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11 comentários

  1. Meu Rei – Estudo de uma relação abusiva!, por Reinaldo Melo

     

    O processo de um relacionamento abusivo é simples de se explicar, mas não de se resolver. Encontra-se uma pessoa bacana e, com o tempo, ela aparenta ser tudo o que se quis. Uma série de ideias e comportamentos demonstram que as afinidades entre você e ela serão o alicerce de um futuro promissor. Admiração, companheirismo e felicidade nunca pareceram alvos tão fáceis de se acertar. No entanto, pouco a pouco, aparecem um apontar o dedo, as censuras e os julgamentos diante de qualquer discordância demonstrada. O outro quer todas as suas vontades supridas, já as suas são meras vaidades desimportantes.

    Você se percebe como um território a ser invadido, conquistado e dominado, mas, por mais que esteja explícita a sua desumanização feita pelo outro, ainda possui na mente a ilusória imagem inicial, caracterizada como um fio de esperança segurado com o fervor de que é apenas uma fase. Vai mudar. Você tenta descobrir no que está falhando para o outro ser assim tão bruto e agressivo, pois é impossível alguém que se demonstrava tão feliz ao seu lado estar agora descontente.

    Então, num determinado momento sem você perceber, sua identidade se foi e, mesmo que você tente recuperá-la, sabe que terá de caminhar por um território no qual nunca se adentrou, o território do outro, mas sem as mesmas armas e forças que ele possui sobre o seu.

    Meu Rei (Mon Roi) mostra Tony (Emmanuelle Bercot) numa clínica de fisioterapia, se recuperando de um rompimento nos ligamentos do joelho, ao mesmo tempo em que se lembra da relação com Georgio (Vincente Cassel). A metáfora é explícita. Tony precisa passar por um processo longo de recuperação para voltar a caminhar sozinha. Sua psicóloga faz a inferência de que o acidente com o joelho foi algo inconscientemente voluntário, já que joelho, em francês, genou, é a separação entre eu e nós (Je=eu, nous=nós). 

    Se em Polissia a diretora Maïwenn adota o inusitado ponto de vista do poder estatal diante da violência contra jovens e crianças, em Meu Rei opta por um ponto de vista supostamente óbvio e fácil, o da vítima de um relacionamento abusivo. Supostamente, pois o primeiro ato é conduzido de forma tão eficiente que nos sentimos perdidos tanto quanto a personagem Tony, diante do desenvolvimento inesperado de sua relação com Georgio. O que se pinta como uma narrativa romântica, bela e moral, que provavelmente se desenrolará como uma crônica de um amor positivo, desemboca-se numa trama em que, a cada tomada, uma confusa espiral psicológica se agrava. E nesta espiral somos conduzidos a não ter uma visão impessoal e desapaixonada do fato, sofremos, nos indignamos e sentimos na pele o mesmo que Tony e, assim como ela, nos sentimos impotentes.

    Maïwenn expressa a todo momento o domínio do que se quer contar. Um diálogo irônico com Georgio denominando-se como “Rei dos sacanas”, um “safada” como demonstração de carinho são pontos de partidas para aquilo que se agravará. E não ainda contente em explicitar para o público como a barbárie pode ser praticada em forma de brincadeiras pueris a dois, nos cortes para a situação de Tony na clínica, sempre há de aparecer a xenofobia cordial, a piada racista tendo a banana como um brinquedo inocente num café da manhã. É como se a diretora nos alertasse de que assim como é difícil ter consciência da discriminação dentro de uma coletividade, é imperceptível a forma como um vínculo afetivo se transforma numa relação de poder.

    E não há como destacar as excelentes performances de Emmanuele Bercort, laureada com a palma de ouro em Cannes, e Vincent Cassel. A química entre os dois faz com que a narrativa em momentos de alegria do casal flua como as relações perfeitas que tanto idealizamos. A cada momento de graduação do clímax, percebemos elementos que coadunam com o momento do casal. Da mesma maneira que Tony vai se apequenando diante da confusão psíquica, Georgio se agiganta a cada situação.

