4 comentários

  1. Malditos comunistas
    A espera do pó vir
    C u r t a p e ç a
    Por Edivaldo Dias de Oliveira

    Portavóz – É revoltante a maneira como certas questões de estado são tratadas pelos comunistas, apenas e tão somente pelo sórdido prazer de desgastar não apenas esse valoroso governo mas também a nossa pátria tão bem amada por todos nós.

    Ospovo – (Fantasma sem definição de gênero, credo e raça que circula em meio a todos e cuja voz é ouvida ou não pelos presentes, dependendo da ocasião e circunstancia) Pátria amada e mamada ele quis dizer, e não por todos e todas, se não não estaríamos passando há séculos por esse perrengue, mas prossiga.

    Portavóz – Diante deste quadro, não nos resta outra alternativa se não tornar pública a gravação bem rackeadinha que fizemos desta bendita reunião que os comunas insistem em tornar maldita. Aqui está ela;

    Ospovo – Agora veremos a narração do acontecido, como de fato aconteceu, se é que aconteceu de fato o acontecido, cujo acontecimento não aconteceu como planejado que acontecesse em face do acontecido não planejado. Acontece! Receio que diante do fato real acontecido o povo comece a entoar aquele grito de guerra do jogo cruzeiro X boca, se não me engano assistido pelo governador mineiro de então. Sabe não? Era assim ó; “Ô Aécio, vai se f%#*$dê, o Maradona cheira mais do que você”. Mas também não vamos exagerar, né gente?

    Salão oval do Palácio do Planalto (sim, pois que depois que ele veio lá de riba com todas as deferências, subserviências e continências, nada mais lógico que mandar instalar no palácio um salão oval para as reuniões ministeriais, o que foi prontamente obedecido)

    Presidente – Não sei mais o que levar para a reunião do G20, como lembrança aos parças que estarão em Osaka, mas insisto que deve ser algo que dê destaque ao nosso país, que chame a atenção do mundo todo para o nosso governo. Temos que fazer bonito lá, taokei?

    Araújo – Café e chocolate, tão nosso, outros já devem ter levado.

    Heleno – Cachaça não dá mais pois aqueles dois também já levaram, o que é bem a cara deles.

    Damares (trepada na goiabeira) – Leva tapioca, é coisa super nossa e gostosa. Inclusive podia adicionar um ingrediente novo, tapioca gourmet.
    Presidente – Gostei, gostei da tapioca.

    Zerum – (sentado à direita do Pai, ganhou esse direito hoje, no par ou impar) E eu do ingrediente novo, me parece interessante.

    Zerotreis – (Sentado atrás do pai, ganhou cadeirão cativo de restaurante para crianças, com direito a chocalho e babador, que se recusa a usar, prefere babar no genitor). É isso aí, tapioca gourmet com ingrediente novo, chega de farinha de mandioca, coisa de pobre e comunista. Manda vir pai, o pó.

    Presidente – Filho!? Guedes, o que acha?

    Damares – Quando falei em ingrediente novo não pensava em trocar a fa…

    Presidente – Chega Damares, sua sugestão foi acatada, do resto a gente cuida, que acha Guedes?

    Guedes – Vai bombar, o PIB vai bombar.

    Presidente – Ótimo, vamos previdenciar. Outra coisa. E isso é muito importante para evitar desavença na minha família, semana passada quase saiu tiro por causa disso. Quero que torne oficial que a partir de hoje o presidente não mais será tratado como tal nem pelo primeiro ou segundo nomes mas apenas Presidência Bolsonaro, assim toda a família envolvida será contemplada. Com isso eu apascento os de casa e premio os de fora, o povo, que elegeu um e tá levando quatro. Isso aí começa agora nesta reunião para a gente ir se acostumando, taokei?

    Ospovo – E o povo de quatro está e de quatro vai ficar até o fim deste governo cujo fim é cada dia mais imprevisível. Nunca ví uma promoção, uma queima de estoque tão fajuta, mais parece as primeiras Black Friday, “Tudo pela metade do dobro” e pior, o povo vai e compra.

