Coronavírus: análise prévia de eficácia pode permitir uso emergencial

Coordenadora de testes no Brasil diz que o contexto global da pandemia exige maior velocidade nas pesquisas; país participa de quatro testes

Foto: Reprodução

Jornal GGN – A vacina contra o coronavírus desenvolvida pela Universidade de Oxford, e em testes no Brasil pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), pode ser licenciada para uso emergencial ainda neste ano caso os dados da fase atual de estudos mostrem eficácia.

“Qual a nossa perspectiva? Se formos seguir todos os passos de desenvolvimento da pesquisa, o estudo vai terminar em junho do ano que vem”, diz a professora Lily Yin Weckx, coordenadora dos estudos da vacina na Unifesp, segundo informações do jornal O Globo. “Mas o que se espera é que, como temos vários centros estudando, com um grande número de pessoas sendo avaliadas, é que possamos fazer uma análise interina dos dados. Se essa análise mostrar que o resultado é muito positivo, é possível conseguir o licenciamento para uso emergencial”.

A terceira e última fase de testes clínicos está em andamento no Brasil, onde pelo menos cinco mil voluntários participam da pesquisa – sendo 2 mil apenas no estado de São Paulo. O estudo completo só deve ser finalizado em junho do ano que vem.

Além das doses produzidas por Oxford, o Brasil integra os testes de outras quatro vacinas, incluindo a produzida pela chinesa Sinovac, em parceria com o Instituto Butantan. Recentemente, o Paraná fechou uma parceria para testes com a vacina anunciada pelo presidente Vladimir Putin, embora a Organização Mundial da Saúde (OMS) não garanta sua eficácia.

 

 

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