarem as suas compras para a ceia natalina. O presidente da Agas destaca, entretanto, que as vendas recordes do Natal de 2013 não significam que o consumidor não esteja cauteloso. “Percebemos um cliente atento aos preços e promoções, e este ‘dia a mais’ para realizar as compras em 2013 permitiu aos consumidores uma melhor organização e mais pesquisas de preços”, sublinha Antônio Longo.

    Prejudicadas por uma confusão tributária em 2012, as tradicionais aves natalinas registraram crescimento de 9% nas vendas no Natal de 2013. “A indústria oportunizou aves para todos os bolsos e apostou em novos temperos, como ervas e azeites”, afirma o supermercadista. O calor da última semana alavancou a comercialização de bebidas: as cervejas cresceram 8% em relação ao Natal de 2012, e os refrigerantes, 10%. O crescimento dos panetones, da ordem de 15% na comparação com 2012, foi ocasionado pela antecipação da exposição deste produto – a primeira fornada já estava disponível em setembro em algumas lojas. “Além disso, a indústria criou embalagens especiais que tornaram os panetones uma atrativa opção de presente”, explica Longo.

    Setor prepara-se para o Ano-Novo – Com estoques reabastecidos a partir de quinta-feira (26), os supermercados projetam resultado semelhante ao do Natal na semana que antecede o Ano-Novo, quando as lentilhas, a carne suína, o espumante e as demais bebidas serão destaque. “Não há risco de desabastecimento de nenhum produto, já que o setor se programou com antecedência. Mas recomendamos a antecipação das compras para evitar transtornos e filas nos últimos dias”, explica Longo. Em outubro, levantamento do Instituto Segmento Pesquisas apontou que os gaúchos dão igual importância às festividades de Natal e Ano-Novo.

    Porto Alegre, 25 de dezembro de 2013
    Imprensa AGAS
    Francisco Brust
    Assessor de Imprensa
    (51) 2118 5206 | (51) 9194 7991
    [email protected]
    http://www.twitter.com/ImprensaAGAS

    Fabiano Scheck Ferraz
    Assistente de Imprensa e Mídias Sociais | AGAS
    (51) 2118.5206 | (51) 9706-8261
    http://www.facebook.com/portalAGAS
    [email protected]
    URL:
    http://www.agas.com.br/site/default.asp?TroncoID=708180&SecaoID=939263&SubsecaoID=0&Template=../artigosnoticias/user_exibir.asp&ID=537073

  9. mas você também faz isso

    Você também faz isso, naquele coluna ” A volta do terrorismo financeiro na imprensa” quando se utilizou apenas da previsão do Itau Unibanco para 2014.

    Itau, que diga-se de passagem, em 2012, previu que a taxa de juros no final de 2013 estaria em 6,5%.

     

    Menos nassif, menos.

  10. Impressionante

    O que me espanta profundamente nisso tudo, é o empresariado – especialmente do comércio – aceitar esse tipo de matéria maldosa, onde o alvo principal é o otimismo da sociedade.

    Sei lá, devo ser ingênuo, mas creio que o melhor combustível para vendas é uma população otimista e confiante.

    Se assustarem os clientes com nuvens carregadas de tempestade, em algum momento se vai parar de comprar (vai que alguém ainda acredita na imprensa desastrosa, numa espécie de Velhinha de Taubaté às avessas), pois, como a economia está um desastre, meu emprego corre riscos…

    Ou nossos comerciantes são muito burros ao deixar isso acontecer assim, ou acham que vale a pena sacrificar suas vacas ao conservadorismo, pagando felizes o preço para ver derrotar o governo atual.

    Mas aí também, creio que posso chamá-los de muito burros…

    Sei lá, entende??!!

    • Existe um propaganda

      Existe um propaganda IDEOLÓGICA permanente endeusando empresááários, consultores, gestooores de fundos… Esse pessoal sabe é comprar barato e vender caro e ponto!

      Para fazer análise com um mínimo de percuciência e sem conflitos de interesse tem que chamar gente da universidade. Mas esses bárbaros da imprensa botaram no bestunto que tá tudo dominado pelos comunistas…

  11. Precisei envidraçar uma área

    Precisei envidraçar uma área de minha casa e pedi orçamento no inicio de dezembro. Previsão de colocação de vidros só para a segunda quinzena de janeiro.

    O mesmo aconteceu quando tentei forrar 4 cadeiras. Serviço só para janeiro.

    Também no inicio de dezembro precisei comprar um revestimento cerâmico. Pedido no dia 3 para entrega 20 dias depois.

    Pedi um livro de natal e ganhei só o cartão. O livro ainda não chegou.

    No dia 23 precisei ir  em 4 supermercados para encontrar chester desossado.

    Não consegui dar o brinco que minha filha havia pedido como presente de natal. No dia 18  a joalheria  havia vendido todos. 

    Quem andou nas ruas de comércio, em shoppings e em supermercados sabe o que passou neste fim de ano.

    Na minha empresa recusei pedidos em dezembro porque não iria conseguir fazer a entrega a tempo.

    Então os marcianos e lunáticos da imprensa que se recolham a parcialidade e à mentira com que tentam manobrar a opinião pública. Não preciso da análise deles para ver que o comércio e serviços se sairam muito bem neste fim de ano. 

    Uma pergunta: jornalista não arruma a casa para o fim de ano, não faz ceia e nem presenteia no Natal?

     

     

     

    • Atividade do comércio neste fim de ano – a falácia da referência

      De fato, há falta de produtos e falta de fornecedores de serviços. E isso tanto pode ser pela alta demanda como pela queda da oferta. Se a Sra, não encontra os produtos que procura, pode ser que muita gente desistiu de produzi-los ou na quantidade suficiente… pensa nisso!

      Mas, daí a dizer que ‘o mercado está aquecido’, é um tanto apressado. Se ‘economia vigorosa’ é consumir desvairadamente espelhinhos de índio, então os economistas mudaram de opinião sobre o que é prosperidade.

      Na minha empresa, também rejeitamos pedidos. Trabalhamos no ramo de produtos que só se fazem em economias sólidas. Comércio de bugigangas e puxadinhos de construção civil são indicadores das marolas e não das marés.

      Aliás, estamos para decidir fechar a empresa, mas por falta de capacidade de entregar os pedidos potenciais: não há profissionais para executa-los. Além disso, os riscos da regulamentação arbitrária do Estado Brasileiro onde os 3 níveis e as 3 instâncias disputam o campeonato de extorsão do povo, o risco de sindicato, regulamentação, advogados sem fim, fiscalização de estado, prefeitura, ministério disso e daquilo, meio ambiente,  burocracía e regulamentação voláteis – cada dia inventam novas regras – impedem qualquer atividade séria no país.

      E tem mais: a tributação (que geralmente não atinge o mercado das bugigangas – tudo gira no informal) leva para o ralo a capacidade de investimento em capacidade produtiva. E algumas prefeituras (como as do ABC paulista) dizem – políticamente, claro – que é a “vocação mudada de industrial para o setor terciário”. E apresentam essa deterioração da capacidade de produção como ‘progresso’! ! ! ! ! ! ! Só mesmo os ‘operadores do Estado” (leia Albert Jay Nock “Our Enemy, the State”.

      Então, cara Sra, se o Brasil foi, no passado, chamado de ‘país do futuro’ (nunca se soube exatamente o que era isso), hoje é um país que teria sido do futuro, não fosse a Constituição de 1988 e seus desdobramentos coitadistas, vitimistas, bolsistas, assistencialistas, mensalistas, advogadistas, sindicalistas etc.

      Verdade que falta produto e gente para atender, mas não é por excesso de demanda, Senhora. O copo já está 3/4 vazio, viu?

       

      • Você está enganado ou faz

        Você está enganado ou faz parte dos marcianos da imprensa. Ninguém deixou de produzir nada. Eu já havia visto o chester desossado antes e fui atrás de preço. Só encontrei chester desossado no mercado mais caro. Nos outros supermercados as vendedoras da Perdigão me informaram que o produto havia acabado.

        O tapeceiro procurado é o que eu sempre uso assim como o vidraceiro. No caso do vidro (temperado) os fabricantes é que estavam recusando pedido. Olha a sua volta e você vai ver que o Brasil está a mil na questão da produção. Se não chegou o livro é porque a empresa vendeu demais e não deu conta de enviar as encomendas a tempo. E olha que livro é um mercado seleto no Brasil.

      • “Comércio de bugigangas e

        “Comércio de bugigangas e puxadinhos de construção civil são indicadores de marolas…” Você muito é atrevido e arrogante. Não fiz puxadinho, mas se tivesse feito e não fui atendida não foi pelo tamanho do puxadinho, foi porque o mercado da construção civil está aquecido e o fornecedor não consegue atender a todos. Se te interessa o revestimento era para a parede da ôfuro e o vidro temperado era para a mesma área de lazer.

        Quanto a não ter mão de obra disponível, pague um bom salário que você encontra bons profissionais. Nesta área eu não tenho problema. Meu problema foi de capacidade produtiva. Horas de máquinas entendeu. E não fabrico bugigangas, fabrico peças de vassoura e o Nordeste está puxando e muito o consumo de produtos manufaturados nesta área.

  12. Antes, a imprensa tentava

    Antes, a imprensa tentava “fazer a cabeça” dos seus usuários através de explícito viés editorial. O factual de certo modo era respeitado.

    Hoje, não. Como ninguém dá a menor bola para a “opinião” dos veículos, bem como de seus colunistas e cronistas(muitos deles amestrados), o “negócio” é manipular, distorcer e “criar” realidades. 

    Resultado: perda total de credibilidade e respeito.

    • Consumo de Espelhinhos de Índio

      É.

      O conteúdo desta coluna e a maior parte dos comentários e palpites versa sobre a ‘economia africana’. Nada sobre coisa de gente séria.

      Medir o vigor da economia pelo consumo de espelhinhos de índio fornece uma medida, enquanto que medir pela intensidade de tecnologia e de know-how fornece um panorama real.

      A capacidade das pessoas em perceber diferenças ficou obliterada pela lavagem cerebral do socialismo por tantos anos, repetindo nos ouvidos da moçada a falácia da ‘igualdade’.

      De fato, a água já deve estar a uns 40oC, o fogo ainda está acêso, e a perereca ainda não apagou. Logo, logo os operadores do Estado poderão jantar sopa de sapo.

      • E a situação é tão cômica,

        E a situação é tão cômica, que um mané aí em cima chega a afirmar que estamos melhores que a China.

        O ponto é exatamente este : compra de espelhinhos, made in china.

  13. crescimento das vendas

    Será que mídia vai ser derrotada pela quarta vez consecutiva. espero que sim. Millor Fernandes tinha razão quando afirmou que a imprensa brasileira é a pior do mundo. Os empresários e comerciantes brasileiros agem como gato de hotel – vivem comendo e miando.

  14. Eu parei de ler

    Eu parei de ler besteirol.

    Pelo título deduz-se tudo, na imprensa brasileira. Como não conseguiram emplacar qualquer catástrofe prevista alardeada  diariamente em 2013, agora partem para a economia como se estivéssemos nos piores dos mundos. E, o Aécio entra de Deus da Economia: “na economia é até brincadeira”.

    O povo não está nem aí para PIBs, PIBinhos ou outras baboseiras ditas pelos que expoliaram e quebraram o país na década de 90, sempre culpando os empregados e matando aposentados. É PURO DESESPERO. 

  15. Fracasso natalino

    Mas como tudo nessa vida, mentiras e erros são coisas relativas. 

    Uns mentem descaradamente, outros dizem que são erros.

    Compreendo quem mente e quem diz que as mentiras são erros.

    Compreendo quando dizem que teve fraude no STF-Med e não utilizam o “dominio do fato” para dizer que quais foram os ministros do STF responsáveis pela fraude – eles estão acima das leis, mandam é prender quem os acusar -.

    Como aqui não posso dizer com todas as letras quem são os …..sugiro que pesquisem no Blog do Briguilino:

    STF-Med

    Lá tem. 

     

     

     

  16. Finalmente Bom Senso!
    Parabéns!

    Alguém com bom senso, aonde foi o pior? Quando se diz que algo foi pior era porque algo estava ruim e ficou pior, mad não é nem de longe isso que aconteceu e esse jornais e a midia doente que escreve algo tão escabdalosamente manipulado.

    Parabéns pelo seu bom senso e coragem para enfrentar esse poder manipulador.

    Gostaria de compartilhar seu texto.

    Grata
    M.T. Germani

  17. Eu creio

    A partir do ano vindouro (2014) irei acreditar cegamente nas manchetes do PIG. Tenho a mais absoluta confiança de que meu ano será bem melhor que o passou. Nos meus favoritos estarão: Miriam Leitão, Sardenberg, Reinaldo Azevedo, e muitos outros. 

  18. Uma bobagem em cima de outra

    Se há politização neste caso é uma bobagem… Ninguém compra ou deixa de comprar porque as vendas do natal foram piores ou melhores! Isso não afeta as expectativas… É simplemente uma notícia que não interessa a ninguém!!

    • Interessa sim.

       

      Leitor Heldo.

       

      Você  diz que “Se há politização neste caso é uma bobagem… Ninguém compra ou deixa de comprar porque as vendas do natal foram piores ou melhores! Isso não afeta as expectativas… É simplemente uma notícia que não interessa a ninguém!!”

      Heldo, há muitas pessoas, muitas mesmo, que não compram ou não vendem em determinado tempo, tão somente porque ouviram na mídia que as “coisas estão ruíns”. Elas seguram a compra/venda para aguardar dias melhores. E cada negócio a menos,  implica menos produção, menos comércio, menos economia.

      Mas tudo bem…este não é mesmo o debate aqui. Vamos supor que você tenha razão em sua opinião. 

      Então, se há algum interesse nas notícias ruíns, a quem elas interessam?

      A resposta é simples: Interessa a todos aqueles que querem derrubar o governo Dilma/Lula/PT.

      Imagine: Todos os dias, milhões de brasileiros ouvem rádios, assistem tvs, leem jornais/revistas e acessam internet.  Mesmo que esta pessoa esteja recebendo um bom salário, mesmo que seu padrão de vida elevou-se um pouco, mesmo que muitas coisas mudaram para melhor em sua casa, pós Dilma/Lula…ainda assim, se ela não for politizada – que é o caso da grande maioria dos brasileiros – ela terá a sensação que muitas coisas estão ruíns e isto precisa acabar! 

      Some-se a isto, as notícias sempre negativas associadas à Presidenta Dilma, pois no Facebook até mesmo aquela questão do verbete “Presidenta/Presidente” ou que ela conduziu seu neto em seu colo no banco de trás do veículo, até coisas banais assim, são compartilhadas por alguns milhões de brasileiros, apenas para ir quimando a imagem da Presidenta. 

      Quem cria aquelas figurinhas no Facebook sabem bem o que estão fazendo. É gente inteligente que sabe que brasileiro não gosta de ler..então eles lhes dão figurinhas. 

      De repente, lá na frente, aparece um candidato com ideias fabulosas, com soluções  imediatas, com o remédio para todos os males brasileiros. O povo pensará: Minha vida melhorou um pouco, mas com este candidato aí, as coisas ficarão melhores ainda.

      Quem colocou os milhões de brasileiros nas ruas em jun/2013 sabia o que estava fazendo. Planejou, trabalhou, preparou, marcou a data ( ou aproveitou uma oportunidade) e obteve sucesso!

      Qual era o alvo? Não era outro, senão a Presidenta Dilma. Sua popularidade despencou de 70%  para 30%.

      Alguém pode até alegar que “todos os políticos perderam com jun/2013”. Em certa medida isto é verdade. Mas aí é que mora o perigo! Foi nestas condições que Hitler  cresceu! Poderão ainda alegar: “Mas um Hitler não interessa a ninguém  aqui no Brasil”. Justamente, talvez não interessa no Brasil, mas para aos de fora, interessa sim, pois até mesmo ditadores militares eles colocam nos governos das nações, desde que se venda a nação à eles.

      Aqui em Joinville/SC, o prefeito do PT,  Carlito Mers não havia conseguido fazer uma boa administração . Mesmo com o PT no comando nacional! Queimou-se. Os candidatos da oposição, PSDB & Cia. , também estavam queimados ou divididos. No meio da insatisfação do povo com a classe política,  surge um candidato “novo”, um trabalhador, um empresário, que aliás,  dizem que sempre foi muito bom para seus funcionários  um ficha limpa! Elegeu-se. Partido? PMDB! Mentor? Luis Henrique da Silveira, senador.

      Está resolvendo os problemas da cidade? Tantos quantos o Carlito resolveu! Poucos.

      Heldo,

      Há interesses sim, por detrás das notícas ruíns!

       

  19. O Nassif vai na mesma linha

    O Nassif vai na mesma linha da “contabilidade criativa”. Pior ainda, põe a culpa nos jornais.

  20. Essa é a linha que queremos deste blog.

    O ponto redondo fora do quadrado.

    Os que se distanciam das regras impostas do mainstream, do comum,…

    fora do pessimismo tendencioso,…

    longe da desinformação de causa partidária,…

    constante contraponto às maldades falaciosas da grande mídia,…

    Esse foi o motivo do sucesso do blog, que nesta linha permaneça.

     

  21. Vídeo
    Bom Dia Luis NassifAcredito que seria ótimo se você fizesse um vídeo, com esses dados explicativos, porque pode atingir um publico que não está habituado a leitura. Sou um grande defensor da divulgação de informações, por todos meios disponíveis, claro que leitura sempre faz bem, mas esse esse habito ainda não está na nossa cultura.
     

  22. Quando nos anos anteriores os

    Quando nos anos anteriores os numeros eram bons não havia problemas com a metodologia ou honestidade, não é mesmo?

    • Claudio, há pelo menos dois

      Claudio, há pelo menos dois anos, que a imprensa começa as notícias de fim de ano dizendo que os números são decepcionantes.

      Tenho notado isto já pelo menos desde 2011.

      Aí, atropelada pelos fatos, se retrata nos dias seguintes, como quem não tivesse falado bobagens.

      O que aconteceu este ano, é que eles não falaram só em decepcionante.. Falaram no PIOR NATAL DOS ÚLTIMOS 11 ANOS…

      Aí pesou, né?

      Vamos ao que Nassif colocou no seu texto: o que acontece para os primeiros números, é que infelizmente a realidade não acompanhou os sonhos e os lojistas de shopping, que esperavam crescimento de 10 % (com PIB abaixo de 3) se frustraram prfundamente com os 6% que conseguiram…

      Fazer o que… 

  23.  
    Nassif, hoje a briga é

     

    Nassif, hoje a briga é pelos votos restantes do STF para a extinção do dinheiro de pessoa jurídica em campanha. Por gentile, comente isto.

    Há um desespero da “mídia nativa”, a caminho de caracterizar-se como lobby adotado pelo nome de “opinião pública”, para que se mude a tendência dos votos do STF, engraçado que ficam para os votos finais os sempre vacilantes ministros, para “sempre decidirem coincidentemente após um lapso de tempo para pressão midiática” . Dinheiro pessoa jurídica não têm a não ser a força da COMPRA DO VOTO, não são cidadãos e exercem vontades com a força do dinheiro. Gostaria de ver os articulistas comentarem sobre isto. Joaquim Barbosa, deu a mesma declaração que Barroso, só que não é tachado de Lênin. Há intenções ocultas além desta que citei, de, controlar o ministro Luís no caso do “mensalão mineiro”?

     

    “A doação compromete a normalidade e a legitimidade do pleito eleitoral, compromete seriamente a independência dos representantes”.

    Joaquim Barbosa, Presidente do STF.

     

    Barroso empurra a História, por Merval Pereira

    O ministro Luís Roberto Barroso, ao fazer um balanço do ano para o site Consultor Jurídico, defendeu o fim do financiamento eleitoral por empresas, matéria em julgamento no STF, já com quatro votos a favor, inclusive o seu.

    Mesmo admitindo que o tema “não é simples e situa-se na fronteira movediça e conturbada que separa, de um lado, a interpretação constitucional e, de outro, as escolhas políticas”, ele defende que a proibição terá o “efeito positivo (…) de fazer com que a discussão sobre a reforma política seja retomada, e um pacto geral pelo barateamento do processo eleitoral seja firmado”.

     

    Um leninista de toga – Reinaldo Azevedo

    Lênin chegou ao STF pela via cartorial. O ministro Luís Roberto Barroso concedeu uma impressionante entrevista à Folha de domingo. Afirmou: “Em tese, não considero inconstitucional em toda e qualquer hipótese a doação [a campanhas eleitorais] por empresa”. Ele, no entanto, votou pelo acolhimento de uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) que, se vitoriosa, impedirá as doações de pessoas jurídicas a candidatos e partidos.

     

    Há um desespero acentuado nesta questão, o grande beneficiado do dinheiro privado por dedução a este desespero, seria a oposição, se não, porque não advogam o término da doação que favoreceria as oposições. Há boi na linha…

     

  24. Crescimento da Economia

    Olá

    Todos sabemos que esta impressa atrazada em papel Estadão, Folha, Veja etc.. e dominada por estimulos politicos do partido que agora não está goverando.

    Ando pelo Brasil e só vejo gente comprando trabalhando etc.. insto é visível em Sao Paulo em Recife e Manaus etc..

    O que eles querem causar o partido de oposição, é panico na população para começãr a desaprovar o Governo de Dilma que está indo muito bem, mas para se ver isto só mesmo andando pelas ruas não lendo estes jornais ridículos e ultrapassados.

     

    • Medida de qualidade de governo – “olhando as ruas”?

      Então estamos mal mesmo.

      Muito mal.

      E os atuais ‘operadores do Estado’ estão fazendo muito mal as coisas.

      Se você está ‘viajando’, talvez passe por experiências metafísicas sensorialmente alteradas.

      Experimente produzir algo concreto: metalúrgica, móveis, produtos químicos e mesmo ensino de qualidade ou construção civil de boa qualidade.

      Aí você vai ver o que é o efeito de duas décadas de desgoverno: incompetência generalizada, materiais precários, qualidade da infraestrutura lamentável…com raras exceções. Olhe a fiação nos postes da rua onde mora e verá a qualidade da distribuição de energia. Olhe as perdas de água por vazamentos e verá a qualidade da distribuição de água. Olhe as notas de alunos egressos de escolas oficiais, e verá o que é um ‘governo de qualidade’ como o Nassif diz acima.