    Heleno – Desculpem, talvez seja a força do hábito, da profissão de zelar pela segurança da presidência que faço tão bem e com tanto zelo, mas tenho a impressão de estar ouvindo vozes de pessoas não presentes entre nós, estarei enganado?

    Presidente – Eu também tô ouvindo isso aí viu? Só não dei na vista porque já carrego aquele caso da minha promoção a capitão e consequente aposentadoria, se eu ficar dando bandeira… agora que o general tocou no assunto. General, tú checou tudo direitinho, não tem penetra, x9?
    Heleno – Tá tudo checadinho, pente fino em tudo, alta tecnologia.

    Damares – É esprito, é só não dá ligança. Esse spectro está sempre presente em reuniões de governo, principalmente onde a pauta não leva em conta os interesses do povo. Ospovo é seu nome e nada mais sei.

    Presidente – E não tem como se livrar disso, uma oração forte, uma reza braba? Vamos chamar aqueles da tv pra vir nos benzer.

    Damares – Não há nada que nos livre, nem Castelo Forte nem Salve Rainha. O que ele quer a gente não dá, que é participação popular, pelo contrário temos retirado do povo tuto isso e essa é a consequência, temos que pagar.

    Presidente – Vamos prosseguir com a reunião então taokei?

    Araújo – Sr. Presidente, digo Presidência, desculpe, se a opção for essa isso requer uma triangulação internacional e eu como chanceler sou a pessoa indicada para realizar a tarefa.

    Presidente – Como assim triangulação internacional, me explica isso direito taokei?

    Araújo – Desculpe sr. Presidencia, mas pensei que já estava familiarizado com o processo, digo, a situação, se é que me entende?

    Presidente – Entender eu entendo homem, mas tudo tá sendo gravado e provavelmente rackeado, se é que me entende, taokei?

    Araújo – Agora sim, presidencia. E como pouco sabe sobre o metier, aqui vou eu: A Bolivia entrega a Colombia a folha, que a tranforma em pasta e assim chega a Minas que faz a farinha.

    Guedes – É feita em Minas então? Mas não há risco daqueloutro se apropriar do produto final e nos deixar na mão, assim o PIB não bomba.

    Heleno – Ele fica com um dízimo, uma parte pequena, o resto a gente traz. Posso passar a ordem para frente Presidencia?

    Presidente – Taokei.

    Heleno – Quantos kilos senhor?

    Presidente – Já falei repetidas vezes que não entendo de economia, isso é com o Guedes.

    Guedes – São vinte países menos o brasil que é o dono da matéria prima, então ficamos com dezenove, daremos dois kilos para cada líder levar para casa e fazer a tapioca ao vivo para seu povo. Serão trinta e oito kilos exatamente.

    Damares – Leva dois a mais e eu junto, assim, com os dois kilos eu poderei fazer a tapioca na frente de todos para que possam degustar nossa iguaria.

    Zerodois – Sai prá lá sua goiabenta, essa tarefa de preparar a desgustação a presidência se encarrega né não papi?

    Damares – Ai zero, benta eu? O que faço é ficar em oração a espera do porvir.

    Presidente – E o resto de nós ficaremos ansiosos em Osaka a espera do pó vir. O nosso Brasil vai fazer bonito lá. Então Guedes, quarenta kilos, taokei?

    Guedes – Vai bombar, o pib vai bombar, é mercado que não acaba mais.

    Presidencia – Heleno, saia e tome as previdências necessárias e urgentes para o embarque da mercadoria.

    Heleno – Sim capitão, digo, presidência. Senhor, se me permite uma sugestão, diante de solenidade tão alvissareira que antevejo para nossa pátria, talvez vossa excelência devesse fazer um pronunciamento a nação na tv, sem revelar, claro os pormenores da tão boa nova, pois ao mesmo tempo em que Injeta em todos esperança, cria em tudo mundo uma expectativa benfaseja.

    Presidente – Eu não quero mais fazer nenhum pronunciamento na tv…a menos, amenos…que seja do jeito que estamos disposto aqui eu meus filhos. Isso é inovador, revolucionário, todos com a faixa presidencial. Isso sim é família, mas agora tá muito em cima da hora, faremos esse pronunciamento na volta, mas somente nesse formato.

