Fora de Pauta

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12 comentários

  1. UM SIMPLES JOGO DE AZAR MOSTRA COMO MUITO DOS BRASILEIROS SÃO ESTÚPIDOS

    Eu não quero saber o que as pessoas fazem com o seu dinheiro, mas os exemplos a seguir mostram que muitos brasileiros não sabem o valor do dinheiro nem quanto devem receber de troco.

    O cara pagou uma conta de energia de R$ 113,20, numa agência de atendimento da própria empresa fornecedora, com 4 notas de R$ 50,00. E o caixa me falou que esse tipo de confusão era muito comum.

    Por jogar uma combinação de 6 números na mega sena, o jogador desembolsa R$ 4,50 e a probabilidade de ser premiado é de 1/50.063.860. Você chega ao número do denominador da fração calculando as combinações possíveis de sessenta números seis a seis. Ou seja, (60x59x58x57x56x55)/(1x2x3x4x5x6). O mesmo cálculo poderá ser feito para a dupla sena, mas começando a partir do número 50: (50X49………x45)/1x2x3x4x5x6)=1/24.040.016

    Ou seja, apostando uma combinação de 6 número na dupla sena, a probabilidade de você ganhar é de aproximadamente duas vezes maior do que ganhar na mega sena. Além disso, uma combinação de 6 números na dupla sena custa apenas R$ 2,50, e você concorre a 2 prêmios maiores.

    No sorteio de ontem, sábado 25/07, a CAIXA estimava um prêmio de 2,5 milhões para os ganhadores da mega sena e cerca de 14 milhões para os ganhadores da dupla sena. Adivinhem em que jogo a maioria dos jogadores brasileiros decidiram apostar? Na mega sena, “óbvio”.

    E vocês ainda não sabem porque essas pessoas com esse tipo de lógica votaram em Bolsonaro? Imaginem se um dos escritores da Bíblia tivesse tido a ideia de ensinar tabuada aos evangélicos, como seria?

  2. Longo artigo de Thomas Pikety na Piauí, muito bom.
    https://piaui.folha.uol.com.br/materia/o-paradoxo-do-pt-desigualdade-no-brasil/?utm_source=pushnews&utm_medium=pushnotification

    Destaco.

    “Decerto, essas insuficiências estão, em parte, ligadas ao fato de que os sistemas eleitoral e institucional brasileiros tornam dificílima a formação de uma maioria parlamentar. Apesar das vitórias presidenciais repetidas e substanciais, com mais de 50% dos votos nos segundos turnos de 2002 a 2010, o PT nunca contou com a maioria dos deputados para executar sua política. O partido teve que se aliar a vários outros para poder aprovar leis e orçamentos. O fato é que esses desafios em termos de transparência da vida pública e de reforma dos financiamentos políticos nunca foram explicados com clareza ao país, tanto assim que o PT deu a impressão de se adaptar ao sistema em vigor e a suas zonas cinzentas.”

