Ditadura proibiu Dom Pedro Casaldáliga de estar em áreas indígenas

Comunicado foi encaminhado pelo presidente da Funai na ocasião; religioso era considerado uma das principais vozes em defesa dos povos tradicionais

Dom Pedro Casaldáliga, bispo emérito de S. Félix do Araguaia (MT) - Foto: Reprodução/Wikipedia

Jornal GGN – Dom Pedro Casaldáliga, bispo emérito de S. Félix do Araguaia (MT) falecido neste sábado (08/08), chegou a ter sua presença em áreas indígenas proibida pelos militares durante a ditadura.

Abaixo, é possível ver um comunicado enviado em 30 de junho de 1975 (na época, o país era governado pelo general Ernesto Geisel) pelo então presidente da Funai, Ismarth de Araújo Oliveira, proibindo o ingresso de Dom Pedro “em qualquer área da Funai, em especial no Parque Indígena do Araguaia – PQARA”.

Dom Pedro também foi alvo de cinco processos de expulsão do Brasil durante a ditadura militar, por conta de seu trabalho em defesa dos povos tradicionais em meio às ameaças de invasores e garimpeiros – algo que ocorreu inclusive em 2012, quando teve de deixar sua residência em razão da intensificação das ameaças de morte feitas a ele por invasores da Terra Indígena de Marãiwatsédé, no norte de Mato Grosso.

 

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