E o Golem ele mesmo apagou o “E” em sua testa:o suicidio do Judiciário.

Já escrevi aqui  sobre o Golem, o monstro de argila que foi criado para proteger as aldeias judaicas dos Progroms. O nosso Golem é o judiciário. Criado para levar a verdade e proteger-nos do arbítrio, ele mesmo se encarregou de se autodestruir.  O Golem tinha a palavra EMET – cujo significado é verdade  gravado em sua testa, mas  o Golem se desfez se tornando pó quando apagaram a letra “E” de sua testa deixando apenas a palavra morte “MET”.

O nosso judiciário, e em particular o STF, foi pouco a pouco apagando o “E” da verdade e  justiça , em cada um dos seus atos, explicitados  em frases, como , “Domínio do Fato, ou “embora sem provas, o condeno porque a literatura  assim me permite”. Foi sendo apagada por juízes que delegaram para instâncias inferiores todo o poder. Foram apagando o “E”, ao se acumpliciar com todos os abusos e esbulhos de direitos de cidadão. Foram se apagando a cada prisão política a cada delação torturada. Apagaram mais um pedaço do “E” quando proibiram um ex-presidente se tornar ministro, ou se candidatar a presidência. Quando violando a constituição permitiram a prisão antes de tramitado em julgado uma condenação. Quando decidiram o fim do foro privilegiado que foi usado para jogar políticos corruptos para julgamentos em suas próprias comarcas, onde jamais serão condenados. Mas quando conveniente, alegaram foro privilegiado para julgar e condenar sem possibilidade de apelação um inocente como Pizollato, que sequer tinha foro privilegiado. Foram apagando o “E”, com o jogo dos habeas corpus favorecendo aos amigos do Rio de Janeiro, e de Minas Gerais,e contra o preso político em Curitiba. Quando se apegam às filigranas jurídicas para se acumpliciar numa condenação baseada num auto condenatório que confessa o próprio abuso e diz explicitamente que não tem provas. Uma condenação que parte de bilhões de dolares e chega a um  triplex chinfrin e que tem donos em documento de fé pública,  ou um terreno jamais comprado  e ou galpão num sítio.  E assim  o próprio Golem foi apagando a letra “E” em sua testa  pois odeia a verdade  sem saber que ao final só lhe resta a morte.

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Agora quando espontâneamente, um ex advogado trabalhista, que se distanciou ao máximo de sua origem para pertencer a sua nova casta, assume a presidência do STF, convida um militar e depois outro para assessorá-lo e lhe dizer  o que deve fazer,  o que restava da letra “E” foi finalmente apagado. Só resta o “MET”, o STF morreu.

E numa fase premonitória este mesmo presidente, diz que agora o Supremo deve se recolher.

PS: os links dos artigos sobre o Golem

https://jornalggn.com.br/fora-pauta/judiciario-e-o-mito-do-golema-espera…

https://jornalggn.com.br/blog/frederico-firmo/de-golem-a-hidra-uma-opera-bufa-por-frederico-firmo

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