    Por  meio das expressões, gestos, olhares e mise-en-scène (disposição das personagens em uma cena), a narrativa ganha contornos de suspense ao construir uma atmosfera em que a vítima está longe de encontrar uma resolução diante de seu algoz. Interessante é o trabalho de  figurino: enquanto o de Tony vai do simples ao colorido patético, simbolizando a perda de sua identidade, o de Georgio pouco se altera nas cores escuras, ou seja, o dominador sempre esteve ali. No entanto, Maïwenn não dispensa alfinetadas no personagem como, por exemplo, montá-lo num pônei para caracterizar seu poder como o de um ser minguado.

    Meu Rei é perfeito naquilo que se propõe. Mais do que uma denúncia, o filme se coloca como um estudo das características e sequelas de uma relação abusiva. Seu desfecho amargo demonstra para os que são conhecedores ou vítimas do fato que aquilo que chamamos de amor pode variar de um sentimento belo para uma necessidade de ser reconhecido a todo momento pelo outro. É esta necessidade a brecha que o outro pode se utilizar para que nos transformemos de um ser pleno, que ame, em um reles súdito, cuja subserviência resulta na perda do amor próprio e da identidade. Reconquistá-los depende de algo muito além do tempo e do físico.

    http://formigaeletrica.com.br/cinema/criticas/meu-rei/

     

  2. STIGLITZ E A TRAGEDIA DAS

    STIGLITZ E A TRAGEDIA DAS POLITICAS DE AUSTERIDADE – Escrevi aqui mais de vinte artigos mostrando a irracionalidade absurda do plano Meirelles – Goldfajn de centrar toda a economia na meta de inflação, um erro de uma tal  magnitude que custa a crer que essa insanidade possa continuar sendo vendida como solução para a economia brasileira em sua maior recessão historica.

    O Premio Nobel de Economia Joseph Stiglitz em seu ultimo livro  THE EURO : AND ITS THREAT TO THE FUTURE OF EUROPE mostra o desastre que é uma politica amarrada exclusivamente em metas de inflação e não em emprego e crescimento. Stiglitz começa no plano do Governo Hoover de aumentar a austeridade na crise de 1930, o que transforemou

    uma recessão na Grande Depressão, mostra tambem a obsessão dos bancos centrais europeus pelo controle da  inflação, o que liquidou com a prosperidade na Europa e propiciou maior concentração de riqueza nos 1% mais ricos sem nenhum beneficio para os demais. Demole tambem o conceito de “banco central independente” dizendo que não há poder sem dono, este acaba sempre sendo capturado por grupos de interesse que se vinculam ao mercado financeiro.

     

    Stiglitz prega aquilo que qualquer pessoa racional vê, a flexibilidade monetaria é essencial para manter a prosperidade,

    a inflação pode ser uma ferramenta para sair da recessão e voltar a crescer, da mesma forma que a contração monetaria em um ciclo seguinte pode ser uma ferramenta para baixar a inflação, o nome do jogo é flexibilidade, como um fole, expandir e contrair de acordo com as circunstancias, amarrar toda a economia a meta de inflação é algo absurdamente irracional, é ENGESSAR a economia para que ela não cresça para manter a inflação no sacrossanto “centro da meta”.

    Os monetaristas perderam a guerra pela ´prosperidade na Europa, lá é dificil mudar porque o Euro é uma convenção political complexa, no Brasil é facilimo, basta não ter ultra monetaristas no comando da economia.

