Declínio e Queda do Império Americano

 

Infowars.com
3 de agosto de 2011
O Governo dos Estados Unidos e sua “presstitute” mídia tem desperdiçado tempo e energia criando histeria sobre uma inexistente “crise do teto da dívida.” Depois de ler a “notícia” no Ministério da Propaganda e testemunhar a estupidez do governo dos EUA, o restante do  mundo está estarrecido pela imaturidade da “única superpotência mundial”.


Que tipo de superpotência é essa, pergunta o mundo que depositou suas reservas em títulos da dívida do Tesouro Americano, que está disposta a ir até o último minuto para convencer o mundo, que faltará com o pagamento da sua dívida?

 

Todos os países do mundo agora se preocupam com o julgamento e a sanidade do país com o maior arsenal nuclear do mundo.


Esta é a façanha dos republicanos, pegaram o ato do aumento no limite do teto da dívida, um evento rotineiro que normalmente tem acontecido durante toda minha vida, e a transformaram em uma crise que ameaça o sistema financeiro mundial.

 

Para ser claro, nunca houve qualquer risco de inadimplência dos EUA enquanto o presidente Obama tiver o poder da Diretiva Presidencial 51 estabelecida pelo presidente George W. Bush que permite ao presidente declarar moratória e ignorar o limite do teto da dívida e o poder de veto do Congresso, para continuar a emitir títulos necessários para financiar o governo dos EUA e suas Guerras.

 

O fato de a imprensa americana anunciar exageradamente como “crise”, seriamente, isso apenas demonstra sua condição de prostituta.

 

A dívida pública dos EUA está aumentando muito rapidamente em relação ao PIB, embora ainda esteja abaixo da porcentagem durante a Segunda Guerra Mundial. O problema que é ignorado pelos idiotas em Washington e pelas presstitutes é que, a dívida está crescendo em relação à economia porque esta não está conseguindo crescer, mas as despesas da guerra sim.

 

Porque a economia não está crescendo?

 

Não está crescendo, porque ela foi exportada. O que antes era US PIB produzidos em Gary, Indiana, St. Louis, Detroit, no Vale do Silício e outros locais por aqui são agora PIB da China, Índia, Indonésia e outros países onde os serviços de trabalho de fabricação e profissionais podem ser contratados abaixo das taxas dos EUA.


O que acontece quando se exporta as indústrias? A resposta é clara. o PIB, a renda do consumidor, as oportunidades de carreira e a base fiscal deixam o país. Os lucros corporativos e dividendos aumentam devidos aos custos trabalhistas mais baixos.

 

Para quem isto é bom?

 

A resposta é: bom somente para a Wall Street, as pessoas jurídicas acionistas e a gestão empresarial. Seus rendimentos sobem, e o PIB vai para baixo, juntamente com as oportunidades de emprego dos norte-americanos e a base tributária do governo.

 

Outro destruidor das Perspectivas Econômicas norte-americanas foi a desregulamentação do setor financeiro. Economistas teorizaram que o mercado era auto regulável e criaram a ilusão de que a ganância nunca foi um problema. Isto era música e dólares aos ouvidos de Wall Street. O presidente do Federal Reserve Alan Greenspan e do Tesouro Americano de propriedade da Wall Street abraçaram a idéia imediatamente. Aqueles que, como Brooksley Born, foram habilitados por lei para regular os derivativos, foram expulsos do cargo pelo presidente do Federal Reserve, pelo secretário do Tesouro e pelo presidente da Comissão dos Valores Mobiliários.

Instituições financeiras livres da Glass-Steagall, livres dos requisitos de capital, e livres de fiscalização, imediatamente alavancaram a dívida com apostas, incrivelmente altas, totalmente fora da realidade. Quando os esquemas entraram em colapso, o Federal Reserve emprestou aos bancos estrangeiros e americanos o valor de US$ 16.1 trilhões, uma soma maior do que a dívida nacional e maior do que o PIB americano.

