Empresário preso pagou escritório que depois remunerou Witzel com R$ 287 mil

Governador recebeu R$ 284 mil do escritório do ex-sócio Luiz Tristão, que trabalhou diretamente para o empresário Mário Peixoto

O governador Wilson Witzel, assina licença de instalação da usina termelétrica GNA II, no Porto do Açu, durante reunião no Palácio Guanabara

Jornal GGN – Wilson Witzel recebeu em 2018 um total de R$ 284 mil do escritório de Luiz Tristão – advogado, ex-aluno, ex-sócio e atual secretário estadual do Rio de Janeiro -, que trabalhou diretamente para o empresário Mário Peixoto.

Peixoto é investigado junto com Witzel na operação Placebo. Há suspeita de favorecimento ao empresário nos contratos envolvendo obras dos hospitais de campanha contra coronavírus.

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A suspeita nos recursos entre Witzel, Tristão e Peixoto está estampada em edição da Folha de S. Paulo desta sexta (29).

Na campanha de 2018, Tristão advogou para Peixoto, que buscou a Justiça justamente para destravar contrato de sua empresa com o governo do Rio. Pelo serviço, Tristão teria recebido um total de R$ 225 mil de Peixoto, segundo as investigações preliminares.

No mesmo ano, segundo declarações de imposto de renda de Witzel, o hoje governador recebeu do escritório de Tristão o valor de R$ 284 mil. Desse total, Witzel afirma ter usado R$ 215 mil para financiar a própria campanha ao governo do Rio.

Witzel, cuja relação com Tristão e Peixoto foi revelada ainda na campanha eleitoral, hoje nega que tenha sido sócio do ex-aluno ou favorecido o empresário.

Mas uma vez eleito, Witzel revogou uma série de restrições que estavam colocadas sobre as empresas de Peixoto. E, a partir de então, o empresário voltou a ganhar contratos do governo do Estado, hoje investigados na operação Favorito, da Lava Jato. Peixoto está preso em virtude desta investigação.

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A operação Favorito também descobriu que um sócio de Peixoto, Alessandro Duarte, também investigado, contratou o escritório da primeira-dama Helena Witzel em 2019. O contrato soma R$ 540 mil. As provas forma compartilhadas com a operação Placebo e Helena deverá depor aos investigadores, após ter sido alvo de busca e apreensão.

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1 comentário

  1. Essas investigações continuam soando estranhas. o curso que essas investigações seguem são totalmente agilizadas para poderem achar um único culpado de tudo e todo mundo sabe quem é…e quem está por trás disso

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