Demora no uso da Força Nacional contra queimadas no Pantanal é culpa dos estados e do STF, diz Ministério da Justiça

As declarações foram dadas pelo secretário adjunto Nacional de Segurança Pública, Rooney Matsui, durante audiência na comissão da Câmara dos Deputados nesta terça-feira

Perto do Poconé (MT), o fotógrafo encontrou uma jaguatirica na estrada; “Ela morreu fugindo”, lhe disse o motorista que observava a cena ao seu lado (Foto: João Paulo Guimarães/Repórter Brasil)

Jornal GGN – A Secretaria Nacional de Segurança Pública, braço do Ministério da Justiça, afirmou que a demora no uso da Força Nacional para combater as queimadas do Pantanal é responsabilidade dos estados da região do e Supremo Tribunal Federal (STF).

As declarações foram dadas pelo secretário adjunto Nacional de Segurança Pública, Rooney Matsui, durante audiência na comissão da Câmara dos Deputados nesta terça-feira, 6 de outubro. 

Segundo Matsui, só no fim de setembro foi possível planejar o emprego da Força Nacional, com bombeiros e policiais militares na região.

“Há uma questão judicial que acabou tornando a questão não tão imediata, uma decisão de 24 de setembro, do plenário do STF, que impediu a ação unilateral da Força Nacional, ou seja, sem solicitação ou anuência do Estado”, afirmou.

Segundo o secretário adjunto, os pedidos para intervenção da Força Nacional no Pantanal vieram apenas nos dias últimos dias 21 e 28, por parte dos estados de Mato Grosso do Sul e Mato Grosso.

“A partir de então, fizemos uma aproximação buscando realizar um diagnóstico. Os estados, por conta do início das chuvas, acreditaram que isso amenizaria os incêndios”, disse Matsui.

“Verificamos que eles estavam com problemas de logística. Precisavam principalmente de aeronaves, não somente de pessoal, para levar as equipes aos locais de incêndio, que eram em áreas remotas. Só mandar pessoas não resolveria o problema. Nós precisaríamos articular e conseguir apoio aéreo. Diante dessa situação, o Ministério da Justiça ficou de prontidão até que conseguimos fazer esse levantamento das necessidades”, afirmou.

Com informações da Folha de S. Paulo.

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