Desemprego atinge 11,9 milhões de pessoas em janeiro

Taxa apurada pelo IBGE chega a 11,2%, pouco abaixo dos 11,6% vistos no trimestre fechado em outubro; contingente de desalentados segue estável em 4,2%

Foto: Reprodução

Jornal GGN – A taxa de desemprego brasileira continua em níveis bastante elevados, ainda que tenha perdido um pouco de sua intensidade na comparação trimestral: os dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) mostram que 11,9 milhões de pessoas estavam sem trabalho no trimestre móvel fechado em janeiro.

Em termos percentuais, a variação pesquisada chegou a 11,2% no período, pouco abaixo dos 11,6% vistos nos três meses até outubro.  Em relação ao trimestre encerrado em janeiro de 2019, quando a taxa foi de 12%, houve queda de 0,8 ponto percentual.

“O nível da ocupação, que mede o percentual de pessoas ocupadas em idade de trabalhar, manteve-se estável (54,8%) em relação ao trimestre antecedente, mas subiu em relação ao mesmo período do ano anterior, quando era estimado em 54,2%”, comenta a analista da PNAD Contínua, Adriana Beringuy.

O contingente de pessoas ocupadas (94,2 milhões) apresentou estabilidade em relação ao trimestre anterior. Porém, comparado ao mesmo período de um ano atrás, houve crescimento da ocupação, um adicional de 1.860 mil pessoas.

A taxa de informalidade recuou de 41,2% no trimestre de agosto a outubro de 2019 para 40,7% no trimestre encerrado em janeiro de 2020. Segundo Adriana, “esse recuo está associado à redução de aproximadamente 479 mil trabalhadores informais em relação ao trimestre móvel anterior”.

O contingente de empregados com carteira assinada cresceu 1,5% frente ao trimestre anterior, o que representa um acréscimo de 540 mil pessoas, e 2,6% frente ao mesmo período do ano anterior (ou 845 mil pessoas). “Houve manutenção do aumento do emprego com carteira assinada no setor privado, influenciado ainda pelos resultados econômicos do final de 2019”, destaca a analista.

O contingente de pessoas desalentadas ficou estável em 4,2%, pouco abaixo do nível máximo da série histórica apurado em 2019 (4,4%). No grupo dos empregados sem carteira assinada também houve estabilidade em relação ao trimestre anterior, mas crescimento de 3,7% em relação ao ano anterior (mais 419 mil pessoas).

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