Confiança do empresário industrial mostra melhora em junho

Levantamento da CNI mostra que indicador começou a se distanciar de seus piores momentos, e reflete reavaliação do pessimismo do setor

Jornal GGN – O Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) passou de 34,7 pontos para 41,2 pontos em junho, em uma escala de 0 a 100, segundo dados da Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Dentro de tal metodologia, os 50 pontos marcam uma linha divisória entre confiança e falta de confiança. Quanto mais abaixo de 50 pontos, maior e mais disseminada é a falta de confiança.

Segundo a CNI, a melhora dos prognósticos deve-se, principalmente, à melhora das expectativas: o Índice de Expectativas subiu 8,4 pontos, para 47,8 pontos. Embora continue abaixo dos 50 pontos, em um sinal de que o empresário segue pessimista em relação aos próximos seis meses, parte desse pessimismo vem se reduzindo: após queda de 28,6 pontos em abril, o índice acumula alta de 13,2 pontos nos últimos dois meses.

Já o Índice de Condições Atuais permanece em 27,7 pontos, longe da linha divisória de 50 pontos. Apesar do patamar reduzido, o índice avançou 2,5 pontos em junho, o que reflete uma percepção menos negativa dos empresários industriais em relação às condições atuais.

“O crescimento do ICEI, ainda que positivo, reflete uma reavaliação do pessimismo que tomou conta do empresariado no início da crise, momento de elevada incerteza. No entanto, a confiança continua baixa, refletindo tanto a severidade da crise como a incerteza que ainda persiste e a pouca eficácia das medidas do governo para prover capital de giro às empresas. A dificuldade de acesso a crédito é uma preocupação adicional e um fator que contribui para a falta de confiança.”, diz o gerente-executivo de Economia da CNI, Renato da Fonseca.

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2 comentários

  1. Mais ou menos como aquela antiga piada onde duas irmãs, uma otimista e outra pessimista, foram presenteadas no natal, respectivamente, com um saco de estrume e com uma bicicleta?
    Enquanto a segunda, a pessimista — eu diria realista e aqui representando os 70% da #populaçãoforabozo — entendia que a bicicleta era a sua antiga só que travestida de nova (assim como auxilio emergencial, pis, bolsa familia, fgts, etc), a primeira irmã, a otimista — Globo, CNI, CVN, Centrão, bozominios, e afins– saiu da casa pulando com o saco de estrume na mão e perguntando com sua cara idiota: “Onde está meu cavalinho?”.

    Quando olho para trás, no processo do golpe contra Dilma, só consigo perceber este bando de escroques transformando qualquer esforço honesto e sério em ” previsões pessimistas”, ainda que sob toda canalhice do congresso fossem percebidas pequenas melhoras ou estabilidade de indicadores econômicos.

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