Dodge teria usado fundação da Lava Jato e inquérito do STF para acenar a Bolsonaro

Segundo reportagem, o governo gostou da tentativa de arquivar o inquérito que investiga ataques ao STF porque entre os detratores estariam apoiadores de Bolsonaro

Foto: Agência Brasil

Jornal GGN – Quando despachou pelo arquivamento do inquérito do Supremo Tribunal Federal que investiga disseminação de fake news e ataques aos ministros da Corte, Raquel Dodge matou dois coelhos numa jogada só: agradou o Ministério Público Federal e o governo Bolsonaro, pois entre os detratores dos ministros certamente estão aliados e apoiadores do presidente eleito.

Reportagem publicada por Época nesta sexta (10) afirma também que Dodge tentou acenar a Bolsonaro quando avançou contra a fundação da Lava Jato. A procuradora-geral da República defendeu que os R$ 2,5 bilhões que a Petrobras deve pagar em solo nacional (a multa decorre de processo nos EUA) devem ser remetidos para a União, e não parar num fundo patrimonial sob a influência dos procuradores de Curitiba.

Quando a fundação da Lava Jato veio à tona, também circulou em Brasília, segundo informações do jornalista Tales Faria, que aliados de Bolsonaro estavam preocupados. O entendimento era que metade dos R$ 2,5 bilhões seria utilizada em ações para promover a Lava Jato e alavancar a candidatura de Sergio Moro para a Presidência, em 2022.

Os acenos de Dodge estão dentro do contexto da eleição para a PGR. A atual chefe do Ministério Público Federal quer ficar no cargo e, para isso, tem de provar que não será inimiga do atual governo.

Entre os conselheiros de Bolsonaro circula a ideia de que ele não pode cometer os mesmos erros de Dilma Rousseff e Lula, que colocaram na PGR pessoas que não deram folga ao governo. Resultado: PT pego no mensalão, em sua gestão, e Dilma derrubada por um impeachment incentivado pelo noticiário policial.

2 comentários

  1. Fala-se de tudo e de todos,guerra civil,genocídio,massacres,carnificinas,volta da guilhotina,do garrote vil,fuzilamentos,o escambau de Mussurunga,certo.A única dúvida que tenho é onde já se viu Generais de pijama mandar em porra nenhuma?Ora,ora,aqui no Brasil seu moço.Ainda assim,tenho dúvidas.

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