Congresso ‘não precisa pisar no nosso pé’, diz Guedes

Em discurso, ministro da Economia diz que governo deixou de negociar cargos com parlamentares - e ligou isso ao aumento da pressão de congressistas

Paulo Guedes, ministro da Economia. Foto: Reprodução

Jornal GGN – É normal que o Congresso queira controlar mais o Orçamento, mas que não era necessário “pisar no pé do governo”. A afirmação é do ministro da Economia, Paulo Guedes.

“É normal que o Congresso queira entrar no Orçamento, mas peraí. Não precisa pisar no nosso pé. Tem um Orçamento de R$ 1,5 trilhão, por que vamos brigar por conta de R$ 10 bilhões, R$ 15 bilhões, R$ 20 bilhões?”, disse em discurso, respondendo a uma crise entre o Congresso e o Executivo pelo controle do Orçamento impositivo.

Segundo informações do jornal Folha de São Paulo, estava em andamento um acordo para manutenção de vetos presidenciais à Lei Orçamentária aprovada no Legislativo, mas ficou ameaçado após declarações do ministro Augusto Heleno, chefe do GSI, um dos principais conselheiros de Bolsonaro. “Não podemos aceitar esses caras chantageando a gente. Foda-se”, disse Heleno em conversa captada por microfones na terça-feira (18).

Em cerimônia realizada no Planalto sobre crédito imobiliário, Guedes apoiou Heleno em um trecho de seu discurso. “Fica uma briga. Se o orçamento impositivo for grande demais, fica parecendo um parlamentarismo branco. Avançaram sobre os poucos recursos que o Executivo federal tem capacidade de exercer”, afirmou o titular da Economia. “Se um lado quiser levar muito, o outro reage. Se levar menos, funciona”, disse. “É pelada. Um chutou a canela do outro e o jogo segue”, afirmou.

Em seu discurso, Guedes disse que o governo deixou de negociar cargos com parlamentares e ligou essa tese à maior pressão oriunda do Congresso. Para apaziguar a disputa, a solução apresentada pelo ministro é aprovar a PEC (proposta de emenda à Constituição) do Pacto Federativo, formulada pelo Ministério da Economia e já em tramitação no Senado.

2 comentários

  1. Outro safado. Um mentiroso.
    Fala que não negociam cargos, o que fazem, ao tempo que passa ao largo (na realidade os presentes é que passam) de elucidar a presença de chegados, como a irmã por exemplo, na cabeça de empreendimentos ou do atendimento de demandas dos grupos que controlam o congresso e que lucram com as maluquices e delitos do bando de loucos.
    Não seriam negociatas?
    ¤ Ter parentes comandando entidades que agrupam grupos de ensino particulares, que lucram com a precarização do ensino publico;
    ¤ Atender todas as demandas do agronegócio, leia-se DEM mas tambem (P)MDB, ainda que destruam a legislação e a fiscalização ambiental ou sanitária, à partir de decretos de grilagem, cessão de florestas, incentivo a queimadas e ao desmatamento e redução de territórios indigenas;
    ¤ Favorecer seitas “neopentecostais” em troca de apoio da bancada dita “evangelica”;
    ¤ Favorecer a venda de armas, em troca de apoio da bancada da bala;
    ¤ Retirar direitos do povo brasileiro mais desfavorecido numa falsa proposta de economia previdenciária, sem contudo incluir policias, militares ou juízes nesta proposta, atendendo estes grupos e, por extensão, grandes grupos econômicos que por sua vez controlam a midia.

    Mas nao tem nada, né seu guedes? Depois, é só pedir desculpas com a cascata de “fora do contexto”:
    https://www.jb.com.br/economia/2020/02/1022332-guedes-pede-desculpa-por-fala-sobre-domesticas-e-diz-nao-ver-problema-em-referencia.html

    Por fim, quando perguntarem que é o pai desta cagada toda, basta alguem de cima (aquela mão invisivel que controla as marionetes) responder:
    ” Pergunta ali, no Posto Ipiranga”
    Tal e qual na peça de propaganda.

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