Defesa brasileira insere riscos de conflitos na América do Sul em nova política

“Não se pode desconsiderar tensões e crises no entorno estratégico, com possíveis desdobramentos para o Brasil", diz o documento

Jornal GGN – Na atualização do documento sobre a Política Nacional de Defesa, o comando das forças armadas no Brasil inseriu que a América da Sul não é mais uma “área livre” de conflitos, pois há possibilidade de “tensões e crises” no continente, que podem “levar o Brasil a mobilizar esforços na garantia de interesses nacionais na Amazônia ou mesmo ajudar na solução de problemas regionais”. É o que informa o Estadão desta quinta (16), que teve acesso ao documento.

O texto diz precisamente: “Não se pode desconsiderar tensões e crises no entorno estratégico, com possíveis desdobramentos para o Brasil, de modo que poderá ver-se motivado a contribuir para a solução de eventuais controvérsias ou mesmo para defender seus interesses.”

Pela primeira vez, de acordo com o jornal, os tratados que compõem a Política Nacional de Defesa incluem ainda desdobramentos das mudanças climáticas e de pandemias, fenômenos que poderão “acarretar consequências ambientais, sociais, econômicas e políticas pedindo pronta resposta do Estado”.

“A Amazônia, assim como o Atlântico Sul, é uma área de interesse geoestratégico para o Brasil. A proteção da biodiversidade, dos recursos minerais, hídricos, além do potencial energético, no território brasileiro é prioridade para o País”, diz o documento.

O documento recomenda a instalação, pela Marinha, de um complexo naval de uso múltiplo nas proximidades do delta do rio Amazonas, na região da Ilha do Marajó, no Pará, por ser uma área que merece “atenção especial”. O Pará é onde ocorrem as maiores queimadas no País atualmente, acrescentou o Estadão.

7 comentários

  1. A Amazônia só aparece como nossa no nosso Atlas.
    Há muito vimos sendo pagos para zelar pela riqueza que os reinados estrangeiros têm como propriedade por aqui.
    Vá se estudar geografia econômica lá fora ou até mesmo na geografia física e o Brasil já não tem Acre, Rondônia, Amapá, Roraima e Amazonas, e áreas como Pará e Mato Grosso estão em fervorosa disputa externa.

  2. Nassif: que será desta vez. No Império, começo da bagaça, os do KhmerVerde conspiraram e trairam por puro deleite, como mostra a História. A desgraça do ato (descoberta no mesmo dia por Deodoro, e depois por Constant, Rui etc), com pequenos intervalos de grandeza e honrarias por homens logo relegados ao esquecimento e amaldiçoados, se estende até hoje (principalmente). Essa do provável conflito, com quem? Argentina? Chile? Colômbia? Ensaiaram contra a Venezuela, mas o dono do Quintal onde moramos mandou baixar a bola, até porque, com o poderio bélico deles e os avisos da Rússia a empreitada poderia não ser do modo como sonhavam. Meteram o rabinho entre as pernas e ficaram pianinho. Tem o Paraguai. Mas sem o Conde D’eu em quem jogariam agora a culpa de genocídio? Melhor ficar em casa, com cloroquina na povalha e o Pavilhão, por mortalha.

    Na verdade, manter essa Arma é um desperdício de dinheiro e tempo. Tirante os três “grandes” quem ameaçaria Pindorama? Dos CisnesBrancos, tudo bem. A vastidão da costa atlântica justifica. Os AsasDuras (ou AzulSauvas, aprendizes de conspiradores), vá lá, pela complexidade dos trânsitos aéreos e seu controle. Mas esse outro, que serventia, senão pra dar porrada nos seus conterrâneos desafortunados e produzir o veneno cloroquina (em abundância) pra aplicar nos aposentados do INSS, infectados do Corona? Fora conspirar contra governos que desagradem a eles e seus amigos e “patrões”, invocando o art. 142 da Constituição, que serventia têm? A “ameaça” externa, Russia ou China, aguentaria contra os tais uma semana de confronto? Ou mesmo o dono do Quintal, com sua Armada na boquinha do PreSal, 15 mil homens e dezenas de navios, submarinos e porta-aviões equipados com foguetes de médio alcance, fazer o quê? [“a America (só) para os americanos”]. Então, a suposta gloriosa missão de defesa poderia, como no Império, ficar por conta ou de mercenários ou de um corpo mais leve e dispendioso. A vassalagem tem sido tanta que até os militares do TioSan já anunciaram (“manda generais para servirem aqui e ainda pagam por isso”). As viagens nababescas de seus Coronéis são lendárias. Vão em revoada. Voltando, manter por quê essa Arma? Pra guardar a “Amazônia” prós seus “verdadeiros” donos? Ou esperar que o ministro de uma das alas do governo do TenenteJair termine de mapear o subsolo pra rifá-lo com amigos e familiares? Temos que atender ao apelo de Saint Hilaire — “acabemos com as saúvas ou elas acabem com o Brasil…”.

  3. Como o planejamento de defesa não é de Estado, mas sim do governo da vez…
    podemos dizer que passamos a ter relacionamentos internacionais do Brasil com ele mesmo

    ou seria planejamento de mesma linha ideológica com os Estados Unidos que passou a não querer se manter afastado das nossas decisões estratégicas de defesa de jeito nenhum?

    Seria interessante entrevistar Nelson Jobim a respeito dessa paranoia em se defender de vizinhos amigos e de mesmo interesse regional

  4. A Agência Federal de Notícias da Rússia publicou um longo artigo no qual avalia ansiosamente a simpatia de Bolsonaro por Trump, o desejo de entregar a Amazônia aos Estados Unidos, bem como a presença do movimento radical “Setor direito” ucraniano entre os bolsonaristas.
    Segundo ativistas de direitos humanos, nas condições de caos legal e na ausência da presunção de inocência, isso poderia levar a prisões arbitrárias em massa de turistas russos (como foi o caso em 2016).
    O artigo também menciona a terrível situação do coronavírus e o perigo do surgimento de grupos extremistas (como o grupo de Sara Winter).
    O artigo é duplicado por um grande videoclipe com imagens documentais e entrevistas com cientistas e ativistas de direitos humanos.
    Use o google tradutor para traduzir texto para o português.
    https://social.riafan.ru/1293629-ukrainskie-neofashisty-seyut-rusofobiyu-sredi-storonnikov-prezidenta-brazilii?fbclid=IwAR15g5onjsUQtEf0_W6Oyh1sviRSFCmS4QMx51bEnjzOxvhepasuAAc6oqg

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