Confiança da indústria cai em 31 de 33 setores em relação a janeiro, por Luis Nassif

Coloquei o título acima para contrapor ao título na página da Confederação Nacional da Indústria: “Confiança aumenta em 28 de 30 setores da indústria em maio“.

O Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI), medido pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) é um bom indicador das expectativas empresariais. O índice é dividido em vários grupos. Há a avaliação sobre o país, a avaliação sobre as próprias empresas, permitindo uma boa comparação entre sonhos e realidades.

Hoje vamos analisar especificamente as expectativas em relação ao país. Na metodologia do ICEI, média acima de 50 revela otimismo – ou seja, mais empresas acreditando em relação às que não acreditam.

Nos dados gerais, percebe-se uma melhoria em relação ao mês passado – de 44,90 para 50,20 – ou 5,3 pontos a mais. Houve uma melhora de expectativas em 27 setores e piora em 6. Mas em relação a janeiro o quadro se inverte: pioraram as expectativas para 31 setores contra melhora em apenas 2.

Quando se analisa pelo porte de empresa, o quadro é outro. Apenas as empresas de grande porte passam do limite de 50. Pequeno Porte e Médio Porte mantém indicadores abaixo dos 50 – 40,40 e 45,20 respectivamente.

Mas, em relação ao início do ano, há uma queda generalizada, de 6,30 pontos nas empresas de Pequeno Porte, 6 pontos nas de Médio Porte e 5,90 nas de Grande Porte.

Do mesmo modo, há diferenças quando se usa o corte regional.

Há uma melhoria em relação ao mês passado e uma piora em relação a janeiro.

Por setores, percebe-se que as piores expectativas são de setores voltados para o mercado de menor renda. Em relação a janeiro, a única alta foi de produtos farmoquímicos e farmacêuticos.

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