      Olhe com os olhos abertos. Concordo que jornais e TV não são confiáveis. Mas também tapar os olhos e ‘viajar’ pode mostrar algo diferente da realidade.

       

      • Eu acabei lendo suas asneiras

        Eu acabei lendo suas asneiras e fui observar a fiação, ela é da CPFL do Grupo Votorantim, privatizada pelo FHC.

        O vazamento de água é da Sabesp, da sua turma.

        E as notas de escola parece que quando o governo estadual ou municipal é sério as notas melhoraram, porque ao Ministério da Educação cabe os repasses de verbas que toda cidade recebe.

  25. Pochmann:Estamos assistindo ao fim da imprensa como a conhecemos

    “Parece que os jornais assumiram aquilo que eles criticavam da imprensa comunista”, sustenta o economista ao afirmar que os periódicos “escrevem para seus militantes”

     

    Por Marcelo Hailer – Revista Forum – 26/12/2013

    Marcio Pochmann, economista e professor licenciado do Instituto de Economia e do Centro de Estudo Sindicais e de Economia do Trabalho na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), recebeu a reportagem da revista Fórum para conversar sobre o primeiro ano de sua gestão à frente da Fundação Perseu Abramo (FPA). Ele também falou sobre a cobertura política da imprensa e o papel das redes no ativismo.

    Segundo Pochmann, a imprensa clássica não dialoga com a geração atual, mas apenas com “seus militantes”. O economista fez uma análise das manifestações de junho e afirma que não se pode fazer uma leitura dos atos tendo como referencial as organizações sociais do século XX. Confira a entrevista abaixo:

    Fórum – O que você destacaria deste primeiro ano de sua gestão frente a Fundação Perseu Abramo?

    Marcio Pochmann – A Fundação Perseu Abramo tem 17 anos de existência e tem reproduzido a evolução do PT ao longo desse período. 2013, de certa maneira, apresentou algumas conexões mais fortes em relação aos desafios que o partido vem vivendo e nós organizamos a Fundação para responder a três desafios que são centrais na perspectiva do Partido dos Trabalhadores.

    Fórum – E quais são esses desafios?

    Pochmann – O primeiro desafio foi buscar responder a questão a respeito do projeto petista de governo. O PT é governo em mais de 600 prefeituras, em vários estados, já é governo federal há mais de dez anos e, portanto, tem uma série de carências em relação ao próprio monitoramento das suas ações. Ao mesmo tempo, tem uma necessidade enorme de formação de quadros, de gestores, justamente para viabilizar o projeto petista de transformação da sociedade. Essa reconstrução do projeto em termos de ênfase, de método, de atuação é um dos aspectos que nos fez organizar a Fundação para responder a isso.

    O segundo desafio que o PT enfrenta é em relação ao seu projeto para o país e, em última análise, para o mundo. O partido político, do ponto de vista da esquerda, tem essa visão mais ampla em relação ao mundo no que diz respeito à transformação da sociedade. E nesse aspecto a Fundação reuniu cerca de 400 estudiosos, professores, intelectuais de maneira geral, trabalhando em torno de 20 temas que, para nós, são definitivos do ponto de vista de um diálogo sobre o futuro do Brasil.

    Fórum – O que estes estudos revelaram até o momento?

    Pochmann – Há uma configuração de um novo federalismo no Brasil, um federalismo que não mais depende, na perspectiva do passado, de haver uma “locomotiva São Paulo”, com os demais Estados sendo vagões. Os estudos estão mostrando que temos um Brasil reconfigurado, que a dinâmica está mudando, que hoje nós temos novas elites, há uma reestruturação da sociedade. E como é que o partido está conectado com as grandes mudanças que tivemos na estrutura social? Somos um país que está envelhecendo, ou seja, uma crescente participação de pessoas com mais idade. Tivemos uma mobilidade social enorme no Brasil, fruto da geração de mais empregos, que permitiram à base da pirâmide social se recolocar no mercado de trabalho, mas grande parte dessas pessoas não foram para os sindicatos.Da mesma forma, tivemos mais de 1,5 milhão de jovens que ascenderam à universidade por intermédio do ProUni, mas não se envolveram com as instituições que representam os estudantes; tivemos quase 1,3 milhão de famílias que ascenderam à casa própria a partir do programa Minha Casa, Minha Vida, mas essas pessoas não se engajaram nas associações de bairro e de moradores.

    Então, a nossa preocupação é conhecer melhor essa estrutura social para entender os seus desejos, os seus anseios e que medidas o partido precisa desenvolver. Fizemos uma série de debates e pesquisas sobre classes, drogas, reforma política, sobre a mídia. Agora, vamos fazer um debate sobre Estado Laico, sobre a questão das religiões, são vários temas quase que pontuais, mas com o objetivo de entender como conectar esse segmento com a política.

    Fórum – Há uma tese de que estes jovens que ascenderam à universidade, as famílias que passaram a ter casa própria, são grupos não foram para os espaços políticos por que os partidos de esquerda esqueceram da sua base. Você concorda?
    Pochmann – Temos duas hipóteses para explicar, pelo menos.Uma que é a crise da direção. Ou seja, a direção das instituições não está conectada com estes segmentos que estão ascendendo. A outra é que as instituições que nós não são contemporâneas a esses novos segmentos. Se é um problema de crise de direção, é mais fácil de mudar. E, até nesse sentido, o PT fez um grande debate neste semestre que envolveu meio milhão de participantes e também uma oxigenação na sua direção. Ele está contemporâneo a essa ascensão.

    Agora, se de fato for um problema das instituições, aí a questão é muito mais grave. Particularmente, acredito que, de certa maneira, esses novos segmentos que ascenderam representam um fenômeno que ocorreu à margem das instituições que temos, não se envolveram muito com esses segmentos novos. Algumas interpretações é de que estes segmentos são muito conservadores, individualistas, que acreditam que o êxito de sua ascensão se deveu ao seu esforço individual. É natural que ocorra isso quando se trata de uma ascensão sem politização do ponto de vista da interpretação, da narrativa necessária a ser feita pra demonstrar que as pessoas ascenderam por que tiveram um salário mínimo maior e que foi necessário tomar uma decisão para ter um salário mínimo maior. Teve emprego porque houve decisões favoráveis ao investimento e a políticas de renda que integrassem as pessoas de baixa renda.

    Fórum – Qual tem sido o papel da rede/ internet no embate no político?
    Pochmann – O papel da rede não é, está sendo. É um processo de construção e essa construção é permeada de idas e vindas. A sociedade está aprendendo a identificar o potencial da rede, que parece ser enorme, e a forma como isso pode ser usado por um lado e pelo outro. A nossa preocupação em relação às mídias digitais é em torno da regulação, a construção de um marco civil.

    Fórum – Você acredita na aprovação do Marco Civil com a neutralidade de rede?
    Pochmann – Se não for pra isso, eu não sei qual é o sentido de ter um Marco Civil.

    Fórum – E, falando em redes, nós tivemos as manifestações de junho, que foram organizadas, majoritariamente, pela redes sociais. O que estas manifestações trouxeram?
    Pochmann – As manifestações aqui são mais contemporâneas às questões ocidentais do ponto de vista da vida humana neste século e dizem respeito à revolução informacional e dos serviços. Nós estamos transitando de uma sociedade industrial para uma sociedade de serviços e, de maneira geral e heterogênea, as reclamações que levaram o povo às ruas eram questões relacionadas aos problemas de serviço: saúde, educação… A minha leitura é que se trata de serviços públicos: a saúde não funciona, a cidade não tem mobilidade. Se formos olhar do ponto de vista do consumidor, as maiores reclamações são direcionadas aos planos de saúde privada, para as empresas de transporte aéreo, para os bancos, então há um problema nos serviços para os quais não temos grandes respostas, a não ser a resposta derivada da forma de o Estado atuar que vem do século passado, que é trabalhar com caixinhas. O todo ainda é fatiado e as pessoas que foram para as ruas foram reclamar de tudo.  Perdemos a capacidade de olhar o indivíduo na sua totalidade e o Estado ainda não teve a capacidade de entender isso.

    Fórum – Muitos setores da política disseram que os atos eram despolitizados, não tinham um foco. Você concorda com essa crítica?
    Pochmann – É uma crítica adequada para os movimentos sociais do século XX, que eram constituídos a partir de organizações existentes que articulavam os atos políticos. Esses movimentos (que atuaram nos atos de junho) são característicos do século XXI. Essas pessoas foram às ruas por que não acreditam nas instituições existentes e essa é uma explicação para a qual não tenho resposta, mas acredito que na política, onde não existe o tal do vácuo, em algum momento alguma instituição vai ter que assumir essa contemporaneidade.

    Fórum – Recentemente, tivemos a descoberta da máfia dos fiscais a partir de uma investigação da atual gestão municipal de São Paulo. Posteriormente, a cobertura jornalística acabou misturando as responsabilidades da administração Haddad e da gestão Serra-Kassab. Como encarou essa cobertura?
    Pochmann – É uma cobertura coerente com a forma de imprensa que temos no Brasil. Incoerente se ela tivesse dado uma certa imparcialidade, o que não aconteceu.
    Trabalhei na gestão da Marta (2001-2004), é impressionante a presença da chamada grande imprensa. Encerrado o governo da Marta, iniciou-se outro governo e praticamente desapareceu. Quando tinha um problema na Secretaria de Transporte, a chamada era “O governo da Marta está com um problema assim…”, depois que mudou o governo era “Secretaria X…”, nunca estava vinculado ao prefeito. Na verdade, quando você define a pauta, já é uma coisa muito ideológica. Então, vejo com coerência, incoerência é a nossa de imaginar que a imprensa faria uma cobertura imparcial.

    Fórum – Há 20 anos Perseu Abramo escreveu o ensaio “Padrões de Manipulação da grande imprensa” e lá ele já identifica a imprensa enquanto uma força política. Acredita que hoje vivemos isso de maneira aprofundada?
    Pochmann – Parece que os jornais assumiram aquilo que eles criticavam da imprensa comunista. Você tinha o Pravda, que sempre tinha uma crítica ao capitalismo, ou seja, era um jornal que escrevia para os seus militantes. Os jornais que temos hoje também escrevem para os seus militantes, escrevem o que eles querem ouvir, e por isso esses jornais estão com dificuldades para ampliar o seu número de leitores, é por isso que os jovens não interagem com esses jornais. Mas eles têm um público cativo, e para manter esse público cativo ficam alimentando uma visão que é, a meu ver, insustentável, isso não tem futuro. Estamos assistindo ao fim desse tipo de imprensa. Está em construção uma outra imprensa, uma outra cobertura, que é a coisa digital e isso também está em construção.

  26. A VIRADA

    Climaco Cezar de Souza

     

    Aviso aos pessimistas de plantão, inclusive para alguns empresários nacionais: POSSIVELMENTE, HÁ EM IMPLANTAÇÃO/EXPANSÃO, ATÉ RAPIDAS, MAIS DE 10 MIL OBRAS DE INFRA-ESTRUTURA, LOGISTICA, MOBILIDADE URBANA, SANEAMENTO, MINERAÇÃO, PETROLIFERA/GAS, ELETRIFICAÇAO, ENERGIAS ALTERNATIVAS, TELEFONIA, INTERNET, SAUDE, HABITAÇÃO, ESPORTES, TURISMO, EDUCAÇAO, LAZER, SHOPPINGS, AEROPORTOS, EXPANSÃO E NOVAS FÁBRICAS PRIVADAS, EXPANSÃO E NOVAS AGROINDUSTRIAS, EXPANSÃO E NOVOS CULTIVOS E DIVERSAS OUTRAS OBRAS. Quem viaja muito pelos Estados, inclusive pela área rural, comprova isto, diuturnamente. 

    “O BRASIL JÁ É UM GRANDE CANTEIRO DE OBRAS, AINDA NEM TANTO COMO NA CHINA E NA INDIA, MAS, DE FORMA PROGRESSIVA E ATÉ MAIS CONSISTENTE EM LONGO PRAZO DO QUE NELES, VEZ QUE AINDA TEMOS MUITOS RECURSOS NATURAIS, MUITOS MINERAIS ESTRATÉGICOS E MUITAS ÓTIMAS TERRAS A BEM EXPLORAR SUSTENTAVELMENTE NO AGRONEGÓCIO”. 

    PORQUE AS GRANDES MULTINACIONAIS, E ALGUMAS EMPRESAS INTERNAS, ESTÃO MUITO ACREDITANDO E INVESTINDO TANTO NO BRASIL, OU NOS PROSPECTANDO INTENSIVAMENTE, NOS ULTIMOS MESES/ANOS?? SERÁ QUE IRÃO, OU PRETENDEM, INJETAR TANTOS RECURSOS APENAS COMO APOIO POLITICO A ALGUM POSSÍVEL CANDIDATO?? ALGUEM TEM IDO ATRÁS DELAS, EXCETO SUAS FILIAIS E REPRESENTANTES NO BRASIL?? OU JÁ DESCOBRIRAM QUE CHEGOU A NOSSA HORA?? O QUE ELAS SABEM QUE NÃO SABEMOS E/OU POUCO ACREDITAMOS?? 

    A grande virada desenvolvimentista no Brasil, tudo indica que ocorrerá a partir de 2014 e 2015, com ou sem as “fundamentais” Agências de Rating externas e os Governos estrangeiros deixando, querendo ou espionando (exceto os parceiros China e alguns da Europa). Muitos empresários nacionais e algumas multinacionais sérias também já perceberam isto e estão construindo grandes projetos ou expandindo os antigos em parcerias com governos, empresas nacionais ou em projetos próprios. Também há uma correria por novas e boas oportunidades, sobretudo no Centro-Norte, Nordeste e áreas vizinhas aos novos poços de petróleo/gás, e que já estão aparecendo aos montes. REALMENTE, AGORA VAI. CHEGOU A NOSSA VEZ. 

    Em 2014 e 2015 devem ser completadas ou inauguradas MILHARES de obras de médio e grande porte (boa parte privadas, indicando que eles acreditam muito mais), fundamentais para modernizar e agilizar o País, também reduzindo bastante o chamado “Custo Brasil”. Vejamos algumas principais publicas, privadas ou sob concessões/parcerias:

    Grandes obras pelo Governo Federal: Ferrovia Norte-Sul de Itaqui-MA a Anápolis-GO e parte de sua extensão de Anápolis a Estrela d’Oeste-SP; Ferronorte em Cuiabá; Parte da Ferrovia Transnordestina; Parte da Ferrovia FIOL entre Barreiras e Ilhéus; expansão/duplicação da Ferrovia de Carajás; parte da Transposição do Rio São Francisco; parte da Adutora do Agreste no PE (1.300 km) e finalização da Adutora do Pajeú no PE (195 km); conclusão do Canal do Sertão com 250 km no AL; conclusão da almejada Rodovia Cuiabá-Santarém (inclusive acesso ao porto de Miritituba); diversas novas rodovias e duplicação e/ou renovação das antigas, inclusive privatizadas; duas mil agências da CEF; cerca de 2.000 pequenas e médias obras de saneamento e escolas previstas no PAC 2; cerca de 1,5 milhão de novas moradias (quase zerando o déficit habitacional do País); cerca de 400 mil novas ligações urbanas e rurais do Programa Água e Luz para Todos, muito ampliando as demandas e, praticamente, “zerando” o  elevado déficit anterior; Diversos VLT;

    Grandes e médias obras pelos Governos Estaduais e Municipais: diversas estações do metrô em Sampa; centenas de novos hospitais e pronto-socorro; milhares de quilômetros de novos esgotos, redes de água, de calçamentos e de novas escolas (inclusive reformas e ampliações); centenas de aterros sanitários e/ou usinas para coleta, classificação de reciclados e tratamento do lixo urbano e rural para o pleno atendimento da Lei 12.305/2010;

    Petróleo e gás: Implantação e inicio de exploração de parte do campo de Libra no pré-sal; inicio de construção intensiva de novas plataformas e de equipamentos a prospecção/instalação dos novos campos marinhos PETROBRAS de SE (gigante), RN (novo pré-sal), PA, SP (Santos) mais terrestres no interior da PB e CE; Instalação de campos gigantes de gás no MA e MG;

    Novos Portos gigantes e TUP, fundamentais para os escoamentos atualmente colapsados: Super Porto do Açu-RJ; Super Porto Sudeste em Itaguai-RJ; novo TEGRAN gigante da VALE em Itaqui-MA (capaz de estocar até 10% da safra total Brasil); novo terminal Coopersucar em Santos-SP; instalação de pelo menos 30 TUP – Terminal de Uso Privado; montagem e entrega de dezenas de pólos ferroviários e rodoviários vizinhos aos portos marítimos e ferrovias;

    Inicio das explorações das minas de ferro da Bamin na região de Caitité-BA; da Honbridge na região de Salinas-MG; da VALE em Porteirinha-MG; da Vetria/ALL em Corumbá-MS (gigante); da AngloAmerican no centro de MG (Guanhães e Conceição do Mato Dentro), inclusive do minereoduto até o Super porto do Açu-RJ;

    Hidroelétricas, PCH de pequeno e médio porte e Eólicas/Solar: Cerca de 30 novas e inauguração de diversas turbinas nas antigas; aproximadamente 20 novos parques eólicos no CE, RN, PI, BA, RS e SC; Instalação de parque solar no CE e SP;

    Fabricas de Aviões e Helicópteros: parte da Saab (Gripen) em São Bernardo Campo-SP; Helicópteros da Avio em Maringá-PR; da AgustaWestland/EMBRAER em São José Campos-SP; da Eurocopter em Itajuba-MG; da Russian/Rostekh/Odebrecht no RJ e da Enstrom Helicopter/Defense no MS;

    Novas Fábricas de Automóveis, Caminhões, Ônibus, Tratores/Colheitadeiras e componentes: Mercedes Benz, GM, BMW, Honda, Nissan, Toyota, Land Rover, JAC, Chery, Kia, Geely, Navistar, Paccar, FIAT (PE); Foton Aumark, Mahindra, Yunlihong, Metro-Shacman, Sinotruck, Changan, Volvo Mac-Renault, Caio Induscar, Comil, IBRAVA, BYD Motors, Daedong, LS Tractor, Budny, Dunlop, Borgwarner;

    Fábricas de motocicletas de pequeno e médio porte: cerca de 12  novas fábricas;

    Novas Fábricas de Alimentos, de outras agroindústrias e de pontos de fast-food: Unilever, Seletti, Coamo, Kimberly Clark, McDonalds, Americanas, GAP, Zoomlion Cifa, Vestcasa;

    Grandes processadoras de etanol da Raizen, da Cosan e da Coagro;

    Grandes Obras privadas ou sob concessão: novos aeroportos e expansão dos antigos; pelo menos 5 novas ZPE – Zonas de Processamento de Exportações; novos estádios para a Copa e diversos novos centros olímpicos para a Olimpíada; cerca de 150 novos shoppings, malls e outlets de médio e grande porte; cerca de 200 novos hotéis e resorts de médio e grande porte; centenas de novas faculdades especializadas; dezenas de novos colégios técnicos, inclusive PRONATEC.http://www.agrolink.com.br/colunistas/2014-e-2015–inicio-da-grande-virada-brasilei—_6128.html

     

  27. A quem serve o PiG

    O PiG, Partido da Imprensa Golpista, sonha com a vinda da crise ao Brasil e à América Latina. E não é porque tenham ódio ao PT e a Lula. É porque nossa carcomídia representa o capital financeiro – banqueiros e especuladores – e, para esse extrato social a crise é boa. Basta ver que os bilinários espanhóis, portugueses, etc, ficaram mais ricos nos últimos anos.

    Isso explica porque os poucos industriais “puros” – aqueles que não aplicam em especulação – são contra o aumento da taxa básica de juros enquanto os “analistas” da mídia dizem que foi uma medida prudente, que foi necessária, bla, bla, bla.

    A carcomídia (Globo, Folha, Veja, Estadão e outros menores) não representa mais os empresários em geral, mas sim os banqueiros e especuladores.

  28. Uma acareação urgente entre os dirigentes…

    Falando de Goiânia – GO, concluo que estamos diante de uma grave denúncia de falso alarme por parte dessa imprensa fim-de-mundo, manjada e golpista de marca maior.

    Isso porque, além da verdadeira loucura que foi o comércio natalino em termos de gente e volume de negócios, vistos quase diariamente nas fartas reportagens da Record, principalmente, os números positivos superiores aos de anos anteriores foram muito comemorados pelos dirigentes logistas entrevistados.

    Sendo assim, é preciso haver uma acareação pública entre esses dirigentes pra se confirmar a verdade dos fatos e chamar essa imprensa alarmista à responsabilidade, para um recall das notícias falsas que divulgou.

    • Corroboro contigo.

         Sou de João Pessoa/PB e posso lhe dizer que me senti na Índia. Nunca vi tanta gente nas ruas e shoppings quanto nesse natal. Eram filas enormes e muitas, muitas, pessoas nas diversas lojas se esbaldando em compras. Enquanto aguardava em uma das diversas filas nas quais me submeti, fiquei imaginando como seria ruim viver em um país superpopuloso, como China ou India, no que tange ao enfretamento dessas indesejáveis “cadeias humanas”.

          

       

  29. Como sou irresponsável, fiquei interessado em responder

    a suas perguntas sobre a razão do consumo ainda não ter se acomodado mesmo com:

    1 – dinheiro mais caro, crédito mais escasso: os dados parecem mostrar um crescimento muito mais baixo para SERASA-EXPERIAN que para as vendas físicas. Deduzo que o consumidor deu preferências a compra a vista ou parcelado no cartão. Deve ter tido uma queda do valor media de compras. deve ser possível verificar este dado não?

