Coronavírus: Com unidades de saúde superlotadas, capital paulista negocia leitos da rede privada

Segundo último boletim da Prefeitura, a capital soma mais de 57 mil casos suspeitos e cerca de 15 mil casos confirmados da covid-19

© Marcello Casal jr/Agência Brasil

Jornal GGN – Com 75% das Unidades de Terapia Intensiva (UTI) do sistema público de saúde ocupadas em decorrência da pandemia do novo coronavírus, a cidade de São Paulo negocia a utilização de leitos da rede privada. As informações são da Folha de S. Paulo. 

Segundo último boletim da Prefeitura publicado nesta terça-feira, 28 de abril, a capital soma mais de 57 mil casos suspeitos e cerca de 15 mil casos confirmados da Covid-19. Além disso, em duas semanas, o número de vítimas fatais da doença triplicou no município. Até segunda-feira, 27 de abril, o total de óbitos era de 1.337.

De acordo com o secretário de Saúde do município, Edson Aparecido, com o “salto brutal [de casos da Covid-19]” e com a curva de contágio “mais acentuada” desde o último final de semana, 75% das UTIs da rede pública estão ocupadas. 

Com isso, a prefeitura da cidade negocia leitos do sistema privado. Segundo a reportagem, “a estimativa é de que existam em São Paulo cerca de 1.500 leitos privados de UTI vagos”.

Contudo, apesar das tratativas envolvendo São Paulo e com o colapso do sistema público de outras capitais brasileiras, o Ministério da Saúde e outros estados ainda não procuraram a rede privada para a negociação de leitos, afirmaram representantes de hospitais privados.

À Folha de S, Paulo, esses representantes afirmaram que “a disputa política entre o governo federal e alguns estados, vêm marcando essa crise desde o início” e isso “estaria atrasando essas parcerias”.

Já o Ministério da Saúde afirmou em nota que está analisando as possibilidades de atendimento da população que depende do sistema público de saúde. “O uso de leitos de hospitais particulares é uma das ações que ainda estão em análise para serem adotadas de acordo com a evolução da doença no país”, informou. 

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1 comentário

  1. A crise do coronavírus está expondo e levando a enfraquecer os falsos profetas. Agora que não podem mais levar os fiéis às aglomerações, depois que as orações e jejuns não expulsaram o vírus entraram na terceira fase: que Deus lhe pague – começaram a dar calotes nas emissoras que vendiam seus horários nobres para os pastores eletrônicos.

    SEM FIÉIS, SEM DÍZIMO, SEM PALANQUE
    Epidemia esvazia templos, e igrejas neopentecostais não conseguem pagar horários alugados em emissoras de TV

    https://piaui.folha.uol.com.br/sem-fieis-sem-dizimo-sem-palanque/

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