Exoneração de coordenadores do Ibama impulsiona desmate no PA

Terra indígena paraense tem sido afetada pela invasão de centenas de pessoas e por queimadas para formação de pasto para o gado

Foto: Reprodução/Ministério Público Federal

Jornal GGN – Três meses após uma grande operação realizada pelo Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) contra crimes ambientais, a Terra Indígena Trincheira Bacajá, no sudeste do Pará, voltou a registrar alta no desmatamento ilegal e com a presença de não indígenas.

Reportagem do jornal Folha de São Paulo explica que a região foi alvo de uma grande operação do Ibama em abril, quando uma ponte de madeira de acesso ao território indígena foi parcialmente destruída, além do desmonte de duas serrarias que se abasteciam de madeira ilegal da região.

O Ibama também multou a Prefeitura de São Félix do Xingu (por permitir a via de acesso até a TI), o presidente da associação dos invasores, Arilson Brandão, e o vereador Silvio Coelho, correligionário do senador Zequinha Marinho (PSC-PA) – que tem apoiado os invasores de terras indígenas localizadas no Médio Xingu.

Por conta da veiculação de reportagem sobre a Trincheira Bacajá na TV Globo, em maio o governo Jair Bolsonaro exonerou o então coordenador de operações de fiscalização do Ibama, Hugo Loss, que participou da ação, e o coordenador-geral de fiscalização, Renê Luiz de Oliveira.

Com isso, o desmatamento disparou: a região perdeu 32 hectares apenas no mês de junho, contra três hectares em maio, além do registro de um novo ramal que levou invasores para a aldeia Kenkro, aumentando o risco de conflitos.

 

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