Fora de Pauta

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11 comentários

  1. …sobre a morte do reitor Cancellier e uma sociedade que perdeu a noção e a capacidade do que seja sentir vergonha de seus horrores…
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    Nos países onde as instituições públicas são sérias, dignas e cumprem seu papel de fazer justiça, proporcionando aos cidadãos um “chão de segurança para existirem enquanto sociedade”, e isto é um incrível paradoxo, o “sentir vergonha” se torna, se não irrelevante, “menos importante” do que nos países de instituições frágeis, covardes no cumprimento de suas obrigações mais basilares e essenciais à civilidade e onde a “vontade subjetiva” do agente público é quase que total, dando a este agente um PODER descomunal diante do “cidadão comum” – aquele que não dispõe de um “poder qualquer” para confrontar as eventuais violências de que seja vítima.
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    Explico esse raciocínio aparentemente distorcido: pensemos em países que todos temos a visão de civilizados, sérios, em que “as coisas funcionam como devem ser”, nos aspectos da justiça, do cumprimento das leis, dos LIMITES PRAGMÁTICA E CULTURALMENTE ACEITOS como INQUEBRANTÁVEIS pelo conjunto de suas sociedades. Uma Suécia, por exemplo, ou o Japão, ou a Islândia, os exemplos são vários…. Quando pensamos nesses países, não nos vem à mente que seus cidadãos tenham medo da polícia, de seus juízes, de suas Supremas Cortes, de seus procuradores… – SEUS HABITANTES SABEM QUE O QUE É CIVILIZADO, JUSTO, DIGNO, ESTÁ INCORPORADO EM DOSE BEM ELEVADA, NO COMPORTAMENTO COTIDIANO DAS INSTITUIÇÕES E SEUS AGENTES, eles não precisam se preocupar, em suma, “que os agentes sintam vergonha por seus erros crassos e sórdidos”, porque há limites e controles sobre as ações desses servidores públicos tão rígidos, que tais erros – falando da dimensão de gravidade e insanidade do que vemos no Hospício que virou o nosso Btrasil… – são raros, e recebem a imediata repulsa do conjunto da sociedade e dos órgãos com competência legal para puni-los, afastá-los, repararem dentro do possível os erros e violências cometidos contra O CIDADÃO, essa entidade respeitada nos países civilizados.
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    Em países diametralmente opostos, de instituições frágeis, corporativismo desavergonhado e quase absoluto, e com limites legais contra os abusos de poder e autoridade existindo na prática, “apenas no papel”, tornamo-nos, nós cidadãos, até mesmo os mais famosos e celebrados mundialmente, como o ex-presidente Lula, QUASE QUE TOTALMENTE DEPENDENTES da vontade, a ética, a moral, a parcialidade ou imparcialidade, a dignidade, SUBJETIVOS, daquele agente público com quem nos defrontamos, eventualmente, em algum momento de nossas vidas. Não percebermos a TRAGÉDIA ABISSAL que isso representa, nós, sociedade brasileira, representa um segundo fato, tão deplorável e doentio quanto o fato em si, de sermos esse tipo de nação!
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    Aprendemos todos a preciosíssima e correta lição de Maquiavel: o poder corrompe! Ora, quanto não é capaz de corromper ao ser já de espírito mesquinho, apequenado, se esse poder lhe chega às mãos com características absolutistas, onde, em seu “pequeno feudo” (a instituição onde pode exercer suas funções…) ele SABE, que pode falar e agir como uma espécie de “Imperador romano” – decidindo, enfim, se vai “perdoar” ou “humilhar”, “agir com bondade” ou “ser perverso”, “fingir que não viu” ou “olhar com lupas gigantes e distorcidas”? É assim que criamos, desde os guardas municipais que sentem prazer em agredir moral e fisicamente aos camelôs nas ruas, tomando-lhes as bugingangas com que tentam sustentar suas famílias, tratando-os com arrogância e desprezo “de classe” (afinal, são “autoridades” naquele momento de prazer sádico…), como os PMs ao entrarem nas comunidades carentes ou pararem jovens negros para revistá-los com truculência desnecessária e brutal, e assim é, na verdade, TODA A CADEIA DE PODER DE NOSSAS INSTITUIÇÕES E AGENTES PÚBLICOS, em todas as áreas, cada um de nós DEPENDE DE “COMO É” a pessoa que vai nos atender, em qualquer situação que demande nossa presença diante de uma “autoridade”…
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    Tal característica, desumanizadora de nós, iníqua, covarde e perversa, é exacerbada em tempos de exceção e fascismo, nos órgãos de Polícia, do Judiciário e do Ministério Público. Tendo poderes ainda mais absolutos pelo respaldo da mídia e da opinião pública, ENFERMA PELA SEDE DE SANGUE E PUNITIVISMO, enferma pelo vício em paroxismos a que foi levada a se habituar, essas instituições e seus agentes, acabam por, eles mesmos, a se tornarem não só DOENTES, ENFERMOS, alguns, viciados em poder e SADISMO, mas vão perdendo, aos poucos, toda e qualquer capacidade de “sentirem vergonha” por seus atos indignos, cruéis, injustos, tornando-se seus cúmplices diretos, e tão culpados quanto, seus pares, que nas associações de classe, os defendem como numa cruzada religiosa…. É “o bem contra o mal”…. – sendo “o bem”, no fundo, qualquer fala ou ação vinda de um dos “comparsas de instituição”, por mais torpe e canalha tenha sido sua fala ou ação, e “o mal”, toda e qualquer oposição às falas e ações desses agentes e instituições VICIADOS EM PODER, SADISMO, CRUELDADE, VIOLÊNCIAS…
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    O caso trágico, triste, VERGONHOSO, do reitor Cancellier ilustra de modo exemplar tudo o que tentamos dizer nesse artigo! Sim, precisamos dizer seus nomes, para que não nos esqueçamos jamais de sua torpeza e crueldade assassina: Erika Merena, a delegada da Lava jato sofrendo de tédio e falta de holofotes em Santa Catarina, a juíza Janaína Cassol, o procurador André Stefan Bertuol e o pequeno canalha ressentido, o corregedor Rodolfo Hickel do Prado, todos eles, narcisistas sádicos, levianos, envolvendo-se em um processo cuja única busca era a de vingança, no caso do corregedor Rodolfo, e de holofotes e a oportunidade sádica de demonstrarem seu poder, no caso dos outros três, todos, INDELEVELMENTE, com o sangue de um homem inocente nas mãos…
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    Países sérios e civilizados, não dependem que seus agentes “sintam vergonha” antes ou depois de suas falas e ações, porque tais agentes já têm, em sua maioria, uma forte noção do que é o “dever público”, e são cientes de que os órgãos criados para seu controle e punição não fugirão aos seus deveres legais.
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    No Brasil, infelizmente, como precisamos ainda, como dependemos, dessa sensação tão necessária, de “sentir vergonha pelos erros cometidos”, de “sentir vergonha” pelo que é sórdido, errado, vil….