    Ospovo – Eis aí a justificativa de tantas flexões publicas, é um na cacunda e dois nos espinhaços, parece burro de cangalha e cassuá, por isso não tem energia para pensar governar o país como deveria e acaba por terceirizar, privatizar e entregar tudo. Olhem onde viemos amarrar nosso burro?

    Portavóz – E assim aconteceu o que não aconteceu devido a interferência de Agentes infiltrados da UE, que vendo a futura pujança do nosso mercado com a nova mercadoria e temendo a falta do pó para seu povo, ordenou a Espanha que detivesse o avião auxiliar da presidência, sob a legação de transporte irregular. Não a toa, para contrabalançar a rasteira que levamos resolveram assinar o Acordo do Mercosul que estava emperrado a 20 anos.

  2. Na próxima terça-feira, dia 9 de julho de 2019, entra de pleno em vigor a lei do cadastro positivo (Lei Complementar nº 166 de 08/04/2019).
    Este dispositivo torna automático “o fornecimento de dados financeiros e de pagamentos, relativos a operações de crédito e obrigações de pagamento adimplidas ou em andamento de pessoas naturais ou jurídicas, a gestores de bancos de dados, para formação de histórico de crédito, nos termos de lei específica” (sic).
    No seu artigo 2º, inciso II, define que gestor é pessoa jurídica que atenda aos requisitos mínimos de funcionamento previstos nesta Lei e em regulamentação complementar, responsável pela administração de banco de dados, bem como pela coleta, pelo armazenamento, pela análise e pelo acesso de terceiros aos dados armazenados. No artigo 5º, inciso I assegura ao cadastrado obter o cancelamento ou a reabertura do cadastro, quando solicitado.
    Pois bem, essa lei é outro instrumento invasivo, um ataque à nossa privacidade. Torna público nossa vida financeira e, além disso, com base em argumentos falaciosos, monetiza nossos dados pessoais transferindo-os forçosamente para as empresas de rating de crédito. O verdadeiro mote dessa lei repousa no lobby para forçar a criação de um banco de dados que valerá uma fortuna. Se os princípios elementares do respeito aos direitos do cidadão fossem observados essa lei sequer teria nascido. É um escândalo.
    Exemplo mais acabado dessas justificativas falaciosas é encontrada no site do Senado Federal, onde, a título de notícia e de justificativa para a lei, registra declaração do secretário especial de Produtividade, Emprego e Competividade do Ministério da Economia, Carlos Costa: “o cadastro positivo é um grande avanço institucional e representa uma forma de democratização do acesso ao crédito. Segundo o secretário, o cadastro positivo pode beneficiar 130 milhões de pessoas, inclusive 22 milhões de cidadãos que estão fora do mercado de crédito. — Trata-se de uma medida essencial para aumentar a oferta de empregos. Não podemos deixar de agradecer a parceria fantástica com o Congresso Nacional — destacou o secretário”. O site completa informando que o governo argumenta que a medida também tem o potencial de reduzir em 45% a inadimplência no país. Quem quiser que acredite. É o mesmo argumento usado para invadir outros campos da nossa privacidade e solapar nossos direitos com base no conhecido “é para a sua segurança”. Note-se que não há qualquer reparo ao fato de que nada ampara essas declarações e suposições, quanto mais esses números “borboleta”. São atirados ao ar e tais qual a borboleta pairam em um voo errático sem que ninguém tenha a menor noção onde e quando irão pousar. Em algum momento, assim espero, passaremos a cobrar efetivamente dos que cometem esse tipo de oráculo e melhor ainda será quando sejam imediata e peremptoriamente rechaçados como charlatões e vigaristas.
    Por que dessa indignação quanto ao tal do cadastro positivo? Simples, a inclusão é automática, mas a exclusão, por vontade do cidadão para que não tenha sua vida financeira devassada e seus dados pessoais monetizados e vendidos por terceiros, é uma via-crúcis. Bem diferente daquilo que foi prometido quando da defesa do projeto de lei. Além do mais, não há um, mas, vários “gestores” acessando e distribuindo os dados e não há, como deveria, um órgão centralizador a quem recorrer para desautorizar o que nunca foi individualmente autorizado, mas, por força dessa famigerada lei, tornado automático. O cidadão que quiser ter sua privacidade resguardada precisará ou dispor de um certificado digital ou ir pessoalmente ao “gestor” munido de documento pessoal e de um formulário próprio onde, possivelmente, enfrentará filas e um burocracia infernal. Se não bastasse, ao que tudo indica, será necessário ir a cada “gestor” que acessar seus dados e cancelar o cadastro. Concluindo, será impraticável,
    São casos como esses que nos dão certeza de que estamos cercados de vendilhões do templo.