 

Onde é que o Fed conseguiu toda essa grana para emprestar? O Fed criou a partir do nada, simplesmente com um comando no computador.

 

Enquanto o Federal Reserve criava 16,1 trilhões de dólares em novos empréstimos para os bancos privados, os bancos socorridos, brutalmente arrasavam as casas dos americanos despejados. http://news.yahoo.com/bulldoze-way-foreclose-102000063.html.


Foi assim que na América, a luz do mundo, seus cidadãos foram expulsos de seus domicílios para que os banqueiros pudessem derrubar suas casas, com enormes máquinas chamadas bulldozers,

 

Somente na América é que isto faz sentido.

 

E não são somente os americanos que estão sendo transformados em “sem teto” pelas políticas dos EUA. Os afegãos, paquistaneses, iraquianos, iemenitas, somalis, líbios também foram condenados ao desabrigo pela política americana. Além disso, o orçamento das guerras dos EUA contra esses povos juntamente com o apoio militar/ segurança chegou a 75% do déficit orçamentário dos EUA. Na verdade, o custo dessas guerras excedeu a reserva prevista no orçamento dentro do acordo do limite da dívida.


Em outras palavras, o custo das guerras que deixam milhões de estrangeiros sem teto, destrói receitas do governo federal que poderiam ser usadas para manter os americanos em suas casas e os professores nas escolas. Muitos republicanos confessam estarem preocupados com a dívida pública dos EUA, mas não foram suficientes para resolverem o problema de cortar o orçamento militar e da segurança em US$ 1.2 trilhões ou aumentar as baixas taxas do imposto dos mega-ricos.

 

Veja as manchetes de 30 de Julho, apenas dois dias antes do prazo final, do grupo online, Stop NATO:


Base militar americana na Austrália, para enfrentar a China.


Chamada para expandir as operações americanas anti-revolta nas Filiinas.


EUA p
oderia atualizar navios de guerra poloneses no Mar Báltico.


Bulgária: Pentágono continua atualizando Bases Militares.


EUA usa base aérea romena para suprir a guerra afegã.


Estação da parceria  África/América na África Oriental.


Mongólia: EUA comanda Exercício Militar da NATO e aliados asiáticos.
Guerra da Líbia: Mais de 17.000 missões aéreas da NATO, perto de 6.500 combates variados.
O panorama geral: Guerra contra a Líbia  é guerra contra a África.***

 

Porque, diabo, um país à beira da falência está fazendo exercícios militares na Mongólia e na Ásia Central? O que a OTAN, projetada para conter uma pressão soviética na Europa Ocidental, está fazendo na Mongólia?***

 

Porque estes gastos militares são necessários, mas não são necessários os gastos para evitar que cresça a população americana sem teto enquanto as suas casas são destruídas?***

 

Por que os republicanos não ouviram o mega bilionário Warren Buffett quando disse que o imposto que ele paga pela sua monstruosa renda é inferior ao imposto pago sobre o rendimento da sua secretária?***

 

A resposta é que os republicanos têm uma agenda: Guerra. E os republicanos querem financiar esta guerra, não tributando a renda elevada, mas cortando programas de apoio aos destituídos.***

 

Para ir direto ao ponto: Mesmo que todos os cortes aconteçam na verdade, o enfraquecimento da economia resultará em novas projeções de  déficit que acabará com as poupanças esperadas no acordo do limite da dívida.

O que então o governo fará?***

 

Até que os políticos compreendam que a economia dos EUA foi transportada além mar e tomem medidas para trazê-la de volta para casa, não haverá solução para o problema da dívida da América ou para o seu problema de desemprego.***

 

Dr. Paul Craig Roberts é o pai da Reaganomics e ex-chefe de política no Departamento do Tesouro. Ele é colunista e foi editor do Wall Street Journal. Seu último livro, “How the Economy Was Lost: The War of the Worlds“, detalha por que a América está se desintegrando.

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