    Sentissem apenas um pouco dessa vergonha, os ministros do Supremo não teriam permitido à Lava Jato ir tão longe.

    Sentissem apenas um pouco dessa vergonha, alguns dos procuradores da Lava Jato viriam a público, arrependidos, contariam tudo o que sabem dos podres da operação, pediriram perdão ao país, narrariam além da VazaJato, tudo o que está oculto nos segredos dessa operação nefasta e perversa.

    Sentissem essa mesma vergonha, Erika Merena, Rodolfo Hickel de Prado, Janaina Cassol, André Stefan Bertuol, viriam a público, pediriam perdão à família do reitor Cancellier, confessariam o seu erro….
    .
    Somos essa triste nação que mata dezenas de milhares de jovens – a maioria negros! – nas favelas e periferias, todos os anos, e não nos envergonhamos.

    Voltamos ao mapa da fome, e não nos envergonhamos.

    E assistimos, há três anos quase, o suicídio de um homem inocente, um reitor de Universidade massacrado por uma delegada da Polícia Federal narcisista, arrogante, perversa e enferma, e não nos envergonhamos!
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    Que a sensação de vergonha nos inunde, até nos convulsionar a ir às ruas lutar por um país sério, digno, democrático, civilizado e justo!

  2. …sobre a morte do reitor Cancellier e uma sociedade que perdeu a noção e a capacidade do que seja sentir vergonha de seus horrores…

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    Nos países onde as instituições públicas são sérias, dignas e cumprem seu papel de fazer justiça, proporcionando aos cidadãos um “chão de segurança para existirem enquanto sociedade”, e isto é um incrível paradoxo, o “sentir vergonha” se torna, se não irrelevante, “menos importante” do que nos países de instituições frágeis, covardes no cumprimento de suas obrigações mais basilares e essenciais à civilidade e onde a “vontade subjetiva” do agente público é quase que total, dando a este agente um PODER descomunal diante do “cidadão comum” – aquele que não dispõe de um “poder qualquer” para confrontar as eventuais violências de que seja vítima.

