Em Davos, Trump segue negando alterações climáticas

Fazendo referência indireta a Greta Thunberg, presidente norte-americano critica “profetas da desgraça” climática e ressaltou que seguirá defendendo a economia de seu país

Jornal GGN – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticou os “profetas da desgraça” do clima em seu painel no Fórum Econômico Mundial, em Davos (Suíça), pedindo a rejeição de “previsões do apocalipse” e ressaltando que os Estados Unidos defenderiam sua economia.

Segundo informações da BBC News, a ativista sueca Greta Thumberg – a quem Trump ironizou depois de assistir um discurso durante uma cúpula do clima da ONU em 2019 – estava presente na plateia.

O discurso de Trump foi feito antes do início do julgamento de seu impeachment no Senado dos Estados Unidos. Em Davos, o presidente norte-americano disse que o momento é de pessimismo, e não de pessimismo.

Além de elogiar as conquistas econômicas de seu governo e o boom do setor energético norte-americano, Trump cutucou os ativistas climáticos chamando-os de “alarmistas” e que eles querem “poder absoluto para dominar, transformar e controlar todos os aspectos de nossas vidas”. Para ele, os manifestantes são “os herdeiros das cartomantes tolas de ontem”.

Mais tarde, Greta abriu uma sessão tratando de maneiras para se evitar um apocalipse climático. Ela voltou a criticar políticos e empresários por suas contínuas “palavras e promessas vazias”, ressaltando que o mundo “no caso de você não ter notado está pegando fogo”.

As questões ambientais integram parte importante dos debates de Davos, enquanto cientistas dizem que as metas para redução da temperatura global ainda estão longe de ser alcançadas: os países que integram o Acordo Climático de Paris se comprometeram a manter as temperaturas bem abaixo de 2°C acima dos tempos pré-industriais e se esforçando para manter a elevação para 1,5° C.

Porém, o Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas disse que a Terra estava caminhando para o 3°C, e que seriam necessárias mudanças radicais e sem precedentes para a manutenção desse objetivo. E os Estados Unidos estão se retirando do acordo climático de Paris, que Trump chamou de “mau acordo”.

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