    2 – com a competição de Miami: como vivo no meio da classe media/media-alta paulista(na), vejo que existe uma preferencia de compra de itens de alto preço unitário (Apple, PS4, roupas de “grife”…) nos EUA. Este fato não tem solução já que a tributação nos EUA é sobre renda, e aqui muito mais sobre (produtos de) consumo. Portanto as diferenças de preço, a favor dos EUA, são incompressíveis. Mas sinto pelas conversas de fim de ano que existe uma certa saturação, já que muitos projetam comprar apartamento, e freiam as despesas “de status”. Não sei se é um fato real ou mera subjetividade.

    3 – com o PIB andando de lado: seria bom o IBGE medir também o PNB (produto nacional bruto) que incorpore a influência do comercio exterior. tenho por mim que desde 2010 o PNB cresce bem mais rápido que o PIB.

    4 – suas implicações sobre as contas externas brasileiras: aí que mora o desafio, temos desvalorizações, com mais por vir, pressionadas pelo fim lento do QE dos EUA mais as contas externas no vermelho, mas até agora o déficit em contas correntes (que incorpore por exemplo as “compras em Miami” citadas no item 2) não mostra reversão. Vem mais pressão aí. mas vai resolver o vermelho das contas externas?

    5 – Estariam questionando também que raios de política monetária é esta, na qual aumenta-se a Selic para supostamente reduzir a demanda agregada, e ela continua crescendo: aí, devo dizer que sua modéstia te impediu de lembrar as suas argumentações diárias contra os PhD²²²²² em economia que te provava com muitas equações “á la Mario Henrique Simonsen” que você não entendia nada e que sim a alta da Selic iria tirar o oxigênio da tal “demanda agregada”…

    Professor, será que passei de ano?

  30. O ovo de Colombo.

    Prezados Amigos e comentaristas,

    As ciências econômicas não são muito desenvolvidas na Gália. Reduzimos nossas análises a dizer se o peixe está fresco, se há ingredientes para a poção, se há javalis e menires, ou como anda o mercado de oferta de legionários para que possamos surrá-los.

    Mas de tudo o que o Senhor Nassif disse, eu, particularmente, concordo com o trecho que diz que se houvesse seriedade estaríamos a analisar que mesmo com a escalada nos juros, os efeitos não são os desejados!

    Por Tutátis, nunca serão.

    Aumentar juros não se destina a conter arroubos de demanda, mas simplesmente alimentar o “monstro” que será sempre insaciável.

    Tem uma coisa que eu nunca entendi é como analistas e banqueiros conseguem nos fazer acreditar que conseguiremos equilibrar as contas públicas e os gastos do governo, aumentando o pagamento de juros que se destinam a pagar…mais juros!

    A única possibilidade de conter surtos inflacionários com aumento de juros é com a morte completa da atividade econômica, ou seja, acaba a febre (inflação) porque o paciente não respira mais.

    Mas enfim, acho que volto aos menires, economia não é para meu diminuto cérebro.

    Cordiais saudações a todos. 

    • A galinha dos ovos de ouro

      Estamos para a banca, como a galinha dos ovos de ouro para a lenda.

      Economia só têm uma regra. 

      Gastar menos do que se ganha.

      O resto é conversa para manter povos e nações escravizadas.

      Nunca nos deixarão morrer, mas também querem a mamata do Carry Trade de volta, custe o que custar.

      Na minha humilde opinião, jogam um jogo que não tem cacife para bancar.

      Vivemos em tempos interessantes.

  31. Discordo Nassif. Na verdade é

    Discordo Nassif. Na verdade é ótimo que os jornalões continuem esquizofrênicos, que seus editores continuem divulgando mentiras e meias verdades acreditando que fazendo isto beneficiarão a posição. O povo sabe muito bem distinguir um Natal ruim de um bom Natal. E certamente mostrará nas urnas a irrelevância dos jornalões para desespero desta oposição cretina que acredita poder vencer sem se esforçar verdadeiramente para conquistar a população. 

    • Boa colocação. Enquanto a

      Boa colocação. Enquanto a oposição se apoiar em raposas que falam mal das uvas, vai estar tudo bem para o Governo. Mas temo pela tempestade na época da Copa – se ela vier, Dilma vai contar com poucos amigos. Vamos aguardar.

      • Eu acho que a última

        Eu acho que a última esperança da oposição é que haja protestos de tal monta que estraguem a Copa do Mundo e que isso influa nas eleições.

        Pouco importa para eles que um suposto fracasso da Copa prejudique o Brasil, só pensam nos seus interesses politiqueiros mesquinhos.

        Porém eu pessoalemtne acho que a bala de prata dos protestos contra a Copa vai sair pela culatra e atingir aqueles que estão torcendo pelo fracasso.

        Acho que vai ser uma grande Copa do Mundo, onde o Brasil vai brilhar como destino turístico e pela capacidade de organizar o evento. E acho que a Copa em sí não terá influência nenhuma nas eleições, nem a favor do governo, nem da oposição.

        Dilma vai ser reeleita pelos resultados de seu governo e não por causa da Copa ou outro evento qualquer.

        • Amigo… A oposiçao de hoje

          Amigo… A oposiçao de hoje são os aliados de amanhã! Vc se lembro quem era oposição e situação no início dos anos 90? Lembra do Color, Sarney, Renan?

          ABAIXO A FALSA ESQUERDA BRASILEIRA!!!!!! ABAIXO O PT E SEUS ALIADOS (COLOR, SARNEY, MALUF, RENAN).

          • E qual é a “verdadeira”

            E qual é a “verdadeira” esquerda brasileira?

            O PSOL com o Plínio de Arruda Sampaio pedindo votos para o Serra?

             

      • Durante a COPA os estádios
        Durante a COPA os estádios estarão lotados e a maioria esmagadora da população estará em casa assistindo os jogos em TVs planas grandes. Os gatos pingados e pangaiadas que quiserem apanhar das PMs conseguirão seu intento, mas não influirão no resultado das eleições.

  32. Realmente! O problema está

    Realmente! O problema está nas lojas novas e no Natal. Se não houvesse esses dois dados, não haveria mais vendas e tudo estaria na normalidade.

  33. O básico
    Para que exista um natal excepcional é necessário que existam produtos para serem vendidos e consumidores com dinheiro para comprá-los em quantidades excepcionais.
    Não foi o caso este ano. O cartão de crédito exterelizou sete porcento do dinheiro do povo e leva a economia brasileira para recessão.

      • A idiotia

        Caro Ruy, coloquei meus pontos, a desarmonização e o desequilibrio provocado no consumo brasileiro pela extração (verdadeiro imposto de captação sem contrapartida) das riquezas do consumidor brasileiro pelo uso dos cartões de crédito e de pagamentos eletrônicos e futuramente com o e-valet.

        Penso que um debate sobre estes pontos teria o condão de esclarecer muitas dúvidas que os brasileiros, mesmo os mais esclarecidos e instruidos, têm com relação ao seu dinheiro e  ao uso que dão a ele.

        Se você têm menos dinheiro para comprar, perceba que o que o cartão faz não é só esterelizar ou destruir o dinheiro, ele também diminui a velocidade do dinheiro dentro do meio social, assim 5% são uma enormidade para a economia e não existe país que cresça ou permaneça na mesma situação econômica sob um ataque ao dinheiro dos seus cidadões desta magnitude.

        Tanto é verdade o que digo, que na Europa e nos Estados Unidos as taxas são de órdem de magnitudes menores.

        Aqui, os políticos, farinhas do mesmo saco, estão ai para vender o povo e a nação, pelo menos pelas ações deles é o que parece.

        Ficarei feliz de conhecer seus contra-argumetos e poder lhe dedicar uma tréplica.

        • “O cartão de crédito

          “O cartão de crédito exterelizou sete porcento do dinheiro do povo e leva a economia brasileira para recessão.”

          Minha réplica é simples: Não há NADA que indique que a economia brasileira está sendo levada para uma recessão, muito antes pelo contrário, a expectativa é de aceleração econômica no início de 2014.

          Aguardo sua tréplica explicando como é que uma economia crescendo 2,5% ao ano pode estar sendo levada para a recessão.

          Por favor, eu critiquei um ponto, não adianta defender um ponto que eu não critiquei porque não será argumentação e sim tergiversação. Não escreví sobre sua análise a respeito dos cartões de crédito e sim sobre a sua afirmação de que eles estão levando a economia para uma recessão.

          O detalhe é a diferença em dizer que PODE levar a uma recessão SE ocorrer isto ou aquilo e dizer que LEVA a uma recessão, indicando que o processo está acontecendo. Se disser que PODE LEVAR SE acontecer isto ou aquilo, é uma fenômeno possível, mas que não está acontecendo, mas você disse que LEVA a uma recessão, portando JÁ ESTARIA acontecendo. Onde?

          • O debate

            Caro Ruy, o seu ponto de discussão é transversal ao debate que propuz, a operação ruinosa autorizada pelo governo Dilma dos cartões de crédito que instituiram um imposto confiscatório para-legal e imoral sobre a venda no Brasil, atingindo de forma irrestrita todas as trasações que são feitas com pagamentos em débitos ou cartões de crédito pelos brasileiros.

            No entanto,  o efeito da recessão por mim observado ilustra bem como de forma insidiosa e maléfica  a indústria e o comércio estão sendo açambarcados de forma ruinosa para o povo e a nação pelos que controlam o volume de dinheiro em circulação.

            Uma definição de recessão seria  compará-la com o seu oposto, a expansão, quando existe expansão da atividade comercial, mais lojas abrem, foi o que ocorreu no Brás desde 2008, com o surgimento de inúmeros novos comerciantes e shoppings que os abrigam. Hoje está ocorrendo o efeito inverso, as lojas mais fracas economicamente e administrativamente falando, estão sendo fechadas, inúmeras já fecharam, não estão abrindo novas, um shopping novinho ficou pronto agora em dezembro, mas os lojistas não sentiram necessidade de começar os novos negócios rapidamente, coisa impensável dois anos atrás.

            Pode se argumentar, que são lojas fracas e mal administradas, mas minha experiência diz o contrário, faltou grana para girar todo o comércio instalado, vamos para uma diminuição no número de lojas, a reclamação com as vendas fracas de natal e o enorme encalhe de mercadorias não deixam opção para um futuro de melhores lucros, o rendimento dos comércios irá baixar e o ímpeto para se abrir novos empreendimentos não existirá.

            A recessão já se instalou no Brasil, fruto do ação confiscatória do dinheiro do povo pelos cartões de crédito.

            O dinheiro, por sua qualidade de meio de troca e unidade de conta, está presente em todos os oito setores que podem lucrar ou dar prejuízo no Brasil, assim, quando a movimentação do dinheiro aciona um sistema de confisco linear sobre o mesmo, retirando o poder de compra do brasileiro, todas as oito direções são afetadas, sem mais e sem menos.

            Com menos dinheiro para girar a economia, menos negócios podem ser feitos, lógica cartesiana.

            O que se retira com as trasações com os cartões de crédito influencia a velocidade do dinheiro em disposição do mercado, assim, abaixa-se a capacidade de gerar impostos e o governo fica à mingua.

            O Brasil não quebra, pois se endivida, e a dívida pública que só aumenta não me deixa mentir sozinho nesta.

            Existem muitos argumentos para embasar e ilustrar o que estou falando, mas só vou acrescentar mais um, fruto de experiência pessoal também. Há muitos anos atrás assinava o jornal Gazeta Mercantil , que trazia em sua página de índices todos os dias a quantidade de dinheiro disponível para o mercado, sempre que a quantidade de dinheiro aumentava o pais melhorava e a sensação de progresso vinha e vice versa. Pararam de publicar o valor e deixei de assinar no mesmo dia. 

            Onde se encontra esta informação hoje no Brasil eu não sei, transparência para valer seria saber quanto está circulando no País, quanto de crédito está disponível e quanto pode ser ainda acessado pela populção, não publica e escondem os números, não está na folha, no estado ou no globo, muito menos no valor ou na infomoney. Lembram do M1, M2, M3 e o seu fim desmoralizante?

            Está tudo dominado pelos políticos corruptos que vendem barato o Brasil. 

            Até quando ?

          • Parei ao ler a seguinte

            Parei ao ler a seguinte afirmação:

            “Brasil não quebra, pois se endivida, e a dívida pública que só aumenta não me deixa mentir sozinho nesta.”

            Chega, é muita mentira junta.

            O governo não vem pagando somente juros da dívida, mas a própria dívida. Desde 2003, que a orientação do governo federal tem sido a de reduzir a dívida pública. Tanto é que pagou a dívida externa. A dívida pública líquida total vem declinando substancialmente nos últimos anos, conforme se pode ver nestes gráficos:

            O governo não vem pagando somente juros da dívida, mas a própria dívida. Desde 2003, que a orientação do governo federal tem sido a de reduzir a dívida pública. Tanto é que pagou a dívida externa. A dívida pública líquida total vem declinando substancialmente nos últimos anos, conforme se pode ver neste gráfico: – See more at: http://oleododiabo.blogspot.com.br/2011/07/divida-publica-nao-e-bicho-papao.html#sthash.QZWlEjzZ.dpuf

            http://oleododiabo.blogspot.com.br/2011/07/divida-publica-nao-e-bicho-papao.html

            O governo não vem pagando somente juros da dívida, mas a própria dívida. Desde 2003, que a orientação do governo federal tem sido a de reduzir a dívida pública. Tanto é que pagou a dívida externa. A dívida pública líquida total vem declinando substancialmente nos últimos anos, conforme se pode ver neste gráfico: – See more at: http://oleododiabo.blogspot.com.br/2011/07/divida-publica-nao-e-bicho-papao.html#sthash.QZWlEjzZ.dpufO governo não vem pagando somente juros da dívida, mas a própria dívida. Desde 2003, que a orientação do governo federal tem sido a de reduzir a dívida pública. Tanto é que pagou a dívida externa. A dívida pública líquida total vem declinando substancialmente nos últimos anos, conforme se pode ver neste gráfico: – See more at: http://oleododiabo.blogspot.com.br/2011/07/divida-publica-nao-e-bicho-papao.html#sthash.QZWlEjzZ.dpuf

             

            http://glaucocortez.com/tag/divida-publica/

            http://www.blogdoinvestidor.com.br/investimentos/e-seguro-investir-em-titulos-publicos/

            Não dá para discutir com alguém que apresenta tamanho grau de desconexão com  a realidade, quer seja motivado por má-fé (como acho ser o caso), quer seja por um surto psicótico.

            Então ficamos assim, você diz que o Brasil está entrando em recessão e quem quiser que acredite nessa asneira.

          • Têm de ler
            Não ler não lhe socorre nesta Ruy.
            Quanto à dívida pública vêm crescendo 40 bilhões de Reais por mês, o Roberto postou isto no blog hoje mesmo. O Brasil mal consegue pagar os juros, quanto mais o principal.

    • Dinheiro de papel ?

      O prezado comerciante, estaria com saudades das antigas cédulas, e do dinheiro de papel ?

      Saiba que a tendencia, são os cartões plásticos, de débito e de crédito, substituirem totalmente aquela antiga forma de pagamento, e sem que isso, comprometa as vendas, muito pelo contrário.

      • brasileiro?

        “a tendencia, são os cartões plásticos, de débito e de crédito”…………………….

        concordo 100%

        pergunto:

        já é a hora dos principais bancos brasileiros (Brasil e Caixa) se unirem e lançar o cartão BRASILEIRO, nacionalmente aceito?

        até quando ficaremos na mão de banqueiros “gringos”?

      • Japão

        Tentaram substituir o dinheiro físico pelo eletrônico há dez anos atrás no Japão, quando a população percebeu a fria se revoltou de tal maneira com o governo e os bancos que tiveram de reverter tudo rapidinho, enfiar o rabo no meio das pernas e calar a mídia.

        O cartão de crédito e de débito cobra do usuário, você, para que você gaste o SEU dinheiro, é um imposto de captação sem contrapartida e sem anuência, instituido, como tudo que os bancos fazem, de forma subreptíssia e dissimulada, pois se o povo soubesse da armadilha, como os japoneses descobriram dez anos atrás, não usariam mais esta porcaria.

        Lembre que na Macroeconômia manda quem controla o VOLUME do dinheiro.

        Isto sem falar das pornográficas taxas cobradas dos que são obrigados a se endividar, principalmente pelas dívidas financeiras cultivadas a juros compostos, dos coitados que utilizam dinheiro de plástico e do incentivo ao terror e ao latrocínio e furto, colocando a população em estado de terror, perceba que nem em países conflagrados a insegurança pública dispersa pela mídia mainstream é tão grande e nefasta.

        Vivemos em tempos interessantes.

         

        • Hmmm.

          Realmente, ninguém quer saber de cartões de crédito e débito no Japão. Por isso que, na Europa, eu via o logo da JCB (Japan Credit Bureau) em todos os lugares que eu ia. Certamente seriam estabelecimentos que aceitavam um cartão de crédito japonês para cidadãos europeus (ou na época em que fui, franceses), não é mesmo?

          No mais, é melhor ninguém levar cartão de débito e crédito ao Japão, porque a pessoa será imediatamente deportada. Ou não?

          Credit, Debit and Prepaid Cards

          Credit, debit and prepaid cards of International brands are acceptable at wide variety of merchants. There will be instances where merchants may not display the card acceptance marks so do not hesitate to ask the salesperson if your card is accepted. You can use cards for Narita Express (JR) and Shinkansen (JR) fares; however, may not use them to pay for most of short distance train/subway fares. Outside the major cities, cards not may be widely accepted. However, you can withdraw cash nationwide at ATMs in post offices and in 7-eleven stores.

          (referência: http://www.jnto.go.jp/eng/arrange/essential/money.html, sítio do escritório nacional turístico do Japão)

          Nota: a advertência sobre estar distante de grandes centros vale qualquer lugar do mundo – exceto, talvez, os EUA. Outra referência:

          Getting a Japanese Credit Card

          September 2nd, 2010By Category: Banking/Investments

          1 

          Like renting an apartment, obtaining a credit card in Japan is an exercise in patience and pain. To help ease some of that pain we have put together a simple overview to help you on the way. Do you have more personal experiences? Please feel free to add them in the comments.

          The Basics

          Securing a yen-based credit card not only makes your life in Japan easier, it is also essential if you want to access services such as online travel and booking, local ecommerce sites and plenty more besides.  If you run your own business in Japan then it becomes absolutely vital.

          Using a credit card from home is an option, however it will leave you with plenty of extra charges such as a foreign currency exchange fee and in some cases, additional merchant bills.

          (de http://injapan.gaijinpot.com/live/banking-investments/2010/09/02/getting-a-japanese-credit-card-3/)

          Realmente, o dinheiro de plástico não foi mesmo aceito por lá. Isso é tão certo quanto a exatidão de teorias econômicas baseadas em tarô, astrologia e geometria.

           

    • Alexandre, é melhor vc não

      Alexandre, é melhor vc não fazer mais nenhum comentário neste blog, pois pior que os tucanos somente os ptistas alienados.

      ABAIXO A FALSA ESQUERDA BRASILEIRA!!!!

  34. Nem estragar o Brasil

    Último leilão consagra modelo de concessões

    “Consórcio Invepar venceu a disputa pelo trecho da BR-040 com deságio de 61,13%, e tarifa de pedágio de R$ 3,22; plano do governo para melhorar a infraestrutura logística do país, um dos principais entraves para o crescimento econômico, recebeu elogios até da mídia internacional; após a realização dos leilões do Galeão e de Confins, quando o governo arrecadou mais de R$ 20 bilhões, o jornal The Wall Street Journal, projetou a presidente Dilma Rousseff e seu governo “em alta”

    http://www.brasil247.com/pt/247/brasil/125177/%C3%9Altimo-leil%C3%A3o-consagra-modelo-de-concess%C3%B5es.htm

  35. Pitaco

    As Associações Comerciais estimam que as vendas do comércio de rua tenham crescido em torno de 15%.

    O comércio on-line cresceu, no período novembro/dezembro, incríveis 41%.

    Natal decepcionante só para lojista e administradores de shoppings gananciosos.

    Só para concluir: os 5% representam crescimento real acima da inflação do período.

    Bom foi o Natal de 2001 em que as vendas declinaram 2% e, segundo a mesma Alhosp, foram um sucesso.

  36. Evolução do volume de vendas em shoppings

    Indústria de shoppings no Brasil— Alshop (Associação Brasileira de Lojistas de Shopping)
    Evolução de vendas em shoppings em R$ bilhões
    A evolução do volume de vendas em shoppings apresenta a seguinte evolução em R$ bilhões

    Fluxo de pessoas em shoppings—-A frequência média mensal em 2012 foi de 472 milhões de pessoas nos shoppings em operação no Brasil, representando 2,4 vezes a população do país de 194 milhões de pessoas.

    Quantidade de lojas em shoppings em 2012
    A quantidade de estabelecimentos em shoppings ao final de 2011 é de 107.148 lojas, apresentando
    a seguinte evolução entre 2004 e 2012:

    Quantidade de shoppings em operação em 2012
    A indústria de shopping centers conta hoje com 802 empreendimentos em operação distribuídos da seguinte forma:

    Indústria de shoppings no Brasil
    O crescimento da indústria e o mercado de varejo de shoppings no Brasil traz mais estabilidade econômica ao Brasil. Com isso, lojistas e empreendedores estão cada vez mais adeptos a realizar investimentos neste setor. Para deixar os profissionais da área atualizados sobre o assunto, a Alshop (Associação Brasileira de Lojistas de Shopping) divulga dos recentes, números, investimentos e outras informações do setor.
    Em parceria com o IBOPE (Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística), a Alshop realizou o censo 2012/2013, que mostra dados coletados no ano de 2012.

    A pesquisa mostra que a distribuição dos clientes, que costumam frequentar shopping Centers, aponta uma leve predominância de mulheres, entre os corredores. Do total de frequentadores, que circulam mensalmente em shoppings, 54% são mulheres e 46% homens.
    Para representar a situação, a Alshop preparou alguns gráficos para demonstrar detalhes resgatados durante a pesquisa.
    Cerca de 51% dos clientes visitam o shopping uma vez por semana; o quadro abaixo mostra a freqüência
    por classe social e faixa etária.