    Pretender cortar gastos por uma lei rigida para 20 anos a frente é loucura ainda maior do que aquela que Stglitz aponta, aumentar a taxa de juros em plena recessão e mais loucura ainda, quando a Selic de 14,25% foi fixada a inflação estava em torno de 10%, hoje caiu a pouco mais de 6%, quer dizer que a taxa real era de 4,5%, hoje a taxa real está e 8,5%, estamos pagando muito mais juros com a arrecadação em queda vertiginosa e ainda querem que esse plano

    absurdo de certo com meia duzia de concessões e parcerias que ninguem sabe se saem do chão, se todas as concessões e privatizações acontecerem não serão suficientes em valor para tirar o pais da recessão, o Brasil precisa de um trilhão de reais de injeção monetaria e não 30 ou 40 bilhões em complicadas parcerias que até agora são apenas uma intensão. Não há registro na historia economica moderna de um Pais sair da recessão apenas com investimentos

    privados, só se sai do buraco com investimento publico em grande escala, é o que ensina Siglitz e a historia economica,

    mesmo porque o investimento privado não tem estimulo em acontecer sem investimento publico antecedente.

    • O livro é muito bom e fácil

      O livro é muito bom e fácil de ler. Stiglitz conseguiu apresentar as ideias fundamentais do keynesianismode forma clara e acessível para os que não são economistas. Os dados e tabelas também são muito bons. Deveria ser leitura obrigatória para os nossos jornalistas econômicos. Acho que até a Míriam Leitão conseguiria entender finalmente por que a política de austeridade não funciona (e por que funcionou em poucos casos). Mas para o Sardenberg acho que será uma leitura muito difícil… 

    • Ordens dos Isteitis

      André Araujo, ambos os ministros fizeram suas carreiras no mercado financeiro, portanto só entendem de meta de inflação, taxa de juros e câmbio. De produção, distribuição e consumo (que toca um país) devem possuir apenas informações superficiais. Acredito que tenham sido colocados nesses cargos a mando dos “Isteitis”. Em breve veremos o FMI fazendo reuniões em Brasília para enquadrar a gestão da economia brasileira. A frase da publicidade continua valendo: “Eu sou você, amanhã”. Na Argentina já começou. Adeus soberania e independência, mesmo com terras para plantio, grandes reservas minerais, sol o ano todo, água em abundância, ausência de furacões/ciclones/terremotos, mão de obra barata e povo dócil. Era tudo que os países centrais desejavam e agora vão voltar a ter.

  3. Invasões bárbaras
    Socorro, administradores do blog.

    Não posso mais manter uma página do blog aberta sem ficar ouvindo o som interminável de uma máquina de escrever irritante e super barulhenta.

    Estão me forçando a não mais visitar o blog.

  4. 32,8 milhões de domicílios que não estão conectados à rede.

    Preço é a maior barreira no acesso à internet, mostra pesquisa de entidade do setor

    Segundo Winston Oyadomari, coordenador da pesquisa TIC Domicílios, feita pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil, o valor do serviço foi apontado como impedimento pelos moradores de 60% dos 32,8 milhões de domicílios que não estão conectados à rede.

    http://glo.bo/2d5qxL2 

  5. Aguardo ler no GGN as

    Aguardo ler no GGN as posições dos especialistas em Educação sobre a tal reforma de Temer no Ensino Médio.

  6. 23/09/2016 15h50 – Atualizado

    23/09/2016 15p0 – Atualizado em 23/09/2016 15p0

    Terry Jones, do Monty Python, é diagnosticado com demência

    Doença afeta comunicação do ator, que deixará de conceder entrevistas.
    Membro fundador, ele assina algumas das produções mais famosas do grupo.

    Da EFE

    Terry Jones no Creative Arts Emmy Awards em Los Angeles, em 2010 (Foto: AP Photo/Chris Pizzello, file)

    Terry Jones, membro fundador do emblemático grupo de comédia britânico Monty Python, sofre de um tipo de demência, por isso deixará de conceder entrevistas, informou nesta sexta-feira (23) um porta-voz do ator e diretor britânico.

    Segundo seu representante, o humorista, que acaba de receber um prêmio da academia de cinema Bafta de Gales, foi diagnosticado com afasia progressiva primária, que é um variante da demência frontotemporal.