  3. VOU ASSINAR A REVISTA CRUSOÉ
    A fonte da verdade que sustenta o nosso governo.
    https://www.oantagonista.com/copy/nos-fizemos-as-perguntas-certas-ao-homem-que-publicou-as-mensagens-roubadas-de-moro/?utm_source=oa-site&utm_medium=post&utm_campaign=glegre&utm_content=290619&utm_term=fr4

    Crusoé, uma ilha de independência no jornalismo brasileiro.

    Crusoé é uma revista direita e de direita.

    Não se trata de um trocadilho gratuito.

    Num país em que os mais torpes argumentos são usados para escamotear os cofres públicos…

    … fazer uma revista direita significa ser intransigente com os malfeitos, com a corrupção, o conchavo, o toma-lá-dá-cá, a incompetência…

    Significa repudiar a velha política, aquela que foi derrotada em 2018 nas urnas.

    Os representantes dessas práticas não têm colher de chá na Crusoé. Vale para Lula, para o PT, para o Renan…

    Ser uma revista de direita significa, principalmente, defender valores e ações como:

    A Democracia Representativa, em que os políticos legitimamente eleitos agem em nome do eleitor e são por ele fiscalizados. Nada de comitês e afins, dominados por partidários dos poderosos, como quer a esquerda;
    A Livre Iniciativa, o direito dos cidadãos de se associarem livremente para aproveitar oportunidades e solucionar desafios contemporâneos, gerando negócios e riqueza. Governos não induzem prosperidade: quem o faz são os cidadãos empreendedores e as empresas, cabendo ao Estado estabelecer regras claras. Ou seja, nada do Estado gigante que controla tudo e nada entrega, como prega a esquerda;
    A Liberdade de Expressão e de Acesso à Informação, o que inclui a liberdade da imprensa de revelar ao público o que os poderosos gostariam de esconder. Foi assim que o Brasil afastou do poder uma presidente que arruinou as finanças e colocou atrás das grades um ex-presidente corrupto que lavava dinheiro. “Controle social da mídia”, como pregam o PT e seus satélites, nada mais é do que uma ferramenta para intimidar e calar a imprensa que não se ajoelha diante do poder.
    O Jornalismo Independente. Repetimos: a Crusoé, assim como O Antagonista, não aceita dinheiro de qualquer órgão público ou empresa estatal. Não há negociação nesse ponto. Mario Sabino costuma dizer que a publicidade estatal tem funcionado como um “mensalão”, por meio do qual governistas de plantão compram apoio de “jornalistas”. A prática aniquila o poder de fiscalização da imprensa sobre o governo. É um tiro na democracia. Foi assim nos governos petistas, que se associaram a blogs sujos. Que isso nunca mais se repita.
    A Crusoé é, portanto, uma revista que tem coragem de admitir sua posição.

    Mas isso não significa dar paz aos políticos de direita.

    O atual governo já demonstrou que tem a pauta certa para modernizar o Brasil: uma profunda reforma econômica (que inclui a previdenciária) e uma intransigente política de combate ao crime.

    A população felizmente concedeu um mandato a Jair Bolsonaro para que ele implemente essas mudanças.

    Mas o presidente não tem uma carta em branco.

    É preciso fiscalizar seu governo, e nós o fazemos.

    É preciso um jornalismo independente para fiscalizar os poderosos e impedir que eles façam o que bem entendem com o dinheiro do imposto que você paga.

    Temos a equipe mais preparada para essa tarefa.

