Fôlego ao setor naval

A Petrobras está otimista com as encomendas de embarcações no âmbito do programa Empresas Brasileiras de Navegação (EBN). Durante apresentação de balanço do programa representantes da estatal apresentaram dados positivos do programa e do setor naval brasileiro.

De acordo com o diretor de abastecimento da petroleira, Paulo Roberto Costa, serão necessários mais estaleiros para atender a demanda da estatal, já que os números de embarcações da Petrobras apresentam crescimento significativo a cada ano.

Em 2003 eram 110 navios, saltando para 187 navios em 2010, conforme explicou Rogério Figueiró, gerente de Transporte Marítimo da Petrobras. Ele ressaltou que o objetivo da companhia é dobrara produção e atender a demanda, pois nos últimos sete anos a  capacidade de carga da frota da empresa aumentou 127 para 170 milhões de toneladas/ano.

O EBN

O EBN foi criado para reduzir a dependência brasileira do mercado externo de fretes marítimos, estimular a construção naval no Brasil e gerar empregos. O que também passa por, indiretamente, estimular padrões de qualidade nos demais estaleiros comparáveis à sua própria armadora, a Transpetro. O programa envolve o afretamento, pelo período de 15 anos, de navios a serem construídos por empresas brasileiras em estaleiros estabelecidos no país.  Também é exigido que o registro da embarcação seja feito sob bandeira brasileira durante toda a duração do contrato.

Finalizando sua segunda fase, a Petrobras mantém perspectivas positivas da primeira fase da iniciativa (EBN1), onde foram contratados 19 navios. A expectativa é atingir cerca de 50% de conteúdo nacional. O processo foi concluído em maio de 2010 e contou com a participação de cerca de 40 empresas, tendo sido apresentadas mais de 30 propostas comerciais. A previsão de entrega dos navios dessa primeira fase é entre 2012 e 2014.

Já para esta segunda fase, lançada no ano passado, a petroleira trabalha com percentuais de conteúdo nacional entre 65% a 70%. É prevista a contratação de mais 20 navios, nos mesmos moldes da etapa anterior. Participaram 38 empresas, tendo sido apresentadas mais de 30 propostas.

O programa deve contribuir para gerar cerca de 30 mil empregos diretos e indiretos, durante a construção, e mais de dois mil empregos permanentes ao longo da vida útil dos navios.

O EBN foi criado após estudos sobre as necessidades de transporte marítimo da Petrobras para o período de 2010-2020, de acordo com o Planejamento Estratégico da Companhia. As conclusões do estudo indicaram a necessidade de um novo programa, dessa vez que combinasse a construção de navios em estaleiros nacionais, com sua respectiva oferta para afretamento por empresas brasileiras de navegação, fortalecendo assim a indústria nacional e dando continuidade à renovação da frota controlada da Área de Abastecimento da Petrobras.

 

Você pode fazer o Jornal GGN ser cada vez melhor.

Apoie e faça parte desta caminhada para que ele se torne um veículo cada vez mais respeitado e forte.

Apoie agora