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1 comentário

  1. Brava Gente Brasileia

    Tem-se repetido a exaustão em diversos artigos, tanto na chamada “grande mídia” como nas redes sociais, uma crítica profunda ao comportamento do povo brasileiro na tomada de posição em favor da escalada da lumpemburguesia ao poder.

    Reputo tais comportamentos como consequência de uma revolta momentânea contra a aparente ingratidão do povo brasileiro, que ainda estão muito frescas na memória de todos nós militantes.
    No entanto é preciso recobrar a razão o mais depressa possível, puxar pela memória e recordar; que em nenhum país do mundo tido como democrático como o nosso, uma organização midiática possui quase o monopólio da comunicação, principalmente da informação jornalística, como é o caso das Organizações Globo, detendo inclusive a propriedade cruzada, o que é proibido na maioria dos países democráticos.

    É preciso recordar que não teve uma única eleição, seja ela municipal, estadual, mas principalmente nacional, em que esta famigerada organização não tenha colocado todo o seu poderoso aparato tentando influenciar os resultados eleitorais, inclusive nas vésperas dos pleitos, com informações distorcidas e mentirosas. Ainda assim esse povo que ora é repudiado por muitos resistiu bravamente a todo tipo de manipulação e levaram as candidaturas populares a disputa casa a casa com seus oponentes, chegando finalmente ao governo central em 2002 e lá permanecendo até 2016, só sendo arrancado de lá por um golpe legislativo, pois a máquina midiática da burguesia foi incapaz de encantá-la com seu discurso durante todo esse período.

    A vitória do golpe do projeto fascista, antipovo, foi consequência do entendimento por parte da burguesia da dificuldade sobre humana de tirar, pela via democrática, o projeto popular do governo.
    Portanto, quando de novo formos fazer nossas críticas a esse povo, lembremos da sua história de heróica resistência num passado ainda bem presente, uma resistência diuturna a todo tipo de achincalhe liderada por uma empresa monopolista do ramo das comunicações, como em nenhum outro lugar democrático do planeta existiu e ainda existe.

    Não se pode avaliar com precisão a capacidade de resistência desse povo frente a outros povos, pois nenhum povo em regime democrático foi submetido a tantos ataques e achaques midiáticos como esse e resistiu e sobreviveu por tanto tempo. Para reforçar meus argumentos, podemos citar a Inglaterra e sua saída do Brexit de forma manipulada. Ao contrário daqui, lá não há uma mídia monopolista, no entanto a população não resistiu aos ataques dos bárbaros das redes sociais. Quem sabe depois de uma reflexão como essa nos dê vontade de tomar emprestada para encimar nosso próximo artigo, aquela parte do hino da independência que diz: “Brava gente brasileira…”

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