Empresários do Paraná dão pontapé em partido político para Sergio Moro

    Um dos líderes do movimento que vai virar partido é Fabio Aguayo, que tentou se filiar ao PSD

    Jornal GGN – É destaque na coluna de Mônica Bergamo nesta terça (23) que um grupo de empresários do Sul decidiu criar um “movimento” batizado de “Cidadão Democrático de Direito” que visa reunir exclusivamente apoiadores do ex-juiz Sergio Moro.

    O objeto é transformar o movimento “legalista sem ser extremista” em partido político para que, caso queira, Moro possa disputar a Presidência da República em 2022.

    Um dos mentores do movimento é o empresário e presidente da Abrabar (Associação Brasileira de Casas Noturnas), Fabio Aguayo.

    Em março, o nome de Aguayo circulou em colunas de política no Paraná por causa de articulação para se filiar ao PSD, o partido do governador Ratinho Junior e do deputado federal Ney Leprevost, que deseja ser o candidato da legenda à Prefeitura de Curitiba.

    Desde que Moro saiu do governo Bolsonaro, ele vem sendo atacado pela militância bolsonarista. A extrema-direita rachou entre eleitores que apoiam o presidente Jair Bolsonaro incondicionalmente e os lavajatistas, que estão criando uma rede “orgânica” e tirando dinheiro do próprio bolso para financiar as ações a favor de Moro.

    No mês passado, Aguayo afirmou a um site que os empresários bancaram a instalação de outdoors por 30 cidades do Paraná para ajudar a defender Moro da “guerra virtual” que tenta “macular” sua imagem. Empresários de Santa Catarina e Minas Gerais se comprometeram a fazer o mesmo.

    Para Aguayo, Moro é a alternativa a Bolsonaro e ao PT. “Tenho certeza que ele é a tão sonhada terceira via que o Brasil busca, de sair dessa polarização: nem Aliança nem PT”, disse.

    A Abrabar, que já contratou os serviços de Rosangela Moro, lançou nas redes sociais a campanha #fechadocomMoro.

    “Estamos mobilizando as pessoas independentes da classe artística, atletas, juristas, profissionais liberais, autônomos, trabalhadores e empresários e todos da sociedade civil organizada a manifestar apoio ao cidadão Sergio Moro”, disse Aguayo ao Valor Econômico ainda em abril.

    À jornalista Mônica Bergamo, Aguayo acrescentou que o movimento “não é para ele [Moro] ser candidato ou lançá-lo a nada, e sim para ter um meio de agregar seus amigos, seguidores, fãs e simpatizantes.”

    “Nós não somos porta-vozes dele. Mas se um dia ele se quiser aventurar nisso [eleições], vai ter disponível alguma coisa com uma base genuína para ele, não contaminada por partidos”, segue Aguayo.

    O movimento se declara “legalista sem ser extremista” para continuar levantando a bandeira do combate à corrupção e da Lava Jato, mas marcando contraponto ao bolsonarismo por respeitar o Supremo Tribunal Federal.

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    8 comentários

    1. E que “empresariado”, hem! É aquela chinelagem endinheirada que surgiu de uns tempos pra cá. São os Maderos, Hangs, Coronas, Skafs, Nadalins das jogadas rasteiras e sórdidas. Essa é a gentalha morista. Estamos mal parados!

    2. Parece que Moro conta mesmo com “simpatia” de DONOS DE CASAS E BARES NOTURNOS, lugar em que todos os gatos são pardos!!!. Outro bastante conhecido é aquele do Bahamas, onde ele tem entrada franqueada pelo resto da vida!! Seria desnecessários dizer: ” é tudo puteiro”? Interessante como o Moro faz sucesso com essa gente e como todos estão prontos para acabar com a corrupção!! DOS OUTROS

    3. Não é novidade.
      Há algum tempo, um publicitário de Minas Gerais foi procurado por policiais federais que tinham interesse em criar um partido político.
      O publicitário disse que não tinha experiência no assunto. E os policiais federais não o procuraram mais.
      Como é uma fala de terceira mão, então, se vc quiser jogar fora, tudo bem.
      Agora, não me parece descabido que se possa ter um partido representativo de quaisquer polícias. Claro, não se trata de policiais fazendo política partidária, mas ter quem os represente.
      Afinal, o poder armado está descolado há tempos, ao meu ver.

    4. É o objetivo da turma do Midiciário/MP desde a patifaria de Joaquim Barbosa. Entregar a presidência um mercenário estadunidense.
      Enquanto existir “livre convencimento de juiz” haverá lawfare e, enquanto houver lawfare, o processo eleitoral será fachada democrática.
      O legislativo, não tem como enquadrar alterando a legislação pq quem ousa contrariar a quadrilha ( pq é disso que se trata) é linchado pela mídia( Globo ). Lembram do Ficha-Limpa? Parlamentar que pensasse em denunciar o caráter embusteiro da lei, era tratado como corrupto. Como o esquema é criminoso, só bandidos terão vida fácil em Pindorama, enquanto durar esse simulacro de democracia. Na real, não temos Judiciário, MP,Legislativo aquele papo de três poderes independente e harmônicos, aqui virou o midiciário sob comando de um grupo de comunicação estadunidense travestido de nacional, apenas para garantir o sucesso da empreitada.

    5. Manchete no sítio da Folha de hoje, 24/6/20:

      “Receita Federal aponta manobras tributárias de empresários bolsonaristas

      Valores cobrados em autuações do fisco chegam a R$ 650 milhões”.

      É o nível dessa corja, dessa escumalha, desse rebotalho que se apoderou do País.

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