Covid-19: China aprova uso da CoronaVac

A vacina já foi aplicada em pessoas de setores importantes mais expostos à Covid-19, mas a autorização anunciada neste sábado permite que toda a população chinesa seja beneficiada

A vacina CoronaVac, do laboratório chinês Sinovac, foi aprovada neste sábado, 6 de fevereiro de 2021, na China. Ozan KOSE AFP/Archivos

da RFI 

China aprova 2ª vacina contra Covid, a CoronaVac já usada no Brasil

As agências reguladoras da China autorizaram “com condições” a comercialização de uma segunda vacina contra o coronavírus, a CoronaVac do laboratório Sinovac, anunciou a empresa farmacêutica neste sábado (6).

A aprovação da agência chinesa aconteceu depois de vários testes realizados na China e em países como Brasil e Turquia. No entanto, “os resultados, em termos de eficácia e segurança, ainda necessitam de confirmação plena”, afirmou a Sinovac em um comunicado.

A vacina já foi aplicada em pessoas de setores importantes mais expostos à Covid-19, mas a autorização anunciada neste sábado permite que toda a população seja beneficiada.

O imunizante da Sinovac é o segundo a ser autorizado no país. Em dezembro, outro laboratório chinês, o Sinopharm, recebeu a homologação para distribuir sua vacina na China.

Testes brasileiros apontam 50% de eficácia

De acordo com a Sinovac, os testes no Brasil mostram que a CoronaVac tem eficácia de 50% na prevenção dos contágios e de 80% nos casos que exigem hospitalização.

A China, onde o coronavírus surgiu em dezembro de 2019, tem como objetivo vacinar 50 milhões de pessoas até meados de fevereiro. Além disso, o governo chinês deseja fornecer seus imunizantes contra a Covid a outros países. Essa estratégia de “diplomacia da vacina” provoca receio internacional.

OMS pede desenvolvimento em massa de vacinas

O planeta deve unir forças para alcançar um desenvolvimento em massa de vacinas contra o coronavírus, solicitou nesta sexta-feira (5) o chefe da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus.

“Os fabricantes podem fazer mais – eles receberam um financiamento público significativo, e encorajamos todos eles a compartilhar dados e tecnologias para ajudar no acesso equitativo às vacinas em todo o mundo”, disse o diretor-geral da OMS.

As farmacêuticas já anunciaram iniciativas conjuntas, mas a situação na Europa, onde cada vez mais circulam novas variantes do vírus, tem gerado tensões políticas, porque apesar dos investimentos, as doses encomendadas não são distribuídas com rapidez.

Atualmente, cerca de 120 milhões de doses de vacinas foram injetadas em todo o mundo em cerca de 82 países e territórios. A grande maioria dos produtos foi distribuída entre países de renda alta e média. De acordo com a última contagem da AFP a partir de fontes oficiais, a pandemia causou pelo menos 2,28 milhões de mortes e mais de 104 milhões de infecções.

(Com AFP)

Você pode fazer o Jornal GGN ser cada vez melhor.

Assine e faça parte desta caminhada para que ele se torne um veículo cada vez mais respeitado e forte.

Assine agora