    Os dados abaixo mostram os fatores que mais se destacam na avaliação do consumidor como principais motivos
    para visitar um shopping center:

    URL:
    http://www.alshop.com.br/industria-de-shoppings-no-brasil.asp

  37. Como é possível?

    Por muito menos a Argentina e outros países fizeram a lei de mídia. A imprensa aqui inventa, mente distorce,  é partidária, é a favor do atraso enfim é uma bos…! Para fazer a lei de mídia dependemos do congresso e do judiciário, ou seja, no momento é impossível. Pra reverter só nos resta vencer mais uma vez a eleição e torcer para que a Dilma saiba escolher os próximos ministros do STF.

  38. Já faz muito tempo que a

    Já faz muito tempo que a imprensa só publica mentioras, mas neste ano as mentioras tornaram-se mais apelativas e descaradas.

    Não sei se eles estão caprichando no ridículo por falta do que criticar ou por puro DESESPERO DE CAUSA, de quem sabe que vai perder feio.

    A mídia perdeu a maior parte da pouca credibilidade que ainda conseguia manter e hoje não tem perspectivas reais de vitória. Talvez a radicalização do discurso seja mais para não perder a fidelidade da minoria antipetista de extrema direita que quer compensar as suas sucessivas derrotas aumentando a intensidade do ódio que sentem e o que carregam em seu discurso. Seja como for, é uma atitude que apenas acelera sua decadência.

     

     

    • UFA ! UFA! UFA ! UFA!  Falou

      UFA ! UFA! UFA ! UFA!  Falou o UFANISTA.

      O ufanismo leva-o a desejar que a midia só escreva o que interessa ao partido. De preferencia textos de vossa autoria. 

      Ou seja, desqualificar a todo e qualquer jornalista que remotamente faça  uma critica aos interesses do povo, que somente na sua cabeça doente são os mesmos do partido.

      • Deixe de ser mentiroso rapaz!

        Deixe de ser mentiroso rapaz! Eu estou criticando o fato da mídia publicar mentiras e esconder os fatos que não lhes interessam.

        A imprensa faz exatamente isso que você me acusa (de forma mentirosa) de defender. A Imprensa que seleciona as publicações com viés ideológico e só publicam o que é de interesse do partido, mas do partido PSDB, que é o braço político da imprensa.

        Não existe censura estatal no Brasil, mas tem uma censura imposta pelo abuso do poder econômico e que age da mesma forma que a censura estatal.

        Eu defendo que a imprensa publique os FATOS independentemente de serem bons para um ou outro partido e que não publique mentiras.

        Dizer que isso é partidário é uma tremenda safadeza de alguém que quer manter o abuso do poder econômico.

        E não me venha dizer que você não é partidário porque você é. Os tucanos escrevem escondendo sua preferẽncia partidária porque estão desacreditados e por falta de argumentos para defender as aves de mau agouro. Mas são tucanos e pode-se perceber isso facilmente em suas intervenções sempre crivadas de mentiras e falsidades.
         

  39. Imprensa Partidária das Elites

    Como poderemos nos pautar por informções tão tendenciosas. Eu era assinante do Estadão, porém quando percebi sua linha, descaradamente elitista e preconceitusa, bani este JORNAL de minhas leituras diárias. Esta imprensa, em sua maioria, não quer mudanças, que favoreçam também, as classes menos favorecidas. Ela faz o discurso das Elites econômicas, corporativistas, liberalista concentradora de renda, nas mãos de 7%  da população; cega aos anseios da classe menos favorecida.

  40. É claro que má-fé parece ser

    É claro que má-fé parece ser a explicação mais plausível. Mas é bom deixar claro de que TAMBÉM se trata de erro jornalístico. Opinião sobre o governo e a conjuntura, qualquer um pode ter a sua e é errado cobrar alinhamento dos divergentes conosco. Agora…informar errado é uma falta profissional. 

    Em suma, aos meus olhos nesse clima muito dividido é besteira cobrar os jornais pelos seus desvios ideológicos. É mais interessante e produtivo mostrar os erros relativos à falta de objetividade. Mostrar a falta de profissionalismo machuca um pouco. Dizer que alguém que já não tem mais vergonha de se assunir de direita que é direitista….não chega a incomodar.

  41. Para eles quanto pior melhor…

    Todo mundo sabe que esses setores da mídia estão empenhados em uma campanha para desmoralizar o governo da Dilma, e que criar crises que não existe é especialidade deles. Ainda bem que temos outros meios que nos permitem pesquisar a veracidade de certas noticias que lemos, como a internet, por exemplo. Se só existisse a revista Veja, o Estado e a Folha eu acharia que estava vivendo no mais míseravel país africano e não no Brasil. Esse tipo de jornalismo chega a me dar nojo, para eles quanto pior melhor, são ávidos por más noticias. Dilma neles!!!!!!!!!!

  42. MANCHETES DOS JORNALÕES SOBRE FATURAMENTO DE NATAL

    Acreditar na grande midia tornou-se um exercício de inteligencia ou de imaginação. Mentem, mentem e mentem. As manchetes são as mais terroristas possíveis, que vão desde as contas erradas sobre fauramento de lojas no Natal até a desestabilização da economia se o supremo julgar inconstitucional o percentual que remunerou as contas de poupanças nos governos Sarney e Collor.

    Quando é pra contar vantagens eles são pródigos, por exemplo: pra dizer que superaram este ou aquele concorrente midiático, cada empresa divulga em seus canais próprios (radio, jornal, televisão, internet, etc…) que pontuou (no Ibope) mais que os concorrentes, consequentemente, juram que o aumento economico financeiro da sua empresa cresceu consideravelmente, mesmo com ” a inflação galopante”, mas, quando chega na hora de negociar salários de seus trabalhadores, eles vem com outra verdade, dizem que os numeros da ABERT estão errados, que da Associação dos Jornais está maximizado , etc.. etc..

    Dá pra perceber claramente que cada empresa de comunicação surfa em alguns momentos na onda do governo e em outros em sua própria onda

  43. Fugindo da manchete da folha

    Fugindo da manchete da folha (simplesmente absurda, tendenciosa, mentirosa) pediria ao Nassif ou aos comentarista do blog para lerem o texto do Marcos Cintra, na página 3. Parece-me que ele trocou as bolas (e consequentemente seu raciocícnio estaria totalmente errado): ele diz que só 15% das pessoas (quem anda de ônibus) usam as faixas e seriam beneficiados pela maior rapidez, que ele admite. É isto mesmo?  Os estudos e pesquisas não mostram justamente o contrário, que os ônibus transportam 85% dos trabalhadores?

    josé maria

    • Oi José Maria, não sei se

      Oi José Maria, não sei se você conhece o Marcos Cintra, mas é o mesmo que pregava uma alíquota única de imposto (Imposto único) de apenas 1% em todas as transações comerciais e financeiras. O operário pagaria 1% assim como ele, Marcos Cintra, um homem cheio da grana. Nossa constituição prega uma cobrança de acordo com a capacidade econômica do contribuinte, exatamente o contrário do que prega Mr.Cintra, ex-conselheiro do falecido PFL travestido de DEM.

      No mínimo, o tempo dele dentro do automóvel aumentou. Não tenho os números corretos, mas os automóveis ocupam 85% do espaço da via pública, transportando uns 25% da população, enquanto um ônibus carrega, quando vazio, uns 30 passageiros e mais de 80 nas horas de pico. A velocidade média dos ônibus em SP aumentou quase 50%. Com a velocidade maior, é possível com menos ônibus carregar mais gente. Simulando, para facilitar a compreensão: se um ônibus gasta 60 minutos em seu percurso carregando 100 passageiros, se ele fizer esse percurso em 40 minutos, vai carregar os mesmos 100 passageiros. Em três viagens, gastará 120 minutos e transportará 300 passageiros. Nesse mesmo tempo, sem as faixas privativas, faria apenas 2 viagens transportando 200 passageiros. Uma diferença de 50%. Bom para quem anda de ônibus, mas péssimo negócio para quem tem que ficar com seu Mercedes atrás de um Fiat 1.0 parado no trânsito. Simples assim.

  44. PREJUÍZO

    Em 2013 vou sofrer um prejízo de mais de 60 milhões de reais se eu ganhar sozinho na Mega da Virada, pois esperava um prêmio de 260 milhões de reais, mas a Caixa estima o prêmio em apenas 200 milhões.

    • Porque os políticos e funcionarios públicos roubam tanto?

      Falar de ‘tucano’ ou outra linha de fuxico alternativa (porque não existe ‘oposição’, mas adversário na luta pelo poder sobre o $ do setor produtivo) é bastante comprometedor da sanidade mental do locutor.

      Veja deste ângulo e conteste (se tiver argumentos; insultos passam em cota inferior):

      FUNCIONÁRIO PÚBLICO EMPOBRECE O POVO

      Cada vez que o Estado contrata um funcionário burocrático, ele tira um recurso humano do setor produtivo… e diminui a capacidade de produção da Nação.

      No setor privado o indivíduo só poderia sobreviver produzindo algo útil: algum produto ou serviço que fosse voluntariamente comprado por alguém, em troca de dinheiro.

      Já o burocrata do Estado, ao contrário, não produz nada com valor de troca por dinheiro. Ninguém procura o Estado voluntariamente. Só quando é obrigado, em último caso.

      E tem mais: funcionário está lá só para produzir entraves, exigências, obrigações etc. para serem impostos ao Setor Produtivo. Esses entraves não aumentam o valor nem a utilidade dos produtos e serviços, mas aumentam os custos de produção e de servir e, finalmente, os preços.

      Depois, eles inventam (arbitrariamente) de fazer as pessoas tirarem licenças, alvarás, concessões, autorizações, permissões etc. E quase sempre tem alguma taxa a pagar (você já pagou impostos e agora mais essas!). E quando o valor em jogo é mais alto, tem que pagar propina ao funcionário. Muitas dessas licenças não são dadas a qualquer indivíduo: só aos amigos. Mesmo assim, tem que ter advogado no meio.

      Quando funcionários querem aumentar os “preços” dos alvarás, eles criam novas dificuldades. Aumentam as dificuldades, restringem horários de atendimento, aumentam a papelada e as exigências requeridas para concessão, e alongam o tempo para conceder. Isso se chama criar ‘chicana’. Às vezes tem advogado no pedaço querendo “tirar uma casquinha” no assunto. Geralmente essas complicações saem das cabeças de advogados assessores dos burocratas que geram ‘regulamentação’, ou dos políticos que produzem ‘leis’.

      Tudo isso aumenta o custo dos produtos e dos serviços para o povo.

      A principal função das leis e regulamentos impostos ao Setor Produtivo é criar impedimentos para  a livre concorrência e a diversidade que aumentariam a oferta de produtos e empregos.

      Assim, as leis são feitas para que os poucos autorizados – os que atenderam às exigências das leis e regulamentações – fiquem em posição monopolista ou oligopolista. Nessa posição eles podem aumentar os preços e fazer a oferta na qualidade que quiserem (e não na requerida pelo povo, pelo mercado – veja o exemplo do flúor na água encanada). Além disso, os lucros desses monopólios são mantidos elevados pelos acordos deles com os burocratas, e visam pagar aos burocratas e políticos – os que criaram as leis e regulamentos – um “aluguel” pelas licenças.

      Note que não há licença vitalícia – tudo tem prazo de validade. Assim os burocratas podem cobrar novamente as mesmas taxas outra vez, cada ano, cada 4 anos, cada 6 meses etc. Para eles, tudo isso são ganhos vitalícios em cima do setor produtivo.

      Naturalmente, os regulamentos e leis são complicados e requerem advogados (pagos pelo setor produtivo) para fazer andar a documentação ‘hábil’ para conseguir as licenças. Com isso, os advogados assessores dos políticos e dos burocratas, reservam para seu grupo o poder de gerenciar os processos. Os ‘Processos’ podem ser de concessão da ‘licença’, de ‘exceção’, de multa sobre as transgressões, de ‘recursos’ sobre as multas, de liberação dos autuados e assim por diante.

      Resumindo: é uma verdadeira ‘indústria’ da proibição-permissão-multa-recurso-exceção cujo único efeito é dificultar e encarecer a produção de tudo no Brasil em relação a outros países.

      Aliás, há políticos, funcionários e sindicatos que recebem dinheiro de empresas estrangeiras para provocar esses aumentos de preços dos produtos concorrentes nacionais.

      Do outro lado, do lado do Setor Produtivo, aquele recurso humano a menos resulta em produção a menos. Mesmo assim, aquele recurso humano que foi transferido para o Estado continua consumindo sua parte da produção do Setor Produtivo.

      Isso tem duas consequências: a primeira é que o funcionário, pelo seu consumo, mantem a demanda, sem contribuir para a oferta, o que cria uma pressão sobre os preços.

      A segunda é que o salário do funcionário saiu do lucro das empresas produtoras. Ora, como é também do lucro que sai o investimento, os impostos fazem reduzir o investimento para as novas capacidades de produção, de pesquisa, inovação, para aumento da produtividade (que resultam em menor preço e melhores salários), e da oferta, causando pressão adicional sobre os preços.

      Além disso, aqueles burocratas, fazendo mais regulamentos e leis e os impondo sobre produtos, processos, serviços, e sobre as relações de emprego, reduzem a liberdade nos negócios esterilizando a criatividade e reduzindo a diversidade e a oferta total.

      De fato, o principal efeito da regulamentação é uma padronização e uma punição das novidades (diferentes daqueles padrões, claro). No Brasil, cada mês, mais de 5.000 novas regulamentações são criadas ou mudadas. A maioria delas é aplicada em nível nacional, gerando uma padronização fenomenal e uma esterilização em escala nacional da criatividade. Qualquer um pode observar esse fato olhando a quantidade de selos e referências a repartições públicas, normas, leis nos rótulos dos produtos do dia a dia.

      As consequências dessa esterilização são a redução da variedade de empregos e o aparecimento de uma procura por importações. Importações transferem riqueza da Nação para outros povos, gerando empobrecimento do povo local e enriquecimento dos países exportadores.

      Contra as importações, os funcionários do Estado vão também criar tarifas, regulamentação, leis, exigências para protegerem a indústria local ‘padronizada’, e para aumentar os preços das importações, punindo os indivíduos que decidem se beneficiar de variedade e de melhores alternativas, impossíveis de serem produzidas localmente, devido às exigências do Estado.

      Toda essa imensa complicação é criada pelo Estado, o único que tem o monopólio de fazer leis, de regulamentar, e de usar a violência armada contra os que assumem o risco de fazer diferente, de ser criativo, inovador e criador de empregos.

      Acrescente a tudo isso a aberração do sistema de patentes, e verá que, realmente, o Estado faz de tudo para evitar que a Nação e o Povo prosperem, e para empobrecê-los.

      * * * * * *

      Agora, você acha mesmo que um Estado que se baseia em concursos públicos para fabricar estatísticas de nível de atividade econômica, está de boa fé?

       

       

      • Esta manhã você errou de

        remédios!

        Escrever tudo isto para nós do blog do Nassif é uma total inutilidade, já que você regurgita (mal) os textos da abril e congeneres.

        Mande para a uol/FSP, lá tem um elemento que escreveu hoje a respeito do Barroso: ” O Lenin do STF”; ia combinar bem com você!

      • Besteirol pertence ao Século XX.

        Caio Marcio, a época do besteirol foi nos anos 80. Você está mais de 30 atrasado. O estado, segundo a definição marxista, é o domínio de uma classe sobre a outra. Karl Marx pregava a extinção do estado, assim como o PSDB e o PFL pregam hoje. O estado existe para organizar populações nacionais dentro de uma mesma área geográfica, normalmente com a mesma história e o mesmo idioma. Se dois cidadãos desse estado têm uma disputa, não vão duelar na Main Street. Vão à Justiça, que é sustentada pelo Estado. Se os suíços tentarem invadir o Pré-Sal para salvar seus bancos, teremos Marinha, Exército e Aeronáutica para defender nossas riquezas. Se você vai viajar e há estradas e aeroportos, foram construídos pelo estado. Até as bobagens que você vê na TV são disciplinadas pelo estado. Você não sabe, mas são órgãos de estado que disciplinam qual frequência de ondas hertzianas cada TV e rádio e telefonia celular vão usar. Se não fosse assim, eu pegava um equipamento de 5 contos e transmitiria na faixa da Globo. Isso não é de graça. Todo estado precisa de um exército de funcionários civis e militares para organização e proteção de seus cidadãos. Preciso desenhar?  Quando você pensar que descobriu a pólvora, abra os olhos, seus adversários estão com pacotes de C-4, e eu nem sei se você sabe o que é isso.

      • neoliberalidade anàrquica
        O que é a essência desse texto? Ode ao liberalismo econômico; manifesto anarco-capitalista; que diabos de “samba-do-crioulo-doido” é esse?

      •    Amigo, com todo respeito a

           Amigo, com todo respeito a seus comentários, terei que fazer as seguintes ponderações: 

           – Quem garante a segurança (embora precária) do setor produtivo é o Estado;

           – Quem disciplina a competição interempresarial é o Estado, o qual evita que os grandes conglomerados simplesmente atropelem os pequenos produtores adotando “dumping” , cartel e outras práticas abusivas;

          – Quem defende os direitos dos trabalhadores do setor produtivo é o Estado, ou você gostaria de trabalhar sem garantias? Ah, desculpe-me, você deve ser empresário;

          – Quem legitima seu direito de propriedade é o Estado, por meio das infindáveis (poderiam ser menos) escrituras, alvarás, certidões e afins;

          Em resumo, quem mantém os padrões de civilidade em quaisquer país é o Estado. O tributo é necessário para termos organização. O que se deve questionar é em relação à aplicação adequada dos mesmo.

      • Nunca vi escrever tantas besteiras combinadas com mentiras.

        Meu caro, Isso que vc disse não tem nenhuma comprovação científica de relação causal da produção com os salários, os quais podem ser observãveis do ponto de vista de equilíbrio do consumo. Alias, o verdadeiro mercado, que abrange a representação de toda gestão da economia é o mercado de consumo, e não o mercado financeiro para o qual você trabalha e tenta derrubar a existência do seu oponente original.

          

  45. Reescrevendo a Folha de São Paulo, sem o fígado.

    Os fatos são os mesmos, mas a versão, quanta diferença.

    Os dados e citações aqui contidos são rigorosamente os mesmo da matéria da Folha de hoje, 27.12.2013, cuja manchete é “Comércio tem Natal mais fraco em 11 anos”.

    Se retirada a “bílis negra”, ficaria assim:

    Comércio no Natal cresce pelo 11º ano consecutivo. 

    Sem crise.

    Apesar da crise mundial, no Brasil, o comércio natalino cresce consecutivamente há mais de uma década.

    Em 2013, segundo indicador de atividade do comércio da Serasa Experian, as vendas na principal data para o comércio cresceram 8,7% no país (2,7% de crescimento, descontada a inflação), representando um crescimento contínuo desde o início da série em 2003. O levantamento feito com base em consultas realizadas na semana de 18 a 24 de dezembro.

    Um setor dinâmico.

    Os setores de shoppings e E-Comerce tiveram natal dinâmico em 2013. Os shoppings registraram um crescimento de 5% em termos reais. O setor deve encerrar o ano com faturamento de R$ 132,8 bilhões e com mais 38 novos shoppings abertos ao longo do ano. O E-comerce teve um crescimento nominal de 41%. De 15 de novembro a 24 deste mês, as vendas somaram R$ 4,3 bilhões. No ano, o setor deve faturar R$ 28 bilhões, segundo a E-Bit.

    Efeito Miami, IPI e Black Friday, podia ser melhor ainda.

    Os dados do comércio no natal podiam ser melhores, ainda. O consumidor, que espera, normalmente, a entrada do 13º salário para efetuar suas compras, este ano, teve alguns motivos para antecipá-las. Um deles foi o fim da redução do IPI para móveis e automóveis. Outro fator que também contribuiu para um não aumento maior, em dezembro, foi a liquidação conhecida como Black Friday, realizada na última semana de novembro.

    Os shoppings tiveram ainda a competição com outlets de Miami e Orlando, que vivem abarrotados de brasileiros. “Os preços lá fora são muito menores e isso é um inibidor de compras, sobretudo no setor de vestiário”, diz Sahyoun, presidente da Alshop.

    A inadimplência afastada.

    Todo crescimento, principalmente se baseado no crédito, embute o risco da inadimplência. Esse, contudo, não parece ser um risco a curto prazo. As famílias brasileiras se mostram responsáveis nesse sentido.  

    Segundo a Alshop , o gasto individual com presentes caiu 10% neste ano. Variou de R$ 35 a R$ 45 nos shoppings populares. E de R$ 75 a R$ 125 nos estabelecimentos de classe média. O crescimento, então, se explica por mais pessoas terem ido às compras, mas gastado menos individualmente.

    “O consumidor está menos disposto a comprar e mais preocupado em sair da inadimplência do que contrair novas dívidas”, diz Luiz Rabi, economista do Serasa.

    Para 2014, a estabilidade. Mas…

    O ano de 2010 – PIB de 7,5%, foi atípico com um crescimento de 15,5% do comércio em dezembro. A análise da série histórica de crescimento do varejo no Natal, no entanto, mostra uma tendência de estabilização.

    “Vivemos nos últimos anos uma antecipação forte do consumo, estimulado pela redução das alíquotas de impostos”, diz Nono Fouto, professor do Provar/FIA.

    Segundo Luiz Augusto Ildefonso da Silva, diretor de relações institucionais da Alshop, “A volúpia de compras acabou. As pessoas já compraram o que precisaram e, agora, estão fazendo reposição”.

    E para o economista Eduardo Tonooka, “Com os níveis de emprego elevados, não há muito mais espaço para ter mais pessoas ingressando no mercado de consumo”.

    O comércio cresce a uma taxa média próxima a 3,3%, a partir de 2008. Logo, 2014 deve repetir 2013.

    Mas 2014 tem Copa do Mundo e eleições, e aí…

    Agora, para a Folha de São Paulo os fatos são os mesmo, mas a versão, quanta diferença.

    http://www1.folha.uol.com.br/mercado/2013/12/1390201-vendas-de-natal-tem-pior-desempenho-em-11-anos-segundo-serasa-experian.shtml

  46. A chamada “grande mídia” vive

    A chamada “grande mídia” vive descolada da realidade mesmo. Esperei 3 semanas para passar a confusão do natal e comprar um DVD novo porque o meu pifou, então ontem 26/12 resolvi ir comprar. Fui a 3 lojas diferentes e para minha surpresa, não consegui comprar nada porque os estoques haviam sumido nas vendas de natal.

