7 comentários

  1. Tá legal, mas alguem me explique: O que é realmente “liberdade de expressao”?
    E que não venham com “as ofensas serão punidas como previsto na lei”. A velocidade e abragencia de uma informação neste ambiente interligado é semelhante aos circulos propagados num lago a partir de um objeto lançado. E não é reversivel!
    Então, está certo o ministro Moraes de bloquear as canalhices na origem, ficando dificil entender a posição dos gerenciadores das redes, salvo se estes têm interesse na destruição das democracias em benefício de seus paises de origem.
    https://g1.globo.com/economia/tecnologia/noticia/2020/07/30/twitter-diz-que-vai-recorrer-de-decisao-do-stf-que-bloqueou-conta-de-bolsonaristas-desproporcional-sob-a-otica-do-regime-de-liberdade-de-expressao.ghtml

  2. Na excelente charge do cartunista DUKE no jornal mineiro O Tempo, ele mostra a enorme sem-graceza dessa junção Guedes/Bolsonaro ao intentarem emitir a tal nota de 200 reais em plena pandemia do covid; e sem utilidade nenhuma, a não ser para facilitar a vida dos que estocam dinheiro em casa para fugir do fisco ou da polícia.
    Duke sugere que ponham na nota a saracura-do-brejo, porque é difícil de ser vista e foge quando a gente chega perto.
    E por falar em Guedes, em que pé se encontra a operação Greenfield da Polícia Federal?
    E por falar em Bolsonaro, em que pé se encontram investigações sobre Queirozs, etc?

  3. Já cansei de ver em tudo quanto é loja o desespero dos caixas na hora de passar troco, por falta de nota de 2 e 5 reais, ou de moedas de 25 centavos em diante. Moedas de 1 e 5 centavos nem os incomoda mais, fazem desconto na hora. Mesmo a de 10 centavos acaba sendo de pouca importância.
    Aí vem o Guedes e resolve por em circulação a tal nota de 200 reais. Absurdo!
    Será impressa no Brasil pela Casa da Moeda? Ou alguém vai ganhar grana imprimindo tais notas no exterior? E para qual finalidade?
    É bem verdade que se Geddel dispusesse dessas notas de 200,00 teria gasto muito menos malas, é lógico.
    Brasil de doideiras.

  4. No jornal O Estado de Minas, falando sobre ação de reparação – Tragédia de Mariana:

    ” Neste último dia de audiências, os advogados dos atingidos expuseram como os dois acordos feitos no Brasil visam não classificar as controladoras da Samarco como poluidoras ou co-poluidoras e com isso blindá-las judicialmente no Brasil para que tenham controle sobre o fluxo de recursos e a caracterização de atingidos e ações que elegerem. Por outro lado, não serem processadas no Brasil abre caminho para que haja um processo em separado contra a BHP na Inglaterra.”

    https://www.em.com.br/app/noticia/gerais/2020/07/31/interna_gerais,1171931/tragedia-mariana-pescadores-rio-doce-aguardam-julgamento-inglaterra.shtml