  3. Trabalhadores de aplicativos são proletários, não precariados nem classes subalternas.
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    Quando acadêmicos procuram explicar o que ocorre vão na sua caixa de ferramentas e procuram a primeira que possa torcer o parafuso que se encontra solto, se a cabeça sextavada do parafuso está em unidade métrica e as chaves são em unidades inglesas, não faz mal, se enjambra um pouco e torce a cabeça do parafuso que vai ficar completamente danificada, mas o parafuso será torcido.
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    Se Gramsci cria uma categoria das classes subalternas e ela explica, ou diria melhor estigmatiza, uma classe dos entregadores de moto e bicicleta como uma “classe subalterna”, fantástico, puxamos o que Gramsci falou e adaptamos a realidade, mesmo que essa não se encaixe perfeitamente no que queremos explicar.
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    Não chamar os entregadores ou melhor os transportadores da produção de operários ou simplesmente de proletários é um reducionismo na explicação notável, faz-se textões mostrando o que são essas “classes intermediárias” e nem se volta as explicações marxistas das diversas formas que aparece a venda do trabalho que transforma um pessoa não em capitalista, mas sim um operário ou proletário, afinal quem não utilizou um motoboy para transportar o seu trabalho intelectual para um comprador desse e não ficou com a maior parte do pagamento, ou seja, há uma espécie de vergonha em dizer que a parte do leão da mais valia não extraída ficou com o trabalhador intelectual. Dá vergonha e talvez por isso merece o nome de uma “classe subalterna”.
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    Qual é o motivo da minha revolta da qualificação de todos esses trabalhadores que participam diretamente na criação de riqueza e vendem a sua força de trabalho e merecem ser classificados como proletários? Exatamente porque com essa classificação de “classe subalterna” está se minimizando a função desses trabalhadores na sociedade moderna.
    .O meu primeiro contato real e no mesmo nível que tive com esses trabalhadores foi quando depois de velho procurei tirar uma carteira modelo A, para passar no exame tive que o repetir um número significativo de vezes e durante as horas que esperava a minha vês para fazer o exame me deparei com uma realidade que nem tinha nenhum conhecimento, as angústia e a necessidade desses trabalhadores. Nessa época há quase vinte anos e não existia o conceito de Uberização, mas vi um desses meus colegas de exame de chorar porque rodara no exame, pois ele comprara financiado uma moto e esperava ter a carteira para ser “contratado” por uma empresa de entregas e conseguir com isso pagar o financiamento da moto e se sustentar.
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    Esses rapazes, que na época eram chamados de motoqueiros e não de motoristas de aplicativos, que apesar de já eram explorados na época participavam da produção como transportadores e pelo que eu saiba se alguém numa linha de produção curta ou longa participa dessa transportando algo de um lado para outro, Marx o definiria como proletário e não como uma “classe subalterna” na produção.
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    A visão dos acadêmicos é tão míope que compram o próprio discurso da economia “moderna” de uma diferenciação desses trabalhadores de quem faz a pizza ou de quem produz outro produto qualquer que será entregue por esse trabalhador.
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    Essa visão míope dos acadêmicos, procuram textos em autores marxistas para encaixarem proletários que trabalham numa linha de produção espacialmente difusa diferente das grandes fábricas dos séculos passados. Não compreender que simplesmente um trabalho contratado e executado longe do capitalista que retira a mais valia dos seus empregados, não significa que eles deixam de ser proletários vinculados a uma rede de produção.
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    A não caracterização desses operários como tal é simplesmente um discurso ideológico das classes burguesas para não visibilizar as relações de produção, ou seja, há um conceito marxista que dá um nome tradicional para isso, a alienação do trabalho. Para mostrar que o termo alienação do trabalho vamos a um dos principais reclames dos entregadores de comida, eles entregam as refeições com fome, ou seja, o produto que entregam não lhes pertence e nem direito de pensar em utilizá-los não é lhes permitido.
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    Outra característica que mostra a alienação do trabalho prevista por Marx é que o trabalho não é uma “satisfação de uma necessidade, mas apenas um meio para satisfazer necessidades externas a ele” e isso é agudizado pela chamada “escala móvel de horas de trabalho” que o mesmo é submetido através dos algoritmos que lhes obrigam a trabalhar nos horários mais convenientes para os consumidores finais, que no caso de entregas comuns é num horário comercial e no caso de refeições é exatamente no momento que os trabalhadores deveriam estar com suas famílias. Assim sendo o trabalho deixa totalmente de ser uma satisfação de uma necessidade, mas apenas um meio para satisfazer as necessidades dos usuários e dos capitalistas que lucram com isso.
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    Poderia passear sobre a definição marxista do que venha a ser a alienação do trabalho, e em todas as condições que Marx prevê na sua definição estão cobertas no trabalho desses “trabalhadores de aplicativos”. Porém isso seria simples demais e não necessitaria escrever um artigo inédito correlacionando com o que disse Gramsci ou outro marxista mais atual, até chamar de precariado ou proletário de trabalho precário como se essa forma de trabalho já não existisse desde o início da revolução industrial.
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    A tentativa de criação dessa nova “categoria social” o precariado, é a única forma dos teóricos de bula do marxismo em não achando possível em classificar os trabalhadores de aplicativos como proletários restariam classificá-los como “proletariado lumpen”, mas como isso seria depreciativo, para isso é criado a definição de precariado, porém quando começam a tentar mostrar a diferença do precariado do proletariado caem em fossos teóricos que induzem a imensos erros, um desse fossos é dizer que um operário trabalhando como um precariado tem como característica principal a baixa qualificação. .
    Para não ficar numa simples afirmação vou colocar um exemplo que tenho visto a tempo, a contratação de engenheiros pejotizados, que deixam de ser profissionais liberais, pois não trabalhão diretamente para o consumidor final que caso isso ocorresse os retiraria da categoria de proletários, começando a trabalhar para empresas de serviços que simplesmente vendem seus serviços retirando a mais valia do seu trabalho. .
    Em resumo, dentro da realidade das relações de trabalho atuais, engenheiros pejotizados são verdadeiros proletários na concepção da palavra que num passado remoto eram ou feitores de trabalhadores braçais ou empregados com remuneração mais elevada em empresas de construção, por exemplo. Alguém pode achar um pouco de exagero, pois segundo as leis sociais um engenheiro deveria trabalhar com salários muito acima do salário mínimo, porém além de definir classes sociais por nível de renda ser um erro, os engenheiros mais jovens são contratados ou como pejotizados ou quando empregados como auxiliares de engenharia, mas esse assunto já é outro problema.
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    O que resulta enxergar um trabalhador de aplicativo como um proletário? Essa pergunta é a resposta da ação tão rápida que esses trabalhadores estão fazendo, pulando etapas no nível de consciência de classe, pois como os mesmos pertencem a classe proletária, apesar da novidade da seu movimento de reivindicações caminha a passos largos diferentemente do que movimentos de classes proletárias convencionais que se escondem atrás de sindicatos com ação completamente inadaptadas a atual situação.

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