É do Mendonça de Barros?

    Uma vez a Última Hora colocou a assinatura de José Ramos Tinhorão (um tradicionalista) em um artigo do maestro Júlio Medaglia (um vanguardista).

    Só pode ter ocorrido isto no caderno “Dinheiro” da “Folha”, em um artigo assinado por um suposto Luiz Carlos Mendonça de Barros <a href=”http://http://www1.folha.uol.com.br/fsp/dinheiro/fi1711200610.htm‘ target=’_blank’>(clique aqui).

    No artigo, o suposto Mendonça diz que há um novo metabolismo na economia, com o aumento das importações, que obrigará o organismo econômico brasileiro a se modernizar:

    “Por muito tempo esse descompasso gritante entre a qualidade de nossa economia de mercado e a de nossos concorrentes ficou mascarado pela nossa incapacidade de importar. Operamos até 2004 como se tivéssemos, na prática, uma economia fechada e sem a competição externa”.

    Não pode ser o Luiz Carlos, e não deve ser o Brasil a que ele se refere. E o período 1994-1999? “A experiência desastrosa do regime de câmbio fixo, combinada com um mundo em crise financeira e sem a dinâmica chinesa dos últimos anos, levou o país a criar um ambiente de negócios no sentido contrário ao que prevaleceu nas outras economias de mercado”.

    Mas a principal seqüela do câmbio apreciado foi justamente a invasão dos produtos importados, e a destruição da competitividade da indústria brasileira, o fim dos saldos comerciais (que hoje se mantém por conta das exprtações de primários). O próprio José Roberto Mendonça de Barros já mencionou por diversas vezes a segunda onda destrutiva do câmbio.

    Vamos conferir amanhã na seção “Erramos” se não houve troca do autor do artigo.

    Atenção

    Pessoal,

    estava brincando com o “Erramos”. É do Luiz Carlos, sim. Só que contrasta com o que ele vinha escrevendo.

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