#DeportaGreenwald inunda Twitter; Paiva teme pela segurança do jornalista do Intercept

"Estou preocupado com o Greenwald. Nesse país insano, é capaz de ele ser o único punido do escândalo Vaza Jato. Pior: mora com a família no RJ que emboscou Freixo, exilou Tiburi, Wyllys, matou Mariele e Anderson", anotou

Jornal GGN – Após a repercussão do escândalo da “Vaza Jato” – nome dado à série de reportagens do Intercept Brasil que expõe provas das relações promíscuas entre os procuradores de Curitiba e o ex-juiz Sergio Moro – a hashtag #DeportaGreenwald virou um dos assuntos mais comentados no Twitter, na noite desta segunda (10).

Em sua conta pessoa, o premiado jornalista e fundador do Intercept, Glenn Greenwald, ironizou a hashtag e destacou outro “trending topic” no Twitter: #MoroCriminoso.

A jornalista Mônica Bergamo – uma das poucas profissionais da grande mídia que têm dado atenção ao mérito das mensagens vazadas pelo Intercept, e não ao vazamento em si – retuitou mensagem de Marcelo Rubens Paiva, que dizia temer pela segurança de Greenwald.

“Estou preocupado com o Greenwald. Nesse país insano, é capaz de ele ser o único punido do escândalo Vaza Jato. Pior: mora com a família no RJ que emboscou Freixo, exilou Tiburi, Wyllys, matou Mariele e Anderson… Já subiram até a

O jornalista Tom Phillips, correspondente do The Guardian no México, também se manifestou, avaliando que o ambiente online no Brasil se tornou um lugar horrível, e a hashtag #DeportaGreenwald é um exemplo disso.

Perfis no Twitter alinhados com o governo Bolsonaro tem compartilhado fotos do jornalista com Lula, ou com seu companheiro, o deputado federal Davi Miranda (PSOL), na tentativa de argumentar que Greenwald tem uma agenda ideológica por trás de suas denúncias.

Fotos com os dois filhos do casal, menores de idade, também têm sido compartilhadas com mensagens de apoio à “limpeza” do País.

Na tarde de hoje, o procurador Deltan Dallagnol divulgou um vídeo afirmando que a Lava Jato está sofrendo um “ataque criminoso”, e insinuando que o Intercept conseguiu as mensagens por meio do trabalho de um hacker que “roubou” contas de aplicativos de conversação e se fez passar por “jornalistas e procuradores”, para levantar informações sobre a operação em Curitiba.

O ex-juiz Moro, por sua vez, negou irregularidades em sua atuação em sintonia com o MP.

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