    Na linha de frente, está Rodrigo Rangel, editor-executivo da revista Veja em Brasília até o início de 2018.

    Rodrigo possui três prêmios Esso e foi autor de algumas das reportagens mais impactantes sobre a Operação Lava Jato.

    Com seu rigor jornalístico, suas reportagens contribuíram para colocar na cadeia o ex-ministro José Dirceu, o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha, o ex-governador do Rio Sérgio Cabral, o ex-presidente Lula e muitos outros políticos corruptos.

    Com a Crusoé, você terá acesso a:

    52 Edições da Semana da Crusoé por ano, com reportagens investigativas e exclusivas sobre os bastidores do poder
    notícias exclusivas do Diário, 24 horas por dia, 7 dias da semana
    acesso ao acervo integral da Crusoé
    a coluna provocadora do Diogo Mainardi
    a coluna de Mario Sabino, que revela bastidores da imprensa e relaciona os fatos presentes com a história brasileira
    o humor inteligente de Ruy Goiaba
    a coluna do politicamente incorreto Leandro Narloch
    as colunas de Felipe Moura Brasil e Ana Paula Henkel
    entrevistas exclusivas com personalidades da cena nacional e internacional
    ACESSO AO JORNALISMO INDEPENDENTE
    Você fará parte de um grupo bem informado, que participa ativamente de todas as decisões que vêm de Brasília.

    Em pouco mais de 1 ano, a Crusoé conquistou mais de 70.000 assinantes.

    A Revista Crusoé está pronta para denunciar o que for preciso, sempre em benefício de seus leitores.

    Como a reportagem que jogou luz sobre a vida luxuosa dos filhos de Lula (confira a capa abaixo). Os negócios da prole do presidente preso por corrupção e lavagem de dinheiro foram tema de uma extensa matéria logo na edição de estreia da revista.

    Outra a matéria revelou ao Brasil que uma das linhas de investigação da Polícia Federal sobre o atentado a Jair Bolsonaro apontava para o Primeiro Comando da Capital, a maior facção criminosa do país (capa abaixo). Advogados que defenderam Adélio Bispo de Oliveira, o autor da facada em Bolsonaro, ficaram sob a lupa das autoridades.

    E mais:

    revelamos que o então presidente da Petrobras, Pedro Parente, mantinha sociedade com empresas que tinham negócios com a estatal (capa abaixo). Dias depois da revelação, Parente deixou a estatal;
    ……………….

