Coronavírus: Governo Bolsonaro coloca “milhões de vida em risco”, denunciam relatores da ONU

A declaração é efeito das denúncias de diversas instituições levadas à ONU sobre o comportamento de Bolsonaro em relação as recomendações da OMS na contenção da transmissão da Covid-19

Foto: Reuters/Adriano Machado

Jornal GGN – “As políticas econômicas e sociais irresponsáveis do Brasil colocam milhões de vidas em risco”, essa é denúncia dos Relatores da Organização das Nações Unidas (ONU) publicada nesta quarta-feira, 29 de abril, contra o governo de Jair Bolsonaro (sem partido) em relação às medidas de contenção adotadas no combate ao novo coronavírus. 

Em sua coluna no UOL, Jamil Chade destaca que essa foi “a declaração mais dura já feita por relatores da ONU contra o Brasil por conta de sua gestão da crise e uma das raras direcionadas contra um país específico por sua gestão sanitária”. 

A declaração é efeito das denúncias de diversas instituições levadas à ONU sobre o comportamento de Bolsonaro em relação às recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS) na contenção da transmissão da Covid-19. Desde o início da pandemia, o líder do Legislativo ignora completamente as ordens de isolamento social e trata com desdém as milhares de vítimas da doença. Chade lembra que, nesta semana, ao ser confrontado com o número de mortes no Brasil, Bolsonaro apenas respondeu: “e daí?”.

Para os relatores, a crise em diversos estados brasileiros em decorrência da pandemia toma proporções ainda mais drásticas com as condições impostas pela emenda do teto de gastos públicos, incluída na Constituição em 2016. “A epidemia da COVID-19 ampliou os impactos adversos de uma emenda constitucional de 2016 que limitou os gastos públicos no Brasil por 20 anos”, disseram. “Os efeitos são agora dramaticamente visíveis na crise atual”. 

Ainda, de acordo com os relatores, os efeitos da crise e falta de verba pública reflete em todos os setores e coloca em xeque os direitos humanos no Brasil. “Os cortes de financiamento governamentais violaram os padrões internacionais de direitos humanos, inclusive na educação, moradia, alimentação, água e saneamento e igualdade de gênero”, afirmaram. 

Na declaração, os relatores também criticam a posição do governo de priorizar a economia sobre a vida da população.

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