Da imagem arranhada e empobrecida de um Marco Aurélio Mello sem máscaras, por Eduardo Ramos

Da imagem arranhada e empobrecida de um Marco Aurélio Mello sem máscaras

por Eduardo Ramos

Nesse mundo moderno em que se tornar uma “celebridade” é o sonho maior da pessoa comum, sem talentos, passamos por esses constrangimentos, essas vergonhas alheias, como se diz.

No mundo jurídico essa tentação parece ainda mais exacerbada, e os resultados costumam ser catastróficos! Lembremos dos mais recentes em nosso país: Joaquim Barbosa, o implacável e perverso ministro do STF, o “Batman” da Globo e nossa classe média, escondendo processos e provas em sua gaveta que tornariam o “caso do mensalão” coisa nula, morta juridicamente. Entre o que é justo e verdadeiro (tendo que enfrentar a Globo e a opinião pública…) e a farsa e a mentira, mas “lucrando” os holofotes e os aplausos nos restaurantes, a opção de Joaquim foi vender a alma ao diabo, data venia… Seu fim? Ostracismo, e provavelmente a ciência trágica, ainda em vida, de como será retratado pelas Wikipedias da vida, as enciclopédias contemporâneas. O precursor da Lava Jato, o precursor da destruição do nosso Estado de Direito. Terá valido a pena, Batman?

Depois do sr. Joaquim, tivemos uma dupla de justiceiros, ambos já com suas biografias destruídas, banhadas em esgoto e lama: Sérgio Moro e Rodrigo Janot!

Moro, mal começou seu inferno astral. O pior ainda virá! Porque, à medida em que o tempo passar, não tendo mais o cargo de juiz para ostentar e se defender atacando, como gosta de fazer, a sociedade, paulatinamente (mesmo os que ainda o admiram…) absorverá a quantidade imensa de informações sobre seus erros, crimes, manipulações, o ódio psicótico a Lula, o desejo de poder! Terá décadas para conviver com o desprezo por sua pessoa, no Brasil e no mundo. Mefistófeles deve estar sorrindo, agora.

Janot, além do ostracismo, sofre de transtornos mentais, foi fotografado bebendo sozinho em bares, confessou a vontade de matar um ministro do STF, Gilmar Mendes, mais triste fim, impossível. Destruiu a democracia em seu país para ser um “herói-celebridade”, e a imagem que temos, é a do mais solitário dos homens…. A Globo dá, a Globo tira…..

Por fim, antes do sr. Ministro, citamos os procuradores da Lava Jato: Onde, em que situação estão os vestais todo-poderosos, que guiados por Moro faziam o trabalho de capitães do mato, prendendo, guiando delações, vazando gravações para a Globo, cometendo todo o tipo de sujeira e emporcalhando o MPF? Estão quietos, calados! Ouvimos apenas esperneios desesperados, de quem já não pode conter as águas que saem pelo VazaJato. A vergonha os acompanhará pelo resto de suas vidas.

Infelizmente, ao que parece, a mosca azul do “você quer virar uma celebridade e criar polêmicas vazias?”, picou o Ministro Marco Aurélio Mello, não apenas por seu apoio a um ex-juiz, hoje EXECRADO pelo mundo jurídico imparcial, o mundo jurídico honesto intelectualmente, mas pelos inacreditáveis motivos que citou para sua apaixonada defesa. Vejamos alguns deles:

1 – “Sem duvida, Moro foi um grande juiz. Não posso conceber que um homem que surgiu como herói nacional, mostrando nova vertente quanto ao combate à corrupção, de repente se torne vilão e seja execrado. Isso não passa pela minha cabeça.”

Data venia, causa espécie não apenas a opinião do Ministro Marco Aurélio, o elogio a um juiz que corrompeu TODAS as normas mais basilares do Direito, da Constituição e das garantias fundamentais, mas nos deixa perplexos o motivo para o seu apoio: o fato de Moro ter sido alçado no início da Lava Jato ao posto de herói nacional. E hoje em dia se tornar o vilão nacional.

É um argumento tão desprovido de lógica, que o Ministro não enxerga que poderia tê-lo utilizado COM MUITO MAIS PROPRIEDADE, (seguindo essa linha de raciocínio…) com e sobre o grande perseguido por Moro: o ex presidente Luís Inácio Lula da Silva.

A ser minimamente coerente, o Ministro Marco Aurélio poderia ter dito lá atrás: “Não posso conceber que um homem que se tornou o maior estadista do seu tempo, tirou 40 milhões de brasileiros da miséria, teve 84% de aprovação ao final de seu governo, respeitado em todo o planeta, SEJA TRATADO DESSA FORMA POR UM JUIZ DE PRIMEIRA INSTÂNCIA! Isso não passa pela minha cabeça….”

Portanto, o que podemos ver nessa manifestação de exaltação a Moro por ter sido “herói nacional” (sic…) é mera subjetividade, e uma retórica sem fundamento algum! É simplesmente um gostar de Moro e não gostar de Lula, estar de um lado ideológico, e odiar o outro….. Magistrados podem e devem estar em posições bem superiores a esta.

2 – Por fim, uma segunda opinião do Ministro: “…e vejo a Lava Jato como um passo largo em direção a dias melhores.”

juiz combinando ações com os procuradores

juiz liberando gravação envolvendo a presidente da República

a operação que tornou a condução coercitiva banal em nosso país

delações arrancadas após tortura psicológica dos presos

todos os grandes corruptos que aceitaram delatar tiveram as penas reduzidas do tipo, de 40 para dois anos, pagaram uma multa sem vergonha e estão livres, celebrando a vida

impeachment sem crime de uma presidente

Lula preso sem provas

Bolsonaro eleito como consequência disso tudo

um país fraturado pelo ódio como nunca vimos

Que Deus um dia me ajude a ter essa luz, essa clareza, de achar um motivo para aplaudir a Lava Jato e Sérgio Moro…

Ainda não consegui.

A máscara caiu, e não deixa uma imagem gloriosa do Ministro Marco Aurélio Mello.

(eduardo ramos)

* artigo escrito sobre o artigo do GGN, em 01/04/2021, “Moro “se mostrou um grande juiz” no caso Lula, diz Marco Aurélio Mello”

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