…do juiz e de duas senhoras…

…do juiz e de duas senhoras…
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Algumas ações falam tanto sobre a pessoa, que palavras tornam-se dispensáveis para descrevê-la.
O modo distinto que Sérgio Moro tratou FHC e Lula, Dona Marisa e a senhora Cunha, para ficar apenas em dois exemplos, revela não apenas sua parcialidade, mas sua psicopatia, seus preconceitos, sua capacidade em ser perverso, discricionário, onde só poderia entrar a Lei e as provas. Sérgio Moro torna-se indigno de seu cargo!
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Quando Fernando Henrique Cardozo foi testemunhar a favor de Lula, explicando em detalhes que Lula nada mais fez do que ele mesmo havia feito, pedir apoio de grandes empresas para a manutenção do caro acervo dos presentes recebidos, Moro o tratou com fidalguia sem igual, sorrisos, afagos. Me entristece o fato de milhões e milhões de brasileiros não se incomodarem com uma certeza: Moro JAMAIS mandaria a polícia federal arrancar FHC da cama às seis da manhã, com dezenas de policiais fortemente armados, para conduzi-lo coercitivamente, sem que houvesse uma intimação antecedendo a ação violenta, desnecessária, criminosa. Talvez porque para esses milhões de brasileiros, isso não importe, afinal, era Lula o agredido, não uma pessoa que merecesse, se não respeito, ao menos um tratamento JUSTO por parte do juiz.
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Moro tem o mérito da coerência, isso podemos afirmar, em relação a suas preferências e ódios. Dona Marisa foi achincalhada com o vazamento de gravações familiares que nada tinham a ver com as investigações. O objetivo era humilhá-la, mostrá-la ao Brasil com sede de sangue como uma “mulher vulgar, que falava palavrões”, que sentia ódio afinal, dos que massacravam dia e noite seu marido, ela mesma, seus filhos e até seus netos – os ipads das crianças foram levados pela polícia federal para “busca de provas” – não eram afinal, os netos do pobro FHC…..
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Tratada como criminosa, “cúmplice do chefe da quadrilha”, na compra de um triplex que não comprou, e de um sítio em Atibaia que também não comprou, até hoje Moro se nega a inocentá-la.
Morreu em parte por esse massacre, essa perseguição que se tornara um hábito perverso, sempre pelas mãos do mesmo juiz, que em relação à senhora Cunha teve desde sempre, toda a delicadeza do mundo, um cavalheirismo insuspeito no juiz com “fama de durão”.
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Não conheço detalhes do processo de Cláudia Cruz, mas li centenas de artigos sobre as acusações contra dona Marisa, de uma inconsistência que envergonha o STF e o CNJ, por permitirem o massacre havido pela falecida mulher de Lula.
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Sei que um Moro gentil e generoso soltou sua sentença, absolvendo a senhora Cunha, sem ilações, sem convicções, sem atropelamentos da Lei, sem estardalhaços do Ministério Público Federal. Um pequeno puxão de orelhas, aconselhando à senhora que não gaste tanto em supérfluos e aprenda a averiguar (sic…..) a origem do dinheiro alto que chegar às suas mãos.
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Não sei se me dói mais a parcialidade desonesta óbvia do juiz, ou a parcialidade preconceituosa, imoral, da sociedade que não se importa, desde que seu justiceiro siga com “os preconceitos certos!”
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(eduardo ramos)

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