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6 comentários

  1. Antropologia social

    Por que o cachorro quente do paulistano tem purê de batata?

    Fernando Badô Sansero
    2 d ·
    Hoje eu vou dar uma aula magna sobre o porquê (sim, tem um) do cachorro quente do paulistano ter purê. Nasceu de uma necessidade socioeconômica, e não de um mero capricho gastronômico.

    A geração dos nascidos entre 70-80 conviveu muito com o Vale Transporte/Passe Escolar em forma de bilhete. Era um tíquete de papel que, no mundo do comércio de rua de SP, logo ganhou status de dinheiro – e se você leu Crash, do meu amigo Alexandre Versignassi, sabe que dinheiro nada mais é do que um mero papel no qual as pessoas depositam sua fé de valor.

    Não me lembro exatamente dos valores, mas era algo assim. Com a passagem de ônibus na casa do R$ 1, os Carros de Dog (empreendedorismo raiz) passaram a aceitar o VT pelo valor de R$ 0,50.

    E na época, procurando em determinadas banquinhas que vendiam café e bolo na porta do metrô (empreendedorismo raiz) era possível comprar 10 passes por R$ 9, por exemplo. Bom negócio para todo mundo – não era legal, do ponto de vista jurídico, mas…

    Pois bem, numa época em que ainda tínhamos medo da hiperinflação, ser muquirana era vital. Além do que, nós, universitários, saíamos de casa logo pela manhã para trabalhar e só voltávamos por volta de meia noite. A gente precisava fazer um jantar rápido. E mesmo os sortudos que tinham vale refeição não tinham valor suficiente para almoçar E jantar.

    E logo percebemos que poderíamos ter um almoço satisfatório por apenas R$ 1 ou 2: o Dogão.

    Na luta pelos clientes na hora do almoço, a “livre concorrência” dos dogões fez os empreendedores brigarem por seu market share, e para isso, começaram a embutir ingredientes no sanduíche. Salsicha extra, Repolho, vinagrete, milho, batata palha, queijo ralado, enfim…todo que tornasse a experiência do almoço o mais empanturrante possível.

    Comer isso sem derrubar era uma tarefa impossível. As sarjetas eram repletas de bolotas de repolho, vinagrete, batata palha e maionese.

    Eis que um gênio disruptivo e, infelizmente, anônimo, teve a grande sacada do purê de batatas. Não só serviria como uma liga que manteria todos os ingredientes estáveis dentro do pão, como ainda acertou em cheio a necessidade de satisfação da clientela, que voltava aos postos de trabalhos de pança cheia e sem necessidade de outra iguaria até a hora da faculdade (e, claro, isso explica porque não existiam abdomens six-packs naquela época).

    E é por isso que o purê de batata existe no dogão paulistano, por uma questão social. E é por isso que compará-lo com o ketchup na pizza não passa de uma falsa simetria insensível e elitista.

    Aceitem minha verdade sem questioná-la. É a vida.

    https://web.facebook.com/fernando.bado/posts/10222909892637343

  2. TÁ NA NETFLIX

    O filme se chama “99 casas”. Mas poderia se chamar “quase tudo dentro da lei”, ou ainda, “como espertalhões ganharam dinheiro com a crise do subprime nos Estados Unidos”.

    Para quem não se lembra da crise do subprime, você encontra aqui uma explicação relativamente fácil de entender e sem fake news: https://pt.wikipedia.org/wiki/Crise_do_subprime

    Com a crise, muito dos imoveis hipotecados foram tomados pelos bancos, embora não tivesse quem os recomprasse. Ou seja, muitos americanos perderam suas casas (muitas das quais ficaram fechadas por anos a fio), e veja de de que maneira humilhante isto aconteceu no filme “99 casas”, na NETFLIX.

    Se não tiver tempo de ler a matéria da wikipedia, vá direto ao filme.

    As famílias americanas já vinham se endividando ao longo dos anos 1990. A partir de 1995, o mercado imobiliário voltou a se expandir, assim como o endividamento – através de crédito ao consumidor e hipotecas. Com a crise de 2000-2001 do mercado de ações, o mercado imobiliário ganhou estímulos e se expandiu mais vigorosamente. As famílias, já endividadas, elevaram a contratação de empréstimos, fazendo novas hipotecas e adquirindo novas linhas de crédito. A partir de 2003, com a intensificação da valorização dos imóveis e o esgotamento dos clientes tradicionais, o crédito foi facilitado para as famílias e indivíduos sem histórico de crédito ou com histórico ruim, sem emprego e sem renda.

