Divisão da Câmara compromete planos de Bolsonaro

Deputados do Centrão são pressionados a mostrar independência do Executivo, enquanto é formada frente de apoio ao candidato de Rodrigo Maia

Jornal GGN – A sucessão na Presidência da Câmara dos Deputados afetou os planos do presidente Jair Bolsonaro em formar uma base de apoio no Congresso Nacional.

Segundo o jornal Correio Braziliense, o Centrão foi enfraquecido e isolado diante da redistribuição dos partidos em novos grupos, e aqueles que integram o Centrão e pretendem disputar o comando da Casa estão sendo pressionados a mostrar independência do governo federal, em movimentação contrária à vista no começo do ano.

Na última segunda-feira, o DEM e o MDB saíram do chamado “blocão”, comandado pelo líder do PP, Arthur Lira (AL) – que tem atuado como articulador informal do governo e visto como potencial candidato à Presidência da Câmara. O blocão une nove partidos – boa parte deles do Centrão (PL, PP, PSD, MDB, DEM, Solidariedade, PTB, Pros e Avante), com mais de 200 deputados.

Já o DEM, MDB e o PSDB pretendem compor uma frente independente ao redor de um candidato respaldado pelo atual presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ). Existem aliados esperançosos em uma possível reeleição autorizada pelo Judiciário – ideia que não tem o apoio de Maia.

O presidente Bolsonaro se aproximou do Centrão por conta do inquérito em que é investigado por interferência política na Polícia Federal. Ele tenta obter mais apoio parlamentar como forma de barrar uma eventual denúncia da Procuradoria-Geral da República, além de barrar os pedidos de impeachment protocolados contra ele.

 

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