  47. O comentarista Ugo lá no

    O comentarista Ugo lá no começo dos comentários matou a charada. Ponto.

    As vendas dos jornalões despencaram neste natal (quer dizer, vem despencando ano a ano) mas só agora eles se deram conta do tamanho da decadência.

  48. Currículo do Carlos A.Sardenberg, segundo o wikipedia

    Carlos Alberto Sardenberg (São Paulo, 25 de abril 19471 ) é um jornalista brasileiro.2

    Estudou Filosofia na Universidade de São Paulo, porém no último ano do curso, entre 1968 e 1969, foi impedido de se graduar em razão de eventos ligados ao AI-5. Por sugestão de um jornalista da revista Veja, amigo do seu pai, foi então trabalhar no jornal O Estado de S. Paulo.3

    Desde então, atua profissionalmente no jornalismo. Antes de optar pelo jornalismo econômico, passou por diversas editorias – geral, esportes, internacional e política. Tem experiência como repórter, redator e editor. Já passou pelas redações dos jornais O Estado de S. Paulo, Jornal do Brasil, Folha de S. Paulo e Gazeta Mercantil e das revistas Veja e Istoé. Na TV, foi comentarista da TV Cultura e diretor de jornalismo da Rede Bandeirantes.

    Tem atuado preponderantemente em São Paulo, mas trabalhou durante seis anos em Brasília e realizou coberturas no exterior. De 1985 a 1987, foi Coordenador de Comunicação Social do Ministério do Planejamento (gestão João Sayad) – ocasião em que participou do lançamento e divulgação do Plano Cruzado.

    Trabalhou também na área econômica do governo do estado de São Paulo na gestão Franco Montoro (19831987). De 1987 a 1988, foi assessor da Reitoria da Universidade Estadual de Campinas, ocasião em que trabalhou na definição de cursos de pós-graduação em jornalismo.4

    Atualmente, é comentarista e apresentador eventual do Jornal da Globo, além de ser âncora da rádio CBN. Escreve, ainda, um blog,5 no qual comenta e analisa as notícias sobre economia, para apresentar o Jornal Nacional, Bom Dia Brasil, Jornal Hoje e Jornal da Globo. É forte crítico da política econômica do governo do presidente Lula e da presidente Dilma Rousseff, principalmente em relação aos cortes dos juros promovidos nesses governos 6 . É irmão de Rubens Sardenberg, economista-chefe da Febraban, instituição que tem grande interesse na manutenção de juros altos no Brasil, uma medida geralmente defendida também por Carlos Alberto Sardenberg em suas colunas. A relação familiar denota um conflito de interesse em sua posição como colunista econômico 7 . Já cometeu erros notáveis em suas previsões, como afirmar que “(…)a economia mundial segue em marcha de sólido crescimento. Sólido porque não é nenhuma bolha financeira (…)” um ano antes de estourar a crise financeira de 2008 8

    • O QUE SE INSITA – EM ÚLTIMA

      O QUE SE INSITA – EM ÚLTIMA ANÁLISE – É A VIOLÊNCIA NAS RUAS.

      AS MANIFESTAÇÕES – EM PRINCÍPIO LEGÍTIMAS – INFILTRADAS POR GRUPOS DE VÂNDALOS (DIRIGIDOS E ORQUESTRADOS) SE TÊM TORNADO VIOLENTAS.

      ESSA A APOSTA DOS CONSERVADORES IMPATRIÓTICOS PARA 2014, ANO DE ELEIÇÕES.

      UM ASPECTO – EM REVANCHE – DEVE SER LEMBRADO E NUNCA ESQUECIDO: AS BANDEIRAS (TEMAS) DAS MANIFESTAÇÕES SÃO (E SEMPRE) FORAM BANDEIRAS SOCIALISTAS, PROGRESSISTAS: (MAIS E MELHOR) EDUCAÇÃO, SAÚDE, SEGURANÇA, SERVIÇOS PÚBLICOS EFICIENTES, IQUALDADE, LIBERDADE, INSERÇÃO SOCIAL, TRANSPARÊNCIA, COMBATE À CORRUPÇÃO.

  49. Agora as aguas vão

    Agora as aguas vão rolar:……………..O governo federal acaba de divulgar um número que derruba o último pilar do terrorismo econômico, focado no chamado descontrole dos gastos públicos; superávit primário (que mede receitas menos despesas, antes dos gastos com juros) registrado em novembro ficou em R$ 28,8 bilhões; número é recorde e eleva o saldo acumulado do ano a R$ 62,4 bilhões; “É o melhor resultado da série e mostra o que vínhamos falando antes: que iríamos cumprir a meta de R$ 73 bilhões. Estávamos corretos”, disse o secretário do Tesouro, Arno Augustin; vitória também do ministro Guido Mantega, que vinha sendo atacado pela suposta “contabilidade criativa”

  50. E abrir muitas lojas novas

    E abrir muitas lojas novas não é bom? Se poucas fossem abertas o pig diria que “Natal fraco inibe a abertura de lojas novas”

    Bom, fato é que a Record repercutiu a falácia dos jornalões, e assim faz-se o consenso. Mas se eles quisesse dar notícia ruim não precisavam estrupar a matemática. Bastava manchetar que “política de inibição à demanda falha e pressiona a inflação”.

    Repecutiria em mim apesar de vir do pig e aparentemente a inflação estar sob controle, pois ontem comprei um suco à 6 Reais, quando há pouco tempo não passava de quatro. Não seria mais inteligente?

  51. Decretar o esgotamento da

    Decretar o esgotamento da política econômica do governo , a partir dos dados de vendas dos shopping centers , fornecidos pelas entidades de classe , é um escárnio. Uma forma simplista de analisar a política macro econômica e sua gestão. Foi o que fizeram os grandes jornais do país , através dos seus manjados analistas econômicos. Ora , se a intenção é desgastar o governo com notícias ruins , porque não usar o resultado da venda dos seus jornais ou a audiência de suas TVs como parâmetros , já que os números impressionam. Não o fazem , porque sua sobrevivência depende desses números …

  52. “O pior cego é aquele que não quer enxergar….”

    Deixando os exageros dos veículos de comunicação de lado, tanto os de situação como os de oposição, me surpreende a opinião de algumas pessoas sobre a situação real de nosso País.

    Pergunto meu caro amigo, o que melhorou na sua cidade nos últimos 10 anos:

     

    – saúde???

    – educação???

    – segurança???

    – transportes???

    – …???

     

    Sem mais comentários!

    • Muito pior

      Não vamos manter os níveis de consumo, nem nosso rating com as agências externas, fora a necessidade do uso da contabilidade mentirosa para fechar as contas públicas.

      Mas eu avisei.

      • Nada disto, rapaz!

        Vamos manter e até aumentar um pouco os níveis de consumo. O emprego continua a crescer (novembro/2013: 4,6%, menor da série histórica).

        Rating externo deve ser mantido pela estabilização da inflação, consumo estável com viés de alta (estamos chegando ao pleno emprego) e pequena melhoria do quadro internacional.

        Se cair, também não será o fim do mundo. As agências de rating perderam toda a sua credibilidade pois garantiam o sistema financeiro internacional às vésperas do eclodir da crise de 2008 (que entra agora em uma fase de estabilidade/pequena melhoria). Quando ameaçaram baixar o rating dos EUA, foram tratadas pelas autoridades de lá da forma adequada: a pauladas.

        Com a relativa estabilidade (em um ponto muito baixo) dos EUA no ano que vem, creio que a Dilma vai parar com esta besteira de tentar parar a derrocada do dólar, torrando reservas.

        Quer procurar hecatombe econômica? Olhe para os países que estão fazendo a “lição de casa” neoliberal, como Espanha, Portugal e Grécia.

          • Belluzo entregando os pontos

            Bem que avisei, agora a Dilma terá de compor um novo ministério muito mais capaz, um que consiga colocar a casa em ordem.

            Por mim seriam 14 pastas com 72 secretarias, um todo orgânico, dotado de lógica interna, superficial e externa irretorquível.

            Mas mesmo assim, será preciso um Áz na execução destas reformas, impopulares, principalmente entre os políticos “aliados” do governo.

            O preço que o povo e a nação pagarão caso não se consiga desarmar a armadilha será cruel, o Brasil não merece isto.

            Segue a entrevista do Belluzo.

            ***********

            Governo perde batalha para mercado financeiro, e país está em camisa de 11 varas, diz Belluzzo

            ELEONORA DE LUCENA
            DE SÃO PAULO

            O Brasil precisa mexer na política cambial. A valorização do real por vários anos fez com que empresários virassem importadores e a indústria encolhesse. Por isso, o crescimento patina. Se o enrosco não for resolvido, pode haver recuo.

            Letícia Moreira – 9.nov.11/Folhapress

            O diagnóstico é do economista Luiz Gonzaga de Mello Belluzzo, 71, para quem o país se meteu numa camisa de 11 varas (dificuldade extrema, da qual é difícil ou impossível sair, ensina o Aurélio). Professor da Unicamp, ele foi mestre de Dilma Rousseff. Nesta entrevista, ele avalia a ex-aluna:

            “Ela está seguindo os cânones dominantes. Deu uma recuada diante da correlação de forças. Com o câmbio muito fora do lugar e essa situação internacional, haverá dificuldades de reativar a economia”.

            Na sua visão, “o governo está perdendo a batalha ideológica e política para o mercado financeiro”.

            *

            Folha – O que o sr. acha dessa discussão sobre o tripé?
            Luiz Gonzaga de Mello Belluzzo – É um arranjo muito recente, tem uns 20 anos no mundo. Virou uma espécie de procedimento ou de arcabouço de política econômica. O fundamento é a teoria das expectativas racionais, que ficou bastante abalada depois da crise. O ápice de prevalência do tripé foi no período em que a inflação foi muito baixa. Há uma discussão se a inflação foi muito baixa por causa do tripé ou se o tripé funcionou porque a inflação era muito baixa. O comportamento da inflação tem a ver com outros fatores relacionados com a mudança estrutural da economia mundial: o surgimento da China e a liberalização financeira.

            Aqui tivemos uma situação singular: a valorização ajudou muito a conter a inflação durante um bom tempo. Nunca conseguimos, com exceção de um ou dois anos, colocar a inflação na meta. Lembre-se de que o Armínio [Fraga, ex-presidente do Banco Central, introdutor do regime de metas] mudou a meta. A questão essencial é a interelação entre essas três dimensões: a fiscal, a monetária propriamente dita, a política de juros, e o cambio.

            O que diz o tripé? Quiseram manter câmbio flutuante, metas de inflação e superávit primário. Problema 1: durante todo esse período, a flutuação do câmbio se deu numa só direção, a da crescente tendência do real se valorizar.

            Isso [o tripé] não é uma regra: é modo de operar, um quadro de referência. Trata-se de um jogo de coordenação desenvolvido dentro de certo arcabouço institucional, de heranças do passado.

            Como diz Giorgio Agamben, que não é economista, é um filosofo: existem hoje dois tipos de sociedade: uma, como as sociedades sociedade europeias, que têm relações e preocupações com o seu passado e sua historia; outras que são sociedades animalizadas. Não no sentido pejorativo.

            São aquelas que não têm passado nem história, porque os animais não têm historia. Ele diz que os americanos são assim, e nós somos parecidos com os americanos. Tudo parece que nasceu de repente. Isso facilita cuidar de uma coordenação entre política monetária, fiscal e cambial de uma maneira abstrata, como se fosse uma coisa implantada numa sociedade, como se fosse a mesma coisa que aplicar os princípios da fissão nuclear no Brasil na Alemanha nos EUA. A ideia de sociedade desaparece ai.

            O Brasil tem o tripé desde 1999. Esse modelo deveria ser abandonado?
            Não acho que deva ser abandonado. É uma maneira de enquadrar ou organizar as expectativas. Isso não quer dizer usar de uma maneira mecânica. Têm certas variáveis que não se controla.

            Alguns propõem uma revisão. Por exemplo, que a meta de inflação seja bianual. O que o sr. acha?
            Isso pode [ser feito], vários países fizeram. Também [há o debate] se a meta poderia estar concentrada no núcleo da inflação etc. Isso tudo pode ser objeto de discussão, de uma discussão minimamente racional.

            Quem aplica hoje o cerne do tripé? A China não aplica, certo?
            A china não aplica porque tem as normas dela. Tem uma política monetária e cambial muito ligada à industrialização e às exportações. Já tiveram momentos de pressão inflacionaria e foram muito firmes e não deixaram escapar, resistiram. Não desvalorizaram para não afetar os países vizinhos.

            A crise asiática ocorreu nos países que tinham fundamentos em ótima situação, com exceção do déficit em conta corrente. A crise asiática foi uma crise financeira clássica. Já foi dito que os Bourbons não esqueciam de nada, mas não aprendiam nada. Os economistas são descendentes dos Bourbons. Não se lembram de que essas crises foram determinadas independentemente da situação da macroeconomia.

            Digo isso porque os países que têm moedas não conversíveis, como Brasil, México, Rússia, China têm que estabelecer barreiras de defesa que são mais complexas do que ter os fundamentos. A Espanha tinha uma situação fiscal maravilhosa antes da crise. É muito parecido ao que aconteceu na Ásia. Havia superávit fiscal. A economia estava explodindo, os salários e a receita estavam crescendo. Não tinham problema cambial. Quando ocorreu a crise do euro reverteu tudo: o déficit foi às alturas, e o governo teve que socorrer o setor privado.

            Outra questão é até que ponto o tripé é suficiente para garantir a estabilidade. Quando falo estabilidade tenho calafrios. A noção de estabilidade é enganosa, porque o capitalismo não é estável por definição.

            Mas existe vida além do tripé?
            A questão central é atenuar as flutuações e os custos. Alguém já disse que havia uma crença no padrão ouro, que o ideal seria uma inflação muito próxima de zero e o ouro seria uma âncora natural que conduziria a uma inflação próxima de zero. É claro que a âncora não era natural coisa nenhuma. Porque o que regulava aquelas economias era a taxa de juros do banco da Inglaterra. A moeda reserva era a libra naquele acerto entre os países. Depois da Segunda Guerra, quando todas as experiências de volta ao padrão ouro foram um desastre, a ideia não era estabilizar o nível geral de preços, mas manter a inflação baixa.

            A política de metas esta enquadra nessa perspectiva: de manter a inflação baixa. Baixa nos termos de permitir a movimentação dos preços relativos e organizar de maneira adequada as expectativas dos empresários. De modo que eles montem seus negócios de riqueza, de maneira a assegurar o investimento de longo prazo. Se se deixar a inflação fugir de controle, já assistimos a esse filme: não há como antecipar corretamente nada. Como [John Maynard] Keynes já disse, o futuro é incerto e se tem que fazer uma aposta. Para fazer a aposta, é preciso ter um mínimo de expectativa a respeito da evolução.

            Por que há o fetiche do tripé? Governo e oposição não querem mexer nisso.
            Os países europeus só suspenderam as restrições à movimentação de capital nos anos 1990, com a globalização financeira. O tripé foi se construindo na medida em que foi avançando a globalização financeira, o neoliberalismo. Isso já está na perspectiva criada por [Margaret] Thatcher e pelo [Ronald] Reagan.

            Eles responderam a uma transformação que já estava ocorrendo no próprio capitalismo, que estava tentando se desvencilhar daquela estagnação dos anos 1970. Veio a teoria das expectativas racionais: o setor privado é sempre estável e o governo é responsável pela instabilidade da economia. O mercado é o lócus do homem racional. No fundo o que diz o tripé: atrapalhe o menos possível, não faça intervenções indevidas.

            O tripé explica a estagnação de hoje? O governo Dilma está mais próximo do de FHC do que de Lula?
            Infelizmente em economia não se tem respostas não ambíguas. Quando Lula assumiu o tripé já estava de pé, com uma meta mais elevada. Lula navegou nas benesses do ciclo de commodities, movido pela explosão da China e dos EUA –chamo de modelo sino-americano: uns consomem e outros produzem. Aquela liquidez internacional fantástica.

            Tudo isso ajudou a abrir espaço para fazer as políticas sociais. O tempo inteiro a taxa de câmbio ficou valorizada, a exceção de 2008, quando foi a R$ 2,40. Mas logo depois trataram de jogá-la para baixo. A indústria indo mal, por causa do câmbio. Depois da crise, tivemos o “quantitative easing” [injeção de liquidez pelos EUA], e o Brasil acumulou U$ 375 bilhões de reservas, um fato inédito na história do Brasil. Veio uma política de desoneração, de facilitação do consumo, de financiamento, ajudada lá trás pelo credito consignado, que continuou.

            O que sustentou a recuperação foram as medidas adotas na área creditícia e de estímulo ao consumo. Essas políticas têm suas limitações. Não só por conta do grau de endividamento das famílias, que subiu, mas não se nota índices de inadimplência absurdos no Brasil. Ao contrario, é surpreendente que não sejam tão absurdos. Isso foi o Lula. O governo Dilma começou com a taxa de câmbio bem valorizada. Nos seus primeiros meses o dólar foi a R$ 1,60. Temos um desequilíbrio fundamental entre todas as variáveis do tripé: a que se comportou pior do ponto de vista do crescimento foi a taxa de câmbio.

            O fato de a economia brasileira ter mantido essa taxa de câmbio valorizada por tanto tempo afetou o investimento industrial. Só um ingênuo acha que o sujeito vai projetar uma fábrica com uma taxa de câmbio de R$ 2,40, que depois vai a R$ 1,60, e volta para R$ 2, depois para R4 1, 50. Tem clima para manter o investimento? Não. O que a maioria dos industriais fez? Eles se tornaram importadores. Há um processo de dessubstituição de exportações e de incentivo a importações. Isso se criou por aqui e tem efeito sobre a taxa de crescimento. Qualquer economista keynesiano razoável concorda que a política fiscal tem que ser anticíclica.

            O objetivo dos detentores de riqueza é maximizar o ganho monetário. Não querem maximizar o produto. O componente da demanda que é mais sujeito a flutuações é o investimento. Porque se está fazendo uma aposta para montar aquela fábrica e é preciso saber se ela vai realizar os rendimentos esperados. É preciso dar ao setor privado um horizonte de segurança mais ou menos aceitável. É uma coisa que os governos têm dificuldade de fazer. É preciso criar um espaço de confiança que faça com que os empresários continuem investindo no ritmo razoável.

            Este governo tem essa dificuldade?
            Tem. Porque num momento crucial, na discussão das concessões, houve uma tentativa de fixar a taxa interna de retorno –o que já foi debelado. Isso é um equívoco, não tem cabimento. Mas há certo exagero na increpação de intervencionismo da presidente. Não tem nenhum aumento de intervencionismo expressivo se comparado com o intervencionismo do governo Lula. Ele fez políticas sociais usando recursos fiscais. Ela continua fazendo isso.

            Como vai Dilma?
            Dilma se deu conta de que os efeitos da crise sobre o Brasil foram maiores do que se podia pensar e duraram mais tempo. Nos metemos numa camisa de 11 varas, num enrosco. O câmbio valorizado fez com que perdesse 200 e tantos bilhões de dólares na balança comercial com exportação de manufaturados. Ter o câmbio valorizado no momento em que a economia está deprimida e o comércio internacional está crescendo em torno de 3%… As exportações da China cresceram 12,5% no mês passado. Se apresentar isso a um cachorrinho ele vai entender: evidentemente tem alguém pegando o mercado de alguém.

            Mas quando Dilma assumiu a economia tinha crescido 7,5%, e ela puxou o freio de mão em 2011. O governo provocou muito do que está aí. Não dá para culpar só o fator externo, o sr. concorda?
            Em 2011 o governo puxou o freio de mão de mais do crédito, e foi um erro. Foi um erro do qual nós todos temos culpa. Estávamos preocupados com o desempenho fiscal do governo e avaliamos mal. Eu inclusive. Estava errada aquela avaliação.

            Esse debate sobre o tripé tem a ver com a formação de consensos entre os economistas. Depende muito mais do poder de grupos da liderança de impor certas questões vis a vis a outras. Por que a questão do câmbio, que para mim é crucial, é deixada de lado?

            Por quê?
            Porque não há nenhum interesse em discutir essa questão do câmbio, porque está muito bom assim.

            Bom para quem?
            Essa questão do câmbio envolve a discussão sobre movimento de capitais, sobre a relação entre a moeda reserva e as moedas não conversíveis, coisas que em boa medida estão fora do controle da gente.

            O governo poderia ter outra política cambial? Os próprios empresários não se beneficiam dessa política?
            Os empresários se beneficiam porque a forma de funcionamento de acumulação das empresas mudou. Hoje a avaliação da empresa se dá pelo Ebitida, que é o caixa da empresa antes de juros, impostos etc. Converso com vários empresários que estão vendendo suas empresas ou estão sendo estimulados a fazê-lo. A pergunta é quantas vezes de Ebitida. O que eles precisam medir? O investimento fica muito mais caro.

            Então o que importa mais é o resultado financeiro, o investimento é menos?
            Sim. O investimento fica custoso, porque mexe no caixa, no resultado. No mundo inteiro ocorreu uma tremenda concentração em todos os setores. Essa concentração agravou esse problema de controle dos mercados. Lawrence Summers disse recentemente que o problema nos EUA é que as empresas estão acumulando caixa e não investem. Daí a economia não vai.

            Quem no Brasil se beneficia dessa questão do câmbio?
            No Brasil, quem se beneficia é quem faz arbitragem com câmbio e juros, todo mundo que tem capacidade financeira e articulações fora do Brasil para fazer isso. As empresas pegam seu caixa e fazem posição no mercado futuro de juros e câmbio.

            Como vai essa perna do tripé?
            Está manca.

            O Brasil não poderia ter outra posição?
            Tem custos. Se deixou o câmbio se valorizar por muito tempo e temos uma defasagem grande_calculo em 30% a defasagem. Há o custo do impacto na inflação.