    Os subprimes incluíam desde empréstimos hipotecários até cartões de crédito e aluguel de carros, e eram concedidos, nos Estados Unidos, a clientes sem comprovação de renda e com mau histórico de crédito – eram os chamados clientes ninja (do acrônimo, em inglês, no income, no job, no assets: sem renda, sem emprego, sem patrimônio). Essas dívidas só eram honradas, mediante sucessivas “rolagens”, o que foi possível enquanto o preço dos imóveis permaneceu em alta. Essa valorização contínua dos imóveis permitia aos mutuários obter novos empréstimos, sempre maiores, para liquidar os anteriores, em atraso – dando o mesmo imóvel como garantia. As taxas de juros eram pós-fixadas – isto é, determinadas no momento do pagamento das dívidas. Quando os juros dispararam nos Estados Unidos – com a consequente queda do preço dos imóveis – houve inadimplência em massa.

    A queda nos preços de imóveis, a partir de 2006, arrastou vários bancos para uma situação de insolvência, repercutindo fortemente sobre as bolsas de valores de todo o mundo.

    Como os empréstimos subprime eram dificilmente liquidáveis, isso é, não geravam nenhum fluxo de caixa para os bancos que os concediam, esses bancos arquitetaram uma estratégia de securitização desses créditos. Para diluir o risco dessas operações duvidosas, os bancos americanos credores juntaram-nas aos milhares, e transformaram a massa daí resultante em derivativos negociáveis no mercado financeiro internacional, cujo valor era cinco vezes superior ao das dívidas originais.

    Assim, criaram-se títulos negociáveis cujo lastro eram esses “créditos podres”. Foi a venda e compra, em enormes quantidades, desses títulos lastreados em hipotecas subprime que provocou o alastramento da crise, originada nos Estados Unidos, para os principais bancos do mundo.

    Por uma razão que se desconhece, embora possa estar ligada a algum lobby ou a pressões de congressistas americanos para lastrear esses títulos – talvez por haver interesse da parte deles nos rendimentos do subprime, o que sugere uma ligação com alguns banqueiros – e que hoje, após o estouro, ainda deixa pasmos muitos analistas, tais papéis, lastreados em quase nada, obtiveram o aval das agências internacionais de classificação de risco – de renome até então inquestionável -, que deram a eles a sua chancela máxima – AAA – normalmente dada a títulos tão sólidos quanto os do Tesouro dos EUA, tornando-os muito mais confiáveis do que os títulos do governo brasileiro, por exemplo. Com essa benevolente classificação de risco, tanto os investidores, como os fundos de investimento e os bancos passaram a disputar a aquisição desses títulos, no mundo todo, e esses títulos passaram a servir como garantia para a tomada de novos empréstimos bilionários, alavancados na base de 20 para 1.

    A partir do 18 de Julho de 2007, a crise do crédito hipotecário provocou uma crise de confiança geral no sistema financeiro e falta de liquidez bancária, ou seja, falta de dinheiro disponível para saque imediato pelos correntistas dos bancos.

    Com a crise, muito dos imoveis hipotecados foram tomados pelos bancos, embora não tivesse quem os recomprasse. Ou seja, muitos americanos perderam suas casas (muitas das quais ficaram fechadas por anos a fio), e veja de de que maneira humilhante isto aconteceu no filme “99 casas”, na NETFLIX.

  3. O que poderia o atual governo copiar da experiência da política econômica de Mussolini.
    Muitas pessoas ficaram assustadas com o aumento da popularidade do atual governo com o efeito da ajuda de 600 reais, pois nunca consideraram a possibilidade da mudança de política econômica de Guedes, pois escrevi aqui no GGN um artigo denominado “A política econômica do fascismo italiano.” (https://jornalggn.com.br/artigos/a-politica-economica-do-fascismo-italiano/) Com o artigo mostro que o fascismo pode sim modificar de política econômica sem abrir mão da sua essência como fez Mussolini durante os seus 19 anos de poder.

    Agora vou ir um pouco mais adiante, mostrar que o atual governo tem margens de manobra que pode permitir durante um bom tempo, certamente não 19 anos (e direi o porquê), mas achar que essa política fascista se encerra antes de 2022 é um autoengano da oposição de esquerda, logo desenvolverei os caminhos que um fascismo brasileiro poderia durar até próximo de seis a sete anos (mais que quatro, menos que dez). Logo vamos as analogias possíveis e as vantagens e as desvantagens sobre a Itália fascista que o Brasil possui.