  4. Casos explicitam as fraturas do atual governo. Quais são os motivos e suas consequências?
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    Dois casos que poderíamos considerarmos marginais nos eventos políticos do Brasil, servem para explicitar as fraturas que estão ocorrendo no atual governo. Numa situação normal , num grupo mais politicamente homogêneo, os dois casos seriam algo mais anedótico do que algo importante, pois um se trata de um recado que um dos filhos do presidente manda contra o general mais próximo ao poder, o General Heleno e um segundo caso, é dado pela luta interna levado a vias de fato entre militantes neoliberais e conservadores de viés de extrema direita.
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    O primeiro caso parte de um recado deixado nas redes sociais para que todos possam ver, onde um dos filhos daquele que ocupa a cadeira da presidência da república em que o mesmo explicitamente faz um desagravo totalmente desaforado ao general da reserva que ocupa o cargo do Gabinete de Segurança Institucional, praticamente acusando o general de possivelmente estar fazendo uma conspiração contra a presidência da república, e com o agravo que nesta nota registra-se inclusive a possibilidade de atentado contra o filho do presidente.
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    Em qualquer regime minimamente republicano esta nota seria um motivo extremamente forte que criaria uma crise intestina no governo, ou seja, uma nota de tal gravidade seria um indício de esfacelamento ou de ruptura de grupos políticos que se colocariam até na oposição, como no Brasil se perde um pouco a noção de seriedade das coisas a nota provavelmente será tomada como um descontrole momentâneo de uma das partes, no caso da “Famiglia Bolsonaro”, e segue a diante a instabilidade que mostra todas as condições de se amplificar em segredo ou mesmo estourar nas redes sociais.
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    Além deste incidente, nas manifestações pró-Moro-Bolsonaro, grupos de extrema direita expulsaram alguns militantes conhecidos e atualmente deputados eleitos por outros partidos do direitão (impropriamente chamado centrão) das manifestações, assim como em alguns carros de som, outros elementos da extrema-direita, impropriamente chamados de conservadores, faziam discursos virulentos e explícitos contra os elementos do MBL que inclusive faziam parte de convocação dos atos.
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    Estes dois eventos colocam claro o que muitas pessoas, inclusive eu, vem falando sobre a inviabilidade da manutenção da base de governo com grupos tão heterogêneos como os tatuais grupos de apoio do atual governo. Fica mais ou menos claro que há uma luta não só pelo poder real, representado por cargos no governo federal, mas como também uma luta pela prevalência do discurso da direita, o MBL toleraria em parte alguma pautas identitárias, desde que estas não fossem mais longe do que dois passos e outro, os conservadores, mais preocupados com pautas de costumes além da ideologia neoliberal do MBL estão teoricamente mais a direita. O interessante que parece que o MBL apoia o general Heleno que é um dos representantes dos apoiadores chamados militares (no caso de alta patente), porém este mesmo general é bem recebido nas manifestações dos conservadores até este momento.
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    Com os atuais movimentos, parece começar a evidenciar que há dois grupos básicos, um primeiro apoiado pelo grande capital nacional e internacional e com parte das oligarquias brasileiras, que tem a simpatia dos altos escalões das forças armadas. Na oposição este vem outra parte das oligarquias e alta e média burguesia, que apoia diretamente o atual ocupante da cadeira da presidência da república com uma autonomia aparente do que eles chamam de globalismo, que seria, passando para uma linguagem mais compreensível uma oligarquia internacional com vínculos com setores mais tradicional do direitismo nacional.
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    Se alguém acha que o anteriormente escrito meio confuso, pode ficar certo que não é porque há erros de redação, mas sim porque na verdade, a diferença entre um lado e outro é mais dado pelo oportunismo político de quem entende do que está ocorrendo do que uma fratura ideológica, pois como este tal de globalismo não existe em termos reais, mas serve para motivar um amplo setor da extrema direita com palavras de ordem delirantes, que não teriam muito sentido se o próprio comandante de toda esta confusão é alguém que na realidade nem sabe do que está falando.
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    Agora o mais importante é se entender o que pode ocorrer se esta fratura se acentuar, algo que num país com um mínimo de conhecimento político dos atores nacionais do grande e do médio capital, não ocorreria. .
    Entretanto num país em que a própria direita tem na sua base, uma confusão conceitual tamanha e que se sustentava na medida que existia um inimigo externo, ou seja, o PT, as manobras que são feitas pelas cúpulas não são entendidas pela base, por exemplo, a ligação entre a direita MBL com o direitão tradicional (centrão) e com as chamadas forças conservadoras, seria fácil de se realizar, a partir de uma definição de objetivos estratégicos de médio prazo.
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    A união lógica da direita não é feita porque simplesmente o próprio atual ocupante da cadeira presidencial, apesar de não ter estas luzes em termos de entender como todo este esquema se encaixa na política internacional, é esperto suficiente em saber que unificada esta direita ele seria eliminado totalmente do jogo político por um sucessor qualquer, que fosse um melhor interlocutor do capital internacional.
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    A origem de todo este imbróglio está no amadorismo dos golpistas que não pensaram num plano B para a eleição de um provável presidente mais civilizado e não tivessem de lançar mão de uma improvisação que foi o atual eleito. O que causou a falha levando a um segundo problema foi que na realidade o improvisado presidente trouxe consigo uma parte da base, sendo que esta era a mais sólida das outras que foram carreadas por mera rejeição a Lula e ao PT.
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    Poderíamos dizer que uma espécie de Lumpemburguesia que caracteriza os chamados setores conservadores, que mesmo “Lumpen”, na acepção da palavra alemã, tem força suficiente que impede ser removida da forma tradicional que qualquer governo de extrema-direita elimina o Lumpemproletariado após assumir o poder.

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