            Esse impacto não é exagerado? Houve uma desvalorização e a inflação não subiu, certo?
            Mas foi uma coisa muito cuidadosa. É preciso ir deslizando o câmbio. Porque se há uma desvalorização abrupta, quebram empresas que estão endividadas em moeda estrangeira. Se se deixa o câmbio se valorizar durante muitos anos, se muda o “soursing”, o fornecimento, para fora. Foi o que aconteceu com muitos. Temos hoje uma indústria importante de autopeças? Não. E as grandes empresas de autopeças são também grandes empresas concentradas. Houve concentração em cima, nas integradoras, e em embaixo. A indústria brasileira ficou nanica nos últimos 30 anos, foi encolhendo.

            Tem salvação para a indústria?
            O Brasil vai ter que corrigir a política cambial. E impedir que uma eventual subida da inflação coma a desvalorização real. É preciso fazer uma correção. Não pode ficar dizendo que vai fazer, pois esse é um mercado onde os operadores são muito rápidos na resposta. Mas o governo tem que buscar uma meta para o câmbio.

            Como seria essa meta?
            É questão difícil de responder. Se eu dissesse que sei responder, estaria mentindo. Se eu soubesse, estaria vendendo essa consultoria por aí e ganhando dinheiro.

            Em 2012, Dilma atacou as altas taxas de juros e pareceu adotar uma posição mais firme em relação a bancos. Depois, os juros subiram. Houve retrocesso?
            Em termos. Isso é um jogo de vaivém. Como a inflação começou a bater no teto da meta, e isso no consenso é uma coisa que… Disseram que o governo abandonou o tripé, e isso virou ingrediente de uma batalha eleitoral. Na verdade, o governo continuou administrando a política monetária e fiscal –que é a outra pata fraca do tripé.

            E isso tem a ver com o crescimento também. Se a economia cresce 1,5% ou 1%, é claro que não se consegue um superávit de 3%. Nem a tapa, é impossível. Se pode colocar Jesus Cristo. E tem muito Jesus Cristo por aí. Tem uma coleção de Jesus Cristo na economia que eu fico impressionado. Deve impressionar até o próprio, que deve ficar aturdido.

            Tem uma relação entre crescimento, superávit primário e a política monetária. Todas são questões relacionadas com a natureza dos mercados financeiros. Temos aqui uma enoooorme herança do período inflacionário, que é o volume de operações compromissadas, que ficam no mercado de curtíssimo prazo monetário. Conseguimos nos livrar do estoque de dívida que estava dolarizado, que é um grau de liberdade. Mas agora precisamos lidar um pouquinho com essa questão do prazo e da distribuição ao longo do tempo das aplicações financeiras.

            Como assim? Elas deveriam ser alongadas?
            É mais importante nesse momento, em vez de alongar, tentar uma política de compras, de administração do mercado monetário, que afeta a tesouraria dos bancos, com taxas de juros menores e às vezes com prazos mais curtos. Keynes escreve depois da guerra, quando havia um problema de credibilidade da libra na divida. Ele diz que o objetivo deve ser reduzir a taxa de juros, numa economia que pretende crescer depois da guerra. Não fique com a cabeça que se tem que alongar, que alongar é bom. Tem que administrar de modo a maximimar outro objetivo, que é o crescimento. O tempo inteiro ele diz que nenhuma conclusão dogmática deve ser tirada.

            Este governo não é muito dogmático em certos aspectos? Não há uma paranoia a cerca da inflação?
            Não é do governo. Esse é o consenso que se estabeleceu muito mais entre os economistas do mercado e a sua influência sobre a opinião publica. Se bem que a opinião púbica, no Brasil, é uma coisa complicada. O que aconteceu é que o governo não tem recursos de poder. Apesar dos U$ 375 bilhões [de reservas], ele vai ter dificuldade de resistir, se os americanos mudarem a política monetária.

            Vai ter dificuldade porque dessa vez a ação da política monetária americana foi muito intensa. Eles estão pensando até em fazer um sistema de recompra reversa, para impedir que a taxa de juros suba muito quando eles tirarem os estímulos. Porque isso pode ser contraproducente e pode abortar o crescimento modesto que eles estão tendo agora. Em relação às moedas não conversíveis [como o real], o impacto pode ser muito forte, se não houver defesas adequadas.

            O cenário da dita “tempestade perfeita”, que é a combinação do fim dos estímulos dos EUA com o rebaixamento da nota brasileira pelas agências de classificação risco, está no horizonte, como diz Delfim Netto?
            Não concordo muito com essa ideia da tal tempestade perfeita. Meu amigo Delfim que me perdoe. A mudança na política monetária americana vai ocorrer algum dia. Janet Yellen que está lá.

            Mas o vice dela deve ser Stanley Fischer, que é mais ortodoxo, certo?
            Se se olhar a composição do Fed, vai haver certa resistência a tirar [os estímulos] de uma maneira abrupta. Talvez se faça de uma maneira mais suave. [A entrevista foi concedida na segunda-feira, 16/12; na quarta-feira seguinte, 18/12, o Fed anunciou redução suave dos estímulos, com manutenção de juro próximo de zero.]

            Porque todo mundo se lembra da crise de 1994. Houve uma recessão em 1990-91, e fizeram a mesma coisa: baixaram a taxa de juros para muito próximo de zero, abasteceram de liquidez –não na proporção que ocorreu agora, Mas quando ele subiu, teve uma tremenda crise. Teve gente que micou com aqueles papéis e o balanço virou uma porcaria.

            Então essa transição agora deve ser mais gradual?
            Se houve alguém que aprendeu alguma coisa com isso, vai fazer uma coisa mais gradual. Porque fazer uma coisa “agora acabou”… aí a coisa vai ficar preta.

            Por que não a tempestade perfeita?
            Porque imagino que o governo deva estar se preparando para a eventualidade que isso ocorra. Tem que preparar as defesas. O Brasil, por exemplo, tem um acordo de swap de moeda com a China que pode ajudar. Tem esse fundo de estabilização dos Brics, que também pode ajudar. É de interesse da China. Se presta pouca atenção nessas negociações que fizemos com a China. Isso nos provê de recursos que vão alem das reservas de U$ 375 bilhões. O compromisso é que esse fundo seja usado para impedir o ataque a moedas dos países envolvidos. O governo tem que se preparar para isso, tomar medidas de proteção ao mercado local.

            Os juros devem subir muito?
            Em todas as experiências, aponte uma em que se subiu o juro com uma mudança desse tipo e que funcionou para segurar o dinheiro? Não conheço nenhuma. É ineficaz. Quando se aumenta o juro, o que o cara fala: a dívida publica desses caras vai para o beleléu e vou mesmo me mandar. O juro não vai segurar. Em 1998/99, a taxa de juros foi a 40%, e o que aconteceu? A turma continuou se mandando. Eu ligava a TV e via: saíram hoje U$ 3 bilhões…

            E a questão do rebaixamento é tão importante?
            Esse negócio do rebaixamento é um exemplo cabal das redes de influência e das relações de poder. O que essas agências de risco fizeram durante o período pré-crise –dando AAA para blocos de ativos. É impressionante que as pessoas falem delas com o respeito que continuam falando. Eles deveriam estar na cadeia. Num mundo sério, estavam recolhidos ao xilindró. No entanto, eles continuam dando palpite.

            Como nos últimos anos 40 anos, sobretudo nos últimos 20 anos, o mercado de securitização se ampliou muito. As instituições que vão adquirir esses papéis precisam de informação sobre a qualidade dos papéis. Sugiram as agências de avaliação de risco, que avalizam a qualidade do papel. Só que elas se desmoralizaram completamente. Logo depois da crise, [Angela] Merkel e [Nicolas] Sarkozy sugeriram a criação de uma empresa pública de avaliação de risco. Não foi para frente, porque eles não tiveram força para fazer isso.

            O que está dando errado no governo Dilma? Por que está fracassando na economia, com um crescimento medíocre, comprável ao de FHC?
            Não acho que o governo esteja fracassando na economia. O crescimento é ruim, comparável ao de FHC, que foi péssimo. Há esse enrosco do câmbio, crescimento e juros. A política fiscal poderia facilitar a política de juros, se houvesse uma situação fiscal mais estabilizada. O núcleo do enrosco é o desalinhamento do câmbio, para um país que está metido nesse mundo de hoje. Isso, que já era grave em outras circunstâncias, hoje é crucial porque se tem um competidor temível [a China]. Durante anos, o resultado do agronegócio cobriu o déficit da indústria, que esta em déficit sistemático há cinco ou seis anos.

            Esse déficit dobrou no governo Dilma. Por quê?
            Porque se tem a acumulação de uma valorização com a crise. Na crise, o cara quer jogar o excesso de capacidade dele em cima do mercado do outro. Por isso, dizer que a crise não afeta o governo Dilma…. De fato, a fase aguda da crise já passou. Mas há as consequências estruturais da crise. Hoje o comercio internacional está crescendo a 3%; a China, expandindo a 12%. E nós estamos a 2%. Só esse diferencial dá o aumento do déficit.

            Com o resultado do governo Dilma mais próximo do de FHC, onde está o desenvolvimentismo?
            No debate, essa situação é apresentada como fracasso do desenvolvimentismo. Para dizer a verdade, não sei direito de que desenvolvimentismo eles estão falando.

            Dilma não é desenvolvimentista?
            O que é desenvolvimentismo agora? É se colocar em condições de competir nesse mercado desgraçado que está ai. Competir, avançar, fazer acordos, crescer. O centro da turbulência está na inadequação do setor externo, exportações e importações brasileiras na sustentação do crescimento. O Brasil não vai ter um modelo “export led” [orientado para a exportação]. O que foi a confiança do governo? Foi de que o mercado interno iria se expandir, conforme se expandiu. Mas basicamente o crescimento é baixo porque não há dinamismo na indústria.

            Ao contrário dos que dizem que o governo Dilma é o fracasso do desenvolvimentismo, o crescimento é baixo porque as medidas tomadas por Dilma não são desenvolvimentistas? O sr. concorda com essa avaliação?
            Hoje o desenvolvimentismo é uma palavra ambígua. Alguns falam em desenvolvimentismo pensando nos anos 1950, 1960. Esquece. O ambiente internacional é outro, a configuração da economia mundial é outra. É preciso procurar outros caminhos. Temos algumas pontas importantes para que o desenvolvimento possa ser retomado. Uma delas é o próprio agronegócio e o espírito empresarial que está lá. Se pode articular essa capacidade empresarial, estimulando que ela se mova para outros setores, sobretudo mais próximos.

            Usar o agronegócio para industrializar?
            isso, para participar na indústria de equipamentos agrícolas e na informática ligada a eles, mecanização, por exemplo.

            Como os capitais do café que, no passado, foram para a indústria?
            Sim, fazer o que os australianos fizeram o tempo inteiro. A segunda [oportunidade] está relacionada com o pré-sal, que tem um modelo muito bom, o regime de partilha.

            O que o sr. achou do leilão da Petrobras?
            Foi ótimo. Muitos acham que a Petrobras podia tocar sozinha, eu acho que não, que o volume de investimento é muito pesado. Precisa partilhar. Nesse mundo de hoje, não se pode repetir um nacionalismo dos anos 1950, 1960. Não há condições, se você quiser participar desse jogo.

            A China não faz isso?
            A China se vale da entrada de captais. Foi o país que melhor aproveitou, com políticas de interesse nacional, o neoliberalismo dos ricos. Parece um paradoxo, mas não é. Fez uma integração muito inteligente.

            Por que isso não ocorreu no Brasil?
            Porque quando foram ocorrendo as mudanças tecnológicas e na geoeconomia mundial, o Brasil estava metido da crise da dívida externa.

            Lá nos anos 1980?
            Quando as importações sobre o PIB chegaram a 3%! Foi um fechamento forçado.

            Porque não tinha dólar, o país estava quebrado?
            Quebrou. No Brasil, é o negócio da animalidade. O sujeito não liga [o que ocorre hoje] com o que aconteceu com o passado. Durante todos os anos 1970, nós dizíamos que aquele padrão de financiamento ia dar confusão, que ele só sobreviveria enquanto os americanos não tentassem recompor a força do dólar. Quando eles tentaram, quebraram a gente. Parece que os anos 1980 surgiram do nada, caíram de Marte!

            Os anos 1980 caíram dos anos 1970, do padrão de financiamento. Não falo mal da intenção do 2º PND [Plano Nacional de Desenvolvimento, 1975-1979], mas a composição setorial foi ruim. Porque repisou os mesmos setores que estavam ai: siderurgia, metais não ferrosos. João Paulo [dos Reis Velloso] fez um esforço para montar um sistema de ciência e tecnologia que continua até hoje e foi avançando. Mas nós não incorporamos nenhum novo setor que surgiu na indústria mundial. Os anos 1980 foram um desastre, uma sucessão de planos de estabilização emergenciais. Eu mesmo participei de um, o Cruzado. Mas a gente sabia que aquilo tinha limitações seríssimas. Só estabilizou quando se tinha reserva.

            Dilma é desenvolvimentista?
            A Dilma é desenvolvimentista só que não está conseguindo se livrar desses constrangimentos que vêm dos anos 1970 para cá. Ela recebeu a taxa de câmbio valorizada. Fez um esforço para desvalorizar. Porém, a inflação bateu no teto da meta. O que o BC fez e tinha que fazer? Subiu a taxa de juros.

            Tinha que fazer?
            Tinha. É preciso avaliar o que custa mais. Não tem regra. Se se perde o controle da inflação, ela vai para 7%, 8%, o risco de ela ir para 10% é muito maior. Não dá para num país que teve essa experiência hiperinflacionaria dar a sensação de que se está largando mão da inflação.

            Depois de verbalizar uma posição mais firme em relação ao sistema financeiro, Dilma recuou? Ela foi enquadrada pelo sistema financeiro?
            Não é que ela foi enquadrada. Essa palavra supõe…. Há um problema de relação de força. Não é saber quem razão. É saber quem tem mais poder de fogo, mas quem tem mais força.

            Quem tem mais força: o mercado financeiro ou Presidência da República?
            O mercado financeiro. No mundo inteiro. Ou se acha que os europeus fazem isso porque acham engraçado? É por que eles entregaram a rapadura!

            Entregaram a rapadura para o mercado financeiro?
            Sim, porque não se pode mexer naquilo que é essencial.

            O que é essencial? Não deveria ser emprego, salário, bem-estar da população? É o sistema financeiro?
            O essencial é o emprego, a renda, o bem-estar das pessoas. Mas estou dizendo que, nesse caso e depois de uma crise dessas proporções, houve uma inversão nas relações de poder se se comparar com os anos 1930. Porque nos anos 1930, o [Franklin] Roosevelt…Pam! Deu um murro na mesa, limpou e disse chega. Assim mesmo a economia foi devagar. O [Adolf] Hitler não só disse chega, como, no fundo, ele estatizou o crédito. Criou a Mefo, uma empresa privada para escapar do financiamento direto do tesouro das obras. O desemprego na Alemanha chegou a 43%; nos EUA foi 27%. Roosevelt sofreu oposição de todos os lados, inclusive da corte suprema.

            Perdeu várias questões na corte suprema, sobre as primeiras instituições do New Deal. Ele foi costurando pelas beiradas. Hitler, não. Falou, é o seguinte: vão reconstruir a economia alemã. Criou essa Mefo, e um sistema de controle de preços duríssimo. No fundo, fez um acordo com empresários: querem sair dessa? Então vamos fazer assim. Eles emitiam papéis privados. Isso é a superpolitização da economia e a superautonomia do Estado em relação à sociedade civil. A economia do nazismo foi a estatização? Não. Foi, na verdade, a superprivatização da economia, com as forças do Estado, para preservar aquele bloco de empresas que estava ameaçado de destruição.

            O que fazer agora?
            Estamos discutindo uma questão crucial no capitalismo hoje, que é a autonomia do Estado. Um economista chinês disse outro dia que a diferença é que o Estado chinês é autônomo. Se pode fazer o que quiser na China: comparar, vender, montar empresa, quebrar. Só não se pode dar palpite na política do governo.

            O Estado chinês é autônomo porque tem o seu próprio sistema financeiro?
            Ter o seu próprio sistema financeiro está entre os elementos da autonomia. Em segundo lugar, ele controla o comércio exterior e regula o câmbio.

            No Brasil o Estado não é autônomo?
            Não, nunca foi. Houve momentos de uma certa autonomia. Com Getulio Vargas; com JK [Juscelino Kubitschek], menos. Getulio fez uma coisa: instituiu o confisco cambial, passou a mão nos excedentes de divisas do setor exportador para financiar a industrialização. O grande estadista brasileiro chama-se Getulio Vargas. Com todos os defeitos e qualidades que um estadista pode ter. Quem criou o Estado moderno brasileiro chama-se Getulio Vargas. O resto é tudo conversa mole.

            Hoje o governo está de mãos atadas em relação ao mercado financeiro?
            O governo está perdendo a batalha para o mercado financeiro. Perdendo a batalha ideológica e política para o mercado financeiro. Porque as pessoas estão convencidas de que é fundamental se ter essa liberdade do mercado financeiro e dos bancos. O que é o mercado financeiro? É uma espécie de sistema nervoso da economia capitalista, porque recebe as informações e as transmite. O que ele faz hoje, não só no Brasil, mas em outras partes do mundo?

            É um setor que é autorreferencial. Como diz o papa, ele se voltou para os seus próprios motivos e não tem nada a ver com o resto. É um setor macroeconomicamente importante, mas cujo funcionamento está voltado para o enriquecimento de suas próprias funções ou dos seus participantes. Virou autorreferencial.

            Ele já não tem a função de irrigar a produção?
            As transformações no mercado financeiro fizeram com que ele deixasse de fazer a intermediação banco/empresa/investimento. Montam produtos que são do interesse deles. Por que eles resistem à intervenção no câmbio? A volatividade cambial é boa? É péssima para a decisão de investimento. Mas para eles é ótimo, porque ficam arbitrando.

            É um setor vital e intocável? Dilma, com seu capital político, não pode mexer?
            Não é um setor intocável. É que precisa ter base política nessa correlação de forças. Como Roosevelt teve no New Deal.

            E qual é a base política da Dilma?
            É o pessoal mais desinformado sobre as razões dos problemas, que foi submetido a um processo de obscurecimento durante séculos. Olham o interesse imediato _e fazem muito bem. Vão fazer uma conjectura sobre política fiscal e monetária? Não vão. Estão respondendo ao imediato interesse deles. Estão percebendo que estão saindo de uma situação de desvantagem enorme. Que vai levar anos para se transformar numa situação de melhor igualdade. Você acha que o povo apoiou a revolução de 1964?

            Não sabia o que estava se passando. Quem montou foi um grupelho. Dizer que foi obra dos militares é outro equívoco. Foi obra da assim chamada sociedade civil, que não suportava aquele negócio de reforma agrária. Agora eles não suportam. Além de se sentiram mal com um metalúrgico no poder, não suportam que o Estado faça certas coisas que precisam ser feitas para tornar a economia decente, para atender a emprego, saúde. Isso é que deveria interessar.

            Com todas essas restrições, a Presidência não tem margem de atuação ou o que ocorre é uma capitulação ao “a vida é assim mesmo”?
            Nem uma coisa nem outra. Isso não vai acabar agora. É uma luta política que ela esta travando em condições de desvantagem em relação ao mercado financeiro e suas forças associadas.

            E como Lula como se saiu nessa batalha?
            As condições de Lula era outras. Havia um mundo exuberante –a exuberância que levou ao desastre. A economia tinha taxa de crescimento alentada. Apesar de a indústria estar com o câmbio valorizado, ainda havia capacidade de absorver uma parte da demanda que estava crescendo. Depois, acabou isso, e os problemas ficaram mais claros, expostos. Por que não desvalorizou o câmbio? Porque tem um risco de ter uma inflação fora de controle. Se você não tem uma base social capaz de te apoiar de maneira mais clara, sabendo o que isso implica, você perde força vis a vis os demais.

            Não é uma questão de convencimento, de quem tem razão ou não. Na física, se pode demonstrar que uma teoria está descartada em razão de outra; há como comprovar, eliminar hipóteses experimentalmente. Em economia, não. Os interesses não se metem nas ciências naturais. No caso das ciências humanas, se metem. Na economia é onde mais se metem, por razões óbvias. Como disse Agamben, a economia é a religião do capitalismo. É uma coisa religiosa. Tem certas coisas que tem a força da religião.

            Como o tripé?
            Como o tripé. A forma como alguns tratam o tripé é uma forma religiosa, parecida com o mistério da santíssima trindade. É tão fascinante para eles. Funciona muito mais como uma fé do que como uma convicção racional.

            Dilma é a primeira a defender o tripé?
            Sabe por quê? Porque o tripé faz parte do consenso dominante. O cara não quer saber, quer falar do tripé. Todo o dia ele vai, ajoelha de manhã e reza para o tripé. Isso é o consenso. Precisamos de mais sociólogos e menos economistas. Precisava fazer uma análise sócio-psicológica desse fenômeno.

            E o investimento público? O governo alegou que iria reduzi-lo para dar espaço para o investimento privado. Isso faz sentido?
            É a teoria do “crowding out”, ou seja, que o investimento público expulsa o investimento privado.

            É certa essa teoria?
            Não. O investimento público, na história do Brasil, definiu o horizonte do investimento privado. Basta ver o papel das estatais no período de investimento rápido e o crescimento de todos os países. Vamos deixar de lado a Inglaterra que é um pouco mais complicado. Mas, assim mesmo, não teria capitalismo inglês sem o Estado inglês. O mercantilismo inglês foi o Estado. Nos EUA do final do século 19 ou na Alemanha há um peso devastador do Estado. Na Alemanha é muito mais claro. [Otto Von] Bismarck chamava o cara e dizia: você vai fazer uma estrada de ferro? Então compre o trilho aqui na Alemanha, porque isso é de interesse do povo alemão. Francamente, me recuso a discutir esse negócio de Estado ou não Estado. O Estado faz parte da engrenagem do capitalismo.

            Por que Dilma reduziu o investimento público?
            O investimento está muito baixo desde os anos 1980. Subiu um pouquinho com Lula, mas está muito abaixo do que já foi e continua muito abaixo.