    Vantagens e desvantagens de um Brasil fascista sobre a Itália de Mussolini.
    Como explicado no artigo sobre a economia fascista italiana, a Itália tinha uma forte dependência externa de produção agrícola, uma indústria pequena e um mercado consumidor limitado. Como podem ver essas condições não se reproduzem igual nos dois países, pois em termos de produção agrícola o Brasil é um dos maiores produtores mundiais. A nossa indústria é relativamente pequena para as dimensões do Brasil, mas o nosso mercado interno é muito maior. Até aqui as condições para uma economia forte são extremamente favoráveis, também em termos de recursos naturais, como petróleo, minério de ferro e outros minerais estratégicos a situação do Brasil é muito mais favorável do que tinha a Itália fascista nos anos 20 e 30 do século passado, porém há somente uma forte limitação que teria que ser resolvida mudando exatamente a política que está sendo levada até esse momento, o problema tecnológico e as restrições internacionais a imposição de barreiras alfandegárias que são hoje quase um dogma de fé e principalmente depois que o Brasil numa diarreia mental do nosso ministro de relações exteriores abriu mão de país subdesenvolvido.
    Logo para dar a mesma virada de rumo que o governo de Mussolini deu em 1926 seria necessária uma maxidesvalorização da moeda (sentido contrário do que foi feito pelo governo fascista italiano) para inibir a importação de produtos industrializados. Isso poderia ser feito no Brasil pois como não dependemos do mercado externo para ter segurança alimentar, porém aqui começaria o primeiro problema com a base eleitoral do atual governo, teria que ser introduzido um forte imposto nos produtos agrícolas para não internalizar a inflação. Como a nossa indústria tem uma defasagem tecnológica com a indústria internacional, não seria necessário a introdução da mesma taxação para ela que deveria sofrer o setor agrícola.
    Essa taxação extra de produtos de exportação poderia ser utilizada para suporte de planos de P&D para vencer o gap tecnológico existente entre a indústria brasileira e a internacional, mas o investimento em pesquisa e desenvolvimento deveria ser intenso e apoiado por países fora da órbita das economias imperialistas dos países do ocidente. Ou seja, haveria uma espécie de rompimento com o imperialismo internacional e ocidental, algo semelhante entre o fim da segunda fase da economia fascista.

    Quanto a repressão aos trabalhadores, como em questão de produtos básicos, que poderiam ser todos produzidos no Brasil, não imporia a um governo fascista brasileiro nenhuma necessidade de ampliação do fechamento de liberdades políticas além da proibição de partidos formais e imposição de partido único, pois poderiam ser possível uma melhora substantiva da qualidade de vida da população mais pobre, por exemplo, um plano de melhora da educação, da saúde e do saneamento ambiental e moradia seriam bem vindos para o êxito da indústria pesada nacional. O grande problema é exatamente essa última palavra, a redefinição rigorosa de indústria nacional que permitiria a criação de nichos específicos para ela.

    Talvez o maior problema de um governo fascista no Brasil seria a necessidade dele ser realmente nacional, pois muitos laços com o imperialismo internacional teriam que ser rompidos e não acredito que o governo tenha intensão disso, pois amplas camadas das chamadas classes médias superiores, teriam perdas de qualidade de vida devido a restrições de importações tanto por legislação como por subvalorizarão da moeda formariam uma forte oposição das classe médias a um plano desse tipo.

    Para os mais desavisados: Não estou fazendo nenhum comentário sobre a noção de valor dessas políticas, estou simplesmente traçando um caminho possível que podem tomar os fascistas brasileiros na sua política econômica, quanto ao mérito, certamente a minha opinião não foi em nenhum ponto mostrada nesse artigo.

  4. 2. O entendimento jurisprudencial desta Corte é no sentido de que é válida a intimação de apenas um dos advogados constituídos, mesmo com pedido expresso de intimação nominal de todos eles (AgRg no REsp nº 1.508.124/PR, Rel. Ministro MARCO AURÉLIO BELLIZZE, Terceira Turma, DJe 20/5/2015).

    TST – Agravo Regimental Recurso de Revista AgR-RR 6382720125040341 (TST)

    NULIDADE DE INTIMAÇÃO DO DESPACHO DE ADMISSIBILIDADE DO RECURSO DE REVISTA. PEDIDO ANTERIOR DE QUE TODAS AS PUBLICAÇÕES FOSSEM FEITAS EM NOME DE DOIS ADVOGADOS SIMULTANEAMENTE. INTIMAÇÃO FEITA APENAS EM NOME DE UM DOS ADVOGADOS INDICADOS. VALIDADE. 1. Havendo pedido expresso de que as intimações e publicações sejam realizadas em nome de dois advogados, a comunicação feita em nome de um deles é válida. 2. Não se confunde, a hipótese dos autos, com aquela disciplinada na Súmula 427 do TST, pois não há pedido de publicação exclusiva em nome de um único advogado. 3. Precedentes.

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