Coronavírus: Médicos brasileiros precisam escolher entre quem tem mais chance de sobreviver para ocupar UTIs

Com sistemas de saúde entrando em colapso, associações criaram protocolos de triagem de atendimento em UTIs por meio de critérios científicos para orientar as decisões médicas

Foto: Divulgação

Jornal GGN – Com os sistemas de saúde público e privado colapsando em todo o país, médicos brasileiros já escolhem as vítimas do novo coronavírus que deverão ter acesso à Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) dos hospitais. 

Uma Reportagem da BBC Brasil destacou a difícil decisão dos profissionais de saúde em meio a pandemia. “A gente acaba escolhendo quem vai ter mais chances de sobreviver”, disse uma médica, que trabalha na emergência de um hospital público de Fortaleza, no Ceará.

Médicos da rede privada também revelaram as dificuldades enfrentadas durante os plantões. Em um dos casos relatados pela reportagem, a equipe médica teve que escolher entre entubar uma idosa na UTI ou amparar alguma das oito vítimas mais jovens da doença, que tinham grandes chances de precisarem da intubação. 

“Uma comissão de médicos optou por deixar a idosa sob cuidados paliativos, e ela morreu na madrugada seguinte”, explicou parte do texto. “Foi uma angústia muito grande, porque era uma pessoa que estava lúcida, não tinha outras doenças graves e havia expressado o desejo de viver”, disse uma médica envolvida na situação. 

Com medida para amparar os profissionais nas tomadas dessas decisões, associações de saúde criaram protocolos de triagem de atendimento em UTIs, por meio de critérios científicos. Entretanto, as recomendações só são válidas quando houver um colapso no sistema de saúde.

“Em uma situação de catástrofe, não queremos que essas escolhas sejam feitas em segredo, mas de forma clara e transparente, com critérios eticamente justificados e de acordo com o ordenamento jurídico e os valores brasileiros”, disse a médica Lara Kretzer, coordenadora da equipe responsável por um protocolo divulgado neste mês pela Associação de Medicina Intensiva Brasileira (Amib).

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1 comentário

  1. Jesus Cristo disse:

    “Não são os saudáveis que precisam de médicos, mas, sim, os doentes”.

    Aqui não são os que mais precisam de médicos mas, sim, os que menos precisam de médicos, que serão atendidos.

    Deus acima de tudo, Brasil acima de todos

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