Coronavírus: Estudos mostram o futuro da pandemia

Novo coronavírus estará na sociedade por algum tempo; perspectiva é que estado de pandemia se mantenha pelo menos até 2021 ou 2022

Foto: Reprodução/Agência Brasil

Jornal GGN – Ao contrário do que muitos acreditam, o novo coronavírus estará na sociedade por um longo tempo, e o que se sabe é que uma única rodada de forte distanciamento social não será suficiente para conter a disseminação no longo prazo.

Pesquisadores consultados pelo jornal norte-americano The New York Times explicam que, para o estado de espírito pandêmico, é preciso imaginar a situação como uma onda sóliton – que continua rolando, usando sua própria força, por uma grande distância.

Da mesma maneira, a onda pandêmica estará presente por um futuro próximo antes que comece a arrefecer. E ela exibirá dimensões e dinâmicas variadas, dependendo da localização geográfica e das políticas em vigor.

O que pode acontecer futuramente é a mudança do curso da pandemia, a partir da mudança de comportamento social, equilibrando e coordenando fatores psicológicos, sociológicos, econômicos e políticos.

Estudos mostram que o vírus se propaga de forma mais lenta nos meses mais quentes, e os efeitos sazonais permitem intervalos maiores entre os períodos de distanciamento social. Contudo, neste ano, os efeitos sazonais vistos no Hemisfério Norte serão mínimos, já que uma parte expressiva da população ainda estará suscetível ao vírus.

E também existem outras incógnitas a serem avaliadas, uma vez que os mecanismos subjacentes à sazonalidade – como temperatura, umidade e horários escolares – foram estudados para algumas infecções respiratórias, como influenza, mas não para os coronavírus.

Outro cenário a ser considerado envolve não apenas a sazonalidade, mas a duplicação da capacidade de tratamento crítico nos hospitais. Isso, por sua vez, permite que o distanciamento social atinja um limiar mais alto – digamos, com uma prevalência de 70 casos por 10.000 – e por intervalos ainda mais longos entre os períodos de distanciamento social.

O que está claro no geral é que um esforço social único de distanciamento não será suficiente para controlar a epidemia no longo prazo e que levará muito tempo para atingir a imunidade do rebanho. Na falta de uma vacina, tudo indica que o estado de pandemia pode persistir até 2021 ou 2022 – o que surpreendeu até os especialistas.

 

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