Diversionismo na reforma política

  Sou a favor do plebiscito. Não é isso que sinalizam as manifestações? Existe um claro desejo de participação no grito das ruas, diante de um cenário de baixa credibilidade do mundo político.

  A tônica, agora, é discutir o sistema de votação: voto proporcional, distrital etc. Tudo bem, vamos discutir isso. Na minha opinião, discutir voto distrital, por exemplo, analisar com carinho sua viabilidade, é fato saudável, mas é também uma manobra diversionista aplicada pelas figuras que estão na imagem estilo facebook que acompanha este post.

  As figuras do quadrinho apontam numa direção (voto distrital) e todo mundo olha para ela, como se fosse o Santo Graal, enquanto o mais importante é capciosamente omitido. Corremos, assim, o risco de perder uma bela oportunidade. Crucial, mesmo, é mudar o sistema de financiamento de campanhas. A roubalheira dos políticos nasce nas campanhas eleitorais, todos sabem. O político eleito assume já comprometido com aqueles que “doaram” para sua eleição. Depois, o mandato em curso, vêm os aditivos de contratos, as licitações de cartas marcadas, os desvios de recursos, os apadrinhamentos.

  Por causa dessa escancarada evidência, considero urgente limitar ao máximo o financiamento privado das campanhas eleitorais, de forma a restringir a troca de favores e o caixa 2. Acabaria 100% com a corrupção? Obviamente que não, mas se a sociedade participar (como demonstra querer) e a lei for bem feita, bilhões serão economizados. Será um grande passo.

 

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