Dados de 16 milhões de pacientes de covid-19 são expostos na internet

A violação aconteceu por meio de um vazamento de senhas do Ministério da Saúde, feito por um funcionário do Hospital Albert Einstein. Informações de Jair Bolsonaro e outros políticos estavam na lista

Foto: Agência Brasil

Jornal GGN – Cerca de 16 milhões de brasileiros, com suspeita ou diagnóstico confirmado de covid-19, tiveram a privacidade violada na internet, em consequência de um vazamento de senhas de sistemas do Ministério da Saúde. 

Durante quase um mês, ficaram expostas informações como CPF, endereço, telefone, além de dados considerados confidenciais sobre doenças pré-existentes de pessoas testadas, diagnosticadas e internadas pelo vírus em todo Brasil. 

Por meio das senhas vazadas, era possível acessar os dados de covid-19 lançados em dois sistemas federais: o E-SUS-VE, no qual são registrados casos suspeitos, leves e moderados da doença; e o Sivep-Gripe, em que são registrados internações por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), os chamados casos graves. 

A exposição de dados aconteceu após um funcionário do Hospital Albert Einstein divulgar uma lista com usuários e senhas que davam acesso aos bancos de dados. De acordo com o hospital, o acesso aos sistemas foi permitido porque a instituição está trabalhando em um projeto com o ministério.

A tabela de informações foi publicada em 28 de outubro no perfil pessoal de Wagner Santos, cientista de dados do Einstein, na plataforma github, usada por programadores para hospedar códigos e arquivos.

Mas, a exposição dos dados só veio à tona por meio de reportagem do jornal O Estado de S. Paulo, que recebeu uma denúncia com o link para a página onde as senhas dos sistemas estavam disponíveis.

Faziam parte da lista, os dados de Jair Bolsonaro e familiares; do ministro da Saúde, Eduardo Pazuello; de outros seis ministros como Onyx Lorenzoni e Damares Alves; do governador de São Paulo, João Doria (PSDB), e mais 16 governadores, além dos presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP).

Com informações do UOL. 

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3 comentários

  1. ah se fosse no tempo do pt….ja estariam bradando por ai o mantra de um tal “Brasil bolivariano”…enfim, republicanismo so pode ser cobrado se o governo for progressista

  2. Com as forças armadas no comando da saúde, só dá para esperar armação, inda mais com um expert em logística como Parvoelo.

    Quero distancia desses experts.

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