  5. A concentração de riqueza é o caminho natural do capitalismo, mas o malthusianismo será a última etapa.
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    Muitos tomam a concentração de riqueza como uma deformação do capitalismo, com essa interpretação começam a discursos de saída fiscal de uma fase que seria uma anomalia, porém uma análise histórica nos leva a conclusão que essa concentração é simplesmente um produto da evolução desse modo de produção e que inevitavelmente não há saída por meros arranjos do tipo tributação de grandes fortunas ou de impostos progressivos maiores, pois isso tudo é produto tendência da queda da taxa de lucro das empresas.
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    Se analisarmos a economia a partir do fim do século XIX e início do século XX veremos que o processo de acumulação capitalista se processou sempre na direção do Imperialismo e do aumento cada vez mais intenso de grandes monopólios e a extinção das pequenas e médias empresas como a base do capitalismo da época anterior ao início do século XX.
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    Durante o século XX vimos a introdução do Fordismo, do Toyotismo e agora a Uberização da economia. Até as últimas décadas do século XX, o chamado setor de serviços absorvia parte da mão de obra liberada pelo setores primários da economia, as fábricas diminuíam a mão de obra aumentando o que Marx chamou de composição orgânica do capital, ou seja a relação entre o capital constante (máquinas, equipamentos, instalações fixas) e o capital variável (mão de obra). Como o lucro das empresas vem da retirada da mais valia dos trabalhadores, pois como diz o nome, o capital constante é fixo e não há como depois de instaladas máquinas ou ferramentas fazer com que essas trabalhem por menor valor, a taxa de lucro pela produção unitária de produtos tende a cair, resultando para as empresas que atinjam maior capacidade de maior capital constante baixar seus preços para vencer a concorrência. Com esse movimento resulta que as empresas com maior capital consigam menores preços unitários do que eles produzem. Esse aumento de produtividade que é decantado em prosa e verso pelos economistas capitalistas, paradoxalmente gera produtos de menor preço para uma quantidade cada vez menor de consumidores. Ou seja, maior produção com menor número de trabalhadores cria o que chamamos o desemprego estrutural, pois não há maior necessidade de trabalhadores.
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    A perda de empregos na extração de minerais, na indústria e na agricultura foi em parte absorvida pelo setor de serviços, empregos que no início possuíam salários aproximados aos setores primários. O setor de serviços crescia simplesmente porque em grande parte deles não era possível a concentração da riqueza nas mãos de poucos capitalistas, impossibilidade criada pelas dificuldades gerenciais de uma gama imensa de pequenos comércios. Com a concentração do setor comercial nas mãos de redes integradas sob a propriedade de grandes grupos capitalistas, começou a eliminar os pequenos comerciantes com um grande número de funcionários, porém o limite gerencial e de controle dos estabelecimentos comerciais inibia a formação de empresas imperialistas que pudessem se espalhar ao longo do mundo.
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    Essa dificuldade de expansão do mesmo padrão da indústria monopolista para o setor de serviços foi vencida por dois elementos, a homogeneização do consumo universal e a informatização da gerência e controle do setor terciário, um magazine pode ter o mesmo tipo de loja em qualquer continente e com isso o mesmo tipo de controle. Com a uniformização e informatização do controle do comércio permitiu que o próprio setor terciário começasse a reduzir ainda mais o lucro dos setores que produzem riqueza como indústria e agricultura, pois se o fornecedor de um determinado país não baixar o seu preço ao máximo comprimindo os salários e benefícios sociais de seus empregados simplesmente o comprador muda de fornecedor para outro país ou mesmo para outro continente.
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    A situação até esse momento já estava crítica, entretanto ainda está se tornando pior, com os processos de Uberização e um comércio feito sem a necessidade de lojas e todos os custos trabalhistas que possuem essas estruturas, está se passando para outra fase de concentração ainda mais perversa, o uso de gigantescas empresas de venda por aplicativos que são meras intermediárias entre os fabricantes e consumidores. Se estivéssemos numa situação de pleno emprego, a diminuição do custo das mercadorias traria vantagens aos consumidores, mas ante de alguém ser um consumidor ele deve ter dinheiro e para tanto emprego.
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    Esse nó górdio no lugar de se simplificar cada vez aumenta mais, pois na medida em que se comprimem os custos pelo aumento da chamada produtividade se diminui cada vez mais as pessoas que teriam condições de aproveitar esse aumento de produtividade e diminuição de preços.
    Então qual é o futuro? A resposta é simples, ou se elimina o capitalismo ou simplesmente começa-se uma nova fase que parece se deslumbrar adiante, a chamada renda mínima universal, ou seja, a drogadição completa da imensa população do mundo. Porém essa será a armadilha, que capturando-se grande parte da humanidade para essa depois segue a segunda parte, o extermínio.
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    Como será isso e porque as duas fases? Basicamente é simples, como o desemprego estrutural continuará aumentando continuamente se substituirá esse desemprego por um ou mais benefícios que supram as necessidades básicas da população sem que essa precise trabalhar, provavelmente essa renda será por família e terá um valor unitário, simplesmente para que haja um primeiro controle populacional para diminuir os custos dos oligarcas que possuirão a 99% (ou mais) da riqueza do mundo. Quanto mais as pessoas receberem essa renda sem o trabalho essas ficarão fora da sociedade que produz e não terão nenhuma ligação com a realidade, ou seja, se transformará a imensa parte da população do mundo num nível abaixo do que se chama de proletariado lumpen, ou seja, serão como são os mendigos na sociedade atual. Como quem está fora da produção não tem capacidade de propor uma sociedade diferente eles ficarão a mercê daquilo que a oligarquia achar que eles devem consumir e como ocorre com a atual “elite” eles comprimirão ao máximo o consumo até o ponto que essa massa de pessoas se tornar algo dispensável para as oligarquias. Quando se chegar esse ponto aí teremos a volta de regimes totalmente fascistas onde todos os “parasitas” da sociedade serão eliminados por ela.

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