    “Esta doença afeta sua capacidade de se comunicar e, por essa razão, [Jones] já não pode conceder entrevistas”, disse o porta-voz.

    Ele afirmou, no entanto, que o artista, de 74 anos, se sente “orgulhoso e honrado” pelo Bafta especial, que foi outorgado pela academia por sua contribuição ao cinema e à televisão e “participará das celebrações”.

    ‘Beatles’ do humor
    Como membro dos Python, Jones dirigiu “The Life Of Bryan” (“A vida de Bryan”) e “The Meaning Of Life” (“O sentido da vida”) e codirigiu com Terry Gilliam “Monty Python and the holy grail” (“Monty Python em busca do cálice sagrado”), algumas das produções mais famosas da companhia, que também inclui John Cleese, Michael Palin, Graham Chapman e Eric Idle.

    Os Monty Python surgiram nos anos 1960 e estrearam na BBC com a série “Monty Python’s flying circus”, depois da qual vieram os filmes, excursões e livros que aumentaram sua popularidade.

    Sua influência na comédia foi comparada no Reino Unido com a dos The Beatles na música, e o grupo tem um legião de admiradores no mundo todo.

    (http://g1.globo.com/pop-arte/noticia/2016/09/terry-jones-do-monty-python-e-diagnosticado-com-demencia.html)

     

  7. Sérgio Moro

    Juiz Sérgio Moro faz boca de urna contra o PT, mais uma vez.

      Nas  eleições municipais, no momento em que a propaganda eleitoral já se encontra proibida pelo TSE, entra de novo  em ação o juiz Sérgio Moro fazendo boca de urna contra o PT.  Trata-se apenas de mais um capítulo na sua saga em destruir o PT, quando manda prender o ex-ministro Guido Mantega e Antonio Palloci, nos momentos finais de campanha para prefeito.Um pouco antes, como nunca visto neste país, uma denúncia do MPF, ao vivo, na TV, contra Lula, cujo o resumo da ópera foi: “Não tenho provas mas convicção de que Lula é o comandante da corrupção na Petrobrás”.Como num jogo de carta marcada, o juiz Moro acatou de pronto a denúncia contra Lula, mesmo com a declaração de que não tinha qualquer prova contra ele. O que envergonha, ou deveria envergonhar o MPF e o STF é que a Lava Jato, chefiada por Moro, já havia feito isso em 2014. Na véspera das eleições presidenciais, em 2014, quando vazou a farsa de que Lula e Dilma sabiam da corrupção na Petrobrás, no que foi desmentido até pelo advogado do citado delator.Vale lembrar que, na ocasião,  o TSE proibiu a revista Veja de divulgar a farsa, mas, como sempre, a Globo, no Jornal Nacional, e a Veja, se lixando para a justiça ,jogaram a mentira para os quatros cantos do país (1). Mesmo assim Dilma foi eleita! Vamos usar as redes sociais para barrar mais esse golpe da boca de urna do juiz,  já que toda a mídia esta mancomunada com o complô contra o PT!  A mídia, em conluio com Moro, a todo momento, solta uma nota negativa contra o PT.O povo brasileiro pode derrotar Moro, a mídia e todos os golpistas! Fonte: 1 – http://politica.estadao.com.br/noticias/eleicoes,tse-proibe-veja-de-fazer-propaganda-de-capa-com-dilma-e-lula,1582467 Rio de Janeiro, 27 de setembro de 2016  Autor: Emanuel Cancella, – OAB/RJ 75 300  Emanuel Cancella que é da coordenação do Sindipetro-RJ e da Federação Nacional dos Petroleiros (FNP) (Esse artigo pode ser reproduzido livremente) OBS.: Artigo enviado para possível publicação para o Globo, JB, o Dia, Folha, Estadão, Veja, Época entre outros órgãos de comunicação.  https://www.facebook.com/emanuelcancella.cancella  http://emanuelcancella.blogspot.com.

     

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