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    Explico esse raciocínio aparentemente distorcido: pensemos em países que todos temos a visão de civilizados, sérios, em que “as coisas funcionam como devem ser”, nos aspectos da justiça, do cumprimento das leis, dos LIMITES PRAGMÁTICA E CULTURALMENTE ACEITOS como INQUEBRANTÁVEIS pelo conjunto de suas sociedades. Uma Suécia, por exemplo, ou o Japão, ou a Islândia, os exemplos são vários…. Quando pensamos nesses países, não nos vem à mente que seus cidadãos tenham medo da polícia, de seus juízes, de suas Supremas Cortes, de seus procuradores… – SEUS HABITANTES SABEM QUE O QUE É CIVILIZADO, JUSTO, DIGNO, ESTÁ INCORPORADO EM DOSE BEM ELEVADA, NO COMPORTAMENTO COTIDIANO DAS INSTITUIÇÕES E SEUS AGENTES, eles não precisam se preocupar, em suma, “que os agentes sintam vergonha por seus erros crassos e sórdidos”, porque há limites e controles sobre as ações desses servidores públicos tão rígidos, que tais erros – falando da dimensão de gravidade e insanidade do que vemos no Hospício que virou o nosso Btrasil… – são raros, e recebem a imediata repulsa do conjunto da sociedade e dos órgãos com competência legal para puni-los, afastá-los, repararem dentro do possível os erros e violências cometidos contra O CIDADÃO, essa entidade respeitada nos países civilizados.

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    Em países diametralmente opostos, de instituições frágeis, corporativismo desavergonhado e quase absoluto, e com limites legais contra os abusos de poder e autoridade existindo na prática, “apenas no papel”, tornamo-nos, nós cidadãos, até mesmo os mais famosos e celebrados mundialmente, como o ex-presidente Lula, QUASE QUE TOTALMENTE DEPENDENTES da vontade, a ética, a moral, a parcialidade ou imparcialidade, a dignidade, SUBJETIVOS, daquele agente público com quem nos defrontamos, eventualmente, em algum momento de nossas vidas. Não percebermos a TRAGÉDIA ABISSAL que isso representa, nós, sociedade brasileira, representa um segundo fato, tão deplorável e doentio quanto o fato em si, de sermos esse tipo de nação!

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    Aprendemos todos a preciosíssima e correta lição de Maquiavel: o poder corrompe! Ora, quanto não é capaz de corromper ao ser já de espírito mesquinho, apequenado, se esse poder lhe chega às mãos com características absolutistas, onde, em seu “pequeno feudo” (a instituição onde pode exercer suas funções…) ele SABE, que pode falar e agir como uma espécie de “Imperador romano” – decidindo, enfim, se vai “perdoar” ou “humilhar”, “agir com bondade” ou “ser perverso”, “fingir que não viu” ou “olhar com lupas gigantes e distorcidas”? É assim que criamos, desde os guardas municipais que sentem prazer em agredir moral e fisicamente aos camelôs nas ruas, tomando-lhes as bugingangas com que tentam sustentar suas famílias, tratando-os com arrogância e desprezo “de classe” (afinal, são “autoridades” naquele momento de prazer sádico…), como os PMs ao entrarem nas comunidades carentes ou pararem jovens negros para revistá-los com truculência desnecessária e brutal, e assim é, na verdade, TODA A CADEIA DE PODER DE NOSSAS INSTITUIÇÕES E AGENTES PÚBLICOS, em todas as áreas, cada um de nós DEPENDE DE “COMO É” a pessoa que vai nos atender, em qualquer situação que demande nossa presença diante de uma “autoridade”…

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    Tal característica, desumanizadora de nós, iníqua, covarde e perversa, é exacerbada em tempos de exceção e fascismo, nos órgãos de Polícia, do Judiciário e do Ministério Público. Tendo poderes ainda mais absolutos pelo respaldo da mídia e da opinião pública, ENFERMA PELA SEDE DE SANGUE E PUNITIVISMO, enferma pelo vício em paroxismos a que foi levada a se habituar, essas instituições e seus agentes, acabam por, eles mesmos, a se tornarem não só DOENTES, ENFERMOS, alguns, viciados em poder e SADISMO, mas vão perdendo, aos poucos, toda e qualquer capacidade de “sentirem vergonha” por seus atos indignos, cruéis, injustos, tornando-se seus cúmplices diretos, e tão culpados quanto, seus pares, que nas associações de classe, os defendem como numa cruzada religiosa…. É “o bem contra o mal”…. – sendo “o bem”, no fundo, qualquer fala ou ação vinda de um dos “comparsas de instituição”, por mais torpe e canalha tenha sido sua fala ou ação, e “o mal”, toda e qualquer oposição às falas e ações desses agentes e instituições VICIADOS EM PODER, SADISMO, CRUELDADE, VIOLÊNCIAS…

