Erramos: Ambev não usa substância encontrada na cerveja da Backer

Incorretamente, artigo afirmava que substância era utilizada para "acelerar o ponto de ebulição da água da cerveja", com o intuito de proporcionar economia de energia na produção

Jornal GGN – Em 22 de janeiro, o GGN publicou uma série de informações improcedentes no post “O escândalo da cerveja mineira repetiu a tragédia dos vinhos austríacos em 1985”.

O texto dizia que o dietilenoglicol – a substância que teria provocado a morte de vários consumidores da marca Backer, de Belo Horizonte – “é utilizado largamente pelas grandes companhias”, como a Ambev, e que fora adotado pela Backer por questão meramente econômica.

A Ambev, na verdade, “não possui e não utiliza a substância dietilenoglicol em suas cervejarias”, afirmou sua assessoria de imprensa ao GGN.

Incorretamente, o artigo afirmava que a substância era utilizada para “acelerar o ponto de ebulição da água da cerveja”, com o intuito de reduzir tempo e proporcionar uma economia de energia na produção.

Um leitor já havia alertado que o etileno glicol é usado para resfriar o mosto (mistura açucarada destinada à fermentação alcoólica), não para ferver água cervejeira. Em contato com o GGN, a Ambev acrescentou que “as cervejarias não colocam nada no líquido para fervê-lo”.

O GGN também publicou, erroneamente, que cervejarias passaram a fabricar cerveja de milho também por estratégia econômica, e que a Ambev teria desenvolvido com a empresa Ingredion “um xarope de milho que dispensa a fermentação.”

De acordo com a Ambev, “algumas cervejas usam cereais não malteados (como milho, arroz e variantes), mas eles continuam precisando passar pelo processo natural de fermentação para virar cerveja.”

É “mentira”, portanto, que o procedimento seja realizado “a frio” e sem fermento. “O processo é feito na temperatura correta de fermentação (que não é fria), e o fermento continua e sempre será o principal responsável pela transformação das matérias primas em cerveja, inclusive o fermento é parte do segredo da receita de cada marca, guardado a sete chaves.”

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Nenhum procedimento adotado poderia dispensar a fermentação. “Sem fermentação não existe cerveja, existe um caldo de malte de cevada, extremamente doce”, alertou outro leitor do blog.

No post também constava que, no caso da Backer, “provavelmente” a cervejaria teria recorrido ao dietilenoglicol para fazer frente ao “crescimento exponencial” que vive nos últimos anos – refletido em um suposto contrato de patrocinador do Carnaval de Belo Horizonte. Tais afirmações tampouco poderiam ter sido feitas.

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7 comentários

  1. Parabéns ao GGN pela retratação, mas ficou evidente a falta de verificação do texto com alguém que entendesse o mínimo de fabricação de cerveja ou qualquer outro produto alcoólico, os erros do texto eram grosseiros.

  2. CErveja tem no nome a radical CE, pois vem da CEvada. No Brasil, por lei se permite o uso de apenas 50% de CEvada. Como o milho chega a ser 30% mais barato que a CEvada é lógico que alguns fabricantes preferem fazer assim. Como o milho produzido em grande escala é transgênico, tem de colocar o sinal “T” nas embalagens. Tempos atrás, no liberal-liberado governo Temer, estavam tentando tirar na câmara, a obrigatoriedade de sinalizar nos rótulos (não só das cervejas, claro que com a bancada agro, por trás de tudo). Outro problema com a cerveja (ou milheza) é que é propaganda enganosa, a fala ao final das propagandas “beba com moderação”, já que sabe-se que um dos males que a droga do álcool provoca no cérebro é a de bloquear o senso crítico-moral ou seja, perde-se juízo, a capacidade de moderar. Como hoje em dia são grandes patrocinadores de eventos e assim bancam boa parte dos salários na mídia corporativa, seus jornalistas… deixam estar.

    https://www.gazetadigital.com.br/editorias/cidades/alcool-tira-reflexo-e-o-senso-critico/203622

    https://gbribeiro.jusbrasil.com.br/artigos/317139627/uso-de-milho-transgenico-em-cervejas-nacionais?ref=feed

    https://csalignac.jusbrasil.com.br/noticias/348558304/cerveja-o-transgenico-que-voce-bebe?ref=feed

    https://noticias.uol.com.br/saude/ultimas-noticias/redacao/2016/01/21/por-que-o-alcool-afeta-o-seu-comportamento.htm

  3. Apesar dos erros, o texto contém acertos. Cerveja é. ou deveria ser, água, malte e lúpulo. A brasileira tem como base o milho, pelo simples fato ter um custo menor em relação à cevada importada. Segundo, o lúpulo, conservante natural, também importado, ou é de segunda linha ou é substituído por conservantes químicos; basta ler o rótulo das cervejas. Ou seja, cerveja brasileira deve ser tomada super gelada, para amortecer as papilas gustativas, pois com milho e sem lúpulo tem o gosto em temperatura ambiente de papelão! Nem vou mencionar a dor de cabeça no dia seguinte, sintoma da provável de outras substâncias químicas além do álcool.

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  4. Nassif: eu não esperava diferente atitude sua e do seu Blog diante daquela publicação inoportuna. Minha admiração e respeito pelo seu trabalho sobe às nuvens. Que nos sirva de lição e exemplo, num mundo do fakenews e outras baixarias. Só aos grandes é permitido a dimensão da humildade. Sucesso em seu trabalho.

    PS.: mas não esquece de ficar de olho nessa turma de cervejeiros e outros, que usam produtos potencialmente nocivos à saúde dos consumidores.

  5. Como a BACKER passou a ser um sucesso e nada se produz melhor; talvez igual, é verdadeiro. Então creio firmemente no boicote, terrorismo industrial. Quem se beneficia?
    As da Ambev parecem água podre e ninguém as quer mais?????????

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