            O governo não poderia investir mais e puxar o crescimento via investimento público?
            Ele está tentando fazer isso através das concessões.

            Mas o governo tirou o pé do acelerador dos investimentos? Foi um erro?
            Eu acho. O investimento público é o estabilizador da economia. Não depende das expectativas do mercado. Ao contrário, é formador das expectativas do mercado. Ele é que devia ser mantido como regulador. É preciso voltar com a ideia de planejamento indicativo do governo. Não foi retomado por ninguém. FHC, com exceção do câmbio valorizado, comprou todas as recomendações do Consenso de Washington. Basta ver a chorumela do Gustavo Franco sobre a inserção da economia brasileira. Lula pegou a economia praticamente em estado de histeria. Fez a carta aos brasileiros.

            Foi administrando, reproduziu o FHC nos primeiros anos, que foram ruins. Depois veio o efeito da China ele surfou nessa onda. Fez direito, fez distribuição de renda, mas não mexeu na indústria e no câmbio. Veio a crise, e a reação do governo foi adequada. Depois, em vez de deixar o cambio em R$ 2,40, deixou deslizar de novo. Deixa o cambio em R$ 2,40! Estava ótimo e era meio caminho andado para avançar mais um pouco. A inflação tinha ido aos calcanhares. Eles ficaram animados com o próprio sucesso das medias que tomaram, cresceu 7,5%, em cima de um crescimento baixo. O mercado de trabalho tá apertado, mesmo com crescimento baixo. A taxa desemprego caiu muito, por razões demográficas até. Há uma indústria que cresce pouco, sem melhoria de produtividade. Se cresce pouco, mantém o emprego, mas sua industria…

            Mas a indústria está perdendo emprego?
            A indústria vai começar a perder emprego.

            No conjunto, Dilma está mais próxima a FHC?
            Essa comparação é errada, porque as circunstâncias são diferentes. É como comparar FHC com Lula. Independentemente do discurso ideológico, FHC enfrentou quatro crises: a mexicana, a asiática, a russa e a do LTCM [Long-Term Capital Management]. A taxa Selic média foi de 20% ao ano. A dívida bruta voltou a 70% do PIB, porque a combinação câmbio/juros era desastrosa. Dilma pegou outra situação.

            Ela está à direita de Lula?
            O mercado acha que ela está à esquerda de Lula. Dizem que o Lula era legal porque conversava. Dizem que ela é a rabugenta, intervencionista e o diabo. A presidenta, coitada, herdou esse negócio e é muito difícil se desvencilhar disso. Ela está seguindo mais ou menos os cânones que são dominantes na percepção da economia. Se você quer dizer que ela deu uma recuada, isso significa que ela deu uma recuada. Deu uma recuada diante da correlação de forças.

            Ela está lá meio desconfortável, fazendo o que ela pragmaticamente está vendo que deve fazer, não o que ela gostaria. Nem acho que a questão se coloque como mais ou menos intervenção. Se se tem um preço como esse, o câmbio, muito fora do lugar, numa situação internacional como essa, vai ter dificuldades de reativar essa economia. São duas as oportunidades que ela tem: acelerar as concessões e melhorar o investimento em infraestrutura, com efeito sobre a indústria, e o Pré-Sal. A menos que a China comece a crescer a não sei quanto. Coisa que não está no horizonte, porque eles estão mudando o modelo de crescimento deles.

            Dilma é uma decepção ou está dentro do esperado?
            Ela está fazendo o que pode, coitada. O negócio é difícil. Sou suspeito porque me considero amigo dela; fui professor dela. Conversei com ela no início do ano. Ela nem sempre gostou das minhas opiniões durante o almoço. Ela tem as dela, com toda razão. Mas eu gosto dela. Acho que está fazendo o que pode. Esse negócio do tabelamento da taxa de retorno deu a impressão de uma intervenção. Pegou mal no mercado e era desnecessário. Produziu um desgaste muito grande, infelizmente, para ela. A partir daí o pessoal já projetou mil coisas, intervencionismo. Quase disseram que ela era uma réplica da política dos bolivarianos. Tem cabimento fazer essa comparação? Nada a ver.

            Mas isso não faz parte do jogo de força política, de fazer pressão, de tentar colocá-la contra a parede?
            Sim, claro. É isso que eu estou dizendo o tempo interiro. Estão botando ela contra a parede. Ela está tentando, à maneira dela, resistir. O governo se comunica mal.

            Empresários devem saltar da campanha dela para outros candidatos, como Eduardo Campos, Marina, Aécio?
            Ninguém joga dinheiro fora.

            Apesar desse ambiente atritado, os empresários não vão desembarcar?
            É menos atrito e mais reclamação É mais queixa do que um atrito. Eles já se deram conta de que uma coisa é a relação de forças no âmbito da economia; outra coisa é a relação de forças da política. Eles se deram conta de que ela vai ganhar. Eles vão compor com ela, e ela vai compor com eles, discutir. Isso é natural.

            Mas os candidatos da oposição estão tentando atrair esse empresariado descontente, certo?
            Muitos têm ido a reuniões com eles. A Eduardo Campos um político muito qualificado, um jovem que tem muito futuro, muita chance. Não agora. Ele tem compromissos com essa coisa do desenvolvimento. Está no DNA dele. Ele recebeu a herança do avô [Miguel Arraes]. Agora é difícil ganhar dela. Sobretudo da candidata do Lula. Ela, pelas suas próprias razões, e ela é a candidata do Lula.

            Mas ela está entregando menos que o Lula. Os indicadores sociais estão parados. Isso não interfere?
            As pessoas falam pouco de coisas importantes no governo dela, como o Minha Casa, Minha Vida, o avanço do Luz Para Todos, da continuidade do Bolsa Família e do avanço das políticas sociais. Isso pega a maioria da população. Dizem que as pessoas vão votar porque receberam uma esmola do governo. Nunca vi uma coisa tão bárbara. O que acham? Que o povo deve ficar no misere, e o governo não deve fazer nada?

            Mas os indicadores não pararam de melhorar?
            Não sei se deu uma parada. Na margem, estão crescendo menos. Está melhorando menos, porque a melhora foi muito intensa naquele período. É muito clara a sensação das pessoas de que elas melhoraram. No interior do Brasil, a sensação é maior. Tenho a Facamp, que é privada. Lá, os meninos que têm o Prouni escrevem: Agradeço ao presidente Lula e à presidente Dilma pela oportunidade que me deram. Isso pega nas famílias. Esse ódio que as pessoas tem… Uma fração da sociedade brasileira tem rejeição por essas pessoas, tem ódio das políticas sociais que foram levadas a cabo, acham que é assistencialismo.

            Diante da situação social brasileira, que é uma desgraça e que vem de muitos anos, é melhor que a pessoa tenha o que comer, possa entrar numa universidade, mesmo que seja privada e de baixa qualidade, que selas se qualifiquem um pouco. Ou é melhor que fique jogada às baratas? Tá bom, ela está com dificuldade de levar adiante esse projeto, não está fácil. Mas eu não creio que ela tenha abandonado esse núcleo central. Muito ao contrário. Ela avançou um pouco nessa questão do Bolsa Família e de outros benefícios. A economia não cresce, não resolvemos o problema da indústria. E se não o resolvermos as coisas voltam para trás. É preciso dizer que as coisas voltam para trás, retrocedem.

      • contabilidade criativa!!

        tinha um colega contador que brincava dizendo que contabilidade é simples, basta dizer o que você quer, que ele cria a contabilidade para chegar no resultado necessário.

        não tem uma cadeira desse tipo ainda na faculdade de contabilidade ou economia??

    • Bom, talvez o Sicsú esteja mentindo…

      Retrospectiva: João Sicsú avalia a política econômica em 2013

       

      A política econômica do governo Dilma Rousseff deu o tom do noticiário ao longo de 2013. Para descortinar o que esteve por trás das previsões alarmistas, dos editoriais golpistas e do choro dos profetas midiáticos, a Rádio Vermelho, em importante parceria com o economista João Sicsú, inaugurou, em 2013, a coluna semanal “Economia em Números”, que travou de forma aguerrida uma luta para explicar a real situação da economia no Brasil.

      Joanne Mota, da Rádio Vermelho em São Paulo

      Nesta última edição de 2013, João Sicsú, que também é professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), fez amplo balanço da política econômica em curso, avaliou o avanços e pontuou os desafios que precisamos vencer para que o Brasil entre em um circuito ainda mais avançado de desenvolvimento.

      Dentre os diversos assuntos ponderados pelo especialista, estão as dificuldades em ampliar os números do crescimento. Segundo ele, os últimos resultados revelam a dimensão dos desafios que o Brasil deve enfrentar para fomentar o desenvolvimento nacional com distribuição de renda, valorização do trabalho e justiça social.

      A inflação, arma utilizada pela imprensa conservadora já nos primeiros meses do ano com falsas manchetes que comparavam a realidade de 2013 com a vivida na virada da década de 1980/1990, encerra o ano, na avaliação de João Sicsú, como moderada.

      “O resultado da inflação no Brasil tem sido de uma inflação moderada e que está sob controle. Pelo quinto mês consecutivo a inflação acumulada em 12 meses está em queda. Há uma grande possibilidade da inflação de 2013 ser a menor dos últimos três anos”, explicou Sicsú.

      Em relação ao Produto Interno Bruto (PIB), que apresentou recuo no último trimestre, o colunista assinalou que esses resultados revelam a influência que a atual política econômica tem no avanço do desenvolvimento. “Estamos sofrendo ainda os efeitos de uma política econômica adotada em 2011, a qual prevê a elevação das taxas de juros e o aumento do superávit primário, o que desacelera a economia de maneira muito significativa”, pontuou o economista.

      “As perspectivas para 2014 e agora para o final de 2013 são perspectivas que indicam a retomada do crescimento, mas em ritmo muito modesto. Precisamos de uma alteração significativa de política econômica, ou continuaremos nessa trajetória. Ou seja, precisamos de uma política de redução das taxas de juros, de desoneração da atividade empresarial e de uma ampliação arrojada do investimento público, que impulsione o investimento privado”, acentuou o economista.

    • Caro Eduaardo
      Como ex

      Caro Eduaardo

      Como ex funcionário público estadual, em SP, meu salário caiu horrores nos ultimos 20 anos e fomos considerados bandidos, pelos inúmeros governantes.

      Na cidade onde moro, Sorocaba, o governo Panunzio está estagnado, eles, o PSDB, estão no governo há décadas.

      A politica de mais empregos do governo federal, fez surgir, em Sorocaba, inúmeros shoppings, algusn conhecidos, antes desempregados, estão trabalhando, outros, tem seus filhos estudando em faculdades, graças ao PróUNi. 

      Algumas pessoas da família compraram casas.

      Há coisas que é do governo federal, do governo Estadual e do governo Municipal.

       Se há  mudanças, e há, não se deve aos governos estadual e municipal, e quando acontece, é fruto do governo federal.

      Saudações

  53. Já me acostumei a ouvir falar

    Já me acostumei a ouvir falar ou mesmo ler referências aos “erros” dos jornalões, que não passam de grosseiras tentativas de manipulação do emocional econômico. Não leio e me recuso a ler. Estragam o dia. Mas não posso deixar de me impressionar com a falta de discernimento de alguns. E outros que ainda se atrevem a tentar distorcer da mesma maneira nos blogs, mesmo com farta apresentação de fatos. Ou é um “Homer” se achando gênio ou um oposicionista ofendendo quem pensa.

  54. Repito mensagem de ontem

    É um assunto onde não tenho uma explicação redonda do que penso, mas acabo de voltar do Brás, da Feira da Madrugada, onde compro as mercadorias da minha loja, e é patente que estamos fechando mais boxes do que abrindo, e as vendas estão perto do zero para o atacado e fracas para o varejo.

    Não via fechar boxes há mais de cinco anos na região, só abriam, reformando os velhos galpões dos atacadistas e das fábricas que foram deslocadas da região.

    O clima entre os comerciantes é de desânimo absoluto, pela total falta de perspectiva de desovar os encalhes do Natal, em níveis récordes.

    Mas não é possível se vender mais se existe menos dinheiro nas mãos dos compradores, não têm mágica que reverta a recessão e se a Dilma não agir logo entraremos em uma depressão ou convulsão social.

    Os videos de ontém deixam claro quem lucra com a baderna e as guerras.

     

     

    A recessão provocada pelos cartões de créditos

    http://jornalggn.com.br/comment/181120#comment-181120

     

    Existe uma desarmonização crescente na economia brasileira.

    O comércio sofre com as taxas absurdas dos cartões de crédito, que retiram do poder de compra da população fatia cada vez maior.

    Como a massa salarial não aumentou e o uso dos cartões explodiu principalmente nas camadas mais populosas do país, o que os cartões arrecadam é esterelizado nos bancos, logo não promove o consumo, logo gera menos vendas e consequentemente menos produção, bem como diminui a velocidade do dinheiro, o que cria a condição para a recessão que estamos entrando.

    Não têm escapatória, a lógica é perfeita, dono de banco que arrecada a grana do povo nas taxas dos cartões de crédito não gasta no comércio, remete lucro para a matriz.

    Arrisco dizer que, como nem todo comércio vende no cartão, talvez hoje por volta de uns 70% aqui em São Paulo, nem todos os comerciantes foram penalizados da mesma maneira, mas os fornecedores sentiram muito, a informação correta sobre o que aconteceu não é no varejo diretamente e sim nos fornecedores de produtos para o varejo.

    Vem uma recessão forte provocada pelos bancos, com um viéz de depressão, pois não existe no horizonte mecanismo que recupere o que é pago aos cartões para o consumidor final, ou seja, a redução nas vendas até nova harmonização veio para ficar.

    A Dilma poderia proibir as taxas abusivas dos cartões de crédito, com isto o dinheiro que é desviado para a banca voltaria ao povo e ao consumo, que foi a grande sacada do Lula, incentivar o consumo.

  55. Questão vencida?

    Os amigos do blog concordam que os Cartões de pagamento e de débitos são o diferencial que leva o Brasil para a recessão?

    Para mim é claro e cristalino isto, mesmo porque o país não sofreu grandes sobressaltos nos últimos anos e a única varíavel com força suficiênte para criar tal situação financeira ruinosa para o povo e a nação, foi a difusão do uso dos cartões, os grandes vilões e os grandes usurpadores das riquezas e do trabalho do Brasil e dos brasileiros.

    Qual outro motivo de monta, em escala nacional, com penetração em todos os segmentos da população além dos cartões vocês acham que poderiam provocar uma recessão como esta e uma futura depressão ou convulsão social?

    Estamos na hora da verdade.

     

    • Re:

      Alexandre, 

      Fazer previsões sem especificar uma data ou período é fácil demais. É como dizer que haverá uma grande tempestade. Um dia a tempestade vem e, pronto!, acertei. O difícl é dizer: haverá uma tempestade na semana que vem.

      Você vive dizendo que “o fim está próximo”. O problema é que o país continua crescendo e você continua com o mesmo alerta. Uma vez você pediu para lhe cobrarem em “março de 2013”. Estamos em dezembro e nada do fim do mundo.

      Que tal definir uma data? Por exemplo, você acha que teremos “convulsão social” em 2014? Ou 2015? E, passado o período da sua previsão, se o caos não chegar, você se explica?

      Por favor, não tome isto como provocação. Valeu.

       

       

      • Re: re:

        Você escreveu: ” Fazer previsões sem especificar uma data ou período é fácil demais. É como dizer que haverá uma grande tempestade. Um dia a tempestade vem e, pronto!, acertei. O difícl é dizer: haverá uma tempestade na semana que vem.” 

        Eu não fiz previsões, eu constatei uma prática perversa e ruinosa para o povo e a nação brasileira, autorizada pelos políticos que passou incólume até aqui nos comentários.

        E é irrefutável.

        Este negócio de dizer que eu disse, ainda mais uma besteira do tipo : É o Lobo!, não faz nem nunca fez meu estilo.

        Agora práticas como o malfadado Carry Trade, ou os empréstimos brasileiros inauditáveis da dívida pública, contra o povo e o erário sempre existiram e existem e levarão prejuízo ao Brasil SEMPRE, podendo inclusive inviabilizar a nação como Estado.

        Este negócio de fazer previsão com data e hora marcada é para quants do mercado, mesmo que estivesse ao meu alcance, usando minhas técnicas e artes para tal, isto implicaria numa responsabilidade enorme, que pelo visto você não tem a mais pálida idéia.

         

    • Qual seria a solução?

      Qual seria a solução? os consumidores podem evitar isso de alguma maneira, ou comprando somente em dinheiro?

      Desculpe minha ingenuidade, mas entendi perfeitamente que pagamos muito pelos cartões. O consumidor paga a anuidade do cartão, a loja paga o aluguel da maquina, a porcentagem sobre as vendas e mesmo quem paga em dinheiro nas grandes lojas não lhe é concedido nenhum desconto já que não é permitido pelo órgão fiscalizador. Então mesmo pagando em dinheiro já estão embutidas todas as taxas, certo?

      Tenho um pequeno comércio, e acabo incentivando os pagamentos em dinheiro concedendo um desconto maior para quem paga em dinheiro, mas sei que não pode. Se o cliente reclama a gente faz o mesmo desconto na venda com o cartão de débito para evitar problemas.

  56. Eleição direta para Ouvidor Público no Brasil para melhorar

    CNJ para o Poder Judiciário

    CNMP para o Ministério Público

    Qual o Conselho Nacional (de Ética) do Poder Executivo?
    Qual o Conselho Nacional (de Ética) do Poder Legislativo?
    Eleição direta para Ouvidor do Povo nos Conselhos Nacionais acima(Voz do Povo, Voz das Ruas?)?

    Representações de todos os Conselhos Profissionais nos Conselhos Nacionais?

  57. a conversa fiada dos jornalões

    Proposta para acabar com a xaropeira dos derrotados da imprensa brasileira:

    1 – Aumento para 60% da mais alta alíquota do imposto de renda e redução para 5% da menor faixa de renda taxada atualmente.

    2 – Pena de prisão e multa salgada para quem sonegar o imposto de renda ou fraudá-lo em, no mínimo, 3% da renda taxável. Até este último limite, multa equivalente ao dobro da renda sonegada.

    3 – Redução negociada dos impostos que incidem sobre as mercadorias e serviços, substituindo-os por um leque de alternativas de investimentos, dos diretamente produtivos àqueles que favoreçam a estabilidade financeira do país.

    4 – Taxação substancial das heranças, sempre maiores nas cidades que no campo.

    Por ora, basta.

    Até a vitória (De Dilma, naturalmente)!

     

     

     

     

  58. O grande problema dos arautos

    O grande problema dos arautos do caos é a realidade. Eles escrevem, falam coisas que nunca acontecem. Ocupam espaços predizendo coisas  que o tempo mostra como bobagens.  

  59.  Eu não compro nada em

     Eu não compro nada em shoping,aliás detesto entrar em um.Aqui em SBC tem tres,e entre eles tem dois que eu nunca pisei.

  60. Duas lembranças:
    ! )  Muita

    Duas lembranças:

    ! )  Muita gente comprou o que desejava durante o ano todo com os emprestimos que o governo disponibilizou aos beneficiados no “Minha Casa, minha vida”.

    2)  Acho que o número de bobos está diminuindo

    Aqueles que entravam de cabeça nessa onda de comprar bobagens no Natal está diminuindo. O povão não vai mais nessa onda promovida por logistas e tvs.  Temos menos pessoas vendo tvs, menos gente vendo novela, etc,  etc

    A coisa está mudando.

  61. Não entendo muito de

    Não entendo muito de economia, apesar (olha a vírgula dos jornalões!!!rs) de me interessar e ler muito sobre o assunto. Entendo menos ainda quando o IBGE divulga sua estatísticas de um PIB fraco. Como se na minha cidade, encravada no Vale do Jequitinhonha) as pessoas não param de construir, de reformar, comprar carros zeros, redes de supermercados e farmácias investindo pesado numa cidade que não tem indústrias e agropecuária é fraca. Me explica esse fenômeno Nassif? Será que vivemos num oásis? Ou dinheiro do TRENSALÃO veio parar todo aqui. Sobre as vendas de natal: os estoques de lojas e supermercados estão perto de zero, e o movimento ainda é intenso. Acabei de chegar de um supermercado lotado de gente gastando pra valer, mesmo faltando mercadorias. Tem explicação Nassif? 

  62.  
    Não tem limites para os

     

    Não tem limites para os crápulas que dirigem essas pocilgas que negociam com comunicação (dita, imprensa). Mas, o que fazer com esses canalhas? Apenas, acompanhar à distância, sua descambada descarga à dentro da fossa.

    Orlando

  63. Caro Nassif e demais
    Mais uma

    Caro Nassif e demais

    Mais uma vez a mídia quer jogar lamas contra o governo federal.

    Certo empresário fez o cálculo de ganhar R$ 1 milhão, mas no final, acumulou R$ 800 mil, e depois falou, que fechou em vermelho, com R$ 200 mil.

    Isto é hipotético.(?!?!)

    Ficou faltando ver quanto aumentou a sonegação e o envio de dinherio para os paraísos fiscais.

    Esta parte, a mídia não mostra, e não conheço blogues sujos que façam esses levantamentos.

    Saudações

  64. Vendas ONLINE

     

    Já comentaram aqui, mas não custa nada ler diretamente da fonte:

     

    E-commerce salva o NatalLojas físicas venderam 2,97% mais que em 2012, pior desempenho na data em uma década, segundo o SPC, mas vendas on-line cresceram mais de 40%, impulsionadas pela Black Friday

     

    Vera Batista –

    Publicação: 27/12/2013 00:12 Atualização: 27/12/2013 08:49

     

    http://www.em.com.br/app/noticia/economia/2013/12/27/internas_economia,482666/e-commerce-salva-o-natal.shtml

  65. Qualquer nota

    O que mais me surpreende é a total cara-de-pau. A violenta falta de escrúpulos. O “eu faço o que quero e não dou satisfação a ninguém”. Se escrevo alguma coisa errada, e percebo ou sou corrigido, morro de vergonha. Fico dias sofrendo. Não são sérios.