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    O caso trágico, triste, VERGONHOSO, do reitor Cancellier ilustra de modo exemplar tudo o que tentamos dizer nesse artigo! Sim, precisamos dizer seus nomes, para que não nos esqueçamos jamais de sua torpeza e crueldade assassina: Erika Merena, a delegada da Lava jato sofrendo de tédio e falta de holofotes em Santa Catarina, a juíza Janaína Cassol, o procurador André Stefan Bertuol e o pequeno canalha ressentido, o corregedor Rodolfo Hickel do Prado, todos eles, narcisistas sádicos, levianos, envolvendo-se em um processo cuja única busca era a de vingança, no caso do corregedor Rodolfo, e de holofotes e a oportunidade sádica de demonstrarem seu poder, no caso dos outros três, todos, INDELEVELMENTE, com o sangue de um homem inocente nas mãos…

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    Países sérios e civilizados, não dependem que seus agentes “sintam vergonha” antes ou depois de suas falas e ações, porque tais agentes já têm, em sua maioria, uma forte noção do que é o “dever público”, e são cientes de que os órgãos criados para seu controle e punição não fugirão aos seus deveres legais.

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    No Brasil, infelizmente, como precisamos ainda, como dependemos, dessa sensação tão necessária, de “sentir vergonha pelos erros cometidos”, de “sentir vergonha” pelo que é sórdido, errado, vil….

    Sentissem apenas um pouco dessa vergonha, os ministros do Supremo não teriam permitido à Lava Jato ir tão longe.

    Sentissem apenas um pouco dessa vergonha, alguns dos procuradores da Lava Jato viriam a público, arrependidos, contariam tudo o que sabem dos podres da operação, pediriram perdão ao país, narrariam além da VazaJato, tudo o que está oculto nos segredos dessa operação nefasta e perversa.

    Sentissem essa mesma vergonha, Erika Merena, Rodolfo Hickel de Prado, Janaina Cassol, André Stefan Bertuol, viriam a público, pediriam perdão à família do reitor Cancellier, confessariam o seu erro….

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    Somos essa triste nação que mata dezenas de milhares de jovens – a maioria negros! – nas favelas e periferias, todos os anos, e não nos envergonhamos.

    Voltamos ao mapa da fome, e não nos envergonhamos.

    E assistimos, há três anos quase, o suicídio de um homem inocente, um reitor de Universidade massacrado por uma delegada da Polícia Federal narcisista, arrogante, perversa e enferma, e não nos envergonhamos!

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    Que a sensação de vergonha nos inunde, até nos convulsionar a ir às ruas lutar por um país sério, digno, democrático, civilizado e justo!

  3. https://youtu.be/T7L9O4Eqbgc Entrevista de Bob Fernandes com Paulo Lacerda ex-Diretor da PF, ,no fim tem uma micro entrevista com Carlos Costa que foi diretor do FBI no Brasil no fim dos noventa começo dos 2000, bem interessante o ele que diz….a partir de 1:27:35

  4. Gilmar Mendes, hoje nas mídias como uma espécie de herói, tem contra si alguns fatos contados inclusive na Wikipedia.
    Há narrativas interessantes lá, como esta, por exemplo:
    “Em julgamento de recurso extraordinário impetrado por Jader Barbalho, que decidiu o pleno do STF pela validade da Ficha Limpa para as eleições de 2010, Gilmar Mendes tachou a lei oriunda de iniciativa popular de sandice e desatino, afirmando que “O povo não é soberano nas democracias constitucionais”. Nesta ocasião, Gilmar Mendes chamou a lei Ficha Limpa de “barbárie da barbárie” e a comparou-a ao nazifascismo.[111] Nesse momento, indicou que o projeto original, de origem popular, fora modificado casuisticamente pelo Congresso Nacional.”
    https://pt.wikipedia.org/wiki/Gilmar_Mendes

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