Fiocruz já identificou 40 mutações do novo coronavírus

Segundo o órgão as linhagens B.1.1.28 e a B.1.1.33 são predominantes nas infecções pela doença no País. Mas, de acordo com especialista, as dezenas de mutações não são motivo para o pânico da população

AP - Michael Kappeler

Jornal GGN – O Laboratório de Vírus Respiratórios e Sarampo do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) já identificou, pelo menos, 40 variantes do Sars-CoV-2, o novo coronavírus, desde o início da pandemia no país, em março. As informações são do jornal Estado de S. Paulo.

Segundo o órgão, que atua na vigilância epidemiológica do coronavírus e faz o sequenciamento genético do genoma, as linhagens B.1.1.28 e a B.1.1.33 são predominantes nas infecções pela doença no Brasil.

Para a pesquisadora Paola Cristiana Resende, que concedeu entrevista ao Estadão, essas essas mutações são comuns nesse tipo de vírus, mas não impactam as vacinas contra a Covid-19 que vem sendo sendo desenvolvidas no mundo inteiro nos últimos meses.

“De acordo com as informações disponíveis na plataforma internacional de dados genômicos Gisaid, cuja equipe de curadoria integramos, já foram identificadas cerca de 40 linhagens do Sars-CoV-2 no Brasil, provenientes de diversas partes do mundo, em especial da Europa. Porém apenas duas predominam em circulação, a B.1.1.28 e B.1.1.33”, explicou.

No entanto, de acordo com Resende, essas dezenas de mutações não são motivo para o pânico da população. “Acompanharemos em tempo real a possibilidade do vírus se tornar mais transmissível e causar uma infecção mais grave ao organismo humano. Até o momento, os dados não mostram que o vírus tenha ficado mais transmissível ou que possa causar uma doença mais severa. Não é momento para pânico. É tempo de prevenção”, completou.

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