  66. “Black Friday” também é venda de Natal.

    Além do espetacular aumento nas vendas do e-commerce, a consolidação da “Black Friday” no grandes centros urbanos diluiu um pouco os números do Natal em si. Muita gente fez suas compras de Natal na “Black Friday”.

    Eu mesmo, tive a infeliz idéia de entrar no Extra da Ponte da Freguesia do Ó (capital paulista) naquela sexta-feira para comprar um fardo de refrigerante (fazia um calor dos diabos).

    Tive que desistir pela enormes filas no caixas, com as pessoas quase saindo no tapa para conseguir comprar um eletrodoméstico.

    Ví um funcionário da loja chegando com uma empilhadeira, e em cima dela, uns 15 televisores led de 29 polegadas com um preço realmente convidativo. Foi só começaram a colocar as caixas no chão que começou a disputa, e um senhor gordo e uma senhora de uns 60 anos chegaram a discutir pois agarraram a mesma caixa.

     

  67. Brasil tá bem, é notícia se dizer que tá mal , vai ficar ou tá f

    ficando. Dizer que tá tudo bem ninguém presta atenção, isso todo mundo sabe é notícia VELHA noticia nova 

    só botando medo na galera ou alterando dados ou elocubrando informaçpoes pra desdizer o fato

    É o que mais fazem.

  68. É uma tristeza a vida desses Jornalistas que são obrigados a

    inventar notícia ruim.

    É o mesmo que o Pai tentar convencer filha adolescente que “namorar não é bom”!. hahahahahaha 

  69. Vendas de natal.

    Não vejo nem equívoco nem falhe de coerência nestas notícias dos veículos citados. vejo golpismo e má fé explícitos. Mais que nunca merecem a designação PiG. Sua ação foi igual de suínos se despojando na lama. 

  70. Resposta adequada dos anunciantes

    Prezados e Prezadas,

     

    Como esse terrorismo midiático é anti-Brasil, pois fica agourando e minando o desenvolvimento do país, os anunciantes deveriam abrir os olhos e deixar de anunciar nesses empresas de mídia. Vamos pensar: as desinformações veiculadas por essa mídia criminosa acaba influindo negativamente no consumidor, que fica em constante pavor de uma iminente hecatombe econômica noticiada pela mídia, e se retrai na ora de comprar. Os comerciantes e industriais, que dependem do consumo para prosperarem seu negócio deveriam, para seu próprio bem, deixar de anunciar nessas empresas.

     

    Deixem que os verdadeiros parceiros desses urubus, os especuladores e banqueiros gananciosos que anseiam pelo ganho fácil dos juros exorbitantes, os alimentem.

     

    Sds Soteropolitanas,
     

    Mário

  71. estragaram miseravelmente também meu natal / ano-novo…

    esmiucemos melhor, na chave analítica ressaca natalina, os erros de análise proposital elencados:

    1. considerou-se, para eloquência da manchete em revista, uma análise reversa da notícia sobre dados estatísticos serasa experian alshop ao se acionar, no manche editorial jornalístico puxado com descomunal força mística, os motores acessórios de reversão das expectativas para causar sensacional revertério a gosto do freguês corporativo de mercado e das diatribes políticas da guerra fraticida pelo poder de mando.

    2. é de se indagar do por que a serasa experian alshop não computara, no universo das vendas pós-vendas com recall, a tradicional enxurrada tropical de cartões de natal e ano-novo e unicef e legião da boa vontade… seja no modo antigo de correio-papel seja no modo cibereletrônico!!?!?

    3. flagrante positivo operante preconceito de classes c d f e de velhos termos e gestos e atos raciais camuflados nos alshops paulistanos pela praga do politicamente correto cooptado pelos mercados alshopies da vida besta espaço gourmet azeite “gallo batizado” gourmet no “crédito negativado” das subclasses ispertamente explorados pelos tubarões agiotas financeiros.

    4. o processo distributivo concorrencial entre lojas antigas e novas é um problema setorial conjuntural, mas que tem também “relações perigosas”  com a mafia iss da planta imobiliária municipal que foi terceirizada/quarterizada, a sua gestão pública direta e plano diretor urbano reto, para associações e sindicatos patronais do ramo imobiliário des/classificados, a alegria dos veículos agonizantes e a salvação da lavoura arcaica.

    5. tanto o comércio eletrônico como a mídia eletrônica tem sido o principal azar dos diabos! destes tempos de internet e tics civilizatórios, fazendo água baixo nível da cintura empresarial, também, no mainstream mediocrático pré-internet vigente desde o século xix.

    6. desde de que nascemos ao sair da confortável caverna/clausura maternal é só decepção e mais decepções mundo afora desse nautilus e dessa ilha misteriosa de júlio verne idealizados no útero-mãe e a vida besta é então um corolário cultural instrutivo domesticado para mitigar as decepções humanas causadas pelas ilusões da vida, no espírito de porco destes tempos: uma mercadoria movida a crédito negativado, tanto faz, se era um sheik eike ou um zé ninguém.

    por fim, barthes, no livro mitologias, onde analisa sistemas semiológicos na sociedade e na cultura do senso comum e dos mitos pequeno-burgueses e que, ao analisar a operação match (publicação francesa) – bichon, em 1954/55, da aventura e heroismo sem objeto de uma família exotique mais a criança de nome bichon que resolve montar acampamento bazófia branca na áfrica negra no país dos canibais pra vender jornais em revista e tal… na base de preconceitos raciais e do vocabulário da conquista colonial europeia e que conclui barthes na sua crítica semiótica numa chave de explicação significativa que, creio, ainda é atualíssima nos atos e fatos míticos da mediocracia e que serve para analisar os jornalões de hoje que conseguiram estragar miseravelmente o natal e ano-novo do seu nassif  lá na sua caverna/clausura finita segura aconchegante idílica mítica nas poços de caldas:

    “E agora, se quisermos colocar frente a essa imagem generalizada (Match: um milhão e meio de leitores aproximadamente) os esforços dos etnólogos para desmitificar o fato negro, as precauções perigosas com eles, já há muito, manipulam as noções ambíguas de “Primitivos” ou de “Arcaicos”, a probidade intelectual de homens como Mauss, Lévi-Strauss, ou Leroi-Gourham, enfrentando velhos termos raciais camuflados, compreender-se-á melhor uma das nossas maiores servidões: o divórcio avassalador entre o conhecimento e a mitologia. A ciência segue o seu caminho depressa e bem; mas as representações coletivas não acompanham, mantêm-se séculos atrás, estagnadas no erro pelo poder, a imprensa, e os valores da ordem.”

    Mitologias. Roland Barthes. Trad. Rita Buongermino e Pedro de Souza. 1989. (R$. 5,00 num sebo atrás da Sé paulistana).

  72. São por essas e outras que os

    São por essas e outras que os jornalões(Folha, Estadão e Globo) e a revista Veja, representantes do se conhece hoje como PIG (Partido da Imprensa Golpista) perde diuturnamente sua credibilidade e, por consequência, sua circulação. A internet através dos jornais digitais e os blogs (chamados por eles de sujos) é tudo que precisamos para ficar bem informados. Acabou o tempo que esse tipo de mídia fazia e derrubava governos. A última vez  foi o o sociólogo de tristíssima memória que detonou o país entregando de bandeija riquezas como a Vale do Rio Doce. Tentou mas felizmente não deu tempo de entregar a Petrobrás, Banco do Brasil e Caixa Ecômica Federal. O Lula foi eleito e acabou com a farra das privatizações que já estavam como diziam: “No limite da irresponsabilidade”.

    • São por essas e outras que……

       Hoje a linha do celular é grátis e já custou US$5000 na época da estatal. E a energia pagava um salário mínimo por mês hoje pago 1/4 disso. Se a Petro fosse privada teríamos abundância e não precisaríamos importar gasolina até hoje ( ao contrário do que disse o Lula ) e ainda termos a cia mais endividada do mundo.  Estatal= cabidão de empregos para incompetentes.

  73. Insuficiencia de dados.

    Se pegarem outros dados, verão que o resultado é bem melhor.

    Conheço vários vendedores de porta em porta ( natura , boticário, avon etc ) que tão rindo a toa.

    As vendas pela internet tambem não entram nesta conta.

    Os jornalões se limitam á uma parte para comporem um todo.

    Depois se perguntam porque a maioria está falindo…

  74. É a Crise!

    27 de Dezembro, 21 horas, São Paulo “esvaziada”

    Fiquei só 40 minutos na fila “rápida” do supermercado lotado.

    Realmente esse Natal é um fracasso!…

    Ops, já foi o Natal né?…

    Ps: Esses editores e jornalistas da Folha, Estadão e cia bela  fazem compras onde? Podem passar o endereço?

  75. Enquanto isso, no Vale do Paraíba…

    Notícia do jornal O Vale do dia 27/12/2013:

    Em São José, o CenterVale teve aumento de 57% de público no dia 24 e de 25% nas vendas. No dia 23, o shopping bateu recorde de lotação no estacionamento: 20% a mais do que no mesmo período do ano passado. Cerca de 25mil pessoas passaram pelo Colinas Shopping no dia 24.
    Já o Vale Sul registrou a passagem de 110 mil pessoas apenas no dia 23. Outras 55 mil pessoas circularam pelo shopping na véspera do Natal e a estimativa é que de ao menos 40 mil pessoas passassem pelo local no dia de ontem. 
    O Shopping Faro, no centro da cidade, recebeu 56 mil pessoas nos dias 23 e 24 e vendeu 21% a mais do que em dezembro passado. Outras 20 mil eram esperadas ontem.
    O Jacareí Shopping teve fluxo de 45 mil pessoas entre os dias 23 e 24 de dezembro, outras 18 mil deviam passar por lá ontem 
    O Buriti Shopping, em Guará, teve crescimento de 10% a 15% nas vendas, com relação a dezembro passado. 

    http://www.ovale.com.br/regiao/troca-de-presentes-mantem-shoppings-lotados-na-regi-o-1.482364

  76. É verdade isso?

    Esse Alexandre Weber é muito bom “Em economia, recessão é uma fase de contração no ciclo econômico” kkkk sério?

    Rapaz, que menino sabido!
    Nunca havia pensado nosso, juro!

    Carlos Alberto Sardenberg deu cria.kkkkk
     

     

    • Cartão de crédito e a ruina do PIB

      Mais um no ataque pessoal e nada no argumento.

      Mas neste não há o que fazer, a lógica é inexorável.

      O imposto de captação sem contrapartida cobrado pelos operadores de cartões de créditos e débitos (já teve leilão disto?), grana mole sem risco, em cima do trabalho do povo e da riqueza do Brasil.

      Vai sair de pauta sem ninguém para rebater?

      Ganhar assim não tem graça. rsrsrsrsrsrsrs….

      • Compro quase que somente com cartões de crédito e pela internet

        Resolvi isso ao ver que os comerciantes não fazem desconto algum nos pagamentos à vista. Então, me interessa muito mais pagar em 6x, 10x, 12x que nem percebo nada que estou pagando e o preço é o mesmo. Pago tudo em dia, tudo corretamente. Acho que os cartões de crédito devem atrapalhar as vendas dos cemerciantes que não lidam com eles, é como aqueles que não têm máquina de pagamento eletrônico, quando muita gente, assim como eu, quase não tira dinheiro vivo.

          • O Procom

            Em um país cantado em verso e proza como o lugar onde se criam dificuldades para vender facilidades, seria de se estranhar que uma agência para governamental, como o Procon, não tirasse sua casquinha neste golpe contra o povo e a nação, afinal, não questiona a prática e por ele FISCALIZARIA, COM FISCAIS, todos os que tivessem a seu alcance  par ver a mecânica das operações. Sendo elas éticas e morais ou não, não faz a menor diferença, muito pelo contrário, neste caso..

          • Pois é

            Pois é, Alexandre. Eu lembro que antigamente eu, que sempre fui um poupador (leia-se mão-de-vaca), e sempre tinha dinheiro vivo na carteira, me vangloriava de pagar mais barato por comprar à vista e em espécie, e considerava os outros uns otários por pagarem mais caro no cartão. O mundo deu voltas e o otário ficou sendo eu.

          • Não é otário

            Os cartões estão longe, muito longe de serem a unanimidade e terem a universalização que pretendem demonstrar.

            São fontes perpétuas de fraudes, que as operadoras escondem como o diabo da cruz.

            Anagariam antipatias de associações como nada neste universo é só perguntar aos donos de postos de gasolina e os acordos especiais que as operadoras foram obrigadas a firmar com eles e esconder do público.

            E por ai vai.

            Coisa ruim é assim mesmo, se esconde, camufla, omite, etc…

            Agora lhe digo, muitos dos comerciantes que estão se dando melhor lá no Brás são justamente os que não operam com cartões de crédito, ou seja no setor atacadista eles não têm apelo, pois a margem de lucro é menor e a concorrência muito mais feroz.

            Se você procurar, com certeza irá encontrar bons descontos e oportunidades para o seu rico e suado dinheiro, eu garanto.

          • Custo

            O fato de muitos comerciantes não aderirem ao cartão de crédito de deve ao valor das tazas cobradas pelas administradores desses cartões. Essas taxas podem chegar até 4%, o que é muito. A taxa de inadiplência no comercio é menor que 4%, deixando o cartão de crédito de ser vantajem ao comerciante. As grandes redes investem na sua própria bandeira, mas os medios e pequenos não tem como fazerem isso. 

          • Cartão de crédito é instrumento neutro

            O problema é quem está ficando com o dinheiro que o cartão está arrecadando com suas bandeiras e como  está sendo utilizado.

            Hoje serve para colocar o Brasil em uma sinuca de bico.

            Chantageam o governo na cara dura, retirando a capacidade de compra da população com um instrumento que se assemelha em tudo a um imposto de captação, sem nenhuma contrapartida diga-se de passagem.

            Se o cartão realmente favorecesse o povo e a nação, não existiria empecilho nenhum em sua utilização, poderia mesmo ser um instrumento de arrecadação do governo que não teria de começar a aumentar os impostos, como já começou, justamente porque a atividade econômica diminuiu e os seus gastos não.

            Agora, pensar que ninguém sabe que isto está acontecendo é uma tremenda estultice, os que outorgam este odioso privilégio aos atuais algozes sabiam muito bem o que faziam.

            Dilma, acorda!

          • PROCON
            A sigla PROCON deve ser grafada com N ao final, pois deriva de PROteçao ao CONsumidor.

        • Terceirização do trabalho sujo

          Cara Nilce, feliz ano novo,

          Descontos você até encontra, ou sobre-preço, dois reais a mais por peça em shorts jeans p. ex. , mas anunciar o desconto para a venda no dinheiro na mídia não pode, dá processo na hora, para o pequeno comerciante que pratica a infração eles fazem vista grossa.

          Uma vez o povo e a nação desperta pela prática nefasta que dilapida a nação e desestabiliza as contas públicas colocando em risco a governabilidade, a prática histórica pelo planeta mostra, o sentimento muda de forma nefasta em relação a eles, assim, não podem deixar isto acontecer sob pena de ruina na açambarcação, terceirizam a prática da maldade para os licenciados e se escondem atrás de um contrato de adesão nulo, pois a cláusula não admite discussão e sem ela o negócio deixaria de existir.

          Alguém aqui no blog já viu alguma loja anunciar na TV que compra em dinheiro é mais barato que no cartão?

          Nunca viram e nunca verão.

          O golpe fica a nu, pois é uma tremenda estultice pensar que não está embutido no custo da mercadoria a taxa cobrada pela operadora do cartão, mais o aluguel da maquineta e no caso de grandes volumes do funcionário que a opera, mais os custos de luz e telecomunicação e perda de vendas, quando não existem sinais, luz ou o equipamento enguiça. 

          Só um paga todos os custos de todos os comerciantes em todos os lugares: O CONSUMIDOR FINAL.

          Se os custos para operar o comércio não são suportados pelo lucro das vendas, a firma FALI.

          E quando todos optam pela praática ruinosa, entregam de bandeja o País no colo dos açambarcadores do mercado financeiro.

          • Pagamento em espécie
            Concordo com seus argumentos, peço apenas que corrija a expressão “pagamento em dinheiro” pois todos os pagamentos são em dinheiro, à vista, a prazo, ou parcelado, não praticamos escambo, o correto é dizer “pagamento em espécie” ou “moeda sonante”. Corrija também o termo estutície, que está grafado incorretamente. parabéns pela sua postura elegante.

  77. 50 GRAUS DE CINZA E ZERO GRAMAS DE MASSA CINZENTA

    A indigência da mídia partido de oposição, chegou a tal estágio de incompetência explícita (vide a manchete da Folha de hoje), que só da para acreditar que, com a saída de circulação do seu editor chefe de jornalismo investigativo, o Cachoeira, ficaram sem fonte de informação de baixo ventre e na ausência dessa, o negócio passou a ser bigornar fatos, contando para tanto com a ajuda inestimável dos papagaios de esgôto, espalhados pela blogosfera de contato de cinquenta graus de cinza. Ainda morro e não rio tudo que essa gente nos proporciona desde 2003.     

  78. é tão fácil de se perceber!!!!

    Meu Caro Nassif e demais internautas , todo esse VU , VU ,VU, em relação ao suposto fracasso nas vendas de fim de ano, e especialmente antes do natal não passa de mero VU VU VU , vocês não vêem que que esse cabras da peste estão simples e meramente produzindo MANCHETES FANTASIOSAS , simplesmente para servir de EMBASAMENTO FALSO PARA A ILUDIR O POVO NA CAMPANHA ELEITORAL DO ANO QUE VEM, isso não passa de factóides, isso é tão cristalino como o ar que respiramos . kkkkkk

  79. O excesso no uso do veneno(notícia ruim) gerou anticorpos e

    tornou sem efeito essa dosagem diária.

     tá todo vacinado contra esse mal humor midiático

    O Povo é pragmático, tem muito o que fazer, tá focado na labuta diária e reclama na hora que o calo aperta.

    Percebam o que tá acontecendo quanto o transporte coletivo pára ou a polícia invade as comunidades atirando pra todo lado causando vítimas?

     

     

     

     

  80. O PIG atraza a realização de

    O PIG atraza a realização de nosso projeto de NAÇÃO!

    É uma SINERGIA que está sendo perdida!

    E o pior é quando algo ruim nos é mostrado como algo bom!

    Quantos NOVOS empregos, quantos novos negócios não poderiam estar sendo gerados?

    O PIG causa ESQUIZOFRENIA NACIONAL!

    Nos faz chorar quando deveríamos rir e nos alegrar quando devíamos estar protestando!

    Quem não se lembra da globo “nos vendendo a privataria” como um bom negócio?

    • Dose do quê?

      Caro amigo, isto aqui é um lugar para se debater idéias, não lançar imprecações sem base ou maledicencias.

      Se você lê e não quer contribuir com sua inteligência e conhecimento não contribua, mas tentar interditar o debate ofendendo os participantes não lhe socorre e não lhe socorrerá nunca.

      Leia, estude, participe,leva um tempinho, não é tão difícil, você vai pegando o geitinho, comece com coisas simples, como cumprimentar as pessoas, seja educado e todos terão boa vontade com você.

      Boa sorte.

        • Ser brasileiro é dar jeitinho

          Não dá para dar um jeitinho de entender que geitinnho é quando se erra no português o jeitinho….?

          Pelo menos não atrapalhou o significado do que eu quiz dizer, que por sinal continua sem contestação.

      • Dose de português?

        É isso aí, pessoal.

        Leia, estude, participe, leva um tempinho, não é tão difícil. Estude mais ainda o nosso idioma. O tal “português”.

        E em hipótese alguma, escreva “jeitinho” com “g”. Sempre é tempo de aprender com os outros.

        Falta a humildade dos que realmente sabem. Muita casca, pouco conteúdo.

         

      • Caros 
        O Sr Alexandre,

        Caros 

        O Sr Alexandre, seguramente, deve estar agradecendo a correção.

        Mas os jeitinhos da grande mídia, detona; aqui se procura construir conhecimentos, mesmo não se gostando das idéias, mas junto com as correções, seria interessante, debater a idéia, e não diminuir o debatedor, pela falha da escrita.   

        Saudações

         

  81. Temos de lembrar da Black
    Temos de lembrar da Black Friday no final de novembro, que foi uma espécie de Natal antecipado. Não vi ninguem falando disso.

  82. Parabéns!!!

    Fantástica sua colocação,parece que no Brasil as coisas não podem melhorar nunca. Só esta bom quando estamos com dificuldades os nossos jornalistas só sabem revenrenciar o negativo. 

    Meus Parabéns!!!

  83. Partindo de onde partiu essa

    Partindo de onde partiu essa noticia, não ha margem pra preocupação, pois tudo que esses jornais sabem escrever são mentiras  ou notícias destorcidas, que são mentiras pela metade, e o povo sabe muito bem disso.

  84. Isso é caso de polícia.
    É evidente que essas notícias visam causar instabilidade não apenas econômico no país, mais também eleitoral. Está na hora do PGR descer do muro e cobrar de Joaquim Barbosa e dos grandes meios de comunicação ressarcimento ao erário público em virtude de suas ações predatórias a soberania nacional. Repito… Está na hora desses serem processados e condenados!

    • duvida

      Meu chará. O sr sugere então que a justiça imponha sanções à imprensa em nomme do governo?  É deu certo em Cuba, na URSS, na Coréia do Norte……..atualmente na Venezuela e Argentina…….exemplos de povo livre e satisfeito……..

       

  85. PIOR ANO DE VENDAS

    EU ASSINO EMBAIXO DA MATÉRIA DOS JORNAIS, FOI UMA “MERLE” MESMO AS VENDAS NESTE NATAL, O POVO ESTÁ INDIVIDADO COM O NOME SUJO E NÃO TEM DINHEIRO PRA COMPRAR A VISTA.FOI O PIOR ANO DE VENDAS DA MINHA LOJA DESDE 2009. VOCE COMO JORNALISTA DEVERIA IR PRA RUAS VERIFICAR A REALIDADE, SAI DA TOCA… FAZER COMENTÁRIO DENTRO DE ESCRITORIO É MUITO FÁCIL.

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