Empresário diz que Trump sabia sobre pressão contra a Ucrânia

Lev Parnas afirmou que presidente norte-americano sabia da campanha de pressão contra a Ucrânia; julgamento no Senado começou nesta quinta-feira

O empresário Lev Parnas (esq) e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Fotos: Reprodução

Jornal GGN – O empresário Lev Parnas afirmou que o presidente norte-americano Donald Trump “sabia exatamente” o que estava acontecendo na campanha de pressão contra a Ucrânia – especificamente, o plano adotado pelo advogado pessoal de Trump e ex-prefeito de Nova York, Rudy Giuliani, para a investigação do ex-vice-presidente (e potencial adversário eleitoral) Joe Biden.

O empresário é amigo de Giuliani há anos, e atuou como intermediário entre o governo americano e promotores ucranianos, que foram pressionados a encontrar provas de que o filho de Biden, Hunter, cometeu ilegalidades quando atuou no conselho da empresa ucraniana de gás Burisma, na época em que o pai era vice-presidente de Barack Obama.

Segundo informações do jornal O Globo, Parnas deu entrevistas ao canal MSNBC e ao jornal The New York Times que foram divulgadas antes da abertura formal do julgamento de Trump no Senado norte-americano.

Ao mesmo tempo, o Escritório de Auditoria do Governo (GAO, na sigla em inglês), agência do Legislativo responsável pela supervisão do Executivo, afirmou que a retenção do pacote de ajuda no valor de quase US$ 400 milhões à Ucrânia foi ilegal.

Tanto as entrevistas de Parnas como a conclusão do GAO deverão ser usadas pelos democratas para pressionar os republicanos a convoca-lo para testemunhar, assim como o ex-assessor de Segurança Nacional John Bolton, que Parnas afirmou também ter conhecimento da campanha contra o governo ucraniano.  O senado norte-americano tem maioria republicana, e no momento está totalmente fechada a favor de Donald Trump.

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O presidente dos Estados Unidos é acusado de obstrução de Congresso e abuso de poder ao vincular as investigações contra Biden à concessão de um pacote de socorro à Ucrânia no valor de quase US$ 400 milhões e a uma visita do presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, à Casa Branca.

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