Denúncia da PF leva à exoneração do presidente da Funasa

Ronaldo Nogueira é investigado por envolvimento em esquema de desvio de dinheiro de cofres públicos; valor chega a R$ 50 milhões

Ronaldo Nogueira, ex-presidente da Funasa. Foto: Reprodução

Jornal GGN – Ronaldo Nogueira foi exonerado da presidência da Funasa (Fundação Nacional de Saúde), depois de ter sido alvo de uma operação da Polícia Federal que investiga o desvio de R$ 50 milhões dos cofres públicos.

A exoneração foi publicada na edição desta quarta-feira (12/02) do Diário Oficial da União, e é assinada pelo ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni.

De acordo com informações do jornal O Estado de São Paulo, a investigação integra a Operação Gaveteiro da Polícia Federal, que investiga irregularidades em contrato firmado pelo extinto Ministério do Trabalho, com uma empresa de tecnologia da informação para gestão de sistemas e detecção de fraudes na concessão de Seguro-Desemprego em Brasília e em mais cinco Estados. Nogueira foi ministro da pasta durante a gestão de Michel Temer.

Segundo a PF, a investigação teve início com base em um relatório da Controladoria Geral da União que apontou que a contratação da empresa de tecnologia foi apenas um “subterfúgio” utilizado pela organização criminosa que atuava no Ministério do Trabalho para desviar R$ 50 milhões do órgão entre os anos de 2016 e 2018. Essa mesma empresa voltou a ser contratada no atual governo, de Jair Bolsonaro, desta vez pelo Ministério da Cidadania.

Nogueira se aproximou do governo Bolsonaro por sua ligação com os evangélicos: o agora ex-presidente da Funasa é pastor evangélico, e em sua trajetória política teve maciço apoio da Convenção dos Pastores e Igrejas Evangélicas Assembleia de Deus do